um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

sábado, 31 de dezembro de 2011

fotografia



Esta é uma das fotos mais famosas da história de Nova York, entrando para os anais da arte fotográfica. A imagem retrata onze operários que sem demonstrar medo algum fazem uma pausa para o almoço, estando todos suspensos numa viga de aço (sem qualquer proteção), no 69º andar do edifício Rockefeller Center.O autor desta impressionante fotografia é Charles C. Ebbets, tirada no dia 29 de setembro de 1932, intitulada “Almoço no topo de um arranha-céu”. Ela foi publicada na época no New York Herald Tribune.É certo que o medo imperava mais no solo do que nas alturas, pois enquanto estes trabalhadores ganhavam o seu suado pão, lá em baixo milhões de desempregados passavam fome. Eram resquícios da crise financeira de 29.


Mensagem de Ano Novo de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

CONSULTÓRIO / GUICHET

AOS UTENTES DO SNS VERSÃO PSD/CDS/CAVACO

Abri um consultório informativo sobre a Implementação do novo modelo de taxas moderadoras na saúde, aberto a perguntas pertinentes. O serviço informativo é para já de graça.

Sabiam que:

Consulta médica sem a presença do utente - 3 euros
Interpretação:
Se pretende a prescrição de medicamentos de uso crónico, são 3 eurozinhos para o papel e para o tinteiro… se pretende falar com o seu médico de família por telefone ou por mail, desembucha os meus 3 eurozinhos, pra tornar o diálogo mais “produtivo”

Consulta de enfermagem nos Cuidados de Saúde Primários – 4 euros
Interpretação:
Avaliar as tensões arteriais fica por 0,8 euros, mas se deixar que a enfermeira se ponha a explicar factores de risco e outras coisas relativas às tensões, já estará na consulta e já sabe são 4 euritos. E as tensões vão subir…

Outros preços do mercado

Lavagem auricular -- 1,40 euros
Enema de limpeza -- 2,5 euros
Interpretação:
Convem ter em atenção a zona a enxaguar…

a continuar...

as organizações locais do PCP em luta pela Saúde (II)

Hospital de Lamego Fica Como Entreposto de Triagem à Beira da Auto-Estrada

Em coerência com a permanente preocupação de defender o serviço prestado às populações pelo Hospital de Lamego, e quando se aproxima a abertura das novas instalações do que devia ser o Hospital de Lamego, a Comissão Inter-Concelhia Lamego/Tarouca do PCP, pediu ao seu Grupo Parlamentar na Assembleia da República, que interpelasse o Ministério da Saúde sobre as valências e serviços que o novo Hospital irá acolher.
A resposta do Ministério chegou agora e o que respondeu é suficiente para nos deixar profundamente preocupados. Informa o Ministério, por exemplo, que o tão ansiado novo hospital deixa de ser um hospital de retaguarda, passando a ser um Hospital de Ambulatório, com graves prejuízos para o regime de internamento. Segundo o governo, como não podia deixar de ser, a medida justifica-se por questões económicas.
Confirmam-se assim os piores receios e as várias denúncias feitas pelo PCP desde o início deste processo: Lamego deixa de ter um Hospital Distrital ficando apenas com um entreposto de triagem à beira de uma Auto-estrada. Acabam-se as funcionalidades de um verdadeiro hospital, nomeadamente: os internamentos, a assistência a doenças crónicas, as urgências com apoio das especialidades ou a existência de camas destinadas a patologias do foro médico ou cirúrgico. Fica o chamado Hospital reduzido às funções de um Centro de Saúde: Consultas Externas, Tratamentos em regime de Ambulatório e Urgências asseguradas por Clínicos Gerais.

E o que é isto de regime de ambulatório?

- O Regime de Ambulatório não contempla a doença crónica, logo estes doentes terão que ser internados fora de Lamego (Vila Real). Tomamos como exemplo os idosos (que representam a maioria da população da região), se necessitarem de internamento por uma simples pneumonia, cirrose na fase aguda, AVC, ou outro problema, que hoje se trata em Lamego, terão de os procurar em outro lado.
- O Regime de Ambulatório não contempla a maioria dos problemas de pediatria da área médica e muitos dos problemas da área cirúrgica. Se o CHTMAD pode oferecer tantas especialidades de acompanhamento em consulta, porque é que não os pode articular de forma a darem apoio à Unidade Hospitalar de Lamego em regime de internamento? As crianças terão que ir para Vila Real, com todos os custos que isso implica (aumento do absentismo escolar, do absentismo dos pais ao trabalho e dificuldades de acompanhamento destes aos seus filhos durante o internamento, devido à distância e falta de transportes).
- Quando dizem que todas as especialidades se mantêm, é verdade, mas sem internamento para as situações que dele necessitarem. Nem tudo pode ser resolvido no ambulatório!!!
- Será que conseguem colocar em Lamego algumas especialidades que anunciam como estando presentes na consulta externa (ex: nefrologia e neurologia) se nem Vila Real as tem diariamente?
- Estão previstas 30 camas para cuidados continuados, mas nenhuma para patologias do foro médico ou cirúrgico, o que significa que o tratamento destes doentes terá que ser feito fora de Lamego (Vila Real).
- O Serviço de Urgência Básica (SUB) não contempla o apoio das especialidades (Medicina Interna, Cirurgia, Pediatria, Ortopedia, etc), logo não passa de um serviço com clínicos gerais para verem doentes que vêm de um Centro de Saúde onde já foram vistos por outros clínicos gerais, para depois serem transferidos para Vila Real e serem observados pelo especialista da área correspondente. Os doentes continuarão a andar a "passear" de ambulância!!!

Quanto à "muda" e "desaparecida" Comissão Local de Defesa do Novo Hospital, que reivindicava 150 camas, deixamos-lhe algumas perguntas: então as vossas preocupações com o Hospital só duraram até às eleições? Será que com a mudança de governo as 30 camas passaram a ser suficientes? Quais as acções reivindicativas que a alegada Comissão desenvolveu? Em que resultou o folclore montado por esta Comissão? Será que para o Sr. Presidente da Câmara Municipal o que era mau no Governo anterior, passou a ser bom com o Governo Social Democrata? Podemos concluir que o silêncio das autoridades locais significa concordância com esta situação.

Lamego, 30 de Dezembro de 2011

A Comissão Inter-Concelhia de Lamego/Tarouca do PCP

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

as organizações locais do PCP em luta pela Saúde



Elementos da Direção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP realizou uma ação de contacto com utentes, na entrada para as consultas do Hospital Padre Américo, em Penafiel, com o intuito de sensibilizar as pessoas para o aumento das taxas moderadoras, na terça-feira, dia 27 de dezembro.
Gonçalo Oliveira, membro da Direção Sub-regional do PCP, explicou a ação. “Estamos aqui no Hospital Padre Américo a entregar um documento que denuncia as graves consequências que as novas taxas moderadoras terão quer para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) quer para a própria saúde dos portugueses”, contou, acrescentando que se trata de “uma iniciativa integrada numa ação nacional do PCP de contacto e esclarecimento dos utentes dos hospitais e centros de saúde”.
O objetivo da ação foi “dizer às pessoas que o rumo que o governo está a querer levar ao SNS, a ser suportado por taxas que cada vez mais deixam de ser moderadoras para serem suporte e co-pagamento dos serviços de saúde prestados”, referiu Gonçalo Oliveira. Na sua opinião, trata-se de “um atentado ao direito à saúde dos trabalhadores e à própria Constituição da República, que consagra o princípio do tendencialmente gratuito”.
Para Gonçalo Oliveira, e falando em nome da estrutura regional do PCP, este aumento das taxas moderadoras faz parte de uma estratégia do governo “para que os privados tomem conta dos cuidados de saúde” e de “desmantelamento do Estado social”, apontando baterias a Paulo Macedo, ministro da Saúde: “É um homem da banca e que se preocupa com os números e não com as pessoas”.


