São poucas, limitadas
e, digo desde já, altamente demagógicas. Merecem a devida análise e a
consequente denúncia.
1) Criação de
consultas de Ginecologia e de Pediatria nos “Centros de Saúde”
Perguntar-se-á: com
que Médicos dos Cuidados Diferenciados? Com os que faltam nos Hospitais
Públicos, nas Maternidades, nas Urgências, na assistência a longas listas de
espera de doentes atualmente referenciados? Com que Enfermeiros, igualmente Especialistas?
Com os que exigem, e justamente, uma remuneração adequada á sua formação? E em
que instalações, as atuais? E a pergunta principal: se é assim tão positivo e exequível,
por que não foi implementado antes?
2) Unidades móveis de
saúde para territórios de baixa densidade
Perguntar-se-á: será o
implementar de uma Medicina para pobres isolados, sem recursos humanos e tecnologia
disponível, uma discriminação formalmente assumida?
3) Óculos para
crianças e jovens até aos 18 anos e pessoas com mais de 65 anos com RSI
Perguntar-se-á: quem
faz as consultas , quem prescreve? Os oftalmologistas em número residual no
SNS? Os Privados? Optometristas?
4) Consultas aos
sábados nos Hospitais Públicos
Perguntar-se-á: e por
que não aos Domingos e Feriados? Com que
médicos? Os que são insuficientes à semana, com enfermeiros, secretários cínicos,
assistentes operacionais, seguranças? Com ausência de transportes públicos
dificultando acesso? Com profissionais de saúde com famílias quase sempre ausentes?
5) Médico de Família
para todos os portugueses
Perguntar-se-á: com
concursos públicos abrindo vagas a ser ocupadas por todos os especialistas de
MGF recém – formados? Com a dedicação exclusiva dos Médicos do SNS? Com os atuais
salários?
Disto tudo,
compreendo mal que profissionais de saúde altamente competentes possam tolerar
este circo de promessas inúteis.
CR

