Tiago Mota Saraiva / Alexandre Esgaio
um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA
segunda-feira, 29 de abril de 2013
balanço de um congresso inútil
esquecendo a exigência de eleições antecipadas
com o fruto apodrecendo
mantendo as ilusões de uma alternância com viabilidade
gritando a oposição, a indignação
deixando que o fruto apodreça
disciplinando a voz da rua
aproveitando os ventos do medo e da resignação,
prometendo números, um outro EXCEL,
uma austeridade menos cruel
falando grosso, histriónico, sozinho,
maioria absoluta, como sempre
sócrates regressado, vieira da silva regressado,
santos silva regressado, mais lino, mais paulo campos, mais
a unidade dos que sempre estiveram unidos
mais do mesmo, PS,
socialismo histórico, na gaveta, á portuguesa, seguro,
segurinho
o fruto apodrecendo.
CR
sexta-feira, 26 de abril de 2013
O PSD, UM PARTIDO INIGUALÁVEL
A saga Mota em Lordelo mereceria um guião apropriado a uma telenovela popular. O Joaquim Mota, presidente da Junta de Freguesia, retirou a confiança política e os pelouros que detinha no Executivo a José Mota, seu irmão, membro do Executivo da Junta. Tudo isto porque o Mota (José) faltou á sessão da assembleia de freguesia de Lordelo, no que é reincidente, e ao mesmo tempo promoveu á mesma hora do mesmo dia uma iniciativa de passeio e visita aos moinhos intitulada “Caminha com Liberdade”. O Mota (Joaquim) repudiou a atitude do irmão, este em rota de colisão com o restante executivo da junta de freguesia, desde a escolha para candidato á presidência da Junta pelo PSD. Ambição de José a que se opôs Joaquim, preferindo um funcionário da Junta que não é Mota, mas sim Serra.
Assim Lordelo, cidade importante, arrisca-se a ter, em vez de um mastro, um Serra, pupilo de Mota, seu alter ego… Mas Joaquim, que se queria vereador da Câmara há 4 anos, terá de lutar agora, porque no caminho com liberdade encontrará outros … Motas e muitos outros…com coragem de o enfrentar.
CR
grafismos e comentários oportunos
"Até os cravos se assustaram e tentaram afastar-se quando Cavaco Silva cuspiu sobre a democracia." (em salvoconduto.blogspot.pt)
«Cavaco Silva e Passos Coelho fecham os palácios durante o 25 de Abril. A prática democrática criou visitas aos jardins, mas agora nada. Alega-se manutenção dos canteiros para ninguém ver o que lá vai: o clientelismo, a desumanidade, o oportunismo, a mediocridade e outras réplicas da actual política»
O Jardim das Notícias, de Victor Moura-Pinto
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Mais aldrabices do Banco Central Europeu para encobrir Merkel
Há alguns dias publiquei um artigo mostrando como o presidente do Banco Central Europeu havia apresentado aos líderes europeus dados sobre a evolução da produtividade e dos salários em diferentes países que estavam manipulados ou manifestavam uma tremenda falta de conhecimentos de questões económicas básicas ( Las trampas de Draghi para bajar salarios ). Qualifiquei esse facto como uma aldrabice, porque dessa forma se confundiam as pessoas para poder levar por diante propostas que não têm nenhum outro fundamento a não ser a ideologia neoliberal de quem as propõe.
Agora temos novamente que denunciar outra publicação do Banco Central Europeu cujos resultados confundem a população e são difundidos para ajudar a política reaccionária da Sra. Merkel e seu governo, determinados a justificar a sua guerra económica contra a Europa dizendo aos seus compatriotas que a negligência dos países do Sul da Europa obriga as famílias alemãs, que são as mais pobres, a pagar os seus excessos.
Diversos meios de comunicação tão influentes como The Wall Street Journal, Financial Times e o Frankfurter Allgemeine têm reproduzido nos últimos dias um trabalho publicado pelo Banco Central Europeu na revista Statistics Paper ( "The Eurosystem Household Finance and Consumption Survey, Results from the First Wave" ) em que se quantifica a riqueza das famílias dos países europeus mostrando que a das alemãs é menor do que a dos outros países da periferia europeia.
Os títulos destes artigos são significativos: "Ricos cipriotas, pobres alemães" Reiche Zyprer, arme Deutsche ), em Frankfurter Allgemeine ; "Os mais pobres da Europa? Olhe para o Norte." ( Europe's Poorest? Look North ) em The Wall Street Journal; ou " Os pobres alemães cansados de resgatar a zona euro "( Poor Germans tire of bailing out eurozone ) no Financial Times.
