um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

sábado, 28 de novembro de 2015

DEAD OR ALIVE



Alpaslan Celik. Não é um "turcomeno sírio" . É turco, nascido em Keban, província síria de Elazig. Filho de um ex-presidente da Câmara dessa cidade. Que nada tem a ver com a Turkménia Síria. Gabou-se em vídeo de ter morto os dois pilotos do Sukoi russo, abatido em espaço sírio pela Força Aérea Turca. Dirigente de uma organizaçãp tenebosa turca da extrema direita, os Lobos Cinzentos, ligada ao terceiro partido mais votado nas recentes legislativas. 

A mentira da morte do segundo piloto russo (resgatado após 12 horas de lutas por forças sírias, russas e iranianas) não esconde o papel criminoso desta figura. O seu destino está traçado.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Coldplay - Adventure Of A Lifetime

actualidade politica

- Projeto de Lei do PCP sobre a eliminação dos exames nacionais do 1.º ciclo do ensino básico - APROVADO.

- Projeto de Resolução (PEV) sobre a divulgação e o estudo da Constituição da República Portuguesa na escolaridade obrigatória - APROVADO.


 Projeto de Resolução (PEV) sobre a  elaboração de um Plano Ferroviário Nacional - APROVADO

BRILHANTE TÍTULO


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XLIV)

O ANIBALZINHO CHAMADO AO QUADRO


 
Sala de aula, lá para os Algarves, intemporalmente.

A professora primária chama ao quadro o Anibalzinho.

«O menino é teimoso e, além de a ter sempre fisgada, gosta de repetir as coisas, não gosta?, como daquela vez que disse 3 ou 4 vezes "eu estive 5 meses em gestão". Pois agora vai copiar, da Constituição da República Portuguesa, o artigo 133º, alínea f), e o artigo 187º, e escrever 3 vezes, aqui no quadro,

 
indicar é um verbo que não é sinónimo de nomear
 
 indicar é um verbo que não é sinónimo de nomear

indicar é um verbo que não é sinónimo de nomear»

(em anonimosecxxi.blogspot.pt)

 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

I STAND WITH RUSSIA


Alguns dirigentes turcos têm “interesses financeiros diretos” nos negócios do petróleo com o grupo terrorista Estado Islâmico, disse o Primeiro-Ministro Russo enquanto referia possíveis retaliações russas ao derrube pela Turquia de um avião russo na Síria na terça-feira por um avião de combate turco F-16. Um piloto morreu no incidente. O segundo foi resgatado e levado para a base aérea russa.

“ As ações turcas estão de facto protegendo o Estado Islâmico” disse Medvedev, chamando ao grupo anteriormente conhecido por ISIS pelo seu novo nome. “Não é surpresa, de acordo com a informação que tínhamos do interesse financeiro direto de dirigentes turcos no fornecimento de produtos petrolíferos refinados em campos controlados pelo ISIS.”

“ As ações irresponsáveis e criminosas das autoridades turcas … causaram uma escalada perigosa nas relações entre Rússia e a NATO, que não pode ser justificada por nenhuma forma, incluindo a proteção de fronteiras nacionais” disse Medvedev.

Segundo o Primeiro-Ministro, Rússia admite cancelar alguns importantes projectos com a Turquia e excluir empresas turcas do mercado russo. A Rússia já recomendou aos seus cidadãos que não viajem para a Turquia, com o pretexto de ameaças terroristas, resultando que vários operadores turísticos retiraram viagens á Turquia dos catálogos. 

Rússia pode suspender um projeto de pipeline de gaz, destinado a transformar a Turquia num grande país de transito de gaz natural dirigido para a Europa,  e a construção da primeira central nuclear do país.

A Turquia abateu o avião de combate russo invocando a violação do espaço aéreo turco. A Rússia diz que não houve nenhuma violação e considera o acto hostil como “uma facada nas costas” e auxílio directo ás forças terroristas na Síria.

A Rússia fez deslocar um navio lança misseis para perto de Latakia e está pronto a derrubar qualquer ameaça aérea á sua base aérea local, com os seus mísseis terra-ar de longa distância.

