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sábado, 24 de janeiro de 2015

COMUNICADO DA FNAM

PARA O GOVERNO, NEGOCIAR É IMPOR

Ao fim de três reuniões de (suposta) negociação de alterações ao Regime do Internato Médico (a 1 e 16 de Dezembro último e a 21 de Janeiro), o Ministério da Saúde, nesta última reunião, acabou por dar por encerradas as "negociações" e informar que irá enviar para publicação o seu projecto de diploma, sem que acolhesse quaisquer das propostas apresentadas pelos Sindicatos.

Importa realçar que as alterações agora introduzidas são, na perspectiva da FNAM, inaceitáveis retrocessos à inegável qualidade da formação médica no nosso País; entre outras, acabará o Ano Comum, substituído por um hipotético ano profissionalizante da responsabilidade das Faculdades de Medicina; a prova de acesso passará a ser de “avaliação” (com nota mínima) e deixará de haver garantia de especialização para todos os recém-licenciados; poderá haver internatos em instituições privadas e do sector social sem que haja qualquer garantia de hierarquia técnico-científica; ausência de qualquer valorização ou compensação para os Orientadores de Formação; e, “cereja no topo do bolo”, a imposição de 18 horas semanais de Serviço de Urgência, integradas no horário normal de 40 horas.

A todos estes pontos contrapuseram os dois sindicatos argumentos mais do que fundamentados, mas o Ministério, escudando-se em que já havia consensualizado o documento com outra estrutura,  recusou liminarmente incorporá-los na redacção final.

E assim se cumpriu uma farsa de negociação!

Porém, a FNAM não deixará de combater com todas as armas ao seu dispor mais esta arremetida contra a qualidade dos serviços e dignificação da profissão médica e coloca-se desde já à disposição dos jovens médicos para os apoiar nas formas de luta que venham a entender encetar.

Coimbra, 22.01.2015
A Comissão Executiva da FNAM

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