Mas este estudo que serve para proclamar aos quatro ventos como é injusto que sejam precisamente os alemães a pagar a dívida destes países que têm famílias mais ricas, tem truque. Como acabam de demonstrar os pesquisadores Paul De Grauwe e Juemey Ji num artigo publicado no Social Europe Journal ( Are Germans Really Poorer Than Spaniards, Italians And Greeks? ), os dados que o Banco Central Europeu apresenta neste estudo não permitem tirar semelhantes conclusões, porque se referem à mediana da riqueza das famílias estudadas e não à riqueza média.
Para aqueles que não estão habituados a estes conceitos, mostrarei a diferença com um exemplo simples.
Suponhamos que se trata de comparar a riqueza das famílias de dois países A e B e que a riqueza das cinco famílias do país A é 12, 13, 14, 15, 16 e a das famílias do país B é de 7, 8, 9, 10, 71.
A mediana é o valor da variável que tem acima e abaixo o mesmo número de observações. Assim, no país A a riqueza mediana seria 14 e no país B seria 9.
Vejamos porque é incorrecto dizer que as famílias do país A são mais ricas do que os do B, ou que o país A é mais rico que o B.
Se em lugar da mediana tomarmos a média (média das observações, ou seja, o resultado da divisão do valor total pelo número de famílias) conclui-se que a riqueza familiar média no país A é 14, enquanto nas famílias do país B é 21.
O que aconteceu é lógico: a mediana "escondeu" a grande riqueza que se acumula na quinta família do país B.
Este simples exemplo permite verificar, portanto, que o que importa não é a mediana (neste caso, da riqueza), mas sim ter em conta a diferença que há entre a mediana e a média porque essa diferença é que indica o grau de desigualdade entre as variáveis observadas.
No exemplo, vê-se claramente que o país B que aparece como mais pobre se a riqueza for medida pela mediana, é na realidade muito mais rico.
No seu comentário ao estudo do BCE, de Grauwe e Ji mostram que, se se levar em conta a desigualdade, os resultados a que se chega são outros. Assim, provam que a diferença entre a riqueza dos 20% das famílias mais ricas e os 20% das mais pobres é 149 para 1, na Alemanha, uma desigualdade entre dez e quinze vezes maior do que a registada em Espanha, Itália, Grécia ou Portugal, por exemplo.
Portanto, não se pode dizer, como se faz, que as famílias alemãs, como um todo, são mais pobres do que as dos outros países. Ao dizer isso, está-se a esconder que na Alemanha a riqueza das famílias está muito mais concentrada que nos outros países e que uma pequena parte das famílias, os muito ricos, detém a maior parte da riqueza.
Além disso, de Grauwe e Ji indicam que observar apenas a riqueza das famílias, quando se pretende tirar conclusões sobre como é injusto um país resgatar outro, também não é muito adequado. Afirmam, justamente, que se deveria levar em conta, para além da riqueza das famílias, aquela que detêm as empresas e o governo.
Acontece que na Alemanha a parcela da riqueza total que corresponde às famílias, em relação à das empresas e do sector público, é menor que em outros países europeus.
e a riqueza for vista como um todo, e não apenas na família, por exemplo, através do stock de capital per capita, acontece que a da Alemanha é quase o dobro da que corresponde a países como Espanha, Grécia, Portugal, Irlanda e até Itália.
Em suma, mais uma vez o Banco Central Europeu engana, difundindo uma visão parcial da realidade, que é usada pelos grandes meios de comunicação para apoiar a estratégia do governo alemão, orientada para favorecer cada vez mais as suas grandes corporações e bancos.
O BCE é um instrumento dos grandes grupos empresariais e financeiros da Europa, cujo melhor representante político é o actual governo alemão, e neste momento isso é demonstrado pela ajuda na ocultação de que o que acontece na Alemanha não é que o país como um todo, ou todas as suas famílias, estejam a empobrecer por causa dos países do Sul. É outra coisa: há cada vez mais famílias alemãs a empobrecer, mas porque a riqueza se concentra em cada vez menos ricos alemães. Alemães ricos, que também o são devido à pilhagem que as suas empresas e bancos, com a inestimável ajuda do Banco Central Europeu, efectuam nos países do Sul.
Merkel e o seu governo são não só o inimigo número um da Europa como também da imensa maioria dos alemães.
(Juan Torres López, em blog resistir.info)
Agora temos novamente que denunciar outra publicação do Banco Central Europeu cujos resultados confundem a população e são difundidos para ajudar a política reaccionária da Sra. Merkel e seu governo, determinados a justificar a sua guerra económica contra a Europa dizendo aos seus compatriotas que a negligência dos países do Sul da Europa obriga as famílias alemãs, que são as mais pobres, a pagar os seus excessos.
Diversos meios de comunicação tão influentes como The Wall Street Journal, Financial Times e o Frankfurter Allgemeine têm reproduzido nos últimos dias um trabalho publicado pelo Banco Central Europeu na revista Statistics Paper ( "The Eurosystem Household Finance and Consumption Survey, Results from the First Wave" ) em que se quantifica a riqueza das famílias dos países europeus mostrando que a das alemãs é menor do que a dos outros países da periferia europeia.
