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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

OS RESULTADOS DAS LEGISLATIVAS NA SUÉCIA

Num parlamento de 349 deputados, há agora teoricamente 3 grandes forças dominantes: a esquerda social democrata e comunista com 144 dep, os liberais, centristas e conservadores com 143 dep e a extrema direita com 62 . Há quem queira reduzir as opções eleitorais dos suecos a questões de segurança, de imigração e de identidade, o medo e rejeição da diluição da vida e cultura dos suecos em vagas heterogéneas de estrangeiros. Sem dúvida elas podem ser importantes.

Mas são as politicas sociais e economicas, os constrangimentos da União Europeia, as politicas armamentistas pró NATO,  as decisivas. Estocolmo quer ficar mais longe de Bruxelas ou Estrasburgo.

CR



quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Islândia

Os resultados das eleições legislativas islandesas foram algo diferentes das sondagens aparecidas até então, Sete partidos elegeram deputados. Em 63 deputados eleitos, 30 são mulheres. O fenómeno anunciado da vitória do Partido Os Piratas, um partido anti-sistema,  não se verificou.

Assim em primeiro lugar com 29% dos votos ficou o Partido da Independência (21 dep), de direita. Em 2.º lugar, o Movimento Esquerda-Verdes com 16% (10 dep). Em 3.º lugar com os mesmos 10 deputados, o Partido os Piratas (14,5%) , O 4.º Partido é o Partido Progressista do anterior Primeiro Ministro com 11,5% e somente 8 deputados. Segue-se um partido centrista e liberal com 7 deputados (Renascimento) . Outras duas formações da área da esquerda elegem deputados: Futuro Brilhante (4 dep) e Social-Democratas (3 dep).

Uma ampla coligação de Esquerda com 43,3% dos votos e 27 dep é possivel para governar. Uma aliança governativa da Esquerda com o Centro, igualmente possível, teria a maioria absoluta dos deputados. O futuro decidir-se-á com compromissos.

CR

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

o inqualificável TPI

A Sérvia não cometeu genocídio na Croácia, durante as guerras da ex-jugoslávia. É o que o Tribunal Penal Internacional decidiu, pondo fim à queixa apresentada pelas autoridades croatas.

A Croácia exigia da Sérvia o pagamento de uma indemnização pela guerra que durou de 1991 a 1995 e fez mais de 15 mil mortos. O episódio mais negro aconteceu com a tomada de Vukovar pelo exército jugoslavo em novembro de 1991. Em apenas três dias, mais de 2500 croatas foram mortos.

O TPI, sediado em Haia, na Holanda, afastou também o cenário inverso, ao rejeitar as acusações de genocídio que a Sérvia fazia sobre a Croácia. O presidente do TPI, Peter Tomka, concluiu que foram cometidos múltiplos crimes de guerra por parte de ambas as partes, mas nenhuma delas teve intenção de praticar um genocídio.
 
O TPI mostrou o seu papel como um instrumento de legitimidade da agressão capitalista e imperialista. Mais de 20 anos após os trágicos acontecimentos na ex-Jugoslávia, o TPI decide agora de acordo com a lógica de “não fazer ondas” entre povos que sofreram uma guerra fratricida, sobretudo alimentada pelos Estados Unidos da América e pela Alemanha. Independentemente do conteúdo jurídico da decisão tomada, importa realçar que o TPI não analisou o processo histórico, os apoiantes da tese da superioridade ética, e mesmo os divulgadores acesos de falsas “estratégias de genocídio”, como a ex- Procuradora do TPI Carla del Ponte.  O TPI não analisou também os responsáveis de bombardeamentos cruéis da NATO sobre território sérvio, nem a política de segregação étnica da população sérvia na província da Krajina, no actual território croata.
 
