um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

grafismos da Brigada Victor Jara










álbuns, autocolantes, cartazes

UMA PRESENÇA SUFOCANTE (dentro e fora de grades)

Hoje foi dia do PSD. Não sei se oficialmente há o Dia do PSD na república lusa. Mas estou certo que devia haver. Para dias como o de hoje. Os telejornais dos vários canais televisivos, os noticiários das várias emissoras radiofónicas, disso nos dão conta: do PSD, dos militantes do PSD, das políticas do PSD.
Fala-se de justiça e de quem se fala? Do militante do PSD Isaltino Morais, preso um dia e solto outro dia, condenado a dois anos de prisão por crimes praticados á frente da Câmara de Oeiras, como o de fraude fiscal e branqueamento de capitais. O ex. magistrado do Ministério Público, que chegou a Ministro do Ordenamento do Território de Barroso “levou” 1,32 milhões de euros para a Suíça e Bélgica, usando a “fabulosa” história de um sobrinho emigrante taxista. Inocente, coitadinho, com obra á vista, sublinham os anónimos do costume, …quem nunca pecou, quem nunca roubou, que atire a primeira pedra e criminoso não ocupa cargo público, não rouba o Estado.
Fala-se de justiça e de quem se fala? Do militante do PSD Duarte Lima, antigo líder da bancada parlamentar do PSD, o único acusado de um crime de homicídio na pessoa de Rosalina Ribeiro ex. companheira e herdeira de Tomé Feteira. O advogado, dirigente do PSD, deve 3,5 milhões de euros ao BPN e portanto “muniu-se” de principescos ordenados na defesa dos direitos de herança. Inocente, coitadinho, com obra e formação católica á vista, lapsos e mentiras em processo de investigação, e uma arma de fogo. Útil.
Fala-se de justiça e de quem se fala? Do militante do PSD e conselheiro de Estado Alberto João Jardim e da sua monstruosa dívida que já vai em 6,3 milhões de euros, 123% do PIB regional. O esperto Jardim que despende milhões de euros com um jornal diário propagandístico distribuído gratuitamente, em conluio com a diocese do Funchal. O monstro.
Fala-se de justiça fiscal e de quem se fala? Da performance de Gaspar e do Governo PSD/CDS/ Cavaco, dos 8,3 % de deficite no 1.º semestre em relação ao PIB, dos 7,7% do 1.º Trimestre e do compromisso com a troika estrangeira dos 5,9%. O PSD, com “obra” á vista, conduzindo-nos para o abismo.
E para acabar o dia (do PSD, relembra-se) a notícia da presença de Mário Soares a inaugurar um Centro Escolar num município do PSD, neste caso em Paredes.
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Red Hot Chili Peppers - Californication [Official Music Video]

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

poemas

A ÚNICA SABEDORIA

Toda a crença
pressupõe uma pretensa sabedoria
revelada.
Eu quero-a conquistada
dia a dia.

Armindo Rodrigues

PREFERIR O NEBULOSO...

Preferir o nebuloso ao evidente,
por ser feio o evidente e belo o nebuloso,
é um defeituoso gozo
de doente.

Armindo Rodrigues

SEMEARÁS O VENTO

semearás o vento
o trigo a sede

sentirás o grão
amadurecer
ao longo do teu corpo

escutarás no teu peito
o largo silêncio
da seara

colherás outro tempo
uma romã
uma fonte

semearás o vento
com o amor
que cria a tempestade

Rui Namorado

grafismo

humor



Lordelo e o rio Ferreira




Ontem, a sessão da Assembleia Municipal de Paços de Ferreira ficou marcada pela presença de um grupo de lordelenses liderado por Miguel Correia, deputado da CDU na Assembleia de Freguesia de Lordelo e fundador da associação ambientalista Moinho.


O deputado de Lordelo, no período destinado ao público, dirigiu-se a Pedro Pinto, o presidente da edilidade pacense, para o acusar de “desrespeito para com o povo de Lordelo” e transmitir a indignação e revolta dos lordelenses, em relação às descargas efectuadas pela ETAR de Arreigada, a jusante da levada do Souto.


Este local de grande beleza paisagística é frequentado por centenas de pessoas, especialmente no Verão. Por isso, Miguel Correia convidou Pedro Pinto a visitar este local e a percorrer as margens do rio Ferreira, em Lordelo, a fim de perceber a dimensão do problema – os detritos que provocam a mortandade dos peixes e os cheiros nauseabundos –, que está a deixar a população e todos os amantes do rio “à beira de um ataque de nervos”.


Questionou ainda sobre a disponibilidade e a eventual existência de projectos por parte da Câmara Municipal de Paços de Ferreira para resolver este problema que existe há mais de 15 anos.


Na resposta, o presidente pacense disse que “respeita muitos Lordelo e os lordelenses” e que aceita o convite para visitar o rio em Lordelo, lembrando que, no ano passado, já percorreu as margens do rio Ferreira juntamente com presidente da edilidade paredense, Celso Ferreira, onde pode constatar o problema.


Fez depois uma resenha histórica do problema e afirmou que, apesar das melhorias alcançadas e dos relatórios ambientais demonstrarem que a ETAR cumpre a lei, reconhece que a poluição continua a existir e que afecta a população.


Revelou que tem projectos para resolver o problema e mostrou-se disponível para mostrar e discutir com os representantes do povo de Lordelo.


O assunto da poluição do rio Ferreira, em Lordelo, foi aproveitado pelos deputados municipais da oposição para lembrar a Pedro Pinto que a poluição do rio Ferreira também existe em território de Paços de Ferreira e que o edil pacense tenta “justificar a Lordelo o injustificável” e que “já ouvimos esse discurso que não resolveu nada”.


À saída da sessão, Miguel Correia, em declarações à imprensa, afiançou, que apesar de ter sido positivo a disponibilidade manifestada pelo presidente pacense, não ouviu nada de novo e espera que os projectos com vista a resolução do problema sejam concretizados de forma célere, porque os” lordelenses estão fartos de levar com a porcaria dos outros”.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

cenas da exemplar "democracia" russa



Com o fim da União Soviética, nasceu a exemplar "democracia" russa, tão elogiada pelo Ocidente, tão "colaborante" com o(s) imperialismo(s). Jugoslávia, Kosovo, Iraque, Afeganistão, Líbia foram (e são)crises em que a "democracia" russa interviu com uma cínica presença.

