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sábado, 21 de junho de 2014

posição politica

UMA POLITICA DE DESTRUIÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA QUE É PRECISO TRAVAR! (II)

Os interesses pedagógicos são substituídos por opções economicistas.

O governo tem vindo a fazer um significativo esforço no sentido de levar os portugueses acreditar que a anunciada abate de centenas de escolas é uma inevitabilidade sustentada em razões de natureza pedagógica. É MENTIRA.

São inconsistentes em termos pedagógicos, os argumentos do Ministério da Educação de que a socialização das crianças e os níveis de desenvolvimento das suas capacidades escolares estão dependentes da dimensão das escolas e do número de alunos. Exemplos anteriores confirmam que este processo de concentração tem levado á constituição de turmas com excesso de alunos.

No domínio do ordenamento da rede escolar, a complexidade dos determinantes que antecedem as decisões desaconselha a uniformidade e o centralismo hoje instalados.

Milhares de crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos, vão ser obrigadas a deslocar-se das suas áreas de residência para as novas escolas de acolhimento, com percursos superiores a trinta minutos, por estradas muitas vezes pouco cuidadas, obrigando-as a sair de casa muito cedo e a regressar muito tarde.

É fundamental para um desenvolvimento equilibrado das crianças, que no processo ensino-aprendizagem, o escolar não se distancie do educativo e que este só ganha sentido quando enraizado na comunidade e cimentado nas vivências das crianças.

CONTRA O ENCERRAMENTO DE ESCOLAS, A LUTA É O CAMINHO!

O governo não respeita as Cartas Educativas, ignorando assim decisões legitimamente aprovadas pelos órgãos municipais e que correspondem aos interesses das comunidades que representam.

Nenhuma Escola deve encerrar sem acordo dos pais, dos órgãos autárquicos e dos representantes dos profissionais de Educação, e só se comprovadamente a alternativa for melhor para as crianças e para o processo de aprendizagem.

É uma hipocrisia dizer que estão preocupados com o desenvolvimento do interior e com a desertificação e optarem por fechar serviços públicos de proximidade que podem promover o desenvolvimento.


O PCP apela á indignação e ao protesto de pais em particular e das populações em geral, no sentido de organizarem a luta contra o encerramento destas mais de 450 escolas.

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