Os títulos destes artigos são significativos: "Ricos cipriotas, pobres alemães" Reiche Zyprer, arme Deutsche ), em Frankfurter Allgemeine ; "Os mais pobres da Europa? Olhe para o Norte." ( Europe's Poorest? Look North ) em The Wall Street Journal; ou " Os pobres alemães cansados de resgatar a zona euro "( Poor Germans tire of bailing out eurozone ) no Financial Times.
Mas este estudo que serve para proclamar aos quatro ventos como é injusto que sejam precisamente os alemães a pagar a dívida destes países que têm famílias mais ricas, tem truque. Como acabam de demonstrar os pesquisadores Paul De Grauwe e Juemey Ji num artigo publicado no Social Europe Journal ( Are Germans Really Poorer Than Spaniards, Italians And Greeks? ), os dados que o Banco Central Europeu apresenta neste estudo não permitem tirar semelhantes conclusões, porque se referem à mediana da riqueza das famílias estudadas e não à riqueza média.
Para aqueles que não estão habituados a estes conceitos, mostrarei a diferença com um exemplo simples.
Suponhamos que se trata de comparar a riqueza das famílias de dois países A e B e que a riqueza das cinco famílias do país A é 12, 13, 14, 15, 16 e a das famílias do país B é de 7, 8, 9, 10, 71.
A mediana é o valor da variável que tem acima e abaixo o mesmo número de observações. Assim, no país A a riqueza mediana seria 14 e no país B seria 9.
Vejamos porque é incorrecto dizer que as famílias do país A são mais ricas do que os do B, ou que o país A é mais rico que o B.
Se em lugar da mediana tomarmos a média (média das observações, ou seja, o resultado da divisão do valor total pelo número de famílias) conclui-se que a riqueza familiar média no país A é 14, enquanto nas famílias do país B é 21.
O que aconteceu é lógico: a mediana "escondeu" a grande riqueza que se acumula na quinta família do país B.
Este simples exemplo permite verificar, portanto, que o que importa não é a mediana (neste caso, da riqueza), mas sim ter em conta a diferença que há entre a mediana e a média porque essa diferença é que indica o grau de desigualdade entre as variáveis observadas.
No exemplo, vê-se claramente que o país B que aparece como mais pobre se a riqueza for medida pela mediana, é na realidade muito mais rico.
No seu comentário ao estudo do BCE, de Grauwe e Ji mostram que, se se levar em conta a desigualdade, os resultados a que se chega são outros. Assim, provam que a diferença entre a riqueza dos 20% das famílias mais ricas e os 20% das mais pobres é 149 para 1, na Alemanha, uma desigualdade entre dez e quinze vezes maior do que a registada em Espanha, Itália, Grécia ou Portugal, por exemplo.
Portanto, não se pode dizer, como se faz, que as famílias alemãs, como um todo, são mais pobres do que as dos outros países. Ao dizer isso, está-se a esconder que na Alemanha a riqueza das famílias está muito mais concentrada que nos outros países e que uma pequena parte das famílias, os muito ricos, detém a maior parte da riqueza.
Além disso, de Grauwe e Ji indicam que observar apenas a riqueza das famílias, quando se pretende tirar conclusões sobre como é injusto um país resgatar outro, também não é muito adequado. Afirmam, justamente, que se deveria levar em conta, para além da riqueza das famílias, aquela que detêm as empresas e o governo.
Acontece que na Alemanha a parcela da riqueza total que corresponde às famílias, em relação à das empresas e do sector público, é menor que em outros países europeus.
e a riqueza for vista como um todo, e não apenas na família, por exemplo, através do stock de capital per capita, acontece que a da Alemanha é quase o dobro da que corresponde a países como Espanha, Grécia, Portugal, Irlanda e até Itália.
Em suma, mais uma vez o Banco Central Europeu engana, difundindo uma visão parcial da realidade, que é usada pelos grandes meios de comunicação para apoiar a estratégia do governo alemão, orientada para favorecer cada vez mais as suas grandes corporações e bancos.
O BCE é um instrumento dos grandes grupos empresariais e financeiros da Europa, cujo melhor representante político é o actual governo alemão, e neste momento isso é demonstrado pela ajuda na ocultação de que o que acontece na Alemanha não é que o país como um todo, ou todas as suas famílias, estejam a empobrecer por causa dos países do Sul. É outra coisa: há cada vez mais famílias alemãs a empobrecer, mas porque a riqueza se concentra em cada vez menos ricos alemães. Alemães ricos, que também o são devido à pilhagem que as suas empresas e bancos, com a inestimável ajuda do Banