um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA
sábado, 30 de setembro de 2017
O indizível país SEM VERGONHA
Eis algumas das últimas propostas eleitorais autárquicas que aparecem em propaganda distribuída ou em Outdoors. Respeitei a terminologia usada.
Oferta de Tablets aos alunos do 1.ºe 4 .ano
Bolsas municipais para Atletas de Alta Competição
Instalação de Hipermercado / MacDonald's ou Burger King para criação de dezenas de postos de trabalho (numa freguesia com menos de 2.500 habitantes)
Não assinalo os autores das propostas, pois estamos em dia de reflexão e muitos eleitores votantes em certos partidos iriam sentir muita vergonha....
CR
Oferta de Tablets aos alunos do 1.ºe 4 .ano
Bolsas municipais para Atletas de Alta Competição
Instalação de Hipermercado / MacDonald's ou Burger King para criação de dezenas de postos de trabalho (numa freguesia com menos de 2.500 habitantes)
Não assinalo os autores das propostas, pois estamos em dia de reflexão e muitos eleitores votantes em certos partidos iriam sentir muita vergonha....
CR
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
domingo, 17 de setembro de 2017
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
AO FIM DA TARDE
É a nossa televisão em horário nobre depois das 20h. Fala-se do Orçamento a apresentar brevemente e objecto de negociação com os partidos que de qualquer forma podem viabilizar esse Orçamento. Miguel Sousa Tavares surge impante. É a vedeta daquele comentário televisivo. E o disparate e a inverdade jorram sem limites, sem contraditório. O sector público do Estado não foi afectado pela crise e pelas políticas dos governos de direita, disse. E acrescentou que não houve encerramento de serviços, de sectores, de postos de trabalho. Sousa Tavares mente e sabe que mente. Sabe que houve então encerramento de escolas, de centros da segurança social, reduziu o número de trabalhadores, aumentou a precaridade, diminuiu drasticamente os rendimentos desses trabalhadores. E sabe que é disso que se negoceia, a reversão de uma injustiça. Mas Miguel Sousa Tavares tem aí o privilégio de contar as suas “historiazinhas”. Como a afirmação sua de que as greves serem exclusivo dos trabalhadores do sector público.
Mas há quem não fique atrás de Miguel Sousa Tavares. Fátima Campos Ferreira, esse pilar da direita no audiovisual, no seu Prós e Contra, mente menos, mas manipula mais. Na escolha do tema e dos convidados, na condução do programa. O tema era o conflito laboral na AutoEuropa. A diabolização dos responsáveis do conflito, no caso os trabalhadores, e os sindicatos e a sustentação de apoio aos desejos da empresa, da “sua” Comissão de Trabalhadores. Vale tudo até o papel “esquerdalho” da intervenção de uma Raquel Varela, eminência parda da sociologia “de gauche”. As razões objectivas de uma greve são embrulhadas numa teia de diversões, falsidades, incompreensões, que torna tudo opaco e por isso mais desinteressante. Tal como a empresa fazia com a “sua” CT, tenho fundadas certezas que a produção encena a discussão com alguns dos “seus” convidados.
É a CS que temos. Vendida, militantemente organizada para servir interesses profundos, na trincheira de classe com os poderosos.
CR
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
A CIA NA SÍRIA
Em agosto, a Força Aérea dos Estados Unidos evacuou da área de Deir ez-Zor ao norte da Síria mais de 20 chefes militares e seus combatentes mais próximos do grupo terrorista Daesh , segundo agências de Notícias citando uma fonte diplomática militar
Vários chefes militares controlados pelos serviços de inteligência norte-americanos foram evacuados com urgência da área de Deir ez-Zor para zonas seguras, a fim de continuar usando sua experiência em outras direções. Nomeadamente, em 26 de agosto, de uma área perto do povoado de Treif, situado ao noroeste da cidade de Deir ez-Zor, durante a noite foram retirados de helicóptero dois chefes militares do Daesh 'de origem europeia' com seus familiares", informa a fonte.