Quanto se paga pelas novas taxas?


As taxas moderadoras das urgências hospitalares vão passar a custar a cada utente entre 15 e 20 euros e as dos centros de saúde aumentam de 3,80 euros para 10 euros, segundo uma portaria publicada a 21 de dezembro.
De acordo com a portaria, que entra em vigor a partir de 1 de Janeiro, acrescem a estes valores as taxas moderadoras por cada meio complementar de diagnóstico e terapêutica (MCDT) efetuado no âmbito da urgência, podendo o total chegar aos 50 euros, mas nunca ultrapassá-lo. Assim, o documento estipula para o serviço de urgência polivalente um aumento de 9,60 para 20 euros de taxa moderadora.
A portaria, que entra em vigor no dia 1 de Janeiro, estabelece que os desempregados com rendimento superior ao salário mínimo nacional vão começar a pagar taxas moderadoras. Também os reformados que recebam rendimentos acima dos 485 euros vão deixar de ter acesso gratuito aos cuidados do Serviço Nacional de Saúde.

a economia dia-a-dia

A QUEBRA NAS VENDAS DO COMÉRCIO NESTE NATAL PODE CHEGAR AOS 40%.

Os funcionários publicos perderão 17% em 2012 (174 euros por cada 1000 de salário) e os portugueses em geral vão perder 5,4% do rendimento real, a maior descida desde 1985 e o mais alto valor de toda a União Europeia

120.000 PORTUGUESES EMIGRARAM EM 2011, SOBRETUDO PARA A SUIÇA, ANGOLA E BRASIL, SENDO SOBRETUDO OS MAIS JOVENS E QUALIFICADOS.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

GENTE COM VOCAÇÃO



Chama-se Guilherme Aguiar. É uma figura pública, da advocacia, da política, do desporto, da comunicação social mediática. O vereador da Câmara de Matosinhos Guilherme Aguiar, eleito pelo PSD e cooptado pelo PS, estava com a cabeça em água enquanto procurava a carta que lhe faltava para completar o jogo de Solitário no seu moderno Ipad. Em plena sessão da Assembleia Municipal de Matosinhos.
Esta fotografia foi tirada dia 24 de Novembro (Dia de Greve Geral) e publicada no blog Um tal de blog.

POEMA

Soneto do Trabalho


"Das prensas dos martelos das bigornas

das foices dos arados das charruas

das alfaias dos cascos das dornas

é que nasce a canção que anda nas ruas.



Um povo não é livre em águas mornas

não se abre a liberdade com gazuas

á força do teu braço é que transformas

as fábricas e as terras que são tuas



Abre os olhos e vê. Sê vigilante

a reacção não passará diante

do teu punho fechado contra o medo.



Levanta-te meu povo. Não é tarde.

Agora é que o mar canta é que o sol arde

pois quando o povo acorda é sempre cedo"


ARY DOS SANTOS

a tecnologia de um novo iPad, ao serviço do memorando da troika

sábado, 24 de dezembro de 2011

a Grécia como lebre

Troika pressiona salários na Grécia

O Fundo Internacional Monetário, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu exigiram, dia 13, em Atenas, que o governo grego reduza o salário mínimo nacional de 751 para 450 euros.

A troika reclamou também a revogação do acordo alcançado no Verão entre o patronato e sindicatos, que prevê a manutenção do salário mínimo e actualizações salariais de 1,5 por cento desde Junho e de 1,7 por cento em 2012, abaixo da inflação que ronda os três por cento.


Pretendendo rebaixar os custos salariais por todos os meios, a troika pressiona ainda o governo helénico para que reduza drasticamente as contribuições patronais para a Segurança Social.


Em conferência de imprensa, o ministro grego do Trabalho, Iorgos Kutrumanis, afastou a hipótese de reduzir o salário mínimo nacional, afirmando que essa medida «está fora de qualquer discussão».

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

notícias da guerra social (III)

Limitação às horas extraordinárias nos cuidados primários de saúde compromete o funcionamento de consultas para Interrupção Voluntária da Gravidez

Sexta, 16 Dezembro 2011 10:02

Os cortes que o Governo impôs aos custos com trabalho extraordinário (fixados por despacho numa redução mensal, em média, de 10% comparativamente à despesa feita em período homólogo) levarão, como o PCP havia denunciado, a sérios constrangimentos no SNS, colocando mesmo em causa a universalidade do acesso.

Exemplo disso é o facto de neste momento, no Agrupamento de Centros de Saúde do Tâmega e Sousa, estarem em discussão várias medidas que visam adaptar os serviços de saúde à redução das horas extraordinárias em cerca de 40%, medidas que poderão colocar em causa o funcionamento das consultas de IVG.

Na ACES Tâmega II – Vale do Sousa Sul, o único Centro de Saúde que no Vale do Sousa realiza consultas para IVG contempla deixar de o fazer devido à esta limitação ao trabalho extraordinário.Esta situação, a concretizar-se, colocará em causa o direito da população daquela região aceder a este serviço, uma vez que o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa não tem capacidade de resposta a universo tão significativo.

A DORP do PCP denuncia o risco que existe de, por via dos cortes orçamentais impostos pela política de direita e a submissão ao Pacto de Agressão assinado com a troika, não assegurar o acesso de todos ao Serviço Nacional de Saúde e reclama uma inversão de políticas que garanta a universalidade do acesso à Saúde, exigindo para tal que se reforce o quadro de pessoal (médicos, enfermeiros, terapeutas e auxiliares).

Esta é uma situação que a DORP do PCP irá continuar a acompanhar, uma vez não ser admissível que por força de limitações orçamentais, se retirem as condições necessárias à implementação da Lei que levou à despenalização da IVG.~

O Grupo Parlamentar do PCP irá, ainda hoje, solicitar esclarecimentos ao Ministro da Saúde sobre a matéria.

Porto, 15 de Dezembro de 2011

O Gabinete de Imprensa da DORP do PCP

notícias da guerra social (II)

O pagamento das horas extraordinárias aos médicos do serviço público baixa a partir de Janeiro de forma significativa.

O único valor que se mantém refere-se á primeira hora de trabalho extraordinário das 8h ás 20 h em dia de semana e que é 25 por cento a mais.
Nesses mesmos dias, das 20 h ás 8 horas, o valor por hora extraordinária desce dos actuais 75 por cento para os 25 por cento. De segunda a sexta feira, a segunda hora e restantes de trabalho extraordinário entre as 8 horas e as 20 horas, desce de 50 por cento para 37,5 por cento e das 20h ás 8 horas de 100 por cento para 37,5 por cento.
Aos fins de semana e feriados, a primeira hora entre as 8 horas e as 20 horas é paga a 50 por cento (anteriormente 75 por cento), as restantes a 50 por cento (anteriormente 100 por cento). Das 20 horas ás 8 horas, em fim de semana e feriados, respectivamente 50 (anteriormente 125) e 50 (anteriormente 150)

A greve ao trabalho extraordinário está justificada. E a incorporação destes profissionais na luta mais geral.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

notícias da guerra social

A recente ofensiva das politicas de descaracterização do SNS (Serviço Nacional de Saúde) e de agravamento das condições de vida dos portugueses traduziram-se localmente em factos concretos.

Não por falta de profissionais mas numa estrita e condenável estratégia de redução dos custos sociais, o Governo PSD/CDS/ Cavaco /Carlyle, através das suas extensões e chefias intermediárias, decidiu alterar as condições de funcionamento dos SASU´s de Paredes e Penafiel, que funcionam aos Sábados, Domingos e Feriados.