O actual TPI (bonzinho e sensato) é o mesmo TPI (parcial e militante da guerra) de outrora. Mudaram apenas as circunstâncias, nomeadamente o poder político e militar da Rússia.
CR

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

a liberdade de expressão "ocidental"


o Rei Abdallah da Arábia Saudita, amigo do "ocidente" e patrocinador do terrorismo islãmico

Raif Badawi, criador do sitio na Internet "Rede liberal saudita", condenado a dez anos de prisão e a mil chicotadas públicas (50 á sexta feira durante 20 semanas)

Moral da História: o "ocidente" não tem moral...

segunda-feira, 28 de julho de 2014

AGORA FOGEM COMO RATOS!

Os EUA, a Grã-Bretanha, a França, e a Alemanha levaram uma das mais recentes chacinas por mar, terra e ar ao Povo Líbio, com o argumento que iam levar a liberdade e a democracia!...
Destruíram as infra-estruturas e super-estruturas do estado, mataram milhares de pessoas entre elas milhares de crianças inocentes... agora é o próprio primeiro ministro Líbio "eleito" à sombra da guerra civil que afirma que se está a assistir ao "naufrágio do estado"...e os governos desses Estados capitalistas/imperialistas que fizeram a guerra o que fazem? Apelam a todos os cidadãos dos seus países que abandonem a Líbia....
Então a democracia que levaram à Líbia não se adapta aos seus cidadãos? Não serve porque a preocupação destes governos quer na Líbia, no Afeganistão, ou no Iraque, não era o tipo de liberdade ou democracia que estava em causa, mas antes o apoderarem-se dos recursos e riquezas naturais como o petróleo, gás, desses Povos massacrados.
Depois da destruição do Afeganistão, do Iraque, da Somália, do Iêmen, da Jugoslávia, da Síria, eis a "obra" na Líbia.
Next...

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Candidato comunista á Presidencia da República árabe da Síria

O deputado do parlamento sírio Maher Abdel Hafiz Hajjar apresentou a sua candidatura às eleições presidenciais na Síria, marcadas para 3 de junho, informam os média locais.

Hajjar milita no Partido Comunista desde 1984, tendo participado, na etapa inicial da crise, de manifestações pacíficas antigovernamentais.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

UM IDIOTA FAMOSO


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, espera que o novo secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, que antigamente ocupava o cargo de primeiro-ministro da Noruega, tenha uma postura muito mais digna do que o seu antecessor, Anders Rasmussen. Stoltenberg irá suceder o seu congénere escandinavo a partir do dia 1 de Outubro.

Um episódio sobre a gravação e a divulgação pelo ex-chefe do Executivo dinamarquês de uma conversa com o líder russo cativou atenção dos participantes da Linha Direta (entrevista televisiva) de Vladimir Putin mantida em 17 Abril. Após a entrevista, Putin apontou a necessidade de “normalizar as relações com a Aliança Atlântica”. Mas isto dependerá da OTAN e do seu novo secretário-geral. Com o secretário-geral anterior nem valia a pena tentar fazê-lo: como se pode lidar com uma pessoa que menospreza as normas elementares da ética e da moral? Tanto mais durante conversações a mais alto nível?

A julgar por observações de Vladimir Putin, o novo secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, parece ter uma “atitude muito mais séria na questão de estabilização das relações com a Rússia”. Ele é “uma pessoa séria”, disse Putin.

“Temos relações pessoais muito boas. Ele é uma pessoa séria e responsável. Vamos ver como se comportará no novo cargo”, realçou Putin. Irão melhorar as relações entre a Rússia e o ocidente até ao fim do ano? “Sabem, isto não depende apenas de nós. Depende de nossos parceiros. Não vejo obstáculos que impeçam a normalização das relações bilaterais”, salientou Vladimir Putin.

Claro que as relações entre Moscou e a OTAN não dependerão apenas de Stoltenberg, como não dependeram de Rasmussen. O maior papel na aliança tem sido desempenhado pelos EUA, principal financiador da OTAN. Mas o novo secretário-geral poderá influir sobre o ambiente que se vive nesse bloco político-militar. Por exemplo, não deturpar fatos e abdicar de suspeitas em relação à Rússia que já tornaram comuns e típicas no governo de Rasmussen.