De salvoconduto.blogs.sapo.pt retiramos:
A crise financeira na Rússia


Cada país, cada povo, cada pessoa tem o seu modo peculiar de encarar a crise e também a tem relativamente à forma como a discute, que o digam Alexandre Lebedev e Serguei Polonsky, ambos são multimilionários russos que fizeram fortuna pela via mais simples, a mafiosa.

Participavam num debate no canal da televisão Russa NTV. Aí ficou uma amostragem dos métodos que os conduziram à fortuna.

O mais "valentão", Alexandre Lebedev, tem um currículo invejável, formou com Gorbatchov em 2008 o Partido Democrático Independente, é detentor de 30% da companhia aérea Aeroflot, 44% da "Ilyushin Co Finanzas" uma das maiores construtoras de aviões e partes significativas da Sberbank, Gazprom, United Energy System.

É dono do jornal russo Novaya Gazeta, mas também dos jornais britânicos London Evening Standard, The Independent, Independent on Sunday e a companhia Evening Press Corporation, para lá de uma ampla carteira de propriedades que inclui uma cadeia de hotéis em toda a Europa.

Claro que tudo isto foi obtido com o suor do seu rosto, melhor dizendo, das suas mãos, que no início da ascensão tiveram de apertar muitas vezes o gatilho.

Mas atenção, que não seja ingrato, deve muito a Gorbatchov...

Aguaviva - Poetas Andaluces



Aguaviva - Poetas andaluces (1975)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

GRAFISMO

Nirvana - Lithium

A ALEMANHA DEVE À GRÉCIA 95 MILHÕES DE DÓLARES DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL?

No debate sobre a possível bancarrota do Estado Grego, um argumento muito latente ressurgiu com frequência crescente: os prejuízos generalizados infringidos pelo regime Nazi durante a II Guerra Mundial implicam que a Alemanha ainda deve á Grécia grandes indemnizações de guerra.

Embora as reivindicações para pagamento de danos estejam baseados em factos muito reais, pode-se argumentar que no decurso de 60 anos, essas queixas foram satisfeitas segundo as leis internacionais.

O que está em causa? Sem serem provocados, a Wehrmacht - o exército do 3.ºReich- invadiu a Grécia e a Jugoslávia em 6 de Abril de 1941. Em ambos os países, impuseram um regime de ocupação brutal. Como era comum nas nações europeias invadidas pelos Alemães, o alto custo da ocupação foi suportado pelo país ocupado - e a economia grega foi pilhada por exportações forçadas.

Isto resultou em inflação galopante e uma diminuição radical do nível de vida para os Gregos. Para além disto, o Terceiro Reich forçou o Banco nacional Grego a emprestar á Alemanha de Hitler 476 milhões de marcos sem juro.

Depois da rendição Alemã, as forças aliadas organizaram a Conferência de Paris para as Indemnizações no final de 1945. A Grécia desmantelada reclamou 10 biliões de dólares, metade da quantia total de 20 biliões de dólares que os Soviéticos sugeriram que a Alemanha pagasse.

O sofrimento causado á Grécia pelos Nazis é incontestável. Todavia ao mesmo tempo, o sofrimento humano não pode ser realmente medido. Historiadores independentes concordam unanimemente que os danos económicos totais sofridos pelos gregos como resultado da ocupação alemã, tanto em valores absolutos como proporcionalmente á população, põe a Grécia no 4.º lugar, depois da Polónia, da União Soviética e da Jugoslávia.

Na Conferência de Paris sobre Indemnizações, a Grécia concordou finalmente numa indemnização material alemã de 4,5% e 2,7% em outras formas de indemnização. Praticamente isso significa que a Grécia recebeu sobretudo bens materiais_ como máquinas da Alemanha Ocidental_ valendo aproximadamente 25 milhões de dólares, que hoje em dinheiro corrente seriam 2,7 biliões de dólares.

Contudo as directivas da Conferência de Paris eram irrelevantes pois os estados unidos opuseram-se a sanções económicas pesadas. Os líderes dos Estados Unidos relembraram o que aconteceu depois da Primeira Guerra Mundial, quando a primeira democracia alemã, a República de Weimar, foi enfraquecida economicamente por ter de pagar as indemnizações. De facto, uma das consequências desta política foi a ascensão de Hitler.

O acordo dos quatro aliados
É por isso que nos termos do Acordo da Dívida em Londres em 1953, o pagamento de indemnizações foi suspenso até que um tratado de paz fosse assinado. O que aconteceu em 1990, que não exigiu o pagamento de novas indemnizações pela Alemanha para outros países como a Grécia.

A Grécia aceitou o tratado, embora claramente tivesse pouca alternativa. Depois de décadas de parceria com a Alemanha (a Grécia é membro da NATO desde 1952 e associada ás instituições europeias desde 1961), seria politicamente difícil exigir grandes indemnizações – embora o assunto da reparação fosse periodicamente levantada pelos políticos gregos, mais para consumo interno.

E até agora pagamentos foram feitos ao longo dos anos_ em diferentes alturas e em diferentes fatias_ cerca de 41 biliões de dólares desde 1949, embora dada a variedade de acordos que foram alcançados, é difícil dizer com toda a certeza.

Independentemente de todas as outras reivindicações a República Federal da Alemanha pagou indemnizações compensatórias às vítimas individuais de crimes nazis. Em 18 de Março de 1960, um acordo entre a Grécia e a Alemanha Ocidental estipulava que a Alemanha pagaria 115 milhões de marcos alemães às vítimas gregas da ocupação nazi. O acordo estipulava que mais nenhuma reivindicação de danos individuais seria aceite.

Contudo reivindicações dos descendentes das vítimas gregas continuam. O caso mais conhecido foi feito pelos filhos dos residentes de uma vila chamada Distomo que foram mortos em 10 de Junho de 1944, no que os alemães chamaram de “acção retaliatória”. Em 1997 receberam o veredicto de que tinham direito. Depois de muita disputa legal, o caso está no Tribunal Internacional de Justiça de Haia.

Outra questão legal que irrompeu relaciona-se com os 476 milhões marcos alemães emprestados contra vontade á Alemanha pelo Banco Nacional Grego durante a guerra. Se isto fosse considerado como uma forma de prejuízos de guerra, seria em princípio assunto de indemnização _ excepto se de acordo com o tratado de 1990, a Alemanha não o tivesse de pagar. Se o dinheiro fosse considerado crédito normal, então a Grécia teria direito ao retorno do dinheiro.

