Um artigo de Mike Whitney com o título “A Alta Finança Em Acção” diz-nos o seguinte:
“Na Grécia, em Itália, e à frente do BCE, vão surgindo homens de mão directamente ligados a Goldman Sachs, à Comissão Trilateral, ao Grupo Bildeberg”.
E mais adiante acrescenta:
“O primeiro-ministro grego Georgios Papandreou e o primeiro-ministro italiano Sílvio Berlusconi foram ambos forçados a sair e substituídos por representantes da alta finança. Mario Monti, que substitui Berlusconi, era antes presidente europeu da Comissão Trilateral e membro do Grupo Bilderberg. Encontra-se igualmente no quadro de consultores internacionais do Goldman Sachs. Lucas Papademos, que substitui Papandreou, era antes o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) e serviu como economista sénior no Banco da Reserva Federal de Boston em 1980. É igualmente membro da Comissão Trilateral desde 1998. Vale também a pena notar que o novo presidente do BCE, Mario Draghi, é curador da Brookings Institution, associada do Instituto de Política na Escola de Governação “John F. Kennedy” em Harvard, antigo membro do quadro de directores do Bank for International Settlements e antigo director do Goldman Sachs.
A banca global é um negócio incestuoso onde o pedigree é tudo. A história pessoal de cada um indica o seu empenhamento pelo sistema e se é ou não de confiança para aplicar as políticas que beneficiam directamente o capital financeiro. Este novo grupo de assim chamados “tecnocratas” vai usar o poder para impor severas medidas de austeridade com o objectivo de esmagar os sindicatos, desmantelar o sistema de pensões e privatizar os bens públicos. As suas políticas de aperto de cinto vão intensificar a recessão, reduzir os rendimentos do Estado, aumentar o desemprego e fomentar a intranquilidade social”
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