Até o dia 21 de Abril, o departamento de imprensa da OTAN tinha desmentido o fato de gravação daquela palestra, qualificando-a de “absurda”. A porta-voz da OTAN, Oana Lungescu, declarou que os russos procuram, dessa forma, “desviar a atenção da crise ucraniana”.
Um escandaloso caso ocorreu em 2002, no decurso de uma visita de Putin a Bruxelas no âmbito da cúpula Rússia- EU. Rasmussen insistiu num encontro que, aliás, não tinha sido agendado. Segundo o presidente russo, a conduta de Rasmussen em 2002 era chocante. “Ele trouxe um gravador portátil e, às escondidas, fez a agravação para publicar na imprensa. Não pude acreditar nisso. Ele disse ter feito isso “para a história”. Isso poderia me agradar, mas, de qualquer maneira, ele devia-me avisar ou pedir licença para a publicação. Tais incidentes não podem aumentar a confiança”.

Ora, foram necessárias múltiplas provas da imprensa dinamarquesa e de outros participantes do “comportamento anormal” do primeiro-ministro dinamarquês para que a OTAN e os adjuntos de Rasmussen pudessem reconhecer o facto da gravação. Mas o facto era negado por “motivos de ignorância”.

O jornalista Christopher Guldbransen que filmava então o documentário “Fogh bag facaden” disse ter fixado um microfone na camisa do primeiro-ministro. Depois disso, Rasmussen foi para conversações com Putin. Essa palestra foi gravada e usada no filme, reconheceu Guldbrasen. Foi, de fato, um spot publicitário do primeiro-ministro dinamarquês.

Da mesma maneira foram gravadas para o filme as conversas com o presidente da França, Jacques Chirac, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair e o chanceler alemão, Gerhard Schroder, e outra personalidades oficiais que nada sabiam de gravações como essas.
Os encontros ao mais alto nível têm suas normas e regulamentos. Mas gravar em segredo um discurso de seu interlocutor e depois divulgar a gravação considera-se de uma baixeza incrível. Tais exercícios são praticados por delatores e intrigantes.

No entanto, existe na Rússia a esperança de que com Stoltenberg à frente na OTAN as relações se estabilizem. Rasmussen tinha-as estragado por completo. Aliás Rasmussen, um cínico perigoso, que devia ser julgado por Tribunais Internacionais, está ligado às piores aventuras do imperialismo.

Quanto a Stoltenberg, ficou famoso por encenar uma campanha publicitária eleitoral, conduzindo um táxi nas ruas de Oslo.


CR

domingo, 20 de abril de 2014

AS ARMAS DA MORTE AO SERVIÇO DA HIPOCRISIA OCIDENTAL

Segundo o jornal estadunidense  The Wall Street Journal, os serviços secretos dos EUA disponibilizaram 20 mísseis portáteis antitanque BGM-71 Tow ao grupo rebelde sírio Harakat Hazm, um grupo Islamista criado pela OTAN em Janeiro de 2014.

As armas foram expedidas para a Síria no início de Março através da Turquia e da Jordânia. Ao citar um representante da oposição síria, o referido jornal precisou que o primeiro fornecimento serviu como balão de ensaio destinado a “apalpar o terreno”. A ele deverão se seguir entregas em grandes quantidades de sofisticadas armas modernas.
Enquanto os peritos, a principio, pensavam que estes equipamentos haviam sido entregues pelo Qatar, parece, actualmente, que eles terão sido fornecidos pela Arábia Saudita em nome dos Estados Unidos.

 Em Fevereiro de 2012, os takfiristas do Emirado islâmico de Baba Amr dispunham de mísseis Milan, de fabrico franco-alemão, e enquadramento de oficiais franceses.