A base aérea russa de Khmeimim  em Latakia foi dotada de um Sistema  S-400 SAM, o mais modern sistema de defesa anti-aéreo russo.


domingo, 22 de novembro de 2015

HUMOR


Passos Coelho já tem dois terços para rever a Constituição...

frase do dia

Jerónimo de Sousa, sobre a sobretaxa: “Vamos lá ver se a culpa não é da mulher da limpeza”.
Perante a promessa agora não confirmada da devolução de parte da sobretaxa do IRS no próximo ano, surgida em campanha eleitoral, Jerónimo denuncia a “manobra de propaganda e embuste" de Pedro Passos Coelho.


sábado, 21 de novembro de 2015

Capicua - Vayorken



Vayorken = Nova York

LETRA:


Quando for grande, vou ser prof. de windsurf
E quando danço, rodo e faço "brinc-dance"
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken
E Vayorken, a gente diverte-se imenso! 

Era para ser Artur e nasci Ana
(Ana quê?) Ana só.
(Ana só?) Sim, sou a Ana.
Era percentil noventa nos anos oitenta
E entre colheradas chorava sempre faminta
Sempre vestida como um mini comunista
Com roupas que a mãe fazia com modelos da revista
Eu queria ser pirosa, vestir-me de cor-de-rosa
Vestir Jane Fonda na ginástica da moda
Com sabrina prateada, licra collant
Cria de pequeno pónei bem escovadas, espampanante
Tinha a mania de pôr as cores a condizer
No meu entender, rosa com vermelho não podia ser
Uma noctívaga que não dormia a sesta
E, de manhã, sempre quis menos conversa
Uma covinha só de um lado da bochecha
Adormecia com o pai e a mesma canção do Zeca
"Dorme, meu menino, a estrela-d'alva"

Era sempre mais Mafalda do que Susaninha
Ai de quem dissesse mal do Sérgio Godinho!
Ainda tenho alguns postais para a gentil menina
Enviados pelos pais de um qualquer destino
E se alguém me perguntar pelo pai, pela mãe
Eu sei, sei, foram para Vayorken, Vayorken
Foram para Vayorken, Vayorken, Vayorken

Quando for grande, vou ser prof. de windsurf
E quando danço, rodo e faço "brinc-dance"
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken
E Vayorken, a gente diverte-se imenso!

Com dois anos, o primeiro palavrão
Cheia de medo, em cima do escorregão
Mau feitio bravo, vício de gelado
Todo sábado sagrado, mesmo durante o inverno
Acabava com a arca do café ao pé do prédio
Ainda comi os gelados que eram do meu primo Pedro
Ana da bronca, sempre do contra!
E coragem de fechar duas miúdas na arrecadação
Às escuras, pobres criaturas!
Por me serem impingidas como amigas à pressão
(Ó Ana, onde é que está a Rita e a Joana?)
(Sei lá! Não sei.)


No infantário dei o meu primeiro beijo
Ainda me lembro como se fosse hoje
Contei à minha avó que tanto se riu
Que até debaixo da mesa com vergonha me escondi eu
O tal espigueiro e o gato amarelo
No meu poema, no novo caderno
Muito elogio pela redacção
E muita paciência para o poder de argumentação

Quando for grande, vou ser prof. de windsurf
E quando danço, rodo e faço "brinc-dance"
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken
E Vayorken, a gente diverte-se imenso! 

O "brick-dance" vem de Vayorken
O graffiti vem de Vayorken
O hip-hop vem de Vayorken
Vayorken, Vayorken, Vayorken, Vayorken
O "brick-dance" vem de Vayorken
A Jane Fonda vem de Vayorken
O windsurf não,
O windsurf não vem de Vayorken

Quando for grande, vou ser prof. de windsurf
E quando danço, rodo e faço "brinc-dance"
Que como a Jane Fonda, é de Vayorken
E Vayorken, a gente diverte-se imenso! 

