um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Kronos Quartet tocando Sigur Ros
O tema chama-se Flugufrelsarinn
actividade institucional
SÓ SUSPEIÇÕES?
(Intervenção na AM PAREDES, de 26 de Fevereiro de 2011)
Vivemos tempos dificeis e portanto tempos exigentes. A crise económica, social e política que afecta o nosso país impõe respostas novas e equilibradas, que beneficiem o emprego, a produção nacional e a proteção social dos mais desfavorecidas ou fragilizados. Todas as entidades públicas devem ter programas de intervenção que respondam precoce e eficazmente aos problemas.
A Câmara Municipal de Paredes vive certamente condicionada na sua actividade diária com as restrições orçamentais dos vários PECs, os do PS, e com apoio do PSD. Com a tentativa difícil de equilibrar despesas com receitas, surge a estagnação no investimento, ausência de iniciativa própria e de resposta aos desafios do futuro.
Não se descortinam grandes objectivos estratégicos na actividade actual da Câmara Municipal de Paredes. Assiste-se a uma descolorida gestão. Corremos o risco de ter uma Câmara Municipal a ver correr o tempo e a ver decorrer as consequências da crise.
A CDU, como oposição política ao PSD em Paredes, apresentou vários requerimentos, pedidos de esclarecimento, intervenções públicas, que procuram mobilizar o poder político local para a realidade concreta. Pena não serem valorizados por quem o deveria, por vezes com a simples resposta esclarecedora. Como mero exemplo, esta semana, apresentou um pedido de esclarecimento sobre as obras do cemitério de Recarei, obra adiada embora incontestavelmente necessária.
O PSD quer governar sózinho a Câmara de Paredes. Legitimamente. Mas a sua auto-suficiência, que prescinde de outra colaboração, não tem trazido grandes resultados.
O PSD na Câmara Municipal é responsável pelas trapalhadas da mudança da zona desportiva da cidade, com consequências no tecido urbano, e na prática desportiva geral. O buraco no espaço central da Cidade de Paredes.
O PSD na Câmara Municipal é co-responsável pelas peripécias na participação social no Hospital da Misericórdia de Paredes, na sua indefinição, na sua desadequação a objectivos sociais básicos. O buraco no apoio social do Concelho.
O PSD na Câmara Municipal alimentou esperanças infundadas de um desenvolvimento tecnológico e modernizador do Concelho com a proclamada Cidade Inteligente, que se arrasta sem sentido, sem concretização nem que seja numa ínfima parte do projecto propagandeado. O buraco da credibilidade de um Concelho.
O PSD na Câmara Municipal não concretiza nem estimula a resolução de ombras emblemáticas como a mudança da localização da ETAR da Cidade, a recuperação da envolvente do Mosteiro de Cete, a construção do Museu, da Biblioteca Municipal ou do novo Aterro Sanitário. O buraco na esperança de uma melhor qualidade de vida.
O PSD na Câmara Municipal finge desconhecer a imagem, e mais preocupante, a realidade social de um acampamento cigano degradado e degradante, a que nem uma proclamada integração social de sucesso consegue esconder. O buraco do subdesenvolvimento.
O PSD na Câmara Municipal deve responder pelas inações de desenvolvimento do concelho que as estatísticas revelam e que os cidadãos reconhecem. Não há em Paredes, por culpa do PSD, uma política efectiva no âmbito social, da habitação, dos transportes, das infraestruturas de água e saneamento, de novas vias de circulação, no desporto, da cultura. São poucas as áreas de excelência, mesmo no contexto regional.
Os tempos são difíceis. Exige-se vontade de mudar.
E mesmo quando se responde de que já abriu concurso para a nova ETAR de Paço de Sousa, ou para as obras do Cemitério de Recarei, se deve dizer: concretizem e não percam tempo. Que não se justifiquem as suspeições de incapacidade de execução de objectivos tão prementes! E se tal acontece, deixem actuar novos protagonistas.
O eleito da CDU
Cristiano Ribeiro
(Intervenção na AM PAREDES, de 26 de Fevereiro de 2011)
Vivemos tempos dificeis e portanto tempos exigentes. A crise económica, social e política que afecta o nosso país impõe respostas novas e equilibradas, que beneficiem o emprego, a produção nacional e a proteção social dos mais desfavorecidas ou fragilizados. Todas as entidades públicas devem ter programas de intervenção que respondam precoce e eficazmente aos problemas.
A Câmara Municipal de Paredes vive certamente condicionada na sua actividade diária com as restrições orçamentais dos vários PECs, os do PS, e com apoio do PSD. Com a tentativa difícil de equilibrar despesas com receitas, surge a estagnação no investimento, ausência de iniciativa própria e de resposta aos desafios do futuro.
Não se descortinam grandes objectivos estratégicos na actividade actual da Câmara Municipal de Paredes. Assiste-se a uma descolorida gestão. Corremos o risco de ter uma Câmara Municipal a ver correr o tempo e a ver decorrer as consequências da crise.
A CDU, como oposição política ao PSD em Paredes, apresentou vários requerimentos, pedidos de esclarecimento, intervenções públicas, que procuram mobilizar o poder político local para a realidade concreta. Pena não serem valorizados por quem o deveria, por vezes com a simples resposta esclarecedora. Como mero exemplo, esta semana, apresentou um pedido de esclarecimento sobre as obras do cemitério de Recarei, obra adiada embora incontestavelmente necessária.
O PSD quer governar sózinho a Câmara de Paredes. Legitimamente. Mas a sua auto-suficiência, que prescinde de outra colaboração, não tem trazido grandes resultados.
O PSD na Câmara Municipal é responsável pelas trapalhadas da mudança da zona desportiva da cidade, com consequências no tecido urbano, e na prática desportiva geral. O buraco no espaço central da Cidade de Paredes.
O PSD na Câmara Municipal é co-responsável pelas peripécias na participação social no Hospital da Misericórdia de Paredes, na sua indefinição, na sua desadequação a objectivos sociais básicos. O buraco no apoio social do Concelho.
O PSD na Câmara Municipal alimentou esperanças infundadas de um desenvolvimento tecnológico e modernizador do Concelho com a proclamada Cidade Inteligente, que se arrasta sem sentido, sem concretização nem que seja numa ínfima parte do projecto propagandeado. O buraco da credibilidade de um Concelho.
O PSD na Câmara Municipal não concretiza nem estimula a resolução de ombras emblemáticas como a mudança da localização da ETAR da Cidade, a recuperação da envolvente do Mosteiro de Cete, a construção do Museu, da Biblioteca Municipal ou do novo Aterro Sanitário. O buraco na esperança de uma melhor qualidade de vida.
O PSD na Câmara Municipal finge desconhecer a imagem, e mais preocupante, a realidade social de um acampamento cigano degradado e degradante, a que nem uma proclamada integração social de sucesso consegue esconder. O buraco do subdesenvolvimento.