 


terça-feira, 15 de abril de 2014

INTERNACIONAL

O Exército Sírio libertou a cidade de Maalula, um dos centros cristãos mais antigos, onde ainda se fala o aramaico, a língua de Jesus Cristo

Em Kiev, a Junta Fascista recebeu o Presidente Suíço ... com a bandeira da Dinamarca. Foi o dignatário suíço que alertou para o erro diplomático. O fascismo não se caracteriza propriamente pelo nivel cultural

"O embaixador da Jordânia na Líbia, Fawaz Al-Itan, foi seqüestrado nesta terça-feira de manhã em Trípoli. O anúncio foi feito pelo porta-voz do Ministério líbio das Relações Exteriores, Saïd Lassoued, que diz não saber a identidade dos seqëstradores. Os atacantes dispararam contra o veículo do diplomata jordaniano, ferindo seu motorista. O embaixador foi então retirado de seu carro e levado para destino desconhecido.
Na sequência, a Royal Jordanian Airways cancelou seus voos para Trípoli. Deve-se mencionar que a British
Airways e a Alitalia suspenderam seus voos para a Líbia desde março. A alemã Lufthansa e a Austrian Airlines
encerraram suas operações na Líbia."

terça-feira, 8 de abril de 2014

internacional

O candidato comunista ás eleições autárquicas de Novosibirsk Anatoli Lokot ganhou as eleições com 43,76% dos votos expressos.
 Novosibirsk, a capital da Sibéria, é a terceira maior cidade da Rússia, depois de Moscovo e de São Petersburgo. É um facto notável a vitória do PCFR, a mais importante desde 2007 numa cidade com mais de 1 milhão de pessoas. É de registar também a confluência e desistência de outras candidaturas em favor da candidatura comunista, que enfrentava a Russia Unida de Putin.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

lá como cá, há quem diga NÃO


Demissões no governo da Dinamarca por entrada da Goldman Sachs em elétrica estatal

A venda de uma posição no grupo estatal de energia dinamarquês DONG ao banco de investimento norte-americano Goldman Sachs provocou a demissão de seis ministros de um dos três partidos do governo de coligação.

O governo dinamarquês quer vender uma posição de 19% na DONG à Goldman Sachs por oito mil milhões de coroas (1,07 mil milhões de euros), depois de a empresa ter perdido dinheiro em investimentos no gás natural.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

internacional - O caso da Guiné- Bissau


A Guiné-Bissau tem sido falada recentemente pelas piores razões. É considerado actualmente um Estado – falhado, sem um poder legítimo e responsável. Abundam as referências ao seu papel nas rotas do narcotráfico e do tráfico de armas. As autoridades fantoches, resultantes de um golpe de estado que derrubou um poder legítimo, comportam-se como criminosos vulgares, alheios a regras e compromissos com a comunidade internacional.

O recente episódio que envolveu a tripulação de um avião da TAP que em escala em Bissau, foi alegadamente forçado a embarcar para Lisboa 74 passageiros sírios com passaporte falso, prova a irresponsabilidade e corrupção que envolve a cúpula militar guineense. Os refugiados, de origem curda, pretenderiam chegar á Europa de Shengen via Portugal, após pagamento de altíssimos subornos na Turquia, em Marrocos e na Guiné –Bissau. 

Quem suporta a clique golpista e criminosa em Bissau? Não sendo certamente o povo, resta a compreensão das dinâmicas regionais e da influência de potências externas. Como se mantém o poder saído do golpe de 12 de Abril de 2012?

