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domingo, 4 de setembro de 2016

Criolo denuncia golpe durante show em Portugal: 'Não vamos nos calar!'


Manifestação do cantor brasileiro foi feita na Festa do Avante, um dos maiores eventos comunistas do mundo, e se somou a outros protestos contra o impeachment. O cantor brasileiro Criolo começou e encerrou sua apresentação na Festa do Avante, na noite deste sábado, denunciando o golpe no Brasil. "Diga não ao golpe de Estado que está acontecendo essa hora no Brasil", disse Criolo no final do show, para o aplauso de milhares de pessoas que lotavam o palco principal da tradicional festa promovida há 40 anos pelo Partido Comunista Português (PCP).
Grupo de brasileiros exibia uma faixa "Fora, Temer" estilizada com a logomarca das Olimpíadas "Neste momento está acontecendo um golpe de Estado no Brasil. Não vamos nos calar! Amor… amor", disse Criolo quando começou a apresentação. Entre o público, um grupo de brasileiros exibia uma faixa "Fora, Temer" estilizada com a logomarca das Olimpíadas. Após o show, Criolo recebeu os brasileiros e posou para foto com a faixa de protesto. No verso, escreveu uma poesia: "De tanta luz se sonha / Um tanto a mais de amor / Pois o nosso sal de cada dia / Não mais me desse ou desce a democracia". A manifestação do cantor brasileiro se somou a outros protestos contra o impeachment da presidenta Dilma Roussef e contra o presidente recém-empossado Michel Temer realizados durante a Festa do Avante. Muitos brasileiros andavam identificados com camisetas e cartazes com a imagem de Dilma ou frases de protesto contra Temer durante o evento. A situação política do Brasil também foi pauta de vários debates.
Pouco antes da apresentação de Criolo foi realizado um ato sobre o tema em um dos palcos da festa. "Essa é uma expressão de solidariedade do Partido Comunista Português com o Brasil", disse Valdemar Santos, do PCP de Setúbal e que coordenou o ato político. Participaram representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Partido dos Trabalhadores (PT), do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e do próprio PC português.
 O  responsável pelas relações internacionais do PCP, Maurício Miguel, foi o primeiro a falar e disse que o que aconteceu no Brasil foi "uma farsa contra a presidenta eleita". Romênio Pereira, representante do PT no ato, falou na sequência e agradeceu a solidariedade dos portugueses. "Covardia é uma palavra que não existe no nosso dicionário. Nós vamos lutar", afirmou. "Esse golpe não ocorreu pelas razões que a média difunde, mas sim pelo conjunto da obra que os governos progressistas de Lula e Dilma realizaram", disse José Reinaldo Carvalho, que representou o PC do B, antes de citar uma lista de avanços na área social dos últimos 13 anos de governos petistas no Brasil.




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