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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

QUANDO O SILÊNCIO É MAIS-VALIA


O nome de Mário Nogueira tem sido muito citado nas intervenções públicas do PSD de Paredes e do Presidente da Câmara Celso Ferreira. É uma paranóia, uma obsessão excessiva que atormenta as suas mentes com a figura do secretário-geral da FENPROF, a Federação Sindical do Professores. Percebe-se que é ódio e tentativa de achincalhamento o que os motiva, a que se procura dar um tom de graça com a “atribuição” do cargo de Ministro da Educação do actual governo.

A Mário Nogueira acontece o mesmo que aconteceu, soit disant,  a José Saramago, também ele no passado objecto de campanha pública de linchamento, que envolveu literatos e analfabetos, e que se atenuou somente com atribuição do Nobel da Literatura.  Mário Nogueira representa muito para a ideologia conservadora, por ser agente de mudança e de mobilização social. Cínicos são os que falam tantas vezes em falta de elites intelectuais e se “indignam” com os vinte anos de ausência de prática lectiva de Nogueira, sacrificados pela actividade sindical.

Alguém, professor, proclamava que com o novo Governo Mário Nogueira estaria sem causas para defender. O encontro de Coimbra O PROFESSOR HOJE E OS DESAFIOS DO AMANHÃ, promovido pela FENPROF em Coimbra, no Dia Mundial dos Professores, dá a resposta. Veja-se o vídeo que anexei.

Assinalo, a bem da verdade, “Causas” da intervenção de encerramento do Encontro,  todas oportunas e relevantes. Eis algumas: - Valorizar o papel do Professor, na escola e na sociedade; Concurso único e nacional para professores; Acabar com a figura do Director e reforçar a autonomia das escolas, com a gestão democrática das escolas; Progresso nas carreiras; Indisciplina na sala de aula; Redução número de alunos por turma; Falta de assistentes operacionais; Regime de aposentação especial para professores; Envelhecimento do corpo docente; Turmas com diferentes anos de escolaridade; Vinculação, contra a precaridade; Horário de trabalho adequado á vida profissional; Excesso de burocracias; carga lectiva que atinge as 27 horas; Municipalização das escolas e concessão a privados.

É oportuno mandar calar quem sobre estes importantes temas nada diz porque nada sabe e ousa coitado só denegrir. As uvas estão verdes!

CR



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