Percebamos que na Guiné-Bissau (como em Timor-Leste, na crise que derrubou ilegitimamente Mário Alkatiri) são as potências regionais quem decide. É é a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO),liderada por interesses franceses e seus aliados da Nigéria, Senegal, Costa do Marfim e Burkina Faso, quem apoia a situação vigente.
E com a bênção da ONU (o seu representante em Bissau é Ramos Horta, Prémio Nobel da Paz e ex presidente de Timor), a camarilha do General Indjai, do Almirante Bubo Na TChuto, com apoio político de Kumba Ialá, adia a reposição democrática da legalidade e da normalidade, colocando os guineenses na situação de vítimas inocentes das suas lideranças

CR

domingo, 24 de novembro de 2013

INTERNACIONAL

O Partido Comunista duplicou o número de deputados no parlamento chileno no sufrágio legislativo recente. Seis dos nove candidatos apresentados pelo PC do Chile no quadro da plataforma Nova Maioria acabaram por ser eleitos, entre os quais estão duas destacadas dirigentes do movimento estudantil que , nos últimos anos, realizou as mais poderosas acções de massas no País. Camilla Vallejo e Karol Cariola juntam-se a Guillermo Tellier, Lautaro Carmona e Hugo Gutiérrez (eleitos nas legislativas anteriores) para onde foi eleito ainda Daniel Coquimbo.
No sufrágio, a coligação Nova Maioria garantiu 67 deputados contra 49 da coligação de direita, e alterou a relação de forças no Senado, dispondo agora de 21 senadores num total de 38 . na mesma consulta popular, a candidata da Nova Maioria à presidência, Michelle Bachelet obteve 46,67 por cento dos votos contra 25,01 por cento recolhidos por Evelyn Matthei, sendo por isso obrigada a disputar uma segunda volta com a candidata da Aliança pelo Chile.

(em Avante)

sábado, 2 de novembro de 2013

Internacional

Nas recentes eleições legislativas na Republica Checa verificou-se uma pesada derrota para a direita governante e avanço dos comunistas com mais 150 mil votos e mais 7 deputados

sábado, 21 de setembro de 2013

A INTERNACIONAL

De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, oh produtores!

Refrão
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Duma Terra sem amos }bis
A Internacional.

Messias, Deus, chefes supremos,
Nada esperemos de nenhum!
Sejamos nós quem conquistemos
A Terra-Mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos,
Tudo o que a nós diz respeito!

Versão portuguesa

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

o mundo

O mundo muda rapidamente. A boa notícia da greve geral conjunta em Portugal, França e Grécia é um exemplo da solidariedade dos ofendidos da crise do capitalismo.
Mas há mais. Os comunistas checos são a segunda força eleitoral na República Checa após as recentes eleições regionais. Obtiveram cerca de 20,44% dos votos, logo atrás dos 23,5% obtidos pelos sociais-democratas. Na Bélgica , os comunistas obtiveram nas municipais resultados que variaram entre os 3,5 e os 22%, com eleitos municipais, distritais e provinciais. O sucesso é evidente.

Na Venezuela, para a vitória de Chávez, há a contribuição crescente do Partido Comunista, que obtém em listas próprias mais 150.000 votos que em 2006. São portanto inequívocos os avanços das forças progressistas mais consequentes.
Cuba atualiza sua política migratória
Como parte do trabalho para atualizar a política migratória vigente e ajustar às condições do presente e do futuro previsível, o governo cubano, em exercício de sua soberania, decidiu eliminar o procedimento de solicitação de Permissão de Saída para as viagens ao exterior e deixar sem efeito o requisito da Carta de Convite.
De acordo com o jornal Granma, a partir de 14 de janeiro de 2013 só se exigirá a apresentação do passaporte corrente atualizado e a visto do país de destino, nos casos que a mesma se requeira.
O mundo muda rapidamente.
CR
 

domingo, 29 de julho de 2012

escroque





Ban Ki-Moon é um escroque. O secretário Geral da ONU transportou a chama olimpica pelas ruas de Londres. Participou até na cerimónia de inauguração do Jogos Olimpicos de Londres transportando a bandeira olimpica. Discursou como sempre em alturas destas falando em "mensagem de paz". As suas palavras são maviosas. Mas o seu comportamento é cínico.