Vários chefes militares controlados pelos serviços de inteligência norte-americanos foram evacuados com urgência da área de Deir ez-Zor para zonas seguras, a fim de continuar usando sua experiência em outras direções. Nomeadamente, em 26 de agosto, de uma área perto do povoado de Treif, situado ao noroeste da cidade de Deir ez-Zor, durante a noite foram retirados de helicóptero dois chefes militares do Daesh 'de origem europeia' com seus familiares", informa a fonte.
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
PARA A HISTÓRIA
A GRANDE NOTICIA
![]() |
| Suheil al-Hassan |
![]() |
| Issan Zahredinne |
O exército sírio e
seus aliados, apoiados pela Força Aérea Russa, está a 3km de Deir Ezzor, uma importante cidade do leste da Síria cercada desde maio
de 2015 pelo Estado Islâmico. As duras condições em que vivem 125.000 habitantes
constitui um incomparável exemplo de tenacidade e resistência, frente á
barbárie cozinhada por potências regionais e pelos países ocidentais. Os
tanques e helicópteros estão á porta da cidade dizimando as hordas terroristas.
Em breve dois comandantes, heróis
lendários da resistência síria se encontrarão: o druzo Issam Zahredinne, o
general sitiado e o alawita Suheil al-Hassan, o general libertador.
Glória aos bravos patriotas sírios!
sábado, 2 de setembro de 2017
CONTRIBUTO PARA A HISTÓRIA DA LUTA DE CLASSES EM PORTUGAL
António Damasceno Monteiro, que foi director de Recursos
Humanos da AutoEuropa num ensaio publicado na Revista Análise Social explicou
sem fas nem nefas a relação do Chora com a administração e os quadros
dirigentes da empresa. A AutoEuropa é um modelo de produção pós-fordista, desde
que existam Choras! Os sublinhados são inexistentes no texto publicado.
.
9.4. A RELAÇÃO COM A COMISSÃO
DE TRABALHADORES
A opção por uma relação privilegiada com a comissão de
trabalhadores pressupôs que a escolha dos membros que integrariam esta futura
estrutura representativa não fosse deixada ao acaso! Quando se começou a
pressentir o desejo de constituição desta estrutura, provavelmente estimulada
pelos membros ligados aos sindicatos da CGTP — muitos deles eram desconhecidos
formalmente por não quererem revelar a sua identidade —, a empresa
rapidamente «entrou em jogo». Contactou sigilosamente o director de cada uma
das áreas para que este indicasse nomes de trabalhadores de «confiança» que
pudessem integrar a futura estrutura. A escolha de um «líder»
para esta comissão que inspirasse a capacidade de defesa dos interesses dos
restantes colegas e que, simultaneamente, revelasse à empresa as informações
necessárias foi ainda o aspecto mais difícil de ultrapassar. Tudo isto acabou
por ser obtido através de um convite dirigido a um membro que mostrava enorme
capacidade de persuasão dos colegas e que era permeável a uma forte influência. Foi
com este dirigente da comissão de trabalhadores que a empresa estabeleceu
uma entente cordial e que permitiu, na véspera dos grandes embates,
conhecer antecipadamente, através de uma reunião sigilosa entre ele e o
director de Recursos Humanos, quais os pontos que seriam objecto de análise na
reunião do dia seguinte e a provável maneira de os ultrapassar. Nas
eleições para a constituição desta comissão acabaram por aparecer duas listas:
uma integrada e liderada por delegados sindicais afecta à CGTP (lista A)
e outra constituída, preparada e devidamente suportada pela empresa em
sessões de esclarecimento realizadas para o efeito (lista B). Esta segunda
lista, inicialmente defendida pelo grupo de trabalhadores independentes de que
já se falou — mas que não integravam a lista —, teve uma dupla missão:
viabilizar não só uma estratégia de consenso, como anular a força veiculada
pelos sindicatos. O risco que a empresa correu foi grande, mas a
encenação, o planeamento e a capacidade persuasora e manipuladora de encenação,
de alguns gestores permitiram um enorme êxito.
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