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UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

NOTICIAS DIÁRIAS DA INFEÇÃO

27 JAN 2021

 2) As noticias de hoje da comunicação social dominante passam por polémicas estéreis sobre critérios de vacinação COVID. O que estava decidido inicialmente e com base em fundamentos científicos era:

 Existência de 3 fases da administração da vacina

 fase 1- Profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes;

Profissionais, residentes e utentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e instituições similares;

Profissionais e utentes da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados;

Pessoas com > 80 anos

Pessoas de idade >ou = 50 anos, com pelo menos uma das seguintes patologias: Insuficiência cardíaca, Doença coronária, Insuficiência renal, Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica ou Doença respiratória crónica com suporte ventilatório ou oxigenoterapia

Profissionais Forças Armadas e de segurança, bombeiros, serviços críticos, titulares de orgãos de soberania e altas entidades públicas

fase 2 - Pessoas com mais de 65 anos não vacinados anteriormente

Pessoas entre os 50 e 64 anos com patologias como Diabetes, HTA, Insuficiência hepática, doença renal crónica, Obesidade, Doença maligna ativa

fase 3 - restante população elegível

Como se vê os critérios de uma certa prioridade definidos (sempre discutíveis!) abordavam aspetos importantes como o Risco da Exposição e Letalidade, a Idade, a Relevância Social, a Defesa da Comunidade, das Instituições, dos Serviços Públicos. Conclusâo: nada a apontar.

 Mas os piores demónios surgiram novamente: A Ignorância , o Egoísmo, o Individualismo e a Hipocrisia. A comunicação social dominante, das Fátimas Campos Ferreira, do Correio da Manhã e afins, ignorante, sedenta de protagonismo e de sangue, aproveitou para levar a água ao seu moinho, ao descrédito das instituições , e ao populismo fácil que descamba nos Venturas e Tinos.

 Ela não sabe, ou não quer saber, que a vacinação não é uma simples e egoísta estratégia de defesa da saúde individual, antes decisiva medida de promoção e prevenção da saúde da comunidade. Importa sobretudo VACINAR e depressa. VACINAR, todos, embora seja defensável criar rapidamente imunidades em grupos importantes e vulneráveis, e daí as prioridades. Vacinar não é dar de comer a quem tem fome.

 Importa disponibilizar a vacinar e se necessário culpabilizar as multinacionais produtoras , e que receberam grandes apoios para o efeito, para atrasos no fornecimento e no cumprimento de contratos. Importava diversificar os contratos , não ficando amarrados ás empresas europeias ou norteamericanas. Importava assegurar uma produção nacional que nos defendesse. E isso muitos poucos o defendem.

O que se dispensaria era o triste episódio da criação artificial de "privilegiados" assim denunciados como se vacinar em janeiro, fevereiro ou março fosse um seguro de vida com apólices cada vez mais caras. Ou um saldo a necessitar de corrida às lojas. Haja vergonha. E desconfio muito dos altruísmos publicamente proclamados de quem diz dar lugar na fila da vacinação a outros que lhe vem atrás.

 CR

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

NOTICIAS DIÁRIAS DA INFEÇÃO

 26 JAN 2021

1) Os concelhos do País com maior incidência de casos por 100 mil habitantes são hoje Aguiar da Beira, Cuba, Figueira de Castelo Rodrigo, Alter do Chão, Fornos de Algodres. Concelhos do Interior, rurais, envelhecidos, pobres, despovoados, com forte emigração, com retaguarda familiar reduzida, respostas assistenciais na saúde minimizadas, incluindo um apoio social insuficiente. Dirão alguns, simplisticamente, que serão numericamente poucos. Mas pergunto, por isso mesmo, não seriam mais evitáveis? O número de mortos por 100 mil habitantes nestes concelhos também deve acompanhar esta tendência.

 Que conclusões:

Não tendo sido a causa o contacto social ou comportamentos de risco, conclui-se que não tem sido feito o diagnóstico precoce da infecção , interrompidas as cadeias de transmissão, tratados com oportunidade os casos potencialmente graves. E aqui pergunta-se:

Que medidas excepcionais tomaram os agentes do Estado, nomeadamente as autoridades regionais de saúde, nos lares e fora dos lares, para suster a infecção? O protagonismo deste combate tem sido dos autarcas, em vez de ser das autoridades de saúde e do Poder Central. As ARS das regiões (Beira Interior, Alentejo…) deveriam tomar medidas expeditas, excepcionais, de EMERGÊNCIA, mobilizando recursos e disponibilidades para salvar o que pode ser salvo. Mas salvo melhor opinião, eles estão nos gabinetes, escondidos e acobardados atrás dos emails e dos computadores.

OS Cuidados de Saúde Primários devem ocupar, juntamente com os autarcas, a GNR, a Segurança Social, e a sociedade civil, a primeira linha de combate da COVID nos meios rurais.

Assim não vamos lá….

CR