Livro O 25 DE NOVEMBRO A NORTE

Jorge Sarabando














Foi apresentado na última sexta-feira em Parada de Todeia – Paredes, o livro “25 de Novembro a Norte” (em 2.ª edição), sobre o processo revolucionário no ano de 1975. O autor, Jorge Sarabando, nasceu em Aveiro e vive há largos anos em Gaia. É um dos estudiosos dos Congressos da Oposição Democrática. É membro do Partido Comunista Português desde 1964 e pertence à Direcção da Organização Regional do Porto e à Comissão Nacional para as Questões da Cultura. Foi membro do Comité Central entre 1988 e 2008.

Rui Pereira

A apresentação coube a Rui Pereira, antigo jornalista, investigador do CECS-UMinho, doutorado em Ciências da Comunicação, com a tese "O Anti-comunismo na Imprensa Portuguesa de Referência durante o Período de ‘Normalização' - os Casos do 'Diário de Notícias', 'Expresso' e 'Público'". 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

HUMOR


«Depois de sete banqueiros, o Presidente da República ouve na quinta-feira sete economistas. A semana fecha com audiências aos sete partidos com assento parlamentar.»


E no sábado são os 7 Anões…

Não sei se é verdade...

Frase atribuída a Putin

Putin: 'To Forgive The Terrorists Is Up To God, But To Send Them To Him Is Up To Me'

NIVEIS GLOBAIS DE POBREZA


(os números que desmentem Cavaco)

As pessoas em risco de pobreza ou de exclusão social representam actualmente em Portugal 27,5% da população, cerca de 2,8 milhões de portugueses (dados do INE).  1,5  milhões de mulheres nesta situação.

A evolução global foi de 24,9% em 2009 para 27,5%  em 2014. A situação actual permanece inalterável em relação a 2014, mas agravou-se para as mulheres.

Nestes 27,5% de portugueses, cerca de 10,6% são qualificados como com privação material severa.

O desemprego jovem atinge os 30%.

CR


domingo, 15 de novembro de 2015

VALEU A PENA


O Governo anterior do PSD e do CDS impôs a todo o pessoal da Administração Pública o aumento para 40 horas da semana de trabalho. Foi uma decisão que procurou humilhar e desprestigiar centenas de milhares de portugueses e que surgiu no âmbito de uma quebra significativa de rendimentos e de precaridade do emprego. Foi uma medida que atacava interesses dos funcionários da Administração Pública, com uma suposta posição privilegiada em relação aos trabalhadores do privado.
O acórdão do Tribunal Constitucional declarou agora inconstitucional a interferência abusiva do Governo na negociação e contratação de ACEP’s (Acordos Colectivos de Empregador Público) entre as autarquias locais e as organizações sindicais representativas de trabalhadores. Eram cerca de seiscentos os ACEP’s negociados, assinados e enviados ao Secretário de Estado da Administração Pública, que os retinha e bloqueava abusivamente e ilegalmente impedindo a sua publicação. Nesses ACEP’s (recorde-se) contempla-se a duração máxima de 35 horas da semana de trabalho e na sua maioria não são contemplados quaisquer “bancos de horas” ou normas de adaptabilidade de horários.
Esta decisão do Tribunal Constitucional constitui uma enorme derrota do anterior governo e repõe a normalidade na vida dos trabalhadores, o respeito pelas 35 horas. Esta decisão do Tribunal Constitucional faz respeitar a liberdade de exercício á contratação colectiva e contraria a violação da autonomia do Poder Local Democrático. Esta decisão do TC consagra o discernimento tenacidade e a luta dos sindicatos, nomeadamente do STAL e STML, contra o abuso de autoridade. Foram já publicadas as primeiras ACEP’s. Vale a pena lutar!    


CR

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

a bandeira

Há quem não saiba a cor da Bandeira da República Portuguesa.
E  por isso julga poder expressar estados de alma inventando uma bandeira á Estado Islâmico, cinzenta e preta.


Confesso que já nada me admira. Só lamento que o Estado (na atitude dos seus dirigentes) tenha chegado onde chegou. Mas com o tempo tudo se corrige.

CR


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Frase do dia

Os mercados mais afectados foram os de Berlim e Nova Iorque. Já no Bolhão e na Ribeira ninguém ficou assustado.