ASSIM ONDE HAVIA UM FUNCIONAMENTO EM DOIS TURNOS DAS 9 HORAS ÁS 21 HORAS, TANTO EM PAREDES COMO EM PENAFIEL, passa a haver a partir de 1 de Janeiro:

Penafiel - 9 horas ás 16 horas (1 só turno)
Paredes - 13 horas ás 20 horas (1 só turno)

São assim evidentes as profundas insensibilidades sociais de quem nos governa. A população deixará de ter 10 horas de assistência médica de urgência nas duas unidades de saúde. Não serão fáceis nem plausíveis deslocações de utentes Paredes-Penafiel e Penafiel-Paredes.

Tem de crescer de Gandra a Rio Mau, de Aguiar de Sousa a Recesinhos, um movimento de opinião que trave estas medidas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

os passos trocados do coelho (IX)

Setembro de 2009 (em Jornal de Negócios)

O Grupo Carlyle irá analizar uma parte do seu fundo imobiliário CEREP III para investimentos em Portugal através de uma parceria com a empresa portuguesa Crimson Investment Management. Criado em 2007, com 2,2 mil milhões de euros, o fundo já investiu em França, Espanha, Alemanha e no Norte da Europa.

A sociedade portuguesa, liderada por Carlos Félix Moedas, ex-presidente da Aguirre Portugal, procura investimentos nas áreas dos escritórios, retalho, hotelaria e turismo residencial para um novo fundo do grupo Carlyle. Em Portugal está previsto um investimento da ordem dos 50 milhões de euros anuais ao longo dos próximos três anos, avançou Carlos Moedas.

Em Portugal, uma das últimas aquisições do grupo Carlyle foi o outlet Freeport, situado nas imediações dos terrenos do Campo de Tiro de Alcochete, onde será construído o futuro aeroporto de Lisboa. O investimento foi concretizado nove meses antes de o actual governo socialista ter abandonado a opção Ota para a localização do novo e polémico complexo aeroportuário.

Entre 1992 e 2005, o grupo Carlyle, foi liderado por Frank Carlucci, ex-embaixador dos Estados Unidos em Portugal, director-adjunto da CIA (1978-1981), Secretário-adjunto da Defesa (1981-1983), Conselheiro Nacional de Segurança (1986-1987) e Secretário da Defesa (1987-1989).Durante o consulado de Carlucci, ocuparam posições de relevo na companhia, na qualidade de “consultores séniores”, personalidades da alta roda da política e da finança global, como o ex-presidente dos EUA George H. W. Bush, o antigo primeiro-ministro britânico John Major, o antigo Secretário de Estado norte-americano James Baker, o antigo presidente das Filipinas Fidel Ramos, bem como Karl Otto Pöhl, antigo presidente do banco central da Alemanha (Bundesbank) e George Soros, bilionário gestor de “hedge funds”. Olivier Sarkozy, meio-irmão do presidente francês Nicolas Sarkozy, desde Março de 2008, co-preside e administra a divisão de serviços financeiros globais, criada após a eclosão da crise subprime. Todos são membros de poderosas organizações globalistas – como o Grupo Bilderberg, Council on Foreign Relations e Comissão Trilateral - que se caracterizam pelo secretismo e acesso restrito às elites que pretendem liderar a geopolítica e a economia mundial.

A Crimson Investment Management, fundada em Novembro de 2008, é dirigida pelo engenheiro civil Carlos Félix Moedas, que na última década enveredou pela gestão financeira, após um mestrado concluído em Harvard. No final do primeiro ano do Master and Business Administration, estagiou no banco de investimento Goldman Sachs, em Wall Street. No final passou a quadro da instituição, em Londres. Foi igualmente quadro do Eurohypo, banco alemão especializado em crédito hipotecário, nos escritórios da capital britânica. Em 2006, após 11 anos no estrangeiro, voltou para Portugal como director-geral da corretora imobiliária espanhola Aguirre Newman.

A Crimson é participada por investidores como Miguel Paes do Amaral, João Brion Sanches, Alexandre Relvas e Filipe de Botton, este último membro do grupo português da Comissão Trilateral, também conhecido pela designação Fórum Portugal Global.

Agora em 2o11...

O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro Carlos Moedas declarou ao Tribunal Constitucional quando tomou posse, 119 mil euros de rendimentos, dispondo de perto de 300 mil euros em carteiras de títulos, ações e fundos de investimento, e cerca de 76 mil euros em contas à ordem.
Carlos Moedas era administrador da Shilling Capital Partners e da Winworld e presidente do conselho de administração da Crimson Investment Managment, cargos que abandonou para ir para o Governo, encontrando-se ainda em (sic) "processo de alienação de todas as participações que tem naquelas empresas", num valor total de cerca de 75 mil euros.
Em 10 de Dezembro, na 4º Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, a Crimson, que era uma sociedade anónima detida pelo Moedas, Miguel Pais do Amaral, João Brion Sanches, Filipe de Button e Alexandre Relvas, passa a ser detida, em exclusividade pela esposa de Carlos Moedas. Moedas prova assim que é alentejano, sim senhor, mas não é burro. É simplesmente o ministro Carlyle.

HUMOR



domingo, 18 de dezembro de 2011

O CRASH DA VERDADEIRA BOLSA

A voz radiofónica da TSF afirma diariamente uma mesma lengalenga, algo como isto: “a Bolsa encerrou em alta, animada pelo resultados da EDP, …em Nova Iorque com o Dawn Jones a ganhar… e encerrou no vermelho…os títulos voltaram a ser bastante penalizados…a recuperar das fortes perdas com os investidores a acreditar…as acções tocaram um máximo histórico…com o principal índice, o PSI 20 a perder…a suspensão da negociação dos títulos…a tendência na Bolsa de Lisboa segue em linha com as Bolsas Europeias…”.

Várias vezes ao dia se repete a homilia das transacções bolsistas. Imagino que há quem dela tome boa nota. Como aqueles que apontam os números premiados da lotaria e pensam que assim têm mais hipóteses. É um carrocel onde gente sem rosto ganha e perde, numa improvável relação com a vida real e a economia. Dizem-me que se trata de gestão e valorização de activos e expectativas, mas sinto que é uma mera máquina de acumulação de capital e de triturar os pequenos aforradores. Mas poderei estar enganado.

Inventemos uma Bolsa de Satisfação Individual. Constituiria um registo / barómetro de expectativas e rendimentos. Substituamos por exemplo os valores das acções de instituições financeiras cotadas em Bolsa por rendimentos de funcionários públicos, associados a critérios de qualidade de vida. Um exemplo: o indicador da satisfação Individual dos médicos, a trabalhar com vínculo em funções públicas.

Ele estaria no presente por exemplo no indicador 3 em escala de 1 a 10, em que 1 é muito mau e 10 é muito bom. Acumularam-se as razões de perda ou penalização: foi o roubo de parte significativa do subsídio de Natal, foram as reduções administrativas de horas extraordinárias, foram as maiores deduções para a Caixa Geral de Aposentações e ADSE, foi o aumento do custo de vida não compensado por aumentos salariais ou progressão de carreiras. E não custa perceber a insatisfação nesta época natalícia.

Mas os ”investidores” (os médicos) já não acreditam no futuro próximo e esperam-se “mínimos históricos” no próximo ano com a supressão de dois salários mensais, redução do valor da retribuição mensal, menos incentivos relativos a produtividade, menos horas extraordinárias, horas extraordinárias não ou pior pagas, redução de incentivos á formação interpares. E se na escala estávamos no indicador 3 agora passaremos certamente para o indicador 1, que é um indicador de insatisfação total e de lamentável insuficiência de condições de sobrevivência com dignidade.

