Um pré-anunciado candidato do PSD a dirigir estruturas regionais e sub-regionais da Saúde escreve quinzenalmente n´O Progresso de Paredes. Camilo Alves Mota, médico, escreveu a 6 de julho (“ A Cigarra, a Formiga e a Pesada Herança”) e transcrevo uma parte da sua crónica que significativamente está publicada em negrito:
Moções de Censura na Assembleia da República ou arruaças e agressões como aconteceu na Póvoa de Varzim ao Presidente da República e ao Ministro da Economia na Covilhã são práticas comuns dum Partido Comunista que se começa a esquecer do que lhe aconteceu no pós 25 de Abril quando as suas sedes foram assaltadas e queimadas por utilizar hoje os mesmos métodos violentos dessa época: a Sabedoria Popular diz: ”quem com ferros mata com ferros morre”.
Sem procurar beliscar o direito á liberdade de expressão do conhecido político de Aguiar de Sousa, concelho de Paredes, estranha-se o tom radical, que cheira a tentativa serôdia de ameaça de violência. E digo tentativa, porque para ser ameaça lhe falta razão, conteúdo, substrato.
Para unir as hostes laranja em momento difícil, de desorientação e completo afastamento dos interesses populares, Camilo Mota socorre-se da receita passada de outras curvas da história, com barricadas ideológicas fixas e a política da moca e da impunidade.
Desconhece o autor citado o percurso decorrido. A Cigarra (e a Formiga) vive em Estado de Direito, com liberdades, direitos e deveres constitucionais. Se o Partido Comunista lhe atormenta o sono, quem senão um médico para atalhar o desconforto?
CR
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