Daniel Vieira

Baio- All The Idiots

Posição conjunta do PS e do PCP sobre solução política


 O Partido Socialista (PS) e o Partido Comunista Português (PCP) assumem a seguinte posição sobre a solução política no quadro da nova realidade institucional da XIII legislatura decorrente das eleições de 4 de Outubro.

1.     
As eleições de 4 de Outubro traduziram uma clara derrota da coligação PSD/CDS. PSD/CDS perderam as condições e legitimidade política de prosseguir a sua governação. Em Outubro não foi apenas o governo PSD/CDS que foi condenado mas também a sua política.
As eleições ditaram uma nova composição da Assembleia da República para a presente legislatura que corresponde a uma substancial alteração da correlação de forças. Esta nova realidade e a vontade de mudança expressa pelo povo português colocam a exigência e a responsabilidade de assegurar a interrupção do rumo prosseguido pelo anterior governo.
É esta responsabilidade que se impõe concretizar: a de procurar uma política que dê resposta a problemas mais urgentes dos portugueses, do emprego, dos salários e rendimentos, das pensões e prestações sociais, dos direitos, das funções sociais do Estado e dos serviços públicos nomeadamente a saúde, a educação, a segurança social e a cultura.

2.
Foi esse o objectivo que PS e PCP procuraram ao longo de uma esforçada abordagem mútua para identificar matérias, medidas e soluções que possam traduzir um indispensável sinal de mudança.
Uma abordagem séria em que se reconheceram a natureza distinta dos programas dos dois partidos e as diferenças de pressupostos com que observam e enquadram aspectos estruturantes da situação do País. Mas também, e sobretudo, um trabalho e uma avaliação que confirmaram existir um conjunto de questões que podem assegurar uma resposta pronta a legítimas aspirações do povo português de verem recuperados os seus rendimentos, devolvidos os seus direitos, asseguradas melhores condições de vida. Foram os pontos de convergência e não os de divergência que ambos os partidos optaram por valorizar.

3.
Entre outros, PS e PCP identificam como aspectos em que é possível convergir, independentemente do alcance programático diverso de cada partido, com vista a soluções de política inadiáveis:
O descongelamento das pensões; a reposição dos feriados retirados; um combate decidido à precariedade, incluindo aos falsos recibos verdes, ao recurso abusivo a estágios e ao uso de contratos emprego/inserção para substituição de trabalhadores; a revisão da base de cálculo das contribuições pagas pelos trabalhadores a recibo verde; o fim do regime de requalificação/mobilidade especial; o cumprimento do direito à negociação colectiva na Administração Pública; a reposição integral dos complementos de reforma dos trabalhadores do sector empresarial do estado; a redução para 13% do IVA da restauração; a introdução da cláusula de salvaguarda no IMI; a garantia de protecção da casa de morada de família face a execuções fiscais e penhoras; o alargamento do estímulo fiscal às PME em sede de IRC; a reavaliação das reduções e isenções da TSU; o reforço da capacidade do SNS pela dotação dos recursos humanos, técnicos e financeiros adequados, incluindo a concretização do objectivo de assegurar a todos os utentes médicos e enfermeiros de família; a revogação da recente alteração à Lei de Interrupção Voluntária da Gravidez; a garantia, até 2019, do acesso ao ensino pré-escolar a todas as crianças a partir dos três anos; o reforço da Acção Social Escolar directa e indirecta; a vínculação dos trabalhadores docentes e não docentes das escolas; a redução do número de alunos por turma; a progressiva gratuitidade dos manuais escolares do ensino obrigatório; a promoção da integração dos investigadores doutorados em laboratórios e outros organismos públicos e substituição progressiva da atribuição de bolsas pós-doutoramento por contratos de investigador; a reversão dos processos e concessão/privatização das empresas de transportes terrestres; a não admissão de qualquer novo processo de privatização.
PS e PCP registam ainda a identificação de outras matérias em que, apesar de não se ter verificado acordo quanto às condições para a sua concretização, se regista uma convergência quanto ao enunciado dos objectivos a alcançar. Estão neste âmbito: a reposição dos salários dos trabalhadores da Administração Pública em 2016; a reposição do horário de trabalho de 35 horas na Administração Pública, bem como a eliminação de restrições de contratação na Administração Pública central, regional e local; a eliminação da sobretaxa do IRS; o aumento de escalões e a progressividade do IRS; a eliminação do obstáculo que as taxas moderadoras constituem no acesso ao SNS e a reposição do direitos ao transporte de doentes não urgentes de acordo com as condições clínicas e económicas dos utentes do SNS: o alargamento do acesso e montantes das prestações de protecção social e apoio social, o reforço e diversificação das fontes de financiamento da Segurança Social.