E assim se criássemos a dita Bolsa de Satisfação Individual teríamos em breve uma lengalenga radiofónica que diria: “a Bolsa de Satisfação Individual dos médicos com vínculos em funções públicas encerrou em baixa, atingindo níveis históricos, em linha com outras bolsas de outros sectores profissionais, com a suspensão da negociação colectiva a ditar essa evolução. As perdas foram tão grandes, que obrigou a suspensão da sessão. Admite-se o crash. Os serviços estão paralisados, o desemprego é enorme, assiste-se a uma grande desmotivação e indisciplina, com crescentes casos de corrupção e de não garantia de condições mínimas e legais de acessibilidade. Os quadros mais jovens abandonaram o País, e os com idade próxima da idade de aposentação abandonaram os serviços. As chefias intermediárias têm-se tornado inoperantes e tornaram-se mais sensíveis a apelos á demissão. A situação sanitária do País regrediu cerca de 30 anos.

Deixo aqui o aviso. Bom Natal.

cristianoribeir@gmail.com

Jerónimo de Sousa ao ataque

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Três Cantos: Canto Dos Torna-Viagem

a economia dia-a-dia

O PIB per capita português, ajustado à paridade do poder de compra, representa cerca de 80 por cento da média da União Europeia (UE) em 2010. No conjunto da Zona Euro apenas a Eslováquia e a Estónia têm um poder de compra mais reduzido.
Na comparação com os 27 Estados da UE, surgem nove países comm um poder de compra mais fraco que Portugal, entre os quais se incluem a Polónia, Letónia, Roménia, Lituânia ou Bulgária.

A taxa de poupança em Portugal ronda os 10%, mas deveria ser o dobro, para "garantir alguma solidez á economia de um país", segundo um estudo da Universidde do Minho

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

POEMA

EFICÁCIA

Um comunista nunca fala de ódio.
Palavras que não leva para casa:
vingança, violência, lucro, promoção,
destruição, solidão, desprezo, ira.

Por simples eficácia:
nada de peso inútil sobre os ombros.

Mário Castrim

MONDEGO - Daniel Pinheiro

a economia dia-a-dia

O tecnocrata primeiro-ministro de Itália Monti cria imposto sobre contas bancárias. Cada conta bancária à ordem de particulares vai pagar em 2012 um imposto de 34 euros e no caso das contas de empresas sobe para 100 euros.

Comentário: agora quando a receita for para Portugal, decidida por Passos, Gaspar e Moedas, será para as grandes empresas pagarem mais 3 euros e 40 cents, as PME 34 euros e os particulares 100 euros, ou até pode ser mesmo o salário mínimo.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

texto

Comemorações da República

Fantasmas do Centenário (4.ª Parte)
por César Príncipe



PERÍODO SPINOLISTA

Filho de António Sebastião Spínola, chefe de gabinete de Salazar e de Maria Gabriela Alves, doméstica, genro de um comandante-geral da GNR, António Spínola seguiu a carreira castrense. Germanófilo, integrou, como observador, a Divisão Azul, corpo de tropas nazis que participou na invasão da URSS/cerco de Leninegrado, 1941. Como oficial da GNR, intercambiou modelos e experiências de actuação com a Guardia Civil franquista. Foi comandante na Guerra Colonial em Angola (1961-1963), governador e comandante-chefe na Guiné-Bissau (1968-1973). Apercebeu-se de que o problema africano não tinha solução militar. Procurou substituir Américo Tomás, presidente da República, movendo os cordelinhos de uma operação sem dor. Tentou a mudança mínima, sempre no quadro do regime. Montou, para o efeito, uma máquina de pressão-persuasão, utilizando canais político-militares e de comunicação social. Escreveu um livro de advertência, Portugal e o Futuro, 1974. Mas o núcleo mais impermeável do regime não acolheu as recomendações da via spinolista da evolução na continuidade. Foi destituído de vice-chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

Com a Revolução dos Capitães, Spínola reentra, como actor principal, no palco do novo poder, a fim de o regular e controlar. O presidente do Conselho, Marcelo Caetano, refugiado no Quartel do Carmo, solicita a sua presença para o ritual de rendição. É-lhe confiada a presidência da Junta de Salvação Nacional. É nomeado presidente da República pela JSN. O general com guarda-roupa de generalíssimo procura liderar o processo, contendo a mudança nos limites de um golpe palaciano. Impõe igualmente reservas ao programa do MFA, censurando, entre outras expressões, os termos democracia e fascismo. E postula que, em vez de democracia política, se escreva acção do governo. Faz força para poupar a PIDE/DGS, contraria a independência das colónias, defendendo a totalidade intercontinental, empresta a sua capa a grupos económicos beneficiários e servidores da ditadura. Logo no dia 29 de Abril, recebe, na Cova da Moura, José Manuel de Mello, Ricardo Espírito Santo e Miguel Quina, um triunvirato de capitães da indústria e da finança. Com a sociedade civil em dinâmica emancipadora, o cabo-de-guerra sente o tapete a fugir debaixo das botas e conspira. Sob a sua égide, é desencadeada a intentona da maioria silenciosa de 28 de Setembro de 1974. Frustrado o levantamento, abandona o cargo de presidente da República, dois dias depois. Prossegue o reviralho na acção armada de 11 de Março de 1975. Falhado o putsch de Março, escapuliu-se para Espanha. Estende o mapa da conspiração, buscando suportes no Brasil, na Suíça, na Alemanha. É banido das Forças Armadas. Patrocina a criação do ELP/Exército de Libertação de Portugal, organização de cariz terrorista, chefiada por Barbieri Cardoso, subdirector da ex-PIDE/DGS. Tutela, de seguida, o MDLP/Movimento Democrático de Libertação de Portugal, com o mesmo programa. Ambas as organizações se treinam e acoitam na Espanha de Franco. Contam com cumplicidades militares, partidárias, empresariais, clericais. Mário Soares legendou a maquinação incendiária e sangrenta da extrema-direita como indignação genuína. Segundo revelação de Guenter Wallraff (Imprensa, Março de 2010), jornalista que o entrevistou, fazendo-se passar por traficante de armas, AS tencionava eliminar fisicamente os adversários. O saldo de terror aponta para mais de uma centena de atentados a instalações da Esquerda partidária, sindical, social, cultural, a residências e viaturas, bem como à embaixada de Cuba. Registaram-se quatro vítimas mortais (sindicalistas e funcionários diplomáticos).

Após o golpe de 25 de Novembro de 1975, AS é reintegrado nas Forças Armadas; dignificado como chanceler das Antigas Ordens Militares, condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, elevado à dignidade de Marechal. Mais recentemente, a pretexto do centenário do nascimento, que coincide com o da República, a Câmara de Lisboa, presidida pelo socialista António Costa engalanou uma avenida com o seu nome. À cerimónia presidiu Cavaco Silva, que considerou a homenagem um acto de grande justiça , ele que, enquanto primeiro-ministro, não considerou um acto de simples justiça atribuir uma pensão à viúva de Salgueiro Maia. Política de reabilitação de inimigos e infiltrados da Revolução e de ostracização de capitães e companheiros de Abril, na senda de Mário Soares, que também dá pela alcunha de socialista, ele, compagnon do general de pingalim, a quem forneceu retórica e cobertura nas conspirações e nas reparações. Assim se reintegra mais um Grande Português na normalidade democrática. Ele que só falou em abertura política na fase terminal da ditadura. Ele que só levantou a voz para que ouvissem a sua voz. Ele que nunca se incomodou com a maior silenciosa subjugada pelo fascismo. Ele que só descobriu o Bom Povo Português depois da revolução de Abril haver despertado o Mau Povo Português. Bom seria se porventura despertasse para defender as forças acobertadas atrás do general que olhava o povo de monóculo, que mirava o povo de binóculo, que observava o povo de telescópio.