Sem juros, a soma ascenderia hoje 14 biliões de dólares. Com juros a 3% em 66 anos, atingiria pelo menos 95 biliões de dólares. O problema é o seguinte: mesmo só o reconhecimento parcial de uma tal dívida criaria um precedente que traria reivindicações enormes no seu rasto

(em DIE WELT, reproduzido na TIME)

Tradução: C.R.

boa malha para o sr. Cardeal!

Ó senhor Policarpo... ninguém? Mesmo, mesmo ninguém?!

O facto de o chefe da Igreja Católica portuguesa dar entrevistas em que puxa a brasa à sardinha da sua facção dentro do cristianismo, como se sabe, um negócio multimilionário, não é assunto que me convoque por aí além. Se fosse esse o caso, teria que me debruçar criticamente sobre cada declaração dos dirigentes das muitas religiões que existem por esse mundo fora, desde as pequenas seitas mais ou menos excêntricas, às grandes religiões, algumas delas, como se sabe, bem mais antigas e com muito mais seguidores do que o cristianismo, mesmo considerado no seu todo, que engloba o catolicismo, a ortodoxia e o protestantismo, este, dividido em várias denominações... mais uns tantos “independentes” que pretendem ser seguidores de Cristo, mas não se reveem nas Igrejas.
O facto de o chefe da Igreja Católica portuguesa vir dizer que o «memorando com a troika é para cumprir», aproveitando para declarar que a função dos portugueses não é dizer mal dos governos... não traz rigorosamente nada de novo.Sendo assim, a única frase da entrevista de “sua eminência” que mexeu comigo, foi a sua canhestra tentativa de sublinhar a “excelência moral” da sua igreja, por contraste com “a política”, de onde, segundo o douto Cardeal, «ninguém sai de mãos limpas».

Poderia dizer que se trata de demagogia populista e barata para cavalgar a onda da crise financeira, económica e política.

Poderia dizer que se trata de uma declaração vesga, mentirosa, intelectualmente desonesta, arrogante, preconceituosa, abjecta, fascizante... mas não digo.Digo apenas que, já que “sua eminência” parece gostar de generalizações, dar-me-ia imenso gozo ver a sua reação se alguém lhe dissesse na cara que todos os membros do clero são pedófilos... exceptuando aqueles poucos que andam a fazer filhos às paroquianas.Mas não. Também não serei eu a dizê-lo.

Não aprecio as generalizações.

(em samuel-cantigueiro.blogspot.com)

domingo, 25 de setembro de 2011

desenho (inédito) de Álvaro Cunhal


surripiado em anonimosecxxi.blogspot.com

A água é de todos e não negócio de alguns!



(Paulo Macieira, Ilda Figueiredo, Ricardo Costa)













Ontem, a Associação pelo Desenvolvimento do Lugar de Bustelo, em Recarei (Paredes), foi o local escolhido para a realização da sessão pública “A água é de todos e não negócio de alguns”, com a participação de Ilda Figueiredo, deputada comunista no Parlamento Europeu. Além da eurodeputada, a mesa dos oradores foi constituída por Paulo Macieira, membro da Comissão Concelhia de Paredes do PCP, e Ricardo Costa, eleito da CDU na Assembleia de Freguesia de Recarei.

Paulo Macieira abriu a sessão lembrando que a água é um bem essencial à vida, e por isso, não deve ser alvo de privatização. Recordou que o abastecimento de água no concelho de Paredes é da responsabilidade da empresa multinacional Veolia por um período de 35 anos, resultado da decisão do PSD, com o apoio do PS e do CDS na Assembleia Municipal. Esta concessão, que teve o voto contra da CDU, levou ao aumento dos preços da água e ao desinvestimento na rede de distribuição. Além disso, o dirigente do PCP denuncia a pressão por parte da Veolia para acabar com o abastecimento de água às populações por parte das Juntas de Freguesia e das Cooperativas que ainda existem em Paredes.

Esta crítica foi reiterada por Ricardo Costa, afirmando que os lugares de Bustelo e de Terronhas na freguesia de Recarei deparam-se com problemas de falta e má qualidade da água, devido ao desinvestimento e ao desleixo por parte da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal de Paredes, que abdicaram da sua obrigação de resolver os problemas de abastecimento e de saneamento. Para este dirigente comunista local, esta situação pode ser perigosa, na medida em que as populações, por desespero, podem aceitar que a Veolia tome conta do abastecimento e distribuição da água.
Na sua qualidade de deputado da CDU na Assembleia de Freguesia, tem sido incansável na denúncia desta situação e apelou a todos para participarem nas sessões da Assembleia de Freguesia e manifestarem ao Executivo as suas inquietações.

A eurodeputada comunista, recorrendo à sua vasta experiência política, revelou que não conhece nenhuma localidade onde tivesse melhorado o abastecimento de água às populações por via da concessão privada. A privatização da água leva à subida dos preços e ao desinvestimento na manutenção e qualificação da rede de distribuição. Além disso, também fora de Portugal, há muitos países que não aceitam qualquer tipo de privatização da água, como é o caso da Holanda, que tem uma lei que proíbe expressamente a privatização deste bem público.

Respondendo às questões e preocupações manifestadas pelo público presente, a eurodeputada afirmou que são as populações que têm que reivindicar junto das instituições as soluções para os seus problemas. Além da necessidade de mudança de voto nas eleições, a participação nas sessões das Assembleias de Freguesia ou nas Assembleia Municipais é fundamental para que os governantes sintam os problemas que afectam as populações. Recordou também que existem fundos europeus disponíveis para a exploração, abastecimento e distribuição da água, que só por incúria não são solicitados por parte da autarquia.

sábado, 24 de setembro de 2011

Adriano Correia de Oliveira /José Niza - O Senhor Morgado



Homenagem singela a José Niza (1938-2011)- médico, político, músico, poeta, produtor musical

O Senhor Morgado
(letra de Conde de Monsaraz, música de José Niza)

O Senhor Morgado, vai no seu murzelo
Todo empertigado, é um gosto vê-lo.
Próspero anafado, véstia alentejana,
Calça de riscado, homem duma cana.

Vai, todo se ufana, de ir tão bem montado.
E ela da janela, seja Deus louvado,
Seja Deus louvado,
Seja Deus louvado.

