A transmissão de dados (ao que parece a mais) sobre três cidadãos russos à respetiva embaixada fez os media e respetivos comentadores quase entrarem em histeria. A direita então nem se fala, ou não fosse: "A Rússia é o inimigo!".
Esta agitação tem muito de hipocrisia, ignorância ou
má fé. Nada se sentiram incomodados quando foram fornecidos à
embaixada de Israel dados sobre elementos da manifestação contra a
repressão de Israel sobre o povo palestiniano. Nem então nem agora o assunto
foi sequer aflorado.
Recentemente
foi revelado em certos media na
Alemanha e Dinamarca sobre espionagem americana a líderes
europeus. Biden está pessoalmente implicado no escândalo. A Agência
de Segurança Nacional dos EUA espiava telefonemas e e-mails de outros
governos europeus, o que se passava também no governo de Obama, no
qual Biden foi vice-presidente.
Isto mostra como os países europeus
são tratados como meros subordinados dos ditames de
Washington. E assim a hostilidade dos Estados Unidos
na renovada Guerra Fria contra a Rússia e a China é refletida
inquestionavelmente no bloco europeu. Estes mais
recentes relatórios acrescentam credibilidade ao
que anteriormente tinha sido revelado por Edward Snowden, sobre a espionagem
dos EUA aos líderes europeus
O que nos leva a pensar: se isto se passa com
governantes, o que dizer do cidadão comum em que estejam interessados? Mas
este escândalo nem sequer mereceu uma palavra aos
"comentadores".
Outra questão que nada moveu os "puritanos"
da democracia e direitos humanos. Alguém ouviu falar nas eleições que
se realizaram na Síria? Não. Porém, as eleições
presidenciais da Síria em 27 de maio, foram um sucesso num
cenário de 10 anos de guerra brutal e implacável imposta pelos EUA e
outros países da NATO.
Após uma década de horrores cometidos
por mercenários e terroristas implantados secretamente pelas potências
ocidentais, bem como a agressão aberta das forças militares da NATO e
Israel que atacam ilegalmente o país e da guerra de sanções económicas, o
povo da Síria permanece desafiador e independente.
O presidente Bashar al-Assad foi reeleito para um
quarto mandato de sete anos depois de obter 95 por cento dos votos
expressos. É impressionante e isto refuta completamente a
narrativa ocidental que descreve Assad como um “tirano”.
Apesar de todas as dificuldades, o povo sírio
compareceu em massa para votar em 27 de maio. A participação foi de mais
de 78%, com mais de 14 milhões de votos expressos num eleitorado elegível de 18
milhões.
Os governos ocidentais e os media servis não
conseguem demonstrar as suas teses face ao épico desafio popular às
suas nefastas intrigas pela "mudança de regime" na Síria. Daí o
silêncio total dos media sobre o resultado da eleição.
O grande número de pessoas comparecendo para
votar e as subsequentes cenas de júbilo em toda a Síria
contam uma história que confunde a propaganda ocidental e expõe a
criminalidade das potências da NATO. A nação síria escolheu
o seu presidente - novamente.
O mesmo silêncio vergonhoso já
acontecia quando o exército sírio libertava cidades e vilas de
terroristas apoiados pelo Ocidente. Quando as pessoas saíram para saudar os
libertadores do exército sírio, a realidade foi simplesmente
ignorada, apesar de ter sido dito que o exército sírio e seus aliados
russos cometiam massacres contra “rebeldes” e populações civis.
Nenhum meio de comunicação ocidental fez o mesmo para
relatar como os sírios se sentem por serem libertados e por terem suas vidas
pacíficas restauradas. Isso porque os sírios elogiariam a liderança de Assad, a
coragem do exército e a ajuda crucial da Rússia, Irão e
Hezbollah. Por outras palavras, as mentiras do Ocidente seriam
demolidas pela verdade e, portanto, os media são obrigados a
ignorar e manter o silêncio.
Para todos que mo mundo desejam justiça e paz e a
derrota do imperialismo, a vitória da eleição na Síria é um dia glorioso para
comemorar.