O PSD na Câmara Municipal deve responder pelas inações de desenvolvimento do concelho que as estatísticas revelam e que os cidadãos reconhecem. Não há em Paredes, por culpa do PSD, uma política efectiva no âmbito social, da habitação, dos transportes, das infraestruturas de água e saneamento, de novas vias de circulação, no desporto, da cultura. São poucas as áreas de excelência, mesmo no contexto regional.
Os tempos são difíceis. Exige-se vontade de mudar.
E mesmo quando se responde de que já abriu concurso para a nova ETAR de Paço de Sousa, ou para as obras do Cemitério de Recarei, se deve dizer: concretizem e não percam tempo. Que não se justifiquem as suspeições de incapacidade de execução de objectivos tão prementes! E se tal acontece, deixem actuar novos protagonistas.
O eleito da CDU
Cristiano Ribeiro
sábado, 26 de fevereiro de 2011
POESIA
Poema aos homens constipados
Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.
António Lobo Antunes
Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.
António Lobo Antunes
Ensaio
Ensaio "SOLEDAD" - Amália & Alain Oulman
Grande momento de inspiração de Amália com as palavras da poetisa Cecilia Meireles e a música de Alain Oulman.
Soledad, antes que o sol se vá
Como um pássaro perdido
Também te direi Adeus
Soledad, Soledad
Também te direi Adeus
Terra, terra morrendo de fome
Pedras secas, folhas bravas
Ai quem te pôs esse nome?
Soledad, Soledad
Sabia o que sei, palavras...
Antes que o sol se vá
Como um gesto de agonia
Cairás nos olhos negros
Soledad
Indiazinha, Indiazinha tão sentada
Na cinza do chão deserta
Que pensas, não pensas nada!
Soledad, Soledad
Que a vida é toda secreta
Como estrela,
Como estrela nestas cinzas
Antes que o sol se vá
Nem depois não virá Deus
Soledad, Soledad
Nem depois não virá Deus
Pois só ele explicaria
A quem teu destino serve
Sem mágoa, nem alegria
Um coração tão breve
Também te direi Adeus!
Soledad!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Paco Ibañez - Poemas Vol III - 10 Me lo decía mi abuelito
Me lo Decía mi Abuelito-
Me lo decía mi abuelito,
me lo decía mi papá,
me lo dijeron muchas veces
y lo olvidaba muchas más.
-
Trabaja niño, no te pienses
que sin dinero vivirás.
Junta el esfuerzo y el ahorro
ábrete paso, ya verás,
como la vida te depara
buenos momentos, te alzarás
sobre los pobres y mezquinos
que no han sabido descollar.
-
Me lo decía mi abuelito,
me lo decía mi papá,
me lo dijeron muchas veces
y lo olvidaba muchas más.
-
La vida es lucha despiadada
nadie te ayuda, así, no más,
y si tú solo no adelantas,
te irán dejando atrás, atrás.
¡Anda muchacho dale duro!
La tierra toda, el sol y el mar,
son para aquellos que han sabido,
sentarse sobre los demás.
-
Me lo decía mi abuelito,
me lo decía mi papá,
me lo dijeron muchas veces,
y lo he olvidado siempre más.
José Agustín Goytisolo / Paco Ibañez
UMA ESTÓRIA DO PASSADO... ou: QUANDO O COELHO SAI DA TOCA
(in cravodeabril.blogspot.com)
Em 18 de Janeiro, dois dirigentes sindicais - José Manuel Marques, do STAL e Marco Rosa, da FENPROF - foram presos e algemados pela PSP, junto à residência do primeiro-ministro.
Posteriormente, o processo de Marco Rosa foi arquivado pelo DIAP (sem ter havido contra ele qualquer acusação) e José Manuel Marques foi julgado e absolvido pelo tribunal.
Estavam as coisas neste ponto, eis senão quando... sai da toca um Coelho (Chefe de gabinete do MAI, Rui Pereira) e toca de ler a sua sentença...
Assim, decidiu e mandou publicar o Chefe Coelho que «a intervenção da PSP foi proporcional e adequada».
Porquê?: porque, diz o Coelho, os acusados desobedeceram à PSP - inclusive à ordem dada a um deles para «terminar com agressões sucessivas a um agente da PSP».
Coisa horrível, esta!
Estremeço só de imaginar a cena em que o terrível dirigente sindical agride brutalmente, sucessivas vezes, o pobre e indefeso agente da PSP...
Mas, pior - muito pior - do que isso foi a cena seguinte.
É que, acusa Coelho, além das «agressões sucessivas» ao agente da PSP, «os manifestantes fizeram rebentar um engenho explosivo de pequenas dimensões, vulgo petardo»...
Em tempos, o saudoso ministro Ângelo Correia divertiu-nos à brava com a «insurreição dos pregos».
Agora, vem o Chefe Coelho e faz-nos chorar a rir com a sua «insurreição do engenho explosivo, vulgo petardo».
Não há dúvida: este láparo - vulgo coelho - segue à letra os seus antepassados do salazarento/marcelento MAI, cuja tarefa principal era redigir «notas oficiosas» a decretar que a intervenção das forças da ordem foi «proporcional e adequada» e que os manifestantes não passavam de um bando de terroristas fortemente armados...
É claro que hoje - felizmente para nós e infelizmente para os coelhos - as consequências dessas «notas oficiosas» já não são o que eram...
Mas atenção: como o Brecht aqui nos veio dizer um dia destes, «o ventre, donde isto saiu, ainda é fecundo»...
Em 18 de Janeiro, dois dirigentes sindicais - José Manuel Marques, do STAL e Marco Rosa, da FENPROF - foram presos e algemados pela PSP, junto à residência do primeiro-ministro.
Posteriormente, o processo de Marco Rosa foi arquivado pelo DIAP (sem ter havido contra ele qualquer acusação) e José Manuel Marques foi julgado e absolvido pelo tribunal.
Estavam as coisas neste ponto, eis senão quando... sai da toca um Coelho (Chefe de gabinete do MAI, Rui Pereira) e toca de ler a sua sentença...
Assim, decidiu e mandou publicar o Chefe Coelho que «a intervenção da PSP foi proporcional e adequada».
Porquê?: porque, diz o Coelho, os acusados desobedeceram à PSP - inclusive à ordem dada a um deles para «terminar com agressões sucessivas a um agente da PSP».
Coisa horrível, esta!
Estremeço só de imaginar a cena em que o terrível dirigente sindical agride brutalmente, sucessivas vezes, o pobre e indefeso agente da PSP...
Mas, pior - muito pior - do que isso foi a cena seguinte.
É que, acusa Coelho, além das «agressões sucessivas» ao agente da PSP, «os manifestantes fizeram rebentar um engenho explosivo de pequenas dimensões, vulgo petardo»...
Em tempos, o saudoso ministro Ângelo Correia divertiu-nos à brava com a «insurreição dos pregos».
Agora, vem o Chefe Coelho e faz-nos chorar a rir com a sua «insurreição do engenho explosivo, vulgo petardo».
Não há dúvida: este láparo - vulgo coelho - segue à letra os seus antepassados do salazarento/marcelento MAI, cuja tarefa principal era redigir «notas oficiosas» a decretar que a intervenção das forças da ordem foi «proporcional e adequada» e que os manifestantes não passavam de um bando de terroristas fortemente armados...
É claro que hoje - felizmente para nós e infelizmente para os coelhos - as consequências dessas «notas oficiosas» já não são o que eram...
Mas atenção: como o Brecht aqui nos veio dizer um dia destes, «o ventre, donde isto saiu, ainda é fecundo»...
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
América em luta- Protestos no Capitólio de Wisconsin
TRABALHADORES AMERICANOS OCUPAM O CAPITÓLIO!
Milhares de sindicalistas e trabalhadores do Estado Americano de Wisconsin ocuparam o edifício do Capitólio, onde funciona o Parlamento Estadual. É um acto de protesto contra o Governador do Estado, alcunhado de "Hosni Walker", numa comparação directa com o deposto ditador egípcio. Os trabalhadores protestam contra a tentativa de eliminação dos seus direitos adquiridos na proposta do orçamento estadual. Os media que se auto-apregoam como "referência" procuram ocultar esta movimentação da classe operária dos EUA. A notícia está em http://www.peoplesworld.org/angry-wisconsin-workers-occupy-capitol/
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Canções da Guerra Civil Espanhola - "Ay Carmela"
El Ejército del Ebro,
rumba la rumba la rumba la.
El Ejército del Ebro,
rumba la rumba la rumba la
una noche el río pasó,
¡Ay Carmela! ¡Ay Carmela!
una noche el río pasó,
¡Ay Carmela! ¡Ay Carmela!
Y a las tropas invasoras,
rumba la rumba la rumba la.
Y a las tropas invasoras,
rumba la rumba la rumba la
buena paliza les dio,
¡Ay Carmela! ¡Ay Carmela!
buena paliza les dio,
¡Ay Carmela! ¡Ay Carmela!
El furor de los traidores,
rumba la rumba la rumba la.
El furor de los traidores,
rumba la rumba la rumba la
lo descarga su aviación,
¡Ay Carmela! ¡Ay Carmela!
lo descarga su aviación,
¡Ay Carmela! ¡Ay Carmela!
Pero nada pueden bombas,
rumba la rumba la rumba la.
Pero nada pueden bombas,
rumba la rumba la rumba la
donde sobra corazón,
¡Ay Carmela! ¡Ay Carmela!
donde sobra corazón,
¡Ay Carmela! ¡Ay Carmela!
Contraataques muy rabiosos,
rumba la rumba la rumba la.
Contraataques muy rabiosos,
rumba la rumba la rumba la
deberemos resistir,
¡Ay Carmela! ¡Ay Carmela!
deberemos resistir,
¡Ay Carmela! ¡Ay Carmela!
Pero igual que combatimos,
rumba la rumba la rumba la.
Pero igual que combatimos,
rumba la rumba la rumba la
prometemos combatir,
¡Ay Carmela! ¡Ay Carmela!
prometemos combatir,
¡Ay Carmela! ¡Ay Carmela!
A GUERRA III
DA «CARTILHA DE GUERRA ALEMû
Os que vão envelhecendo
metem o dinheiro nas caixas económicas.
Diante das caixas económicas estão carros.
Levam o dinheiro
p'rás fábricas de munições.
Brecht
DA «CARTILHA DE GUERRA ALEMû
Para quê conquistar mercados para os produtos
que os operários fabricam?
Os operários
ficariam com eles de bom grado.
Brecht
DA «CARTILHA DE GUERRA ALEMû
O pintor de tabuletas diz:
quantos mais canhões se fundirem
mais tempo haverá de paz.
Sendo assim dir-se-ia:
quanto mais grão se deitar à terra
menos trigo crescerá.
Quantas mais vitelas se abaterem
menos carne haverá.
Quanta mais neve derreter nos montes
mais baixos os rios serão.
Brecht
DA «CARTILHA DE GUERRA ALEMû
As raparigas à sombra das árvores da aldeia
escolhem os namorados.
A morte escolhe também.Talvez
nem sequer as árvores fiquem com vida.
Brecht
DA «CARTILHA DE GUERRA ALEMû
É noite. Os casais
vão deitar-se nas camas. As mulheres novas
vão parir órfãos.
Brecht
DA «CARTILHA DE GUERRA ALEMû
A guerra que aí vem
não é primeira. Antes dela
houve outras guerras.
Quando a última acabou
houve vencedores e vencidos.
Entre os vencidos o povo baixo
passou fome. Entre os vencedores
passou fome também o povo baixo.
Brecht
Os que vão envelhecendo
metem o dinheiro nas caixas económicas.
Diante das caixas económicas estão carros.
Levam o dinheiro
p'rás fábricas de munições.
Brecht
DA «CARTILHA DE GUERRA ALEMû
Para quê conquistar mercados para os produtos
que os operários fabricam?
Os operários
ficariam com eles de bom grado.
Brecht
DA «CARTILHA DE GUERRA ALEMû
O pintor de tabuletas diz:
quantos mais canhões se fundirem
mais tempo haverá de paz.
Sendo assim dir-se-ia:
quanto mais grão se deitar à terra
menos trigo crescerá.
Quantas mais vitelas se abaterem
menos carne haverá.
Quanta mais neve derreter nos montes
mais baixos os rios serão.
Brecht
DA «CARTILHA DE GUERRA ALEMû
As raparigas à sombra das árvores da aldeia
escolhem os namorados.
A morte escolhe também.Talvez
nem sequer as árvores fiquem com vida.
Brecht
DA «CARTILHA DE GUERRA ALEMû
É noite. Os casais
vão deitar-se nas camas. As mulheres novas
vão parir órfãos.
Brecht
DA «CARTILHA DE GUERRA ALEMû
A guerra que aí vem
não é primeira. Antes dela
houve outras guerras.
Quando a última acabou
houve vencedores e vencidos.
Entre os vencidos o povo baixo
passou fome. Entre os vencedores
passou fome também o povo baixo.
Brecht
domingo, 20 de fevereiro de 2011
registos da história
Cenas de um despudorEm 16 de Setembro de 2000, pelas 21 horas, um cidadão de Gandra quando se dirigia para assistir a uma sessão da Assembleia de Freguesia, foi vítima de um acidente na Rua da Junta de Freguesia.
Obras a cargo da Junta de Freguesia estavam incorrectamente sinalizadas com com uns ferros soldados na tampa, ao alto. Daí resultou a colisão, com estragos materiais avultados na viatura, estimados em 47 mil escudos (moeda da época) e que o cidadão solicitou ser ressarcido.