SETEMBRO NEGRO

A maioria silenciosa do povo português terá de despertar e de se defender.
Reconhecimento da Independência da Guiné, Lisboa, 10/09/2011

Tde3 - No fim piano


ao vivo no Hardclub

estado do património histórico

"Na Praça Capitão Torres de Meireles, antiga Praça do Avelino, a norte, existe a casa então conhecida por Casa da Dona Guilhermina, nora de José Guilherme, esposa do seu filho Abel. Foi residência permanente do conselheiro.
" in: "José Guilherme Pacheco - Rei de Paredes", de António Carmindo de Sousa Maia.

(em blog aoencontrodopassado.blogs.sapo, do amigo Rafael Telmo)

Comentário:
Por que não a reconstrução/reabilitação de tal edificio? Será que o investimento público não se pode conciliar com o interesse privado?
CR

domingo, 11 de dezembro de 2011

HUMOR



(imagem tirado em samuel-cantigueiro.blogspot.com)



...eis a proposta de canção pedida por Samuel para ilustrar a Cimeira...

Peter, Bjorn & John - Young Folks

o salazarismo reencontrado

A amnésia do leão é a glória do caçador

Soube, com espanto, que a Universidade do Mindelo decidiu atribuir um doutoramento honoris causa ao Professor-Doutor Adriano Moreira, escolhendo para tal o dia 10 de Dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.
De acordo com o site da dita Universidade, farão o elogio e o apadrinhamento do homenageado dois respeitáveis cidadãos cabo-verdianos: Onésimo Silveira e Germano Almeida.
Não pondo em causa as qualidades académicas do Professor-Doutor Adriano Moreira, não posso deixar de pensar que conceder-lhe o Doutoramento Honoris Causa no Dia Internacional dos Direitos Humanos, tendo sido ele o autor da Portaria 18539, de 17 de Junho de 1961, que instituiu o Campo de Trabalho de Chão Bom – onde estiveram presos, em condições de inumanidade, mais de duas centenas de nacionalistas de Angola, Guiné e Cabo Verde – é, além de uma notável demonstração de humor negro, uma afronta à memória dos homens e mulheres que lutaram pela libertação dos seus países do jugo colonial português. Não se trata de perpetuar ódios, mas de respeitar a memória das vítimas.
No cemitério da Vila do Tarrafal permanecem ainda os restos mortais dos guineenses Cutubo Cassamá e Biaba Nabué, falecidos no campo a 12 e 24 de Novembro de 1962. Morreram também, em consequência da sua detenção no campo, os angolanos António Pedro Benge (13 de Setembro de 1962) e Magita Chipóia (13 de Maio de 1970). Muitos outros presos – alguns dos quais cabo-verdianos – vivem ainda as consequências dos maus tratos sofridos no campo mandado reabrir pelo agora homenageado no Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Estranho o menosprezo da Universidade do Mindelo pela história recente do seu próprio país. É certo que vivemos tempos de amnésia e indiferença, mas temo que um povo que ignora o seu passado ponha em causa o seu futuro.

Até por que, como lembra o provérbio africano, “enquanto o leão não escrever a sua História, a glória será sempre do caçador”.

(de Diana Andringa)



Adriano Moreira foi, como estamos lembrados (estaremos?..), «ministro do Ultramar» de Salazar e, enquanto tal, coube-lhe assinar a reabertura do Campo de Concentração do Tarrafal, para onde, desde logo, começaram a ser enviados militantes dos movimentos de libertação das colónias.
Têm razão, por isso, os antigos prisioneiros do Campo de Concentração ao manifestarem o seu repúdio pela cerimónia.
E tem razão o Presidente da Associação Cabo-Verdiana de Ex-Presos Políticos, Pedro Martins, ao considerar a distinção a Adriano Moreira «um insulto»; e ao afirmar que «a distinção é contra tudo o que lutámos para pôr fim ao regime colonial fascista».
Recorde-se que o Campo de Concentração do Tarrafal - que viria a ficar conhecido como Campo da Morte Lenta - foi criado em Abril de 1936 e inaugurado em Setembro do mesmo ano, essencialmente com presos da revolta da Marinha Grande e da revolta dos Marinheiros.
«Quem vem para o Tarrafal vem para morrer» - diziam os directores do Campo, Manuel dos Reis e João da Silva.
«Eu não estou aqui para curar doentes, mas para passar certidões de óbito» - dizia o médico do Campo, Esmeraldo Pais Prata.
Os 340 antifascistas que estiveram presos no Tarrafal somaram aí um total de dois mil anos, onze meses e cinco dias de prisão - e 32 deles, entre os quais o secretário-geral do PCP, Bento Gonçalves, foram friamente assassinados.
Em 1954, graças à luta do povo português e à solidariedade internacional, o fascismo foi forçado a encerrar o Campo, que reabriria em 1961 com patriotas dos movimentos de libertação das colónias portuguesas - desta vez por ordem do ministro Adriano Moreira, que agora vai ser Doutor Honoris Causa, pela Universidade do Mindelo...

(em cravodeabril.blogspot.com)

sábado, 10 de dezembro de 2011

PALÁCIO DA BREJOEIRA EM MONÇÃO





Foi erguido nos primeiros anos do século XIX, tendo as obras se prolongado até 1834. Embora não hajam provas evidentes sobre quem foi o autor de seu projeto, este tem sido atribuído a Carlos Amarante, à época, um dos mais importantes arquitetos em atividade no norte do país.
Pertenceu inicialmente a
Luís Pereira Velho de Moscoso, nascido em 1767. Não pertencendo à nobreza, Luís de Moscoso não podia construir um palácio com quatro torres e, para esse fim, pediu autorização ao rei para construir a terceira torre. As obras prosseguiram sob a direção do seu segundo filho, Simão (1805-1881).
Por volta de
1901, o palácio foi vendido a Pedro Maria da Fonseca Araújo, presidente da Associação Comercial do Porto, que lhe realizou amplas obras de restauro, quando enriqueceu o imóvel com uma capela palatina e um teatro, e empreendeu o revestimento das paredes do átrio e da escadaria com azulejos, a reforma dos jardins e do bosque, além da construção de um lago.
Encontra-se classificado como
Monumento Nacional desde 23 de junho de 1910.
Em
1937, o imóvel foi vendido a Francisco de Oliveira Pais, de Lisboa. Na década de 1960, por falência deste, o palácio foi adquirido pelo companheiro de sua filha, Feliciano dos Anjos Pereira, que fez construir uma moderna adega e, em 1977, lançou no mercado, com grande sucesso, uma marca própria, o vinho Alvarinho "Palácio da Brejoeira".
Atualmente o Palácio pertence a
Maria Herminia Oliveira Paes, em conjunto com os herdeiros de seu falecido marido Feliciano Pereira.
Em estilo
neo-clássico, apresenta planta em forma de "L". As suas quatro fachadas são limitadas por três torreões.
No seu interior encontram-se faustosos salões com valiosas
pinturas e frescos e distinta decoração, bem como uma capela e um teatro.
Está rodeado de frondosa mata e encantadores
jardins com magnólias e japoneiras.

O CRIMINOSO NO LOCAL DO CRIME – 2.ª parte

Definido o criminoso, vejamos porque se mantem no local do crime. Diz-nos Whitney:

"Papademos e Monti garantiram já que executarão fielmente os termos dos acordos com a Troika (União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu), embora as medidas de austeridade tenham falhado onde quer que tenham sido aplicadas.