O Sr. Morgado, vai nas próprias pernas
Todo bambeado, tem palavras ternas.
Para cada lado, quando passa sente,
Que é temido e amado, fala a toda a gente.

Topa um influente, sou um seu criado.
Eleições á porta, seja Deus louvado,
Seja Deus louvado,
Seja Deus louvado.

O Sr. Morgado vai na sege rica
Todo repimpado, ai que bem lhe fica.
O Chapéu armado e a comenda ao peito,
E o espadim ao lado, que homem tão perfeito.

Deputado eleito, muito bem votado.
Vai para o Te-Deum, seja Deus louvado,
Seja Deus louvado,
Seja Deus louvado.

INSTRUMENTAL

O senhor Morgado vai na sege rica
Todo repimpado, ai que bem lhe fica.
O Chapéu armado e a comenda ao peito,
E o espadim ao lado, que homem tão perfeito.

Deputado eleito, muito bem votado,
E ela da janela, eleições à porta
Vai para o Te-Deum,
Seja Deus louvado.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

a verdade esquecida

grafismo


é a Primavera líbia, estúpido!

por Helena Borges (Blog 5 Dias)

A mãe, a irmã e as filhas, Yam e Aden, de Afaf Gaddafi tinham o apelido do coronel, como todos os membros da tribo Gaddadfa. Tentaram fugir da Líbia e sobreviver ao apelido, mas não conseguiram: foram fuziladas por um pelotão rebelde. Yam tinha vinte meses e Aden tinha três semanas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

a luta ideológica

Brasão de armas da União Soviética
Soldado soviético hasteia a gloriosa bandeira vermelha sobre as ruinas do Reichstag alemão em Maio de 1945

Por também eu ser "contrário á ordem pública e aos bons costumes", segundo o acordão do "tribunal" de "justiça" da União Europeia, que proibe o uso do brasão da União Soviética como marca registada, tal como os camaradas do Blog Anti-Troll Urbano eu desafio:

VÁ LÁ, PROCESSEM-ME!!!!!!!

grafismo


Bob Dylan- Hurricane

Conferências do Estoril 2011 - Mia Couto

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ciência

o mundo maravilhoso da Ciência, neste caso da Ortopedia

http://www.youtube.com/watch_popup?v=xMYjfb_M9wM&vq=large

grafismo


apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XVI)


Alberto João Jardim – O inimputável

Sobre o verdadeiro esgoto a céu aberto que é o discurso habitual de Alberto João Jardim e a montureira que tem por cérebro... não me ocorre dizer nada. Por uma questão de higiene e por manifesta falta de interesse.

Sobre esta estória da sonegação de informações de gastos de dinheiros públicos, um crime – de resto já confessado – que, muito provavelmente, não terá consequências de maior... (a não ser para os de sempre, que vão pagar para cobrir o "buraco") não há nada que eu possa aqui escrever, que não tenha sido já dito, redito, escrito e analisado. Mesmo assim, fica-me uma dúvida:
Quantos de vocês é que acham que se esta estória escabrosa se passasse no Governo Regional dos Açores, ou, sei lá... na Câmara de Almada, o “Pastel de Belém” já teria interrompido o fim de semana, as férias, o casamento de uma sobrinha... ou mesmo um funeral, para nos aparecer na televisão, de dedo em riste, babando a sua presidencial indignação?

Que diacho de rabo de palha terá o “senhor Silva”, a que Alberto João Jardim possa pegar fogo?
Claro que é possível que eu esteja enganado...

(em samuel-cantigueiro.blogspot.com)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Recado de Maria da Conceição Tavares para os jovens economistas



Vale a pena ouvir a lição que dá a economista portuguesa naturalizada brasileira Maria da Conceição Tavares aos jovens aspirantes a economistas. A primeira ideia básica que ela recorda é que a economia é uma ciência social. Será que a professora pode cá vir dá umas lições?

poema

OS PRAZERES DA JUVENTUDE

Ao fim de 24 jogos perdidos,
o time ganhou o desafio.
O público inundou o campo, desceu à cidade,
e durante horas interrompeu o trânsito, bebeu na rua,
quebrou montras, partiu mesmo os faróis dos carros
da polícia que, risonha, comungava
naquele entusiasmo regional e jovem
por um triunfo tão longamente ansiado.

Uma centena de pessoas manifesta-se na rua
(contra uma «vitória» que não se vê no Viet-Nam),
e os cacetes desabam, a prisão enche-se,
porque interromperam o trânsito, incitaram à desordem,
e resistiram malignamente à autoridade
que os mandou dispersar.

Jorge de Sena

Mogwai - Drunk And Crazy



Este é o 4.º post dos Mogwai. Mas quem pode ficar indiferente á sonoridade deste muito recente "Drunk and Crazy"?

domingo, 18 de setembro de 2011

CARLOS DO CARMO - Retalhos da Vida de Um Médico


Carlos do Carmo -Retalhos da Vida de Um Médico
Música: Tozé Brito
Letra: Ary dos Santos, Carlos Coutinho
(Tema da série televisiva "Retalhos da Vida de Um Médico")

Serras, veredas, atalhos
Fragas e estradas de vento,
Onde se encontram retalhos
De vidas em sofrimento.

Retalhos fundos nos rostos,
Mãos duras e retalhadas
Pelo suor do desgosto,
Retalha as caras fechadas.

O caminho que seguiste,
Entre gente pobre e rude,
Muitas vezes tu abriste
Uma rosa de saúde

[refrão]
Cada história é um retalho
Cortado no coração
De um homem que no trabalho
Reparte a vida e o pão
As vidas que defendeste,
E o pão que repartiste,
São lágrimas que tu bebeste
Dos olhos de um povo triste

E depois de tanto mundo,
Retalhado de verdade,
Também tu chegaste ao fundo
Da doença da cidade

Da que não vem na sebenta,
Daquela que não se ensina,
Da pobreza que afugenta
Os barões da medicina

Tu sabes quanto fizeste,
A miséria não segura,
Nem mesmo quando lhe deste
A receita da ternura

jornalismo-carroceiro


Constança, confio muito em ti

Em artigo no «i», o jornalista António Ribeiro Ferreira, que as revistas do coiso e tal dão como novo namorado de Constança Cunha e Sá, acaba de produzir, pelo meio de uma indecente caldeirada de confusões e reaccionarismos, a seguinte afirmação:
«(...) Há uns anos, muitos, Maldonado Gonelha disse que era preciso partir a espinha aos sindicatos. Na altura discutia-se a unicidade sindical e a criação de uma central alternativa à Intersindical comunista. Hoje, em 2011, com o país numa emergência nacional é urgente não só repetir a frase como pô-la em prática.(...)»