Apresentou uma exposição dirigida ao senhor presidente da Junta de Freguesia de Gandra, com testemunhas do ocorrido que comprovaram outros acidentes no mesmo local. Juntou fotografia do local bem como da insólita sinalização.
Respondeu então por escrito Armando Costa, na altura presidente da Junta de Freguesia de Gandra: "o referido local onde V.Ex.ª diz ter tido o acidente, estava sinalizado com uma placa de sinalização, e desconhecemos a forma como o sinal foi retirado. Mas aproveitando a sua fotografia, o local até estava sinalizado com um ferro, e acontece que V. Ex.ª mesmo assim embateu com o seu veiculo nesse referido ferro, o que leva a entender que V. Ex.ª não vê o que está à sua frente, e se porventura, lá estivesse uma criança, o que seria dessa pobre criança!...Perante tais factos , a Junta de Freguesia declina qualquer tipo de responsabilidade. Conduza com precaução, e com muita atenção!...
Este é um registo do supremo despudor, fruto da impunidade, de um autarca PSD, célebre por ter sido o primeiro, senão o único, autarca em Portugal a ser condenado em tribunal por declarações racistas em plena Assembleia Municipal.
Respondeu então por escrito Armando Costa, na altura presidente da Junta de Freguesia de Gandra: "o referido local onde V.Ex.ª diz ter tido o acidente, estava sinalizado com uma placa de sinalização, e desconhecemos a forma como o sinal foi retirado. Mas aproveitando a sua fotografia, o local até estava sinalizado com um ferro, e acontece que V. Ex.ª mesmo assim embateu com o seu veiculo nesse referido ferro, o que leva a entender que V. Ex.ª não vê o que está à sua frente, e se porventura, lá estivesse uma criança, o que seria dessa pobre criança!...Perante tais factos , a Junta de Freguesia declina qualquer tipo de responsabilidade. Conduza com precaução, e com muita atenção!...
Este é um registo do supremo despudor, fruto da impunidade, de um autarca PSD, célebre por ter sido o primeiro, senão o único, autarca em Portugal a ser condenado em tribunal por declarações racistas em plena Assembleia Municipal.
Radiohead - Codex
UMA DAS NOVAS DO ÁLBUM THE KING OF LIMBS DOS RADIOHEAD
REQUERIMENTO
EXMO SR. PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES
Cristiano Manuel Soares Ribeiro, eleito pela CDU na Assembleia Municipal de Paredes, no âmbito do Artigo 60.º do Regimento da Assembleia Municipal de Paredes e nomeadamente da sua alínea b), que define os direitos dos membros da Assembleia, requer através da Mesa desta Assembleia ao Executivo Camarário o esclarecimento seguinte:
As prometidas e projectadas obras do Cemitério de Recarei teimam em não ser levadas a efeito.
Neste momento o espaço do Cemitério encontra-se praticamente lotado, já sem jazigos para venda. Já existe projecto para a ampliação, já foi feito o acordo entre a Junta e os proprietários dos terrenos contíguos, e, nas palavras do próprio Presidente da Junta, já só falta o desbloqueio por parte da Câmara Municipal.
A situação é urgente e muito preocupante para a população, e até por razões de saúde pública, a sua solução não pode continuar a ser consecutivamente adiada.
Asim pergunta-se:
Que justificação há para o referido atraso?
A somar aos atrasos no arranque das obras do Centro Escolar, será este atraso na ampliação do cemitério mais um sinal do abandono político por parte da Câmara de Paredes para com a população de Recarei?
O Membro da Assembleia Municipal de Paredes
Cristiano Ribeiro
Cristiano Manuel Soares Ribeiro, eleito pela CDU na Assembleia Municipal de Paredes, no âmbito do Artigo 60.º do Regimento da Assembleia Municipal de Paredes e nomeadamente da sua alínea b), que define os direitos dos membros da Assembleia, requer através da Mesa desta Assembleia ao Executivo Camarário o esclarecimento seguinte:
As prometidas e projectadas obras do Cemitério de Recarei teimam em não ser levadas a efeito.
Neste momento o espaço do Cemitério encontra-se praticamente lotado, já sem jazigos para venda. Já existe projecto para a ampliação, já foi feito o acordo entre a Junta e os proprietários dos terrenos contíguos, e, nas palavras do próprio Presidente da Junta, já só falta o desbloqueio por parte da Câmara Municipal.
A situação é urgente e muito preocupante para a população, e até por razões de saúde pública, a sua solução não pode continuar a ser consecutivamente adiada.
Asim pergunta-se:
Que justificação há para o referido atraso?
A somar aos atrasos no arranque das obras do Centro Escolar, será este atraso na ampliação do cemitério mais um sinal do abandono político por parte da Câmara de Paredes para com a população de Recarei?
O Membro da Assembleia Municipal de Paredes
Cristiano Ribeiro
sábado, 19 de fevereiro de 2011
O UNICÓRNIO DE PORCELANA
O UNICÓRNIO DE PORCELANA, de Keegan Wilcox, vencedor do Grande Prémio Phillips Tell It yur Why Competition
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Leonard Cohen- Take This Waltz

CBS publicou em 1986 o álbum "Poets in New York" celebrando do 50º Aniversário da morte de Federico Garcia Lorca (1898-1936). A primeira canção do álbum é "Take this Waltz" de Leonard Cohen, seguindo-se mais 9 canções baseadas em poemas de Lorca, da autoria de Mikis Theodorakis, Georges Moustaki, Patxi Andion, Victor Manuel, Lluis Lach, Donovan, Chico Buarque, Raimundo Fagner, Pepe e Paco de Lucia, Manfred Maurenbrecher. Um álbum memorável.
OS 80 ANOS DO AVANTE!




O Avante! nasceu em 1931, na clandestinidade, quando em Portugal se construía a ditadura fascista. Depois de uma primeira década de edição irregular, o Avante! passa a sair ininterruptamente de 1941 até Abril de 1974, sendo em todo o mundo o jornal que mais tempo resistiu na clandestinidade.
Ao proletariado de Portugal. Foi com estas palavras, impressas na manchete da primeira edição do Avante!, a 15 de Fevereiro de 1931, que começou esta caminhada de 80 anos assinalada nesta edição. Nesse ano distante construía-se já no País aquela que foi a mais longa ditadura fascista da Europa, que oprimia e favorecia a cruel exploração dos trabalhadores pelos potentados económicos e calava qualquer anseio de liberdade, democracia e justiça. O movimento sindical e operário foi esmagado, os partidos proibidos, assim como os seus periódicos. Só o PCP optou por resistir e prosseguir o combate – mas tal obrigava a que o fizesse na mais rigorosa clandestinidade, enfrentando a feroz perseguição dos esbirros do fascismo.
