um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
os passos trocados do coelho (VII)
A Mula da Cooperativa - MAX , em 1959
Primeiro-ministro diz que situação na Madeira é “irregularidade grave, sem compreensão”
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, encontrou-se com o presidente francês Nicolas Sarkozy e afirmou hoje em Paris que a situação da Madeira configura “uma irregularidade grave”.
“O que se passou desde 2004 na Madeira é uma irregularidade grave, que não tem compreensão”, afirmou.
“O Governo foi ontem informado pelo Instituto Nacional de Estatística e pelo Banco de Portugal de que, relativamente à Madeira, tinham ocorrido falhas, irregularidades graves, na ausência de comunicação para efeitos quer de défice excessivo, quer de acordos de renegociação de dívida que ocorreram desde 2004”, declarou Pedro Passos Coelho.
Perante esta situação, o primeiro-ministro garantiu que “o Governo de Portugal não tem uma posição partidária nesta matéria e agirá com toda a independência exigida ao Governo da República”.
Isso “significa que não tratará de uma forma especial o caso da Madeira por se tratar de um governo da responsabilidade do PSD da Madeira”, explicou.
“Hoje já não há dúvida de que o nível de ajustamento que a Madeira e o seu governo vão ter que realizar nos próximos anos será evidentemente um esforço mais exigente e mais importante que aquele que se poderia pensar antes de esta notícia ser conhecida”, salientou o chefe do executivo no Palácio do Eliseu.
Pedro Passos Coelho referiu, contudo, que “foi o governo da Madeira que solicitou a avaliação desta situação”, cujos resultados “serão conhecidos ainda este mês”.
“O Governo português entende que esta situação configura uma irregularidade muito grave. Não é uma situação que tenha outras companhias, quer dizer, não conhecemos outros exemplos de matérias desta natureza que tenham ocorrido”, referiu entretanto Pedro Passos Coelho.
“É importante para que não se pense que a situação portuguesa será sobressaltada daqui para a frente”, acrescentou. “Estamos a preparar alterações do ponto de vista legislativo possa voltar a ocorrer no futuro”, anunciou também o primeiro-ministro.
O primeiro-ministro remeteu ainda para o PSD-Madeira e o eleitorado regional o desafio hoje lançado por António José Seguro para que Pedro Passos Coelho retire a confiança política a Alberto João Jardim.
“A confiança política é uma questão para o PSD da Madeira e para o eleitorado da Madeira”, afirmou Pedro Passos Coelho.
sábado, 21 de maio de 2011
o sobrinho do dr. Cardoso - caracterização politica e moral
Para além das bebedeiras e de outras cenas características do espírito coimbrinha daquela época_ que nunca mais o largou ao longo da vida, como o demonstram as suas “brincadeiras” de Verão nas praias de Porto Santo, um autêntico maná para os jornais ávidos de espectáculos grotescos_ Jardim assumia comportamentos inaceitáveis a qualquer luz. Um exemplo: quando, depois do jantar, acompanhado de outros membros da casa (“Farol das Ilhas”)_ sozinho era incapaz de qualquer atitude_ ia ao café Ritz na Av. Dias da Silva, tinha um truque infalível para arranjar lugar sentado. Entrava, passava pelo meio das mesas ocupadas, mandava umas bocas em voz alta para os compinchas, a certa altura arrotava alto, levantava a perna e aliviava a tripa sonoramente, sendo certo e sabido que havia alguém que, enojado e sem vontade de entrar em conflito com o provocador, saía apressadamente. Jardim sentava-se então com os comparsas com ar de herói (pág. 29 de Jardim, a grande fraude, de Ribeiro Cardoso)
Um dia avisei-o que não devia perseguir os estrangeiros, com relevo para os ingleses, a quem a Madeira muito deve. Mas nesse capítulo ele tinha _ e parece que continua a ter _ umas manias esquisitas. Claro que aí teve e tem o bom senso de não passar das marcas. Chateia-os, não sei porquê, mas não ultrapassa certos limites. Também no que toca a militares eu alertei-o para ter cuidado. Mas ele teve aquela triste ideia de dizer que os militares se tinham efeminado, e o Lacerda _ eu já não estava na Madeira_ fardou-se de ponto em branco, entrou pelo Palácio do Governo, pediu para falar com o Presidente e mal lá chegou, nem sei se tirou a luva, pespegou-lhe um par de lambadas para mostrar que afinal os militares continuavam viris. Era preciso conhecer o Lacerda, que não era pêra doce. A reacção do AJJ, na verdade, não foi famosa: passou para o outro lado da mesa e, ao que dizem, ainda com a mão na cara quente disse ao Lacerda: “Saberá que me vou queixar de Vossa Excelência”. Não me parece que tenha sido uma reacção muito viril, lá isso é verdade. (Declarações do então Tenente Coronel Carlos Azeredo, então Governador da Madeira, pág. 95 do livro)
terça-feira, 10 de maio de 2011
Leitura indispensável

"Jardim, a grande fraude", de Ribeiro Cardoso
Um livro que nos esclarece sobre a ascensão de um certo "sobrinho do Dr. Cardoso"... cuja imagem de estilo se reproduz