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quarta-feira, 11 de junho de 2014

AS CRUÉIS LIÇÕES DO IMPERIALISMO

OS FACTOS

Os combatentes do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL) sequestraram nesta quarta-feira o cônsul turco na cidade iraquiana de Mossul (cidade de 1,5 milhão de habitantes em poder deste grupo jihadista) e mais dezenas de funcionários, num total de 48 reféns. O EIIL, presente tanto no Iraque quanto na Síria, tenta criar um “emirado islâmico”.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, convocou nesta quarta uma reunião de emergência com o vice-primeiro-ministro e o chefe dos serviços secretos. Pelo menos 28 camionistas turcos estão desde terça-feira nas mãos dos combatentes jihadistas, que tomaram o controle de Mossul, a segunda cidade do Iraque. Toda a província de Nínive (norte) também é controlada por este grupo radical.

O ministro de Relações Exteriores do Iraque, Hoshyar Zebari, pediu a união dos líderes do país para enfrentar uma ameaça “grave e mortal”. “A resposta tem que ser em breve. É preciso haver uma resposta rápida para o que aconteceu”, disse ele durante viagem à Grécia.

Zebari disse que o governo atuará em conjunto com forças da região autónoma curda para expulsar os combatentes rebeldes de Mosul.

Os combatentes do EIIL executaram 15 pessoas, entre policiais, soldados e militantes contra a Al-Qaeda em várias localidades da província, O grupo também tomou o controle da cidade iraquiana de Tikrit e libertou centenas de prisioneiros nesta quarta.

Na terça-feira, um coronel afirmou que os rebeldes haviam se apoderado dos setores de Hawija, Zab, Riyad e Abasi, oeste da cidade de Kirkuk, e de Rashad e Yankaja, ao sul.

A captura sem precedentes de Mossul e Ninawa levou o governo a pedir ao parlamento que decrete o estado de emergência em todo o país, o que será decidido em reunião amanhã.


Após essas conquistas, os jihadistas se dirigiram à região de Salah ad-Din e a Kirkuk, onde também tomaram o controle de várias cidades nas últimas horas. Os combates forçaram mais de meio milhão de pessoas a abandonar a zona, segundo alertou a Organização Internacional das Migrações (OIM).

Os extremistas também avançaram sobre a cidade de Baiji, sede de uma refinaria de petróleo, e colocaram fogo no tribunal e na delegacia de polícia local. A refinaria de Baiji é a maior do Iraque e fornece derivados de petróleo para a maioria das províncias do país.

OS COMENTÁRIOS

Depois das aventuras “pró-democráticas” do Ocidente, no Iraque e na Síria, com guerras de agressão, ladainhas dos direitos humanos, centenas de milhar de mortos e feridos, destruição de unidades nacionais e da coexistência de religiões e povos e um cenário de penúria geral, o que resta?

Uma total e completa insegurança da vida de populações, expulsa das suas terras e das suas cidades por hordas de facínoras, dotados de armas letais fornecidas pelo Ocidente hipócrita, com a presença de milhares de jovens europeus fanatizados ao islão mais retrógrado.


Dura lição para a Turquia, para os USA, para a Europa dos Hollande, Cameron e Merckel, que mais uma vez se preparam para apagar com o rendimento dos cidadãos o fogo que atearam. Capitalismo hipócrita, imperialismo criminoso.  

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