O surgimento do Avante! foi um dos resultados da reorganização do Partido iniciada em Abril de 1929, sob a direcção de Bento Gonçalves, e que transformou o PCP num partido revolucionário, com crescente influência entre as massas e, assim, mais capaz de lutar nas difíceis condições de clandestinidade. Mas a publicação do Avante! foi, também ela, um importante contributo para a construção do Partido e para a divulgação das ideias do socialismo, bem como para a mobilização para a luta. Aplicava-se assim, à realidade portuguesa da época, os ensinamentos de Lénine relativos ao jornal comunista: este deveria ser um agitador, um propagandista e um organizador.
Apesar dos êxitos notáveis alcançados pelos comunistas ao longo da década de 30, o PCP não estava ainda preparado para resistir à crescente violência do salazarismo, embalado então pelas vitórias dos seus aliados Hitler, Mussolini e Franco. As prisões de dirigentes e militantes sucedem-se (entre as quais a de Bento Gonçalves e de outros membros do Secretariado) e o Avante! ressente-se, vendo a sua publicação interrompida e retomada por cinco vezes. Em finais de 1938, praticamente deixa de se publicar.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
pico petrolífero


ARÁBIA SAUDITA ATINGIU O PICO, CONFIRMA A WIKILEAKS
A Arábia Saudita não dispõe de suficientes reservas de petróleo para aumentar a sua produção , diz telegrama da Embaixada dos EUA em Riad revelado pela WikiLeaks.
Este documento é apenas a confirmação daquilo que já se sabia há vários anos e que foi amplamente analisado pelo falecido banqueiro Matthew Simmons, dando origem ao seu livro Crepúsculo no deserto (Twilight in the Desert) .
A fuga deste telegrama de Riad serve no entanto para confirmar que as autoridades dos EUA:
1) sabem muito bem que o mundo atingiu o Pico Petrolífero e que entramos agora na fase do declínio da produção;
2) adoptam uma política deliberada de silenciamento quanto a este problema crucial para os destinos humanos
(em resistir.info)
registos da História



IGNACIO HIDALGO DE CISNEROS, COMANDANTE DA AVIAÇÃO REPUBLICANA E EXILADO EM BUCARESTE
No ano de 1966 morreu em Bucareste, na solidão do exilio romeno, o militar Ignacio Hidalgo de Cisneros, comandante da aviação republicana durante a guerra civil espanhola. Homenageado pelas autoridades comunistas, foi e continua sendo esquecido pelas espanholas.
Pôde terminar antes de sua morte na capital da Roménia, onde viveu exilado, um livro, misto de memórias de guerra e pessoais, intitulado "Mudança de rumo". Um título acertado porque reflecte a viragem ideológica de um homem com uma trajectória atipica.
Nascido no seio de uma familia aristocrática em 1894 e educado na disciplina férrea da ordem e mando das academias militares, o aviador Hidalgo de Cisneros virou a bússola da sua existência para acabar sendo um destacado membro do Comité Central do Partido Comunista até à sua morte.
A primeira edição foi publicada em 1964 em Bucareste, dois anos antes da sua morte, e reeditada recentemente por uma editoria romena, incluindo algumas referências excluíds anteriormente.
A sua vida de aviador começa em 1920, quando se integra na Força Aérea Militar Espanhola, participando nas campanhas de África (no seu livro denuncia os crimes con armas quimicas cometidos em nome do imperialismo espanhol), e a sua actividade politica publica nol 15 de Dezembro de 1930, quando participa junto com outros militares republicanos, como Queipo de Llano (que se tornaria um sádico assassino ao serviço do fascismo contra a Republica), na intentona golpista contra a monarquia que foi dirigida por Ramon Franco, irmão de Francisco Franco (em que pretendiam bombardear o palácio real). No final o golpe fracassou e Hidalgo de Cisneros veio para Portugal.
Após a proclamação da II Republica, no 14 de Abril de 1931, retorna a Espanha, e em 1933 converte-se em adjunto militar em Roma e Berlim, onde conhece a deriva ideológica dos regimes fascistas que estavam triunfando na Europa e que em breve chegariam a Espanha. Após a Revolucão das Asturias de Outubro de 34, ajuda á fuga de seu amigo Indalecio Prieto. Quando se dá o golpe de Estado militar de 18 de Julho de 1936 está em Madrid como ajudante de Casares Quiroga, Ministro da Guerra, e a sua presença é fundamental para conseguir que a aviação espanhola continuará a apoiar o governo democrático.
Já em pleno governo de Largo Caballero, é nomeado Chefe de Estado Maior da Aviação, cargo que manteve durante o governo de Negrin.
Filiou-se no Partido Comunista de Espanha durante a guerra (conjuntamente com sua esposa Constancia de la Mora), o que o distanciou do seu amigo Indalecio Prieto, ferveroso anticomunista, e negociou directamente com Staline um envio de armas ao exército da democracia espanhola, o republicano. Também conseguiu do governo soviético ajuda para construir uma fábrica de construção e reparação de aviões militares, onde se davam cursos de pilotagem lecionados por técnicos russos.
Na final da guerra saiu de Espanha com Negrin, Alvarez del Vayo e os mais destacados dirigentes do PCE, em direcção a Paris. Depois foi para o México, onde foi professor na Universidade Obrera e depois para a União Soviética, mudando-se por último para Bucareste com a emissora Radio España Independiente, com quem colaborou.
Morreu em Bucareste, sendo ainda membro do Comité Central do Partido Comunista de Espanha, em 9 de Fevereiro de 1966, e foi homenageado pela União Soviética e pelo governo socialista romeno con honras de general no exercício do cargo.
No seu livro narra como se desenvolveu a sua vida militar, e como se convirteu em um lutador pela liberdade e pela instauração de um regime democrático, primeiro em Espanha, e depois nos paises onde viveu exilado. Narra acontecimentos desconhecidos, como a utilização pelo exército de Espanha de armas quimicas nas montanhas do RIF marroquino nas campanhas africanas, como la participacion de membros da "quinta coluna franquista" nos grandes disturbios de 1937 em Barcelona, detalhes da intensa vida estrategica e politica dos governos republicanos durante a guerra civil, ou revelações sobre a guerra, como a siguinte anedota sobre a forma de actuar dos criminosos fascistas, no contexto das primeiras batalhas aéreas contra a aviação franquista depois da chegada de aviões russos e pilotos soviéticos:
"Escassos dias depois desta batalha ocurreu um acontecimento pouco conhecido (pois naqueles tempos não podiamos revelar a presença de pilotos soviéticos a nosso lado), que como espanhol me envergonha relatar, mas considero uma obrigação fazê-lo, para recordar uma vez mais o que é o fascismo. Um avião fascista lançou ao anoitecer, sobre Madrid, com paraquedas, um caixão dentro do qual se encontrava o cadaver esquartejado de um piloto soviético que, por desorientação, había aterrado em zona inimiga, perto de Segovia. No caixão vinha um papel donde tinham escrito escrito: "Este presente é para o Chefe das Forças Aéreas dos vermelhos e dá nota da sorte que o espera a ele e a todos os seus bolcheviques".