O défice da Grécia aumentou durante os dois anos em que Papandreou aceitou seguir as políticas de camisa-de-forças da EU, pondo o país na via rápida para a falência. O desemprego disparou em agosto para uns 18,4 porcento, com uma subida de 2 porcento numa questão de meses. Mesmo assim, os líderes da EU mantêm-se teimosamente agarrados à política de estrangulamento económico. Por outras palavras: “Os castigos continuam até o moral melhorar”.

Em Itália, é mais do mesmo: políticas de contracção que apenas aprofundam a recessão e aumentam a miséria. O regime de austeridade não tem qualquer componente favorável ao crescimento, não há vestígio de estímulo keynesiano que se veja. Espera-se que a Itália mirre até ficar saudável, uma ideia que insulta a teoria económica básica e assusta a inteligência. Veja-se este excerto do New York Time s que descreve o programa de redução de custos italiano: “A legislação inclui a venda de $21 mil milhões de bens do Estado e o aumento da idade da reforma de 65 para 67 até 2026. Estabelece também as condições para a liberalização de leis restritas sobre profissões e trabalho, gradual redução da propriedade estatal de serviços locais e redução de taxas para empresas que empreguem jovens trabalhadores.” (New York Times). A quase-depressão na periferia dos EUA levou a um abrandamento nos países centrais e à expectativa de nova recessão.

Na semana passada, o FMI publicou um relatório para a conferência dos G-20 em Cannes dizendo:
“A recuperação continua em andamento lento nas maiores economias avançadas, com elevado risco de queda em recessão. A paralisia política e a incoerência contribuíram para aumentar a incerteza e para a perda de confiança e elevou a tensão do mercado financeiro, tudo isto o mais contrário ao reequilíbrio da procura e às perspectivas de crescimento global. Assim, a compreensão dos grandes desequilíbrios no interior dos países e entre eles assumiu redobrada importância. Os políticos precisam de actuar com maior sentido de urgência no alcançar um acordo sobre políticas que reduzam os desequilíbrios e estabeleçam as bases para a restauração da saúde da economia global.”
Enquanto o FMI está certo ao apontar para os enormes desequilíbrios de contas que estão na base da presente crise (e não as “despesas esbanjadoras” ou a “preguiça dos gregos”, como muitos crêem), os seus funcionários, enviados para Roma e Atenas para monitorizarem a execução, apenas estão a contribuir para o agitado ressentimento contra o FMI, o BCE e a Alemanha. Do mesmo modo, em termos práticos, cortar severamente a despesa pública no meio de uma depressão é apenas uma receita para o desastre, conforme o primeiro-ministro britânico David Cameron recentemente descobriu.

E agora o que se passa em Espanha, de acordo com o blog do Financial Times:
“A recuperação económica em Espanha chegou a uma completa paragem. De acordo com as primeiras estimativas pelo INE, o PIB espanhol real ficou constante no terceiro trimestre (0,8% em relação ao ano anterior), depois de crescer uns modestos 0,2% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior. O resultado foi menos mau do que o sugerido por indicadores como os PMI, mas choca em toda a linha com a estimativa inicial do Banco de Espanha. Nenhum corte na despesa está à vista nesta fase, mas suspeitamos que a contribuição positiva das exportações líquidas foi absorvida pela posterior contracção da procura interna. Como expectativa, receamos que a economia espanhola possa cair em recessão em breve, talvez tão breve como o corrente quarto trimestre. O nosso cenário de referência considera crescimento económico nulo em 2012. As perspectivas de agravamento da economia põe riscos significativos nos esforços de consolidação fiscal espanhola (“A Dor em Espanha”, FT.Alphaville)

Num relatório publicado segunda-feira, a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) confirmou que todas as maiores economias mundiais estão a caminho de um abrandamento. De acordo com a Reuters: “O CLI (composite leading indicator) principal indicador compósito da organização com base em Paris para os seus membros, caiu em setembro pelo sétimo mês consecutivo para 100,4… atingindo o valor mais baixo desde dezembro de 2009.”

Assim, a austeridade foi um fracasso. Políticas contracionistas levam a restrições e à recessão, não à expansão fiscal e à recuperação, como muitos conservadores pretendem. Em todos os casos, a austeridade só ajudou à pressão deflacionária, aumentou a confusão nos mercados de crédito e encolheu o PIB. Além disso, os políticos da UE recusam ajustar as suas políticas e assim jogam com os números. De facto, o BCE utiliza agora o seu programa de compra de obrigações como forma de chantagem para garantir que as suas ordens são rigorosamente seguidas. Caso de exemplo: o BCE interveio no mercado de obrigações sexta-feira (provocando a queda da taxa das obrigações italianas a 10 anos), depois de suspender a compra de obrigações durante dois dias inteiros durante os quais a taxa subiu acima de 7 porcento (níveis “insustentáveis”). A ausência do BCE do mercado criou uma atmosfera de crise que acabou por forçar Berlusconi a demitir-se e abriu caminho para o novo plano de austeridade no parlamento italiano.

Independentemente do que se possa sentir por Berlusconi, esta intromissão política é inaceitável. Mostra apenas que o BCE está preparado para usar o seu poder na imposição da sua própria visão política da Europa sobre os estados-membros e a forçar os políticos a obedecerem às suas ordens. O incidente faz lembrar uma citação de Meyer Rothschild:“Dêem-me o direito de emitir e controlar o dinheiro de um país e não me interessa quem o governa.” Os dirigentes políticos em toda a Europa começam agora a perceber o ominoso sentido das palavras de Rothschild. Cedendo o controle das suas moedas (e a faculdade de actuar como emprestador de último recurso), desistiram inadvertidamente da soberania.
Mario Draghi, um homem jamais eleito para cargos públicos, é agora presumivelmente o homem mais poderoso da Europa. Por enquanto, parece menos interessado na “estabilidade dos preços” ou na “transmissão da política monetária” do que na subversão do processo democrático e na condução de uma aberta luta de classes.

Então, para onde caminha a Europa?"

O CRIMINOSO NO LOCAL DO CRIME - 1.ª parte

Um artigo de Mike Whitney com o título “A Alta Finança Em Acção” diz-nos o seguinte:

“Na Grécia, em Itália, e à frente do BCE, vão surgindo homens de mão directamente ligados a Goldman Sachs, à Comissão Trilateral, ao Grupo Bildeberg”.

E mais adiante acrescenta:

“O primeiro-ministro grego Georgios Papandreou e o primeiro-ministro italiano Sílvio Berlusconi foram ambos forçados a sair e substituídos por representantes da alta finança. Mario Monti, que substitui Berlusconi, era antes presidente europeu da Comissão Trilateral e membro do Grupo Bilderberg. Encontra-se igualmente no quadro de consultores internacionais do Goldman Sachs. Lucas Papademos, que substitui Papandreou, era antes o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) e serviu como economista sénior no Banco da Reserva Federal de Boston em 1980. É igualmente membro da Comissão Trilateral desde 1998. Vale também a pena notar que o novo presidente do BCE, Mario Draghi, é curador da Brookings Institution, associada do Instituto de Política na Escola de Governação “John F. Kennedy” em Harvard, antigo membro do quadro de directores do Bank for International Settlements e antigo director do Goldman Sachs.