Por mim, desculpem lá o nível baixo (mas um homem não é de ferro), só desejo que a Constança, apesar do seu aspecto fino mas frágil, por conta dos fulgores iniciais, parta depressa a espinha ao jornalista-carroceiro António Ribeiro Ferreira.

(em sempunhosderenda.blogspot.com)

fotografia



Levada em Lordelo, no rio Ferreira

iniciativa


sábado, 17 de setembro de 2011

HUMOR






SERÁ QUE O CASO

DÍVIDA DA MADEIRA
/ALBERTO JOÃO JARDIM

VAI PARTIR A LOIÇA?

SAÚDE EM FELGUEIRAS

Saúde: Utentes de Felgueiras descontentes com falta de médicos manifestaram-se junto à Câmara

Utentes dos Serviços de Saúde, fartos de ser desprezados, começam a protestar por todo o País.

Cerca de duas centenas de utentes do Centro de Saúde de Felgueiras, descontentes com a falta de médicos no concelho, marcharam hoje (dia 16) até à Câmara Municipal e exigiram da autarquia uma posição mais forte sobre a matéria.

Munidos de cartazes, com frases de denúncia, os manifestantes foram recebidos à porta dos Paços do Concelho pelo Vice-Presidente da Câmara, João Sousa, a quem entregaram um documento.

O vereador ouviu Júlio Antunes, representante dos utentes, apelar a um maior empenho da autarquia para tentar solucionar o problema, que disse ser "dramático".

Júlio Antunes
reafirmou que o número de clínicos no Concelho é insuficiente, garantindo haver cerca de 60 por cento da população sem médico de família.Nos meses de férias, a situação agravou-se, tornando ainda mais difícil a situação que já existia, decorrente da aposentação de vários médicos que prestavam serviço no Centro de Saúde de Felgueiras e nas suas Extensões.

O Vice-Presidente da autarquia disse que a situação preocupa todo o concelho, revelando que o Presidente da Câmara, Inácio Ribeiro, aguarda ser recebido pelo Ministro da Saúde para tratar da insuficiência de médicos.

João Sousa referiu também que o município tem contactado, nas últimas semanas, a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), sensibilizando-a para a gravidade da situação, mas daquele organismo tem sido dito que, por estar demissionário, aguardando uma nova direção, nada pode fazer.

O autarca prometeu que, na próxima semana, a Comissão de Utentes será recebida pelo Presidente da Câmara para articular posições.

Antes de rumarem aos Paços do Concelho, os manifestantes tinham-se concentrado junto ao Centro de Saúde.

Entre os manifestantes encontravam-se sobretudo idosos e pessoas com doenças crónicas, que gritavam insistentemente: "Queremos mais respeito".

À agência Lusa foram contando situações pessoais, como o caso de João Ferreira, que diz estar, conjuntamente com a esposa, sem médico de família.

"Em vim aqui três vezes desde Junho, tenho uns exames para mostrar, e não temos quem nos atenda", contou.
Outra utente, Fernanda Peixoto, disse ter passado uma noite inteira para ser atendida de manhã.

À agência Lusa, Inês Pereira, que diz sofrer de problemas numa anca, queixa-se das dificuldades para ser atendida no Centro de Saúde.

Assiste-se assim à falência prática da ideia, generalizada por alguns, nomeadamente pelo actual Governo, de que o Estado “precisa” de “cortar gorduras”, ou de que os privados podem substituir os serviços públicos essenciais. A população de Felgueiras vê-se confrontada com uma profunda desigualdade no acesso a cuidados de saúde em comparação com concelhos vizinhos. Importa manter a pressão política para resolver com urgência tal desigualdade.

As Comissões de Utentes têm uma responsabilidade acrescida e uma oportunidade de informar, esclarecer e mobilizar milhares de pessoas na satisfação dos seus naturais interesses.

os passos trocados do coelho (VII)



A Mula da Cooperativa - MAX , em 1959


Primeiro-ministro diz que situação na Madeira é “irregularidade grave, sem compreensão”

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, encontrou-se com o presidente francês Nicolas Sarkozy e afirmou hoje em Paris que a situação da Madeira configura “uma irregularidade grave”.

“O que se passou desde 2004 na Madeira é uma irregularidade grave, que não tem compreensão”, afirmou.

“O Governo foi ontem informado pelo Instituto Nacional de Estatística e pelo Banco de Portugal de que, relativamente à Madeira, tinham ocorrido falhas, irregularidades graves, na ausência de comunicação para efeitos quer de défice excessivo, quer de acordos de renegociação de dívida que ocorreram desde 2004”, declarou Pedro Passos Coelho.

Perante esta situação, o primeiro-ministro garantiu que “o Governo de Portugal não tem uma posição partidária nesta matéria e agirá com toda a independência exigida ao Governo da República”.

Isso “significa que não tratará de uma forma especial o caso da Madeira por se tratar de um governo da responsabilidade do PSD da Madeira”, explicou.

“Hoje já não há dúvida de que o nível de ajustamento que a Madeira e o seu governo vão ter que realizar nos próximos anos será evidentemente um esforço mais exigente e mais importante que aquele que se poderia pensar antes de esta notícia ser conhecida”, salientou o chefe do executivo no Palácio do Eliseu.

Pedro Passos Coelho referiu, contudo, que “foi o governo da Madeira que solicitou a avaliação desta situação”, cujos resultados “serão conhecidos ainda este mês”.

“O Governo português entende que esta situação configura uma irregularidade muito grave. Não é uma situação que tenha outras companhias, quer dizer, não conhecemos outros exemplos de matérias desta natureza que tenham ocorrido”, referiu entretanto Pedro Passos Coelho.

“É importante para que não se pense que a situação portuguesa será sobressaltada daqui para a frente”, acrescentou. “Estamos a preparar alterações do ponto de vista legislativo possa voltar a ocorrer no futuro”, anunciou também o primeiro-ministro.

O primeiro-ministro remeteu ainda para o PSD-Madeira e o eleitorado regional o desafio hoje lançado por António José Seguro para que Pedro Passos Coelho retire a confiança política a Alberto João Jardim.

