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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A SAGA DOS MIRÓ´S OU O CRIME QUASE PERFEITO...

Os portugueses vão poder conhecer finalmente a obra de Miró durante 3 meses exposta na Fundação de Serralves no Porto. No futuro em local próprio o Porto albergará a obra.

A colecção era do BPN nacionalizado em 2008 e estava sob a gestão da Parvalorem, empresa de capitais públicos que geria activos e recuperava créditos daquela instituição bancária. A secretária de Estado do Tesouro do governo PSD/CDS Isabel Castelo Branco defendia a venda da colecção de 85 quadros de Miró em leilão da Christie's e dizia que eram precisos muitos anos para obter o retorno da colecção. O Presidente do Conselho de Administração da Parvalorem Francisco Nogueira Leite alinhava no mesmo tom. Apareciam vozes idiotas que desvalorizavam as obras como menores.

O secretário de Estado da Cultura dizia que era "uma mistificação" classificar as obras de Miró como pertencentes ao Estado. Barreto Xavier disse que a colecção Miró, proveniente dos activos do antigo BPN, não era uma prioridade para o Governo, e que sua transferência para a área da Cultura tinha custos para os portugueses.

As obras de Miró saíram de Portugal por mala diplomática. A decisão do Governo de vender a colecção Miró foi tomada contra os pareceres pedidos pela Direcção Geral do Património.

Mas a sociedade civil indignou-se. O novo poder politico arregaçou as mangas e num arrojo de patriotismo decidiu assumir a obra como património público. O seu valor é estimado em licitação de 35 milhões de euros. mas pensa-se valer muito mais. Mas acima de tudo, é Portugal na rota da Cultura, da Criatividade e do Património universal.

O cavaquismo esteve quase a cometer o crime perfeito...


CR

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