4.
O PS e o PCP reconhecem as maiores exigências de identificação política que um acordo sobre um governo e um programa de governo colocava. No entanto PS e PCP reconhecem no quadro do grau de convergência que foi possível alcançar que estão criadas as condições para:

i)             pôr fim a um ciclo de degradação económica e social que a continuação de um governo PSD/CDS prolongaria. Com esse objectivo rejeitarão qualquer solução que proponha um governo PSD/CDS como derrotarão qualquer iniciativa que vise impedir a solução governativa alternativa;
ii)            existir uma base institucional bastante para que o PS possa formar governo, apresentar o seu programa de governo, entrar em funções e adoptar uma política que assegure uma solução duradoura na perspectiva da legislatura;
iii)          na base da nova correlação institucional existente na AR adoptar medidas que respondam a aspirações e direitos do povo português.

Neste sentido PS e PCP afirmam a disposição recíproca de:

i)        encetarem o exame comum quanto à expressão que as matérias convergentes identificadas devem ter nos Orçamentos do Estado, na generalidade e na especialidade, no sentido de não desperdiçar a oportunidade de esses instrumentos corresponderem à indispensável devolução de salários, pensões e direitos; à inadiável inversão da degradação das condições de vida do povo português bem como das funções sociais com a garantia de provisões pelo Estado de serviços públicos universais e de qualidade; e à inversão do caminho de declínio, injustiças, exploração e empobrecimento presente e acentuado nos últimos anos;

ii)            examinarem as medidas e soluções que podem, fora do âmbito do Orçamento do Estado, ter concretização mais imediata;


iii)      examinarem, em reuniões bilaterais que venham comummente a serem consideradas necessárias, outras matérias, cuja complexidade o exija ou relacionadas com:

              a) legislação com impacto orçamental;
             
              b) moções de censura ao Governo;

             c) iniciativas legislativas oriundas de outros grupos parlamentares;

           d) iniciativas legislativas que, não tendo impacto orçamental, constituam aspectos fundamentais da governação e funcionamento da Assembleia da República.

A opção por uma posição bilateral entre PS e PCP não limita outras soluções que PS e PCP entendam como convenientes estabelecer com o Bloco de Esquerda e o Partido Ecologista os “Verdes”.

 5.
 Com integral respeito pela independência política de cada um dos partidos e não escondendo do povo português diferenças quanto a aspectos estruturantes da visão de cada partido quanto a opções de política que os respectivos programas evidenciam, os partidos subscritores do texto que hoje tornam público confirmam com clareza bastante a sua disposição e determinação em impedir que PSD e CDS prossigam a política que agora expressivamente o País condenou e assumir um rumo para o país que garanta:

a) Virar a página das políticas que traduziram a estratégia de empobrecimento seguida por PSD e CDS;
b) Defender as funções sociais do Estado e os serviços públicos, na segurança social, na educação e na saúde, promovendo um combate sério à pobreza e às desigualdades sociais e económicas;
 c) Conduzir uma nova estratégia económica assente no crescimento e no emprego, no aumento do rendimento das famílias e na criação de condições para o investimento público e privado;
 d) Promover um novo modelo de progresso e desenvolvimento para Portugal, que aposte na valorização dos salários e na luta contra a precariedade, relance o investimento na educação, na cultura e na ciência, e devolva à sociedade portuguesa a confiança e a esperança no futuro.
e) Valorizar a participação dos cidadãos, a descentralização politica e as autonomias insulares.