“A confiança política é uma questão para o PSD da Madeira e para o eleitorado da Madeira”, afirmou Pedro Passos Coelho.

A Naifa - Fé




A Naifa
Album: 3 minutos antes da maré encher
Faixa: Fé

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

(A)FUNDAÇÃO ÉTICA II

CGD com buraco de 300 M€ nos créditos concedidos a Berardo

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) regista um «buraco» de 300 milhões de euros decorrentes de empréstimos concedidos à Fundação de Joe Berardo e a empresas ligadas ao empresário madeirense, avança esta quinta-feira o jornal Público.

Segundo o jornal, estes dados constam dos dossiers enviados pelo banco estatal ao Banco de Portugal, à PricewaterhouseCoopers, empresa que gere a auditoria aos bancos, e ao Governo.

Berardo terá actualmente uma dívida superior a 360 milhões de euros à Caixa, referentes a empréstimos concedidos durante o mandato de Carlos Santos Ferreira, actual presidente do BCP, à frente do banco público.

humor


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pedro Osório - O Beijo do Sol

Quando sobrevivência de uma criança depende do lugar no mundo onde nasce...

O índice dos países com melhores (ou piores) condições para tratar das doenças das crianças acaba de ser publicado pela organização "Save the Children" e são elucidativos.

Os primeiros lugares são ocupados por países como a Suíça, Finlândia, Irlanda, Noruega, Bielorrússia, Dinamarca, Suécia e Cuba. Só depois aparece a Alemanha (10º), Rússia (11º),França (12º), Reino Unido (14º), Estados Unidos (15º). Portugal ocupa o 30º lugar, talvez por pouco tempo já que Paulo Macedo parece interessado em nos colocar mais próximos de países como a Nigéria, Etiópia, Laos, Somália e Chade que ocupam os últimos lugares numa lista de 161 países.

Não deixa de ser curiosa a posição de Cuba (8ª) face a países que nos são impostos como referências...

Igualmente de assinalar as posições do Iraque (117) e do Afeganistão (147) com tanta gente a "tratar-lhes da saúde"...

A Líbia está pouco atrás de Portugal, ocupa o 38º, outro país que por certo em breve mudará de lugar no ranking.


(em salvoconduto.blogs.sapo.pt)

A CP E UM GATO ESCONDIDO COM O RABO DE FORA

A CP quer poupar anualmente 2,4 milhões de euros deixando de assegurar transportes alternativos nas linhas ferroviárias que estão encerradas (linhas do Corgo e Tâmega, ramal da Lousã e os troços entre Guarda e Covilhã e entre a Figueira da Foz e Pampilhosa). A CP entende “que não tem de actuar como operador rodoviário. Faz sentido assegurar transportes alternativos por motivo de obras nas linhas e quando se sabe que a circulação vai ser retomada “, afirmou a porta-voz da empresa, Ana Portela. “A questão é da REFER, responsável pelas obras, e não da CP”, alegou a mesma Ana Portela.

Temos assim uma empresa pública como a CP a procurar fugir a compromissos historicamente celebrados. Para isso tem as costas largas do actual Governo que a tutela, que em vez de requalificar linhas e manter o transporte ferroviário, opta por sacrificar os interesses dos utentes, desta vez aceitando a suspensão das alternativas rodoviárias. Ana Portela, formalmente porta-voz da CP, constitui-se de facto em porta-voz do Governo para o sector.

Interessante é a CP procurar remeter para a REFER tal ónus, esquecendo-se que essa divisão entre infra-estruturas e empresa de transportes é recente (1997) e posterior a muitos dos encerramentos e foi apresentada como uma mais-valia da gestão do sector.

Mas só se entende esta posição pública da CP no quadro da tentativa de privatização de linhas principais e suburbanas, rentáveis na perspectiva do lucro e tanto mais rentáveis quanto os possíveis compradores, nacionais ou estrangeiros, possam ser dispensados de compromissos anteriores. A carne do lombo para eles. A privatização é o gato escondido com o rabo de fora.

iniciativa

PCP apresenta resolução para que Governo português reconheça Estado da Palestina

O PCP vai apresentar na Assembleia da República um projecto de resolução onde defende que o Estado português deve reconhecer a Palestina como Estado soberano e independente e defender essa posição no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
«Entendemos nós que é o momento indicado para que o Estado português faça esse reconhecimento, até porque neste momento tem assento permanente no Conselho de Segurança e, até dando cumprimento ao espírito da Constituição da República Portuguesa relativamente à soberania dos povos, achamos que é a altura indicada», afirmou no Parlamento o deputado comunista João Ramos.
O deputado do PCP referiu que muitos países têm vindo a reconhecer o Estado da Palestina e considerou que Portugal deve defender essa mesma posição no seio das Nações Unidas, na discussão que decorrerá durante o mês de Setembro.
João Ramos rejeitou ainda o argumento do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, de que Portugal estaria «dependente daquilo que seriam as posições dos outros países da União Europeia».
«Uma coisa não tem de estar vinculada a outra, o Estado português tem a perfeita legitimidade para assumir o Estado palestino como independente», advogou, referindo-se às declarações feitas pelo chefe da diplomacia portuguesa.
A questão do reconhecimento do Estado da Palestina divide a União Europeia, existindo governos contra, como a Alemanha, Itália ou Holanda, e outros a favor, como Espanha ou Irlanda.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

desenho




(em http://www.vermelho.org.br)

Sigur Rós - Se Lest

(A)FUNDAÇÃO ÉTICA

Sousa Cintra, a figura pública com passado ligado ao desporto e a negócios, aqui e além Atlântico, constituiu uma nova Fundação com o seu nome. Trata-se de uma Fundação Privada, com sede em Sagres, Vila do Bispo. A sua área de actuação é “a actividade cinegética, as ciências e a economia do mar”. O seu património é de 20 milhões de euros. Constituída em 2010, foi agora reconhecida pelo governo por despacho da Presidência do Conselho de Ministros.

Não tendo Estatuto de Utilidade Pública, foi a referida Fundação reconhecida como “Instituição de Desenvolvimento e Solidariedade Social”, o que lhe concede o direito a isenções e privilégios fiscais. Assim Sousa Cintra incluiu a moradia de Lisboa, estimada em 1,8 milhões de euros no património da Fundação, poupando anualmente um IMI de 8.000 euros. Igualmente um prédio urbano em Sagres, estimado em 4,2 milhões de euros, foi incorporado no património da Fundação, poupando 12.000 euros anuais.

