um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

a frontalidade comunista


O povo russo está interessado em melhorar as relações com outros países, mas o país nunca sucumbirá a pressões exteriores ou seguirá políticas impostas, disse o líder comunista Gennadiy Zyuganov durante conversações com o Embaixador Americano John Tefft.

“A sociedade Russa tem a boa intenção de fortalecer as relações com o Leste e com o Oeste, mas nunca permitiremos que alguém nos afronte. É o nosso principal limite.”

Zyuganov disse ao diplomata americano que a Rússia nunca teria o seu “Maidan,” acrescentando que os planos de criar um blog anti- corrupção que pusesse o politico da oposição Aleksey Navalny como líder da Rússia estão condenados ao fracasso. E comparou Navalny a um novo Boris Yeltsin com a única diferença entre as duas personalidades o primeiro permanecer sóbrio. O povo russo ganhou uma boa imunidade contra o “Yeltsinismo, disse.

O político comunista russo expressou a sua indignação sobre o facto de os Estados Unidos interferirem na corrente crise na Europa. Ele avisou que se a situação persiste, “os piores tempos da Guerra Fria” podem voltar. Outro aspecto a considerar é o surgimento de sentimentos neo-nazis na região, especialmente na Ucrânia, afirmou Zyuganov.

O líder comunista disse ao embaixador americano que era errado chamar á resistência armada no sudeste da Ucrânia de separatistasjá que essa gente somente quer manter ligações económicas com a Rússia e defender o direito de falar a sua língua. Zyuganov assinalou que o povo de Donbass nunca atacou ninguém em Kiev ou Lvov. “Eles simplesmente defendem a Mãe-Pátria, as suas casas, a sua família. Por isso o Partido Comunista da Rússia envia ajuda humanitária para a população de Dombass.”

Disse estar surpreendido pela política americana nos países ex-soviéticos que não traz qualquer vantagem aos Estados Unidos, mas só criam novas linhas divisórias que, nas palavras de Zyuganov’s, já estão sangrando”.

Tefft foi indicado para Embaixador dos Estados Unidos da América em 2014. Antes, trabalhou na Geórgia e na Ucrânia e a sua permanência nesses países, coincidiu com grave turbulência. Era embaixador na Geórgia em 2008 quando tropas georginas atacaram a Ossétia do Sul, iniciando uma curta Guerra com a intervenção da Rússia. Ele também deixou o lugar de embaixador em Kiev pouco tempo antes dos protestos de Maidan EM 2013, que depôs o presidente eleito Viktor Yanukovich e eventualmente á Guerra de em grande escala entre os militares pró-Kiev e as milícias partidárias do federalismo no sudeste do país.

Sem comentários:

Enviar um comentário