Lisboa, 10 de Novembro de 2015

a luta de classes



...Valeu a pena, nem que fosse só por esta imagem que revela, com olhos de Blimunda, o que a política é no fundo: uma praça dividida em dois. De um lado umas dezenas de ricaços, patrões e meninos dos colégios de luxo. Do outro, operários, pedreiros, cientistas, estivadores, médicos, varredores, reformados, enfermeiros, professores, trabalhadores das limpezas, bancários, desempregados, motoristas, arquitectos e estudantes e mil vezes mais trabalhos, o que já diz o que é isto que esta gente é toda: trabalhadores. ...

(em manifesto74.blogspot.pt)

domingo, 1 de novembro de 2015

TEXTO

1979. Votação final do Projecto Lei n.º 157/1, Bases Gerais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Aprovado com votos a favor do PS, PCP, UDP e um  Deputado Independente. Abstenção na generalidade e voto contra na especialidade do PSD e do CDS (ver em extracto da acta da sessão plenária da Assembleia da República, de dia 29 Junho de 1979, com o resultado da votação final global da Lei de Bases do Serviço Nacional de Saúde). Nessa altura uma parte da classe médica e a própria Ordem dos Médicos manifestaram-se contra o projecto Lei tornado Lei. Mas a democracia impôs-se.

A História, esse refrescar da memória, é sempre útil para entender o que está para além da espuma dos dias. E percebe-se assim quão falacioso é o argumento de que entre PS, PSD e CDS há uma histórica e permanente "comunidade de interesses"...

Em 1990, a direita fez aprovar uma Lei de Bases da Saúde (e significativamente não do SNS) que referia um Sistema Nacional de Saúde e não um original SNS. O primeiro englobaria também as instituições privadas da saúde, e as convencionadas, a quem se atribuía um papel importante na prestação de cuidados de saúde aos portugueses, fora das entidades públicas.

Em 1979 não foi comum o sentido de voto da legislação sobre a saúde por parte dos partidos do (mais tarde) chamado “arco da governação”, como não foi em 1990. E em 2015? Há quem queira que haja inúmeros pontos de contacto, uma espécie de caminho do fatalismo histórico, que colocará propostas divergentes desses partidos na mesma direcção, o do “interesse nacional”.

PSD e CDS estão há meses a repetir a mentira do crescimento e a ladainha da recuperação económica, da diminuição do desemprego e do aumento das exportações e do investimento. Na verdade, toda essa construção é falsa e não corresponde à verdade. Mas seria possível ao PS acreditar nessa construção, ou alinhar nessa mistificação, após um longo e cruel período de “austeridade”?

Há quem aposte há muito na mera alteração de protagonistas, uma alternância sem alternativa. Mas perante a simples hipótese disso não ser desta vez assim, a direita entrou em pânico, e recorreu ao estendal de meios ao seu alcance (manipulação, chantagem, mentiras). O debate das ideias, contudo, saiu do seu espaço de excelência, dos condicionalismos dos debates mediáticos entre primos e afilhados, que nos garantem de ciência certa que 3+2 são quatro, ou que as classes populares são despesistas. O debate, a POLITICA, vai para o Parlamento e para a Rua!

E com ela vai a concepção democrática de que um voto é um voto, independentemente de ser o voto de Ricardo Salgado ou o voto do continuo menos qualificado do seu ex-Banco. E que as maiorias constituídas são constitucionalmente legitimas no exercício do poder, ao contrário de minorias abençoadas por deuses terrenos.

E por mais choradeira ou sentimento de vazio de poder que a direita sinta, relembro o poeta que disse que sempre que um homem sonha, o mundo pula e avança, como bola colorida entre as mãos de uma criança. Nem que seja a negociação de um programa mínimo que incida fundamentalmente nos rendimentos. Podendo ser mais, muito mais. Queiram os homens, independentemente do que pensem ou façam os vendilhões do templo, os altos sacerdotes, ou os imperadores estrangeiros.

Portugal é dos portugueses!

CR





refrescando a memória


Extracto da acta da sessão plenária da Assembleia da República, de dia 29 Junho de 1979, com o resultado da votação final global da Lei de Bases do Serviço Nacional de Saúde. A História é sempre útil para entender o que está para além da espuma dos dias...

E percebe-se assim quão falacioso é o argumento de que entre PS, PSD e CDS há uma histórica "comunidade de interesses"...

CR