Com tanto “altruísmo” percebe-se bem a “caça” a que se dedicará o benemérito Cintra e a sua Fundação, ou a “ciência” do gamanço e a “economia” á beira-mar. De Sagres já se conhecia historicamente a referência à arte de bem navegar, extensiva agora ás “navegações” pelos corredores das fugas fiscais. E para um Governo (PSD/CDS/CAVACO) que afirmava querer reduzir Fundações Públicas e Privadas, e moralizar a sua actividade, com Sousa Cintra começam bem…


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

GIAP - Memórias Centenárias da Resistência



LÍDER DA VITÓRIA DO VIETNAME SOBRE OS ESTADOS UNIDOS COMPLETA 100 ANOS

O general vietnamita Vo Nguyen Giap, líder da vitória militar de seu país contra franceses e norte-americanos, completou 100 anos nesta quinta-feira (25/08) em um hospital de Hanói, onde está internado há meses por problemas de saúde. Fontes citadas pela imprensa local indicaram que o aniversariante estava acordado e reconhecia os visitantes que o cumprimentavam pelo centenário.

Giap nasceu na região central da então Indochina francesa e, enquanto cursava estudos no Liceu Nacional de Hue, fez contato com os setores políticos mais radicais. Em 1933, ingressou no Partido Comunista da Indochina quando estudava Direito em Hanói. Após um breve exílio na China, retornou ao Vietname em 1944 e, no ano seguinte, o próprio Ho Chi Minh nomeou-o ministro da Defesa em seu Governo provisório.
Durante os nove anos seguintes, dirigiu as tropas que lutaram para expulsar os franceses com táticas que fundamentaram sua reputação. A vitória sobre os franceses na batalha de Dien Ben Phu, em 1954, deu-lhe fama histórica. Com o prestígio de general vitorioso em circunstâncias adversas, foi-lhe encomendada a missão de dirigir a ofensiva do Tet na guerra contra os Estados Unidos, na década seguinte.
Nos anos 1960 e 1970, foi vice-primeiro-ministro, ministro da Defesa e membro do Politburo até 1982, mas manteve o cargo simbólico de vice-primeiro-ministro.

Pesquisas de opinião indicam que Giap é um dos personagens mais admirados entre a juventude vietnamita, após Ho Chi Minh, o fundador do atual Vietname

É o maior guerreiro vivo do século 20. Professor de história que se tornou militar para combater os invasores de seu país, derrotou o Japão (1945), a França (1954) e os Estados Unidos (1975). Em entrevista concedida a Silvio Tendler em 2003, o próprio Giap conta um pouco de sua incrível história.

Festa do Avante 2011

alerta

"Tenho conhecimento que as várias estações dos correios do Concelho de Paredes encontram-se sem dinheiro para pagar as reformas nomeadamente na estação de Baltar que tinha hoje (8/9/ 2011) ás 10 da manhã à sua porta numerosas pessoas a quem que não lhes foi paga as reformas"

(retirado do gmail)

biografia coerente

Pedro Santana Lopes

-Em pequeno, quando jogava à bola, estando a perder, metia a bola debaixo
do braço e voltava para casa.

-Foi estudar para a Alemanha mas desistiu a meio e voltou para casa.

- Foi deputado no Parlamento Europeu mas desistiu a meio e voltou para casa.

-Casou-se mas desistiu a meio e voltou para casa.

-Voltou a casar mas desistiu a meio e voltou para casa.

-Casou pela terceira vez mas desistiu a meio e voltou para casa.

-Teve uma empresa de comunicação social mas desistiu a meio e voltou para
casa.


-Foi presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz mas desistiu a meio e
voltou para casa.

-Levou consigo para a Figueira a Cinha Jardim mas esta desistiu a meio e
voltou para casa.

-Foi Secretário de Estado da Cultura mas desistiu a meio e voltou para casa.

-Foi presidente do Sporting mas desistiu a meio e voltou para casa.

-Foi Presidente da Câmara Municipal de Lisboa mas desistiu a meio e voltou
para casa.


-Foi Primeiro Ministro, desistiu a meio e voltou para casa.

-Vai para Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e espero que rapidamente a tradição se cumpra...

domingo, 11 de setembro de 2011

Red Hot Chili Peppers - Ethiopia



Do álbum de 2011 "I'm With You"

Camila Vallejo, uma protagonista da luta





Camila Vallejo tem 23 anos e é estudante do curso de Geografia, atuando há cinco anos na Juventude Comunista. Foi eleita presidente da Federação Estudantil da Universidade do Chile (Fech). Ela comanda as grandes mobilizações que há meses mantém em xeque o governo do presidente Sebastián Piñera, mostrando-se capaz de movimentar milhares de pessoas em protestos pelo centro de Santiago.

POEMA

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruída,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias.
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos.
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas

Bertolt Brecht
, Perguntas de um operário letrado

GRAFISMO


sábado, 10 de setembro de 2011

buraco


Aluimento de terras ou pegadas de dinossauro em Baltar?
Largo Comendador Pereira Inácio em Baltar, Paredes

Um preocupado morador do Largo Comendador Pereira Inácio em Baltar, fez- nos chegar as seguintes fotos de um aluimento de terra na sua rua, já com 2 anos de existência.

Gotan Project- Last Tango in Paris



UMA VERSÃO DO CLÁSSICO TEMA DE GATO BARBIERI

HUMOR

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

os passos trocados do coelho (VI)

«As pílulas e as vacinas contra o cancro do colo do útero, hepatite B e contra a estirpe do tipo B do vírus da gripe, que embora integrem o Programa Nacional de Vacinação são comercializadas em regime de venda livre nas farmácias, vão deixar nestes casos de ser comparticipadas pelo Estado, que apenas continuará a assegurar a sua distribuição gratuita nos centros de saúde. De acordo com o documento ontem divulgado com a lista de medidas para reduzir as despesas no sector que o ministro Paulo Macedo levou à comissão parlamentar de Saúde, o ministério vai ainda reduzir a comparticipação da associação de medicamentos antiasmáticos e broncodilatadores. A poupança prevista só com estas descomparticipações ascende a cerca de 19 milhões de euros, de um total de quase 1100 milhões de euros a atingir até 2013».

