Em 28 de setembro de
1998, a Coordenadora de Paredes da CDU expôs em conferência de imprensa aspectos
importantes da vida autárquica de então, nomeadamente questões ambientais concelhias,
de ordenamento urbano e qualidade de vida dos seus cidadãos. E propunha-se ao
senhor Presidente da Assembleia Municipal de então a convocação de uma
Assembleia Municipal Extraordinária para as debater.
Relembro algumas
preocupações manifestadas há já mais de 20 anos: ausência de rede de saneamento
básico generalizada, abastecimento público de água domiciliária de qualidade, recolha
e tratamento de resíduos sólidos urbanos, rios fortemente poluídos, descargas
de efluentes de empresas como a VALPI e OLPACA, o Plano de Pormenor de
intervenção urbana do sul da Cidade (na região de Pias) e transações envolvendo
o Campo das Laranjeiras.
“Sérias suspeições
sobre a boa gestão do erário público”, titulava o Jornal Novas, de 2 de outubro
de 2018.
Se verificarmos com
acuidade verificaremos que muitas das questões objecto de reflexão mantêm uma
grande actualidade.
Nessa conferência,
estiveram presentes Juvilte Madureira, Cristiano Ribeiro e José Manuel Pinto
(entretanto já falecido).
Não podemos deixar de
constatar que muito tempo foi perdido desde então.
CR