O ex-diplomata sul coreano, que os poderes mundiais alcandoraram a Secretário Geral da ONU, é um mero instrumento dos Estados Unidos, da NATO e do capitalismo internacional. Segue as orientações estratégicas, politico-militares, do mundo unipolar, surgido nos finais da década de 80 do século passado. Apoia o aventureirismo do imperialismo, que incendeia e destrói povos e nações á medida dos seus interesses (Iraque, Afeganistão). Não resolve nenhum dos conflitos históricos em que o império possa estar em causa e a justiça internacional devia imperar, de acordo com decisões da Assembleia Geral da ONU (criação do Estado Palestiniano, reunificação de Chipre, embargo norteamericano a Cuba).




O Secretário Geral da ONU Ba Ki-Moon nada faz para restabelecer a legitimidade democrática na Guiné Bissau, objecto de um golpe de estado em 12 de abril, nas vésperas de eleições, por parte de forças ao serviço do tráfico de droga. A sua tolerância para com golpistas, locais e regionais, explica tudo. Já anteriormente em outro país da comunidade de lingua portuguesa, em Timor Leste, a ONU de Ba-ki-Moon foi cumplice na golpada eleitoral que depôs a FRETILIN em favor do Sr. Ramos Horta, do Sr. Xanana, dos interesses australianos e das petrolíferas do mar de Timor.




A mesma irresponsabilidade presidiu á criação em África de um país, o Sudão do Sul, uma entidade fantoche, ao serviço de potências europeias, com cheiro a petróleo e outros recursos minerais.




Nos conflitos dos países do norte de África , o papel de Moon é criminoso. Em nenhuma circunstância há uma lógica de diálogo e consenso, de criação de uma transição democrática. O caminho está traçado: a apropriação de território e das suas riquezas naturais. Alguns pensam em liberdade e democracia. Não. Há o incentivo á guerra tribal, ao ajuste de contas colonial, o tudo ou nada, a aliança espúria entre forças militares ocidentais e fundamentalistas radicais dinamizados e financiados pela Arábia Saudita e pelas monarquias do Golfo Pérsico. A insensibilidade humanitária de Moon é real.


Destruída a Libia, remetida a experiência da construção da sua unidade politica e desenvolvimento económico e social para décadas atrás, novos passos foram dados. A Síria apareceu como alvo a abater. Foram mobilizados recursos enormes, propagandisticos, financeiros, logisticos e em mercenários. A Síria porquê? Porque a Síria é o mais consistente país árabe no apoio á causa palestiniana, porque a Síria é um país multiconfessional onde coexistem várias comunidades, e portanto onde é possível fomentar fracturas de identidade e coesão nacional, porque a Síria é aliada tradicional do Irão, onde se localizam os poços de patróleo, porque a Síria é vizinha da Turquia, com uma fronteira comum onde fácil é criar santuários de entrada de mercenários e armas.


A guerra civil síria não passa de uma guerra induzida do exterior. Ban Ki-Moon sabe-o. Daí o seu "medo" e "indignação" pela utilização de armas químicas pelas autoridades sírias, "em qualquer circunstância". A história repete-se. As "armas quimicas" inexistentes no Iraque justificaram a invasão. As "armas quimicas" inexistentes no Iraque precederam a guerra e a destruição. A "circunstância" admitida por Moon é a invasão e a "normalização" síria.


Ban Ki-Moon é um escroque.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

reflexão sobre caminhos alternativos



Lenine presente nas ruas de Minsk

Sergei Molunov, diplomata bielorrusso em Bucareste, conta as razões do apoio da Roménia á oposição a Lukashenco (em imbratisare.blogspot.com)

O Encarregado de Negócios da Bielorrússia em Bucareste, Sergei Molunov, diplomata bielorrusso, declarou que a Roménia foi nos tempos de Ceaucescu um modelo único de Estado que demostrou que se pode pagar a dívida externa, e que isso não convinha demasiado às organizações financeiras internacionais.

