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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

AUTARCAS NO FERRO-VELHO

O autarca de Lisboa decidiu restringir a circulação de veículos, baseado na idade desses mesmos veículos. Alegadamente pretendia diminuir a poluição atmosférica no centro da Capital. Para isso implementou Zonas de Emissão Reduzidas para matrículas anteriores a 2000 e para matrículas anteriores a 1996.

Aparentemente estas medidas seriam bastante progressistas e até bem intencionadas. Vejamos porém a realidade. Quais as causas reais do excesso de circulação automóvel, que tornam a cidade poluída? Em primeiro lugar, as inevitáveis deslocações diárias para o trabalho e para os serviços públicos hegemonicamente localizados no centro. Em segundo lugar, a falta de alternativa credível em termos de transportes públicos.  

Aqui chegados, bastaria lembrar ao autarca de Lisboa o tempo de espera, os níveis de conforto, os transbordos, o custo dos bilhetes, das soluções actuais dos transportes públicos.

Mas quem são os mais lesados com as medidas de Costa? Vejamos. São dispensados destas medidas os veículos do Estado, as ambulâncias, os veículos das forças de segurança, os residentes nessas zonas. Porquê? Mais, um reformado residente na zona de restrição pode ir no seu veículo utilitário, um pouco antigo (fruto de antigas poupanças) á praia da Costa da Caparica, mas o habitante da Costa não pode aceder ao centro da Cidade num veículo idêntico para transportar um neto á escola.

Esta injustiça social assim patente penaliza gente de baixos rendimentos e descora o potencial poluente de veículos de maior cilindrada.


CR

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