A banca global é um negócio incestuoso onde o pedigree é tudo. A história pessoal de cada um indica o seu empenhamento pelo sistema e se é ou não de confiança para aplicar as políticas que beneficiam directamente o capital financeiro. Este novo grupo de assim chamados “tecnocratas” vai usar o poder para impor severas medidas de austeridade com o objectivo de esmagar os sindicatos, desmantelar o sistema de pensões e privatizar os bens públicos. As suas políticas de aperto de cinto vão intensificar a recessão, reduzir os rendimentos do Estado, aumentar o desemprego e fomentar a intranquilidade social”

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

TRENT REZNOR & KAREN O Immigrant Song



Trent Reznor & Karen O
'Immigrant Song' dos Led Zeppelin
Banda Sonora de The Girl With The Dragon Tatto

Os “exemplos” da troika

Há países apontados como exemplos de uma política de austeridade que permitiria sanear a curto ou a médio prazo a economia e permitiria retomar o crescimento. Será que a “receita” inevitável do FMI, dos monopólios e das burguesias nacionais foi eficaz? Vejamos os casos da Letónia e da Irlanda.
A Letónia, o primeiro exemplo, tem 2 milhões de habitantes. Irá crescer quatro por cento em 2011. Teve uma queda do PIB entre 2008 e 2010 de 25 por cento. Os cortes salariais no sector público foram de 25 por cento, igualmente. Mesmo que se mantivesse o ritmo actual de crescimento só dentro de 6 anos a Letónia recuperaria o nível de 2007. O desemprego atinge os 16 por cento. Cinco por cento da sua população já emigrou, sobretudo jovens, e ao ritmo de 40 mil por ano.
A Irlanda, o segundo exemplo, tem 4,a milhões de habitantes. Aquele que já foi designado por “tigre celta” vê cerca de mil jovens irlandeses abandonar todas as semanas o seu país, onde o desemprego subiu de 6,5% para 14,4 por cento. Milhares de imigrantes polacos e checos regressam aos seus países de origem. O PIB decresceu 18 por cento em 2008. A procura interna diminuiu 29 por cento. 300.000 famílias estão impossibilitadas de pagarem as suas hipotecas pela habitação. Os custos salariais e outros custos laborais reduziram-se em dez por cento. O crescimento é insignificante este ano e estima-se de 2 por cento em 2012.
As receitas do FMI deixam os povos exangues. E Portugal? Segundo o Correio da Manhã, a média de emigrantes por dia desde 2009 e 2010 é de 408 portugueses. Alguém alertava que nos podemos transformar num enorme baldio de 92.090 km2. Sem deficite, sem dívida, sem vida. O caminho do desastre está á vista de todos.

há um socialista nesta sala!



Em Espanha como em Portugal...

Alves Redol - a vida e a obra



Vídeo sobre a vida e obra de Alves Redol, exibido na sessão de homenagem por ocasião do centenário do seu nascimento.

Literatura II



No passado dia 4 de Dezembro decorreu na sede da Junta de Freguesia de Parada de Todeia (Paredes) o lançamento de uma obra literária de Nuno Silva intitulada “Flor de Espinhos”.
Foi um dia de muitos espantos: pela obra, pelo autor, pela presença da comunidade.
A obra poética surpreende pela sua singular maturidade em autor tão jovem, ainda aluno do Secundário. É inabitual um jovem ousar escrever em poesia e expressar ideias e sentimentos que são óbvio tumulto interior. A comunidade local que o conhece desde pequeno, que o acompanhou no seu desenvolvimento e nas suas dificuldades, quis estar presente para lhe expressar orgulho e lhe dar força para o percurso seguinte. E centenas encheram o salão de festas da Junta de Freguesia. Foi emocionante.

Para ilustrar, um poema do Nuno:

Teoria da Ignorância Eterna

Vida – Um domínio não matemático,
Um código minuciosamente encriptado;
um constante enigmático,
dilema que enlouquece o sábio

Chave de muitas portas, fechadura rara.
Definição indefinida, no dicionário inexistente.
Tempo limitado para resolver a questão épica
Neste jogo de valores, escolhe primeiro a tua ética

Um poema inacabado, de essência incompleta.
Tinta esgotada, palavras escassas.
Certezas certas não as há.
A única verdade é,
a aurora da alma , e o ocaso dela mesma

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Death Cab For Cutie - Home Is A Fire

HUMOR




Os desenhos de Henrique Monteiro (em blog henricartoon)

e esta?

A carta da Caixa Geral de Depósitos, publicada no Avante! de 30 de Novembro de 2011 é exemplar. Dirigida pelo banco público a um seu cliente, com conta e negócio na Zona Franca da Madeira, ela afirmava que “decorrente da previsível alteração em 31 de Dezembro de 2011, do regime legal que regula a Zona Franca da Madeira”, as suas contas serão transferidas para a sucursal Cayman, mantendo as condições contractuais actualmente em vigor, quanto à titularidade, movimentação, taxa de remuneração, cálculo e pagamento de juros, isenção de tributação sobre os juros, “etc, etc.
A banca pública mostra assim como trabalha para defender depósitos em paraísos fiscais, com isenções de impostos, no silêncio pouco discreto (ao que se vê) dos negócios de fuga de capitais, com a cumplicidade de governantes mais ou menos atapetados (ou apatetados?).
Que os privados o façam, é a guerra do gato e do rato. Afinal Cayman não é Cabo Verde, e sabemos todos por onde anda Dias Loureiro e quejandos. Agora em tempos de austeridade, e ajustamento orçamental, o banco público sugerir a fuga aos impostos, disponibilizando o seu know- how, já parece “interessante”. Vou já falar com o meu gestor de conta!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

a economia dia-a-dia

Mais de metade dos desempregados contabilizados pelo INE não recebem prestações de desemprego. Só 290 mil dos 689.600 desempregados o recebem. As novas regras de permanência no subsídio de desemprego ditam o fim desta prestação para muitos portugueses.

Os enfermeiros emigram crescentemente. Há elevado nível de desemprego e a generalização da precariedade. Um em cada 5 profissionais está desempregado e a precariedade atinge 45 por cento da classe. Espanha, Inglaterra, Suiça, França e Canadá foram os principais destinos de eleição dos 873 enfermeiros que sairam de portugal em 2008, 2009 e 2010.

eleições

Legislativas na Rússia

Comunistas aumentam número de mandatos em 61 por cento

O Partido Comunista da Federação Russa (PCFR) conquistou 92 mandatos no parlamento do país. O resultado das legislativas deste domingo representa um crescimento de 61 por cento no número de mandatos face ao sufrágio realizado em 2007, já que na altura o PCFR ficou com 57 deputados.

Apesar do aumento da influência eleitoral do partido se ter traduzido numa presença reforçada no hemiciclo federal russo, e dos comunistas se terem consolidado, neste aspecto, como a segunda força política do país, o PCFR qualificou a consulta como «absolutamente ilegítima, tanto do ponto de vista do direito, como do ponto de vista moral e ético».

Em conferência de imprensa, a direcção comunista, citada pela Lusa, acusou o partido Rússia Unida, de Vladimir Putin e Dmitri Medevedev, de se ter «apoderado de 12 a 15 por cento dos votos» face a uma «derrota demolidora».

Na ocasião, o PCFR apelou ainda a todos os partidos da oposição para que concentrem apoios na candidatura de Guennadi Ziuganov, presidente do partido, à presidência da Rússia. As eleições para o cargo realizam-se em Março do próximo ano.

Literatura I


Sugestão de leitura

«Claraboia é a história de um prédio com seis inquilinos sucessivamente envolvidos num enredo. Acho que o livro não está mal construído. Enfim, é um livro também ingénuo, mas que, tanto quanto me recordo, tem coisas que já têm que ver com o meu modo de ser.» José Saramago

Claraboia é um livro de Saramago escrito em 1953, publicado agora e que tem os traços de uma iniciação criativa. O autor constrói uma história, ou melhor, um mosaico de histórias banais, onde se descobre a inquietação, o desejo, a esperança, a sobrevivência. São seres humanos limitados pelo seu contexto, muitas vezes resignados e abúlicos mas outras vezes interagindo no presente em busca de um futuro. É livro datado, mas nem por isso menos interessante.

