
Ban Ki-Moon é um escroque. O secretário Geral da ONU transportou a chama olimpica pelas ruas de Londres. Participou até na cerimónia de inauguração do Jogos Olimpicos de Londres transportando a bandeira olimpica. Discursou como sempre em alturas destas falando em "mensagem de paz". As suas palavras são maviosas. Mas o seu comportamento é cínico.
O ex-diplomata sul coreano, que os poderes mundiais alcandoraram a Secretário Geral da ONU, é um mero instrumento dos Estados Unidos, da NATO e do capitalismo internacional. Segue as orientações estratégicas, politico-militares, do mundo unipolar, surgido nos finais da década de 80 do século passado. Apoia o aventureirismo do imperialismo, que incendeia e destrói povos e nações á medida dos seus interesses (Iraque, Afeganistão). Não resolve nenhum dos conflitos históricos em que o império possa estar em causa e a justiça internacional devia imperar, de acordo com decisões da Assembleia Geral da ONU (criação do Estado Palestiniano, reunificação de Chipre, embargo norteamericano a Cuba).
O Secretário Geral da ONU Ba Ki-Moon nada faz para restabelecer a legitimidade democrática na Guiné Bissau, objecto de um golpe de estado em 12 de abril, nas vésperas de eleições, por parte de forças ao serviço do tráfico de droga. A sua tolerância para com golpistas, locais e regionais, explica tudo. Já anteriormente em outro país da comunidade de lingua portuguesa, em Timor Leste, a ONU de Ba-ki-Moon foi cumplice na golpada eleitoral que depôs a FRETILIN em favor do Sr. Ramos Horta, do Sr. Xanana, dos interesses australianos e das petrolíferas do mar de Timor.
A mesma irresponsabilidade presidiu á criação em África de um país, o Sudão do Sul, uma entidade fantoche, ao serviço de potências europeias, com cheiro a petróleo e outros recursos minerais.
Nos conflitos dos países do norte de África , o papel de Moon é criminoso. Em nenhuma circunstância há uma lógica de diálogo e consenso, de criação de uma transição democrática. O caminho está traçado: a apropriação de território e das suas riquezas naturais. Alguns pensam em liberdade e democracia. Não. Há o incentivo á guerra tribal, ao ajuste de contas colonial, o tudo ou nada, a aliança espúria entre forças militares ocidentais e fundamentalistas radicais dinamizados e financiados pela Arábia Saudita e pelas monarquias do Golfo Pérsico. A insensibilidade humanitária de Moon é real.
Destruída a Libia, remetida a experiência da construção da sua unidade politica e desenvolvimento económico e social para décadas atrás, novos passos foram dados. A Síria apareceu como alvo a abater. Foram mobilizados recursos enormes, propagandisticos, financeiros, logisticos e em mercenários. A Síria porquê? Porque a Síria é o mais consistente país árabe no apoio á causa palestiniana, porque a Síria é um país multiconfessional onde coexistem várias comunidades, e portanto onde é possível fomentar fracturas de identidade e coesão nacional, porque a Síria é aliada tradicional do Irão, onde se localizam os poços de patróleo, porque a Síria é vizinha da Turquia, com uma fronteira comum onde fácil é criar santuários de entrada de mercenários e armas.
A guerra civil síria não passa de uma guerra induzida do exterior. Ban Ki-Moon sabe-o. Daí o seu "medo" e "indignação" pela utilização de armas químicas pelas autoridades sírias, "em qualquer circunstância". A história repete-se. As "armas quimicas" inexistentes no Iraque justificaram a invasão. As "armas quimicas" inexistentes no Iraque precederam a guerra e a destruição. A "circunstância" admitida por Moon é a invasão e a "normalização" síria.
Ban Ki-Moon é um escroque.