Público, de 7/9/2011

No meio da algaraviada mistificatória que o Ministério das Saúde produziu a respeito deste assunto merece destaque especial que, quanto às pílulas anticoncepcionais, se tenha argumentado que «são distribuídas gratuitamente nos centros de saúde, são muito baratas e a maioria das mulheres compram sem prescrição médica» e que a poupança estimada ascende apenas a seis milhões de euros.

Ora, mesmo dando de barato que assim fosse, o que este Ministro da Saúde parece esquecer é que, por uma poupança tão baixa, não valia a pena sobrecarregar (e eventualmente desestimular) no planeamento familiar (território onde ainda precisamos de avançar muito) as mulheres que as compram com comparticipação. E sobretudo numa ansia doentia dos cortes, o poupadinho Ministro da Saúde não pensou num provável aumento das despesas com interrupções voluntárias da gravidez ou de internamento hospitalares por acidentes e problemas respiratórios.

(em otempodascerejas2.blogspot.com)

Stefon Harris, David Sanchez, Christian Scott - Nengueleru

ARTE MODERNA - JOANA VASCONCELOS

(pormenor da obra)
(dimensão real da obra)

OS PROBLEMAS INTESTINAIS DA HISTÓRIA

"Independência ou Morte" de Pedro Américo

Escrevo este texto no dia 7 de Setembro de 2011, no exacto dia em que se assinala a passagem do 189º aniversário do episódio que ficou conhecido na História do Brasil, de Portugal e do mundo como “Grito do Ipiranga”. O quadro que vemos acima é a imagem que mais vezes surge associada ao acontecimento que deu ao Brasil, até então de possessão portuguesa, o estatuto de nação independente. Na tela do pintor está expressa toda a exaltação do momento, o brilhantismo e a nobreza do acto, a aclamação numerosa, unânime e festiva, o romantismo apoteótico, todo um conjunto pictórico a ilustrar um extraordinário heroísmo para memória e consumo das gerações posteriores.

E pelas vezes sucessivas em que a imagem foi usada na historiografia, de livro em livro até aos nossos dias e quiçá nos próximos, é de concluir que bem consumida foi, tanto a imagem como consequentemente a ideia ou conjunto de ideias que lhe subjaz. Ainda que palavras acertadas e rigorosas sobre o momento acompanhem o trabalho de Pedro Américo, jamais aqui, como noutras circunstâncias, os caracteres negros deixarão de sucumbir ao invencível poder do retrato, ainda por cima, como é o caso, tratando-se de uma pintura tão bela e arrebatadora.

É sabido que historiografia oficiosa deu, durante décadas a fio, pouca importância aos “problemas intestinais” da História, e preferiu, consoante a moral de cada regime governativo, apagar, deturpar, reescrever, destacar ou até inventar os factos mais ou menos convenientes. Há pano para mangas sobre a “História oficial”, mas não nos afastemos das margens do Ipiranga. Falemos, literalmente, dos tais “problemas intestinais” que justificam e dão título a este artigo.

Contrariamente ao que a imagem sugere, a famosa proclamação heróica da independência do Brasil teve na realidade contornos que, à luz de uma descrição mais próxima da realidade, soariam de forma bem menos romântica. Em poucas palavras, naquela tarde de Setembro junto às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro teve um amuo devido a (mais uma) interferência das cortes portuguesas na regência do Brasil. Irritou-se com o palavreado num recado escrito que acabara de receber, pedindo-lhe que actuasse como “cão-de-fila” ou “leão” na obediência à metrópole e condenação de qualquer insurgência contra o domínio português. Além disso, aquele que viria a ter o cognome de Rei-Soldado, tinha tido até então uma viagem atribulada, dividida em dormidas ao relento e… problemas intestinais.

Se na pintura de Américo, apresentada 66 anos depois do acontecimento, D. Pedro surge magnânimo num cavalo imponente e vistoso, a cena ilustrada, a ser verídica, teria em vez disso que mostrar o soberano em cima de uma mula enlameada, sem a mínima ponta de charme ou elegância. Ainda que longe de atingir a perfeição de formas de um equídeo real, a subida daquelas íngremes montanhas só era competentemente feita em cima das feias das mulas, daí ter o futuro imperador subido para o dorso de um animal que se considerara “inconveniente” para integrar o “retrato” desenhado de tão célebre e histórica cerimónia. À mula trocada por um cavalo junta-se o fato cerimonial de D. Pedro, indumentária impecável para quem havia dormido ao relento no meio da selva, em cima de simples tábuas. Até os uniformes daqueles que o acompanhavam são falsos, e só seriam desenhados para os “Dragões da Independência” alguns anos mais tarde.

D. Pedro passara a vida a correr para o matagal, à procura de um recanto onde pudesse fazer o que mais ninguém podia fazer por si. Pedro Américo, o pintor, chegou mesmo a considerar a ocorrência dos “problemas intestinais” do príncipe como “imerecedoura de contemplação dos pósteros”. E foi assim, com esta indisposição permanente, somada aos recados vindos de Lisboa que colocavam D. Pedro no papel de simples “cão-de-fila”, que se completou todo um quadro físico e emocional que teve como resultado a fundação de uma das maiores nações do mundo.

Será uma afirmação ou conclusão redutora – talvez! -, dirão provavelmente aqueles para quem as voltas do mundo são novelos de gigantesca burocracia, ou aqueles que acreditam que não há “acasos fundadores” nem “simplicidades transformadoras”. Certamente que houve, neste caso, circunstâncias anteriores aqui não especificadas, que houve até certa premeditação naquilo que aconteceria naquela tarde ou noutra altura qualquer. Mas não me sobram muitas dúvidas acerca da precipitação do acto em concreto, nem das motivações físicas e emocionais que o desencadearam naquele preciso momento.

Sim – dirão os insistentes – não sejamos tão redutores. Estou plenamente de acordo. Mas com uma condição: a de que não escondamos também os “problemas intestinais” da História. Que é como quem diz, o lado desagradável ou apenas desenquadrado das leis que preenchem o nosso código moral, ético ou estético. Assim que nos pusermos de acordo, aqui como em tudo o que se passa no mundo, nós e a nossa História será sem dúvida bem melhor. Ainda que com problemas intestinais.

(Ivo Rafael Silva, em adargumentandum.wordpress.com)