CR

avante!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

HUMOR



Seguro já dança, a valsa é mais a seu jeito

Seguro está contente, felicidade seria ter votado a favor ao lado de Luís Montenegro do PSD e de Nuno Magalhães do CDS, mas alguns dos seus pares ameaçaram partir a loiça. Não festejou no hemiciclo mas festejou fora dele com o jantar a dois e um passo de dança que não foi de tango mas foi de valsa.

Quem não achou piada à festarola foi Isabel Moreira, naquela bancada com o estatuto de independente, mandou às urtigas a disciplina de voto, continuou a afirmar que os cortes são inconstitucionais e votou contra.

As contas ajustam-se mais lá para a frente, até lá siga a dança

(em salvoconduto.blogs.sapo.pt)

Silvio Rodríguez - Concerto completo em 10-sept-2010



Silvio Rodríguez - En Concierto 10-sept-2010 (Concierto Completo)
Intro -- Trio Trovarroco 0:01
En el Claro de la Luna 2:42
Santiago de Chile 7:38
Carta a Violeta Parra 13:22
Sueño con Serpientes 18:30
El Papalote 24:18
La Gaviota 30:15
Canción del Elegido 35:10
El Necio 39:07
Cita con Angeles 43:58
Pequeña Serenata Diurna 50:25
El Escaramujo 55:20
Oleo de Mujer con Sombrero 1:01:24
Quien Fuera 1:04:48
Días y Flores 1:09:30
Sea Señora 1:14:22
La Maza 1:17:55

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Shona Foster - Bad Intentions

Viva a Grande Revolução Socialista de Outubro!



Dezenas de comunistas reuniram, em Penafiel, no Centro de Trabalho do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP para comemorar o nonagésimo quarto aniversário da Revolução Socialista de Outubro.

Gonçalo Oliveira, membro da DORP (Direcção da Organização Regional do Porto) do PCP, proferiu um discurso que pretendeu enaltecer uma data que faz parte da identidade dos comunistas, pois trata-se de um acontecimento que abriu caminho à construção de um projecto de eliminação de todas as forças de exploração, uma sociedade sem classes sociais. Lembrou que, as dramáticas derrotas do socialismo e o desaparecimento da URSS não anulam a grandeza do ideal comunista, sendo necessário não apenas não esquecer mas valorizar, aprendendo com as lições da experiência, nos erros e nos êxitos, retirando ensinamentos para a intervenção dos comunistas na actualidade.

OS BARQUINHOS DO MEU AMIGO FERNANDO PAIVA LEAL (V)



O QUEEN ELIZABETH EM LEIXÕES

No passado dia 25 de Novembro, pelas 8.30 horas, entrou no porto de Leixões, naquela que seria a sua primeira escala e a estreia do seu armador neste porto, o navio de cruzeiros Queen Elizabeth, da Cunard Cruises, tendo partido pelas 16.30 horas desse mesmo dia. Com esta escala assistiu-se, igualmente, ao estabelecimento de um novo recorde, que até essa data era detido pelo Arcadia, da P&O.
O navio, imponente nas suas 90 900 toneladas, com 294 metros de comprimento fora a fora e 265.40 entre perpendiculares, 32.30 metros de largura e 7.90 de calado, atracou no novo cais recentemente inaugurado no molhe sul de Leixões.
Navega a uma velocidade de 23.70 nós. Tem o nº IMO 9477438 e código de chamada QNPQ3 e está registado em Hamilton, nas Bermudas.
Sucessor do Queen Elizabeth 2, agora estacionado no Dubai, e irmão do Queen Victoria, ligeiramente mais pequeno, construído pelo mesmo estaleiro e entregue à Cunard em 11 de Dezembro de 2007, é a mais moderna unidade integrada na frota deste armador.
Construído nos estaleiros italianos Fincantieri, de Monfalcone, próximos de Veneza, na Itália, com o número de estaleiro 6187, teve a sua quilha assente em 11 de Dezembro de 2008, sendo lançado à água em 5 de Janeiro de 2010 e foi entregue em Outubro, entrando em Southampton no dia 8 desse mês e ocorrido a cerimónia do seu baptismo no dia 11.
A cerimónia do baptismo constituiu um momento histórico, como o definiu a Cunard, pois foi a segunda vez que a Rainha de Inglaterra procedeu ao baptismo de um navio com o seu próprio nome, sendo este o terceiro navio a ostentá-lo. O evento decorreu em ambiente festivo, com o terminal que acolheu o navio engalanado para a cerimónia abrilhantada pelo coro e a orquestra sinfónica de Bornemouth e a fanfarra de trompetistas da Guarda Irlandesa. O acontecimento foi mostrado em directo aos inúmeros curiosos por meio de ecrãs gigantes espalhados pelos cais.
Os espaços públicos distribuem-se pelos conveses superiores e pelos conveses 2 e 3, neles se compreendendo o Grand Lobby, o coração do navio, uma biblioteca com 6000 volumes, para além de ginásios, Spa & fitness, restaurantes, bares e um teatro, para além de um casino e duas salas do Commodore Club, o Admiral's Lounge, usado para reuniões e para festas privadas e o Churchill's, espaço destinado a fumadores. No que respeita a alojamentos, o navio conta com 1046 cabines, das quais 85% são exteriores, 75% das quais têm varandas, transportando 2092 passageiros e 1003 tripulantes.
Na decoração dos espaços procurou-se combinar a modernidade com o charme próprio dos anos 1930 e 1940, usual nos navios da Cunard.
Espera-se uma nova escala deste navio em 23 de Dezembro.

AGENTES PROVOCADORES







ou o GOVERNO perdeu a cabeça?

domingo, 4 de dezembro de 2011

zulya and the doch gypsy orchestra - kocsmaba



a cantora russa (do Tartaristão) ZULYA KAMALOVA e a DOCH GYPSY ORCHESTRA, em Brisbane (Austrália)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

poemas

LAVOISIER

Na poesia,
natureza variável
das palavras,
nada se perde
ou cria,
tudo se transforma:
cada poema,
no seu perfil
incerto
e caligráfico,
já sonha outra forma.

Carlos de Oliveira



SONETO IMPERFEITO DA CAMINHADA PERFEITA

Já não há mordaças, nem ameaças, nem algemas
que possam perturbar a nossa caminhada,
em que os poetas são os próprios versos dos poemas
e onde cada poema é uma bandeira desfraldada.

Ninguém fala em parar ou regressar,
ninguém teme as mordaças e as algemas.
- O braço que bate há-de cansar
e os poetas são os próprios versos dos poemas.

Versos brandos... Ninguém mos peça agora.
Eu já não me pertenço: sou da hora.
E não há mordaças, nem ameaças, nem algemas

que possam perturbar a nossa caminhada,
onde cada poema é uma bandeira desfraldada
e os poetas são os próprios versos dos poemas.


Sidónio Muralha

iniciativa /convite

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

filme - sugestão

A PROFESSORA DE PIANO, do austríaco Michael Haneke, é um filme de 2001, denso, perturbador, que deixa o espectador num incómodo profundo. Mas é sobretudo uma grande obra de arte.



o roubo continua!

As novas taxas moderadoras da Saúde a vigorar em 2012 poderão ter aumentos de 50%. O governo Cavaco/PSD/CDS espera arrecadar 100 milhões de euros. A urgência hospitalar pode atingir os 14 euros. Os portugueses são os que mais pagam com a saúde na União Europeia.