O motivo da entrevista concedida a Mediafax era a participação do Ministro de Negócios Estrangeiros romeno, Teodor Baconsky, na Conferência de Dadores para a Bielorrússia celebrada hoje dia 2 em Varsóvia, com o fim de arrecadar fundos para apoiar a oposição bielorrussa. Como é evidente, o verdadeiro objetivo da reunião é fazer todo o possível para que Bielorrússia deixe de levar a cabo uma politica soberana e autónoma, e que aceite de qualquer forma as imposições económicas da U.E. e de Washington, para deixar o caminho aberto ao saque dos seus recursos pelas multinacionais (o que sucedeu com a Roménia nos anos 90).

O diplomata disse que Minsk respeita a decisão da Roménia, mas considera-a um gesto pouo amistoso. Para além disso perguntou se os romenos têm suficiente dinheiro público para o dar para operações de ingerência politica em paises vizinhos enquanto que o seu governo submete-os a uma draconiana politica de corte de direitos e salários utilizando a desculpa da necessidade de austeridade.

Tudo isto, para Molunov, é resultado da "terapia de choque" neoliberal receitada à Roménia pelo capitalismo, que, para além de provocar um enorme desemprego, o aumento da pobreza, e o corte de direitos sociais, causou a dependência económica do pais em relação ao Ocidente, e portanto a sua subissão política.

A estratégia dos membros do FMI e do Banco Mundial, continuou, é a de emprestar dinheiro a juros altos para que não possa ser pagos, para que o pais acabe dependendo totalmente deles e possam impor as suas politicas económicas. De facto, depois do exemplo dado pela Roménia socialista de que a dívida externa se podia pagar, o governo romeno foi duramente castigado, pois isso é o que, precisamente, o que não se deseja.

O diplomata fez um paralelismo entre a Bielorrussia actual e aquele admirável exemplo dos romenos, mas ao contrário da maioria das ex republicas sovieticas, os bielorrussos não elegeram nem deixaram que se lhes impusesse a medicina da "terapia de choque", mantendo um importante papel da propriedade estatal com privatizações graduais e não radicais.

A destruição brutal da poderosa industria e agricultura socialista romena converteu a Roménia numa colonia dependente da importacão, e reduziu drasticamente a produção especialmente, dos produtos básicos, o que a deixa nas mãos dos produtos importados e as variações provocadas pelos especuladores.

Molonov deu dados da produção da Bielorrussia comparando-a com a da Roménia actual (que, há que recordar, antes de 1989 era practicamente autosuficiente). Segundo Molunov, que citou o Eurostat e Belstat -a agência estatistica bielorrussa-, en 2009 produziram-se no seu país 737 kilogramos de batatas per capita, enquanto que a Roménia destruida pelo capitalismo só produz hoje 162. Igualmente, Bielorrussia produziu no passado ano 239 kilos de legumes por habitante, enquanto Roménia só 177, e 681 litros de leite também por habitante frente aos 275 de Roménia, e 355 ovos por bielorruso frente a 298 por romeno.

Ainda que Molonov nâo o dissesse, Bielorrussia leva a cabo uma politica energética própria, que busca não depender do gas e do petróleo russos (e para isso tem realizado diferentes acordos com alguns paises arabes e, especialmente, com Venezuela), e tem como prioridade o desenvolvimento da produção nacional frente á privatização macissa, o que se traduz numa taxa de desemprego menor que 1%.

Em resumo, enquanto que por exemplo na também ex-república socialista soviética da Letónia, hoje integrada na União Europeia (UE) e na OTAN, o desemprego é de 21,7 %, e na Espanha da bolha imobiliária os niveis são similares e crescentes, enquanto que a média da UE é de 10.7%, e na Roménia há 3 milhões de exilados por motivos económicos (emigrantes) e a dívida externa cresce a passos gigantescos, à Bielorrussia chamam a "última ditadura da Europa" e as metrópoles capitalistas e suas colónias reunem-se em conferências para tentar recolher dinheiro e tentar acabar por todos os meios com esse governo que evita que os bielorrussos e seus recursos caiam nas garras dos que provocaram este desastre.

Tradução CR