Hidalgo de Cisneros viveu num mundo em transformação e elegeu a opção da luta por melhora-lo, apesar das suas origens aristocráticas e sua formação conservadora. Um exemplo a seguir e a recordar. Ainda que os goviernos dos paises submetidos à dictadura do capital prefiram que o seu exemplo não seja lembrado.
Hidalgo de Cisneros viveu, trabalhou e morreu em Bucareste. Foi enterrado aí até que, após a morte de Franco, a sua familia transportou os seus restos mortais à sua Alava natal.
Tradução de parte do conteúdo: CR
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Mind da Gap - Todos Gordos
O Hip-hop nortenho dos MIND DA GAP.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
George Moustaki - Ma Liberté
A NECESSÁRIA REABILITAÇÃO DA GRANDE CANÇÃO FRANCESA
A LIBERDADE DE EXPRESSÃO ESTÁ AMEAÇADA NO PORTO!
Belmiro Magalhães, membro da Assembleia Municipal do Porto e responsável politico da Direcção da Organização da Cidade do Porto do PCP
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
BREVE II
N. era um delegado de informação médica que exercia a sua profissão com normalidade e simpatia. Distinguia-se por uma boa imagem e por grande convição em defender a sua “dama”.
N. tinha sido apanhado há 2-3 anos na sua empresa por reestruturações, mudanças de gestão, fusões e que tinham posto em causa o seu posto de trabalho. Ainda novo, suportou a dúvida, a mudança, o vazio. Procurou outra alternativa, lutou.
Mas os tempos não são favoráveis. Na nova experiência profissional, repetiu-se a mesma precariedade, a mesma realidade avassaladora de uma máquina trituradora que quer lucros a qualquer preço, resultados independentemente do contexto.
N. foi mais uma vez preterido pelos gestores sem alma ao serviço da acumulação capitalista. E não resistiu. Julgo que compreendeu no fim os mecanismos da exploração, a lógica inumana que nos torna peões do sistema, vassalos e, tragicamente, mesmo cúmplices. Mas era tarde. Não conseguindo ver a amizade, a solidariedade, a partilha e compromissos familiares, esmagado pelo pessimismo e pela depressão, decidiu ausentar-se desta vida.
N. deixa em quem o conheceu um profundo sentimento de angústia. Que fique em paz. Nós havemos de transformar isto num local suportável.
N. tinha sido apanhado há 2-3 anos na sua empresa por reestruturações, mudanças de gestão, fusões e que tinham posto em causa o seu posto de trabalho. Ainda novo, suportou a dúvida, a mudança, o vazio. Procurou outra alternativa, lutou.
Mas os tempos não são favoráveis. Na nova experiência profissional, repetiu-se a mesma precariedade, a mesma realidade avassaladora de uma máquina trituradora que quer lucros a qualquer preço, resultados independentemente do contexto.
N. foi mais uma vez preterido pelos gestores sem alma ao serviço da acumulação capitalista. E não resistiu. Julgo que compreendeu no fim os mecanismos da exploração, a lógica inumana que nos torna peões do sistema, vassalos e, tragicamente, mesmo cúmplices. Mas era tarde. Não conseguindo ver a amizade, a solidariedade, a partilha e compromissos familiares, esmagado pelo pessimismo e pela depressão, decidiu ausentar-se desta vida.
N. deixa em quem o conheceu um profundo sentimento de angústia. Que fique em paz. Nós havemos de transformar isto num local suportável.
E falando em corruptos... alegadamente, claro!

"um pequeno almoço romântico!"
Para não ter que inundar o texto com os “alegados” e “alegadas” do costume, seguem-se alguns exemplares dessas sempre indispensáveis palavras, que os leitores farão então o favor de colocar onde acharem mais conveniente, à medida que forem lendo.
Para não ter que inundar o texto com os “alegados” e “alegadas” do costume, seguem-se alguns exemplares dessas sempre indispensáveis palavras, que os leitores farão então o favor de colocar onde acharem mais conveniente, à medida que forem lendo.
alegado, alegada, alegados, alegadas, alegadamente, alegado, alegada, alegados, alegadas, alegadamente, alegado, alegada, alegados, alegadas, alegadamente, alegado, alegada, alegados, alegadas, alegadamente, alegado, alegada, alegados, alegadas, alegadamente, alegado, alegada, alegados, alegadas, alegadamente
(acho que já chega!)
A juíza Ana Cristina Silva veio juntar-se aos numerosos portugueses que não têm grandes dúvidas de que o “apoio” do futebolista Luís Figo a Sócrates foi comprado. Também não parece haver dúvida de que o “boy” Rui Pedro Soares é o corruptor por detrás da manobra da tentativa de compra de “convicções” e apoios de várias figuras públicas.
Segundo li, a propósito da transcrição de uma das escutas ligadas a este imbróglio, na fase em que andavam a sondar as figuras públicas que estariam “disponíveis” para dar o seu “apoio” a Sócrates, quando ainda tentavam chegar a Tony Carreira (o que não veio a acontecer) e Luís Figo era ainda apenas uma hipótese, um dos “boys” terá dito: «Já temos o apoio da Inês de Medeiros e da Isabel Alçada!» Passadas as eleições, a primeira “ficou” deputada do PS e a segunda, ministra da Educação... o que é apenas um pormenor curioso, como é evidente!
A Juíza decidiu levar o caso a julgamento, perante a acusação da 9.ª Secção do DIAP de Lisboa e não teve dúvidas de que existem indícios fortes de que Soares, perante o aproximar das eleições legislativas de 2009, «pôs em execução uma estratégia para obter o apoio à candidatura do PS por parte de figuras públicas beneficiárias de simpatia popular».Confesso que, independentemente do desfecho da coisa… é bom vê-los sentar os corruptos rabos no banco dos réus... mas há, pelo menos, duas coisas que não entendo:1. Se existem elementos suficientes para levar a julgamento Rui Pedro Soares, Américo Thomati e João Carlos Silva, que no papel de corruptores ativos, andaram a usar dinheiros da PT e Taguspark para comprar o “apoio” de Luis Figo, porque diacho é que não há elementos para levar o “pesetero” futebolista e súbito admirador de Sócrates a tribunal, enquanto corrupto, ainda que passivo?2. Se Sócrates, vamos apenas supor, teve conhecimento de que estava a conseguir um apoio público para a obtenção de um bem, o cargo de primeiro-ministro, tendo os seus colaboradores obtido esse apoio recorrendo à corrupção, isso, para além de ser uma coisa “muito feia” não o candidata igualmente a ir sentar-se com os outros no mesmo banco... mas isso já é sonhar demasiado alto!
(surripiado a samuel-cantigueiro.blogspot.com)
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
BREVE
Um cadáver de uma mulher idosa provavelmente falecida há uns 9 anos permaneceu incólume num apartamento da periferia de Lisboa. Ninguém se preocupou verdadeiramente com o destino da nossa compatriota, nem lhe assegurou ao longo do tempo qualquer hipótese de existência, mesmo morta.
Uma insensibilidade idiota percorreu os cérebros, as obrigações legais e as emoções de agentes de autoridade, de agentes da justiça, do direito fiscal e de familiares e vizinhos. Se houve alguma excepção, foi tímida ou pouco convicta.
A vergonha salta á vista. Acumularam-se erros, cobardias, burocráticos procedimentos. Não vimos a morte, porque desprezamos a vida. O único cheiro que nos mobiliza é o do dinheiro. Fechamos a porta á decência e á solidariedade. E acumulamos cadaveres que são incapacidades e injustiças.
Exportamos cada vez mais. Exportamos noticias de uma selva, deste subdesenvolvimento chocante e triste de que padecemos.
Uma insensibilidade idiota percorreu os cérebros, as obrigações legais e as emoções de agentes de autoridade, de agentes da justiça, do direito fiscal e de familiares e vizinhos. Se houve alguma excepção, foi tímida ou pouco convicta.
A vergonha salta á vista. Acumularam-se erros, cobardias, burocráticos procedimentos. Não vimos a morte, porque desprezamos a vida. O único cheiro que nos mobiliza é o do dinheiro. Fechamos a porta á decência e á solidariedade. E acumulamos cadaveres que são incapacidades e injustiças.
Exportamos cada vez mais. Exportamos noticias de uma selva, deste subdesenvolvimento chocante e triste de que padecemos.
Benjamin Biolay - Padam
un film de
M/M (Paris)
avec
Micha Lescot – Actor que dança
Marc Chouarain - Piano
Thomas Coeuriot - Guitarra
Félix Sabal- Lecco - Bateria
Benjamin Biolay - Voz
directeur de la photographie
Darius Khondji
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Sugestão

Sugestão de livro:
Sophia de Mello Breyner Andresen - Uma Vida de Poeta
A exposição de textos, fotografias e outros objectos com que aqui se evoca a vida e a obra de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) surgiu como um prolongamento natural da doação do espólio, pela sua família, à Biblioteca Nacional de Portugal, primeiro passo para a abertura do acesso de um público amplo a uma parte importante, de quase todos desconhecida, dessa vida e obra. A colecção mais volumosa do espólio é constituída por manuscritos de textos publicados e inéditos, de poesia e de prosa, inacabados ou em mais de uma versão, e por reflexões sobre poética ou sobre a experiência de escrever. Vale ainda a pena notar a relativa escassez de poemas inéditos, dos quais muitos não são mais do que esboços, inícios de qualquer coisa que não surgiu, ou até simples apontamentos de ideias. Sophia guardou muitas versões de trabalho, mas, para ela, o destino natural do poema acabado era a publicação. Se a poesia foi a sua maneira de viver, não a tratava como coisa sua. Escrevia para si e para o mundo
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Mogwai - Letters To The Metro
Outra vez a boa musica dos Mogwai, do próximo álbum "Hardcore will never die, but you will" a sair a 14 de Fevereiro
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
A GUERRA I
10 minutos de Ahmed Imamovic. 1994. Sarajevo, Bosnia and Rome, Italia. Como muitas diferentes coisas podem acontecer em 10 Minutos. O filme ganhou o prémio de melhor curta metragem europeia em 2002.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
A Verdade Escondida - George Carlin
George Denis Patrick Carlin (Nova Iorque, 12 de maio de 1937 — Santa Monica, 22 de junho de 2008) foi um humorista, ator e autor norte-americano, pioneiro, com Lenny Bruce, no humor de crítica social. A sua mais polémica rotina chamava-se "Sete Palavras que não se podem dizer em Televisão", o que lhe causou, durante os anos setenta, vários dissabores, acabando preso em inúmeras vezes que levou o texto a palco.
Até meados da década de 1960, Carlin manteve uma imagem tradicional, com fato e cabelo curto. Depois, ao escrever novo ato, decidiu deixar crescer o cabelo e a barba, tornando-se um ícone da contracultura. Crítico acérrimo das religiões, ateu convicto, principalmente do sentido da culpa e do controle social, defendia valores seculares.
Aplaudido por vários colegas, como Lewis Black e Bill Maher, George Carlin chegou ainda a participar em vários filmes e séries de TV. Dobrou ainda filmes de animação, como Carros e outros.
Em 22 de Junho, 2008, Carlin deu entrada no Hospital Saint John's Health Center em Santa Monica, California, com dores no peito, vindo a falecer naquele dia às 5:55 p.m. Carlin tinha 71 anos. Sua morte ocorreu uma semana após sua última apresentação no Orleans Hotel e Casino de Las Vegas. Seguindo seus pedidos, Carlin foi cremado e suas cinzas espalhadas sem qualquer serviço de homenagens publicas ou religiosas.
dos jornais

A 1.ª Página do DN de hoje
Comentário: Rui Pereira, José Magalhães, e os outros andam atarefados com o flop do dia eleitoral e com as viaturas da Cimeira da Nato e não têm tempo para as minudências legais...
sábado, 5 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
poesia
O Vosso Tanque, General, É Um Carro Forte
Derruba uma floresta esmaga cem
Homens,
Mas tem um defeito
- Precisa de um motorista
O vosso bombardeiro, general
É poderoso:
Voa mais depressa que a tempestade
E transporta mais carga que um elefante
Mas tem um defeito
- Precisa de um piloto.
O homem, meu general, é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito
- Sabe pensar
...
Bertolt Brecht
Derruba uma floresta esmaga cem
Homens,
Mas tem um defeito
- Precisa de um motorista
O vosso bombardeiro, general
É poderoso:
Voa mais depressa que a tempestade
E transporta mais carga que um elefante
Mas tem um defeito
- Precisa de um piloto.
O homem, meu general, é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito
- Sabe pensar
...
Bertolt Brecht
Chico Buarque e Gilberto Gil - Cálice
Um trecho do show PHONO 73 realizado no Anhembi, em São Paulo. A música Cálice foi considerada subversiva pelos orgãos da ditadura militar brasileira de então, por isso, mesmo sendo cantada com a letra modificada, o microfone do Chico Buarque foi desligado.
Esta versão censurada de CÁLICE tem significado histórico. Há muita gente ainda hoje a nos subjugar com o CALE-SE!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
reflexão sobre caminhos alternativos

Lenine presente nas ruas de Minsk
Sergei Molunov, diplomata bielorrusso em Bucareste, conta as razões do apoio da Roménia á oposição a Lukashenco (em imbratisare.blogspot.com)
O Encarregado de Negócios da Bielorrússia em Bucareste, Sergei Molunov, diplomata bielorrusso, declarou que a Roménia foi nos tempos de Ceaucescu um modelo único de Estado que demostrou que se pode pagar a dívida externa, e que isso não convinha demasiado às organizações financeiras internacionais.
O motivo da entrevista concedida a Mediafax era a participação do Ministro de Negócios Estrangeiros romeno, Teodor Baconsky, na Conferência de Dadores para a Bielorrússia celebrada hoje dia 2 em Varsóvia, com o fim de arrecadar fundos para apoiar a oposição bielorrussa. Como é evidente, o verdadeiro objetivo da reunião é fazer todo o possível para que Bielorrússia deixe de levar a cabo uma politica soberana e autónoma, e que aceite de qualquer forma as imposições económicas da U.E. e de Washington, para deixar o caminho aberto ao saque dos seus recursos pelas multinacionais (o que sucedeu com a Roménia nos anos 90).
O diplomata disse que Minsk respeita a decisão da Roménia, mas considera-a um gesto pouo amistoso. Para além disso perguntou se os romenos têm suficiente dinheiro público para o dar para operações de ingerência politica em paises vizinhos enquanto que o seu governo submete-os a uma draconiana politica de corte de direitos e salários utilizando a desculpa da necessidade de austeridade.
Tudo isto, para Molunov, é resultado da "terapia de choque" neoliberal receitada à Roménia pelo capitalismo, que, para além de provocar um enorme desemprego, o aumento da pobreza, e o corte de direitos sociais, causou a dependência económica do pais em relação ao Ocidente, e portanto a sua subissão política.
A estratégia dos membros do FMI e do Banco Mundial, continuou, é a de emprestar dinheiro a juros altos para que não possa ser pagos, para que o pais acabe dependendo totalmente deles e possam impor as suas politicas económicas. De facto, depois do exemplo dado pela Roménia socialista de que a dívida externa se podia pagar, o governo romeno foi duramente castigado, pois isso é o que, precisamente, o que não se deseja.
O diplomata fez um paralelismo entre a Bielorrussia actual e aquele admirável exemplo dos romenos, mas ao contrário da maioria das ex republicas sovieticas, os bielorrussos não elegeram nem deixaram que se lhes impusesse a medicina da "terapia de choque", mantendo um importante papel da propriedade estatal com privatizações graduais e não radicais.
A destruição brutal da poderosa industria e agricultura socialista romena converteu a Roménia numa colonia dependente da importacão, e reduziu drasticamente a produção especialmente, dos produtos básicos, o que a deixa nas mãos dos produtos importados e as variações provocadas pelos especuladores.
Molonov deu dados da produção da Bielorrussia comparando-a com a da Roménia actual (que, há que recordar, antes de 1989 era practicamente autosuficiente). Segundo Molunov, que citou o Eurostat e Belstat -a agência estatistica bielorrussa-, en 2009 produziram-se no seu país 737 kilogramos de batatas per capita, enquanto que a Roménia destruida pelo capitalismo só produz hoje 162. Igualmente, Bielorrussia produziu no passado ano 239 kilos de legumes por habitante, enquanto Roménia só 177, e 681 litros de leite também por habitante frente aos 275 de Roménia, e 355 ovos por bielorruso frente a 298 por romeno.
Ainda que Molonov nâo o dissesse, Bielorrussia leva a cabo uma politica energética própria, que busca não depender do gas e do petróleo russos (e para isso tem realizado diferentes acordos com alguns paises arabes e, especialmente, com Venezuela), e tem como prioridade o desenvolvimento da produção nacional frente á privatização macissa, o que se traduz numa taxa de desemprego menor que 1%.
Em resumo, enquanto que por exemplo na também ex-república socialista soviética da Letónia, hoje integrada na União Europeia (UE) e na OTAN, o desemprego é de 21,7 %, e na Espanha da bolha imobiliária os niveis são similares e crescentes, enquanto que a média da UE é de 10.7%, e na Roménia há 3 milhões de exilados por motivos económicos (emigrantes) e a dívida externa cresce a passos gigantescos, à Bielorrussia chamam a "última ditadura da Europa" e as metrópoles capitalistas e suas colónias reunem-se em conferências para tentar recolher dinheiro e tentar acabar por todos os meios com esse governo que evita que os bielorrussos e seus recursos caiam nas garras dos que provocaram este desastre.
Tradução CR
poesia
O QUE DA RAZÃO NÃO FAZ...
O que da razão não faz
uma firme barricada
de que mais será capaz
que de não sê-lo de nada?
Pois vale a pena viver
a contrariar a vida?
Pior que a vida perder
é aceitá-la perdida.
Fique às nuvens e ao luar
a cobardia do céu.
Recto seria julgar
a lei primeiro que o réu.
Armindo Rodrigues
IDEIAS BOAS OU MÁS
Ideias boas ou más,
actos maus e actos bons,
é a vida quem os faz,
ou são os seus próprios dons?
A quem negue a liberdade
vá-se ao extremo de a impor.
Não é com meia verdade
que uma verdade dá flor.
E não se tenha receio
de perder para ganhar.
A liberdade é um meio
de a vida se libertar.
Armindo Rodrigues
A SOCIEDADE DE CONSUMO É UM BALCÃO
A sociedade de consumo é um balcão.
Nela se vende o pão,
se vende o amor,
se vende o sonho, se vende a bondade,
se vende a justiça, se vende o favor,
se vende o acesso à informação,
se vende a modéstia, se vende a vaidade,
se vende a honra, se vende a fé,
se vende a vontade, que é uma ilusão,
se vende a morte, que não o é.
Armindo Rodrigues
O que da razão não faz
uma firme barricada
de que mais será capaz
que de não sê-lo de nada?
Pois vale a pena viver
a contrariar a vida?
Pior que a vida perder
é aceitá-la perdida.
Fique às nuvens e ao luar
a cobardia do céu.
Recto seria julgar
a lei primeiro que o réu.
Armindo Rodrigues
IDEIAS BOAS OU MÁS
Ideias boas ou más,
actos maus e actos bons,
é a vida quem os faz,
ou são os seus próprios dons?
A quem negue a liberdade
vá-se ao extremo de a impor.
Não é com meia verdade
que uma verdade dá flor.
E não se tenha receio
de perder para ganhar.
A liberdade é um meio
de a vida se libertar.
Armindo Rodrigues
A SOCIEDADE DE CONSUMO É UM BALCÃO
A sociedade de consumo é um balcão.
Nela se vende o pão,
se vende o amor,
se vende o sonho, se vende a bondade,
se vende a justiça, se vende o favor,
se vende o acesso à informação,
se vende a modéstia, se vende a vaidade,
se vende a honra, se vende a fé,
se vende a vontade, que é uma ilusão,
se vende a morte, que não o é.
Armindo Rodrigues
A receita do PSD (o cozidinho das privatizações) e o Aleixo (o poeta popular)
"CANTIGUEIRO": Pedro Passos Coelho - Super híper maxi ultra neo liberal...
Quadras de António Aleixo
P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade
Sem que discurso eu pedisse,
ele falou, e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
do que disse não gostei
Quadras de António Aleixo
P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade
Sem que discurso eu pedisse,
ele falou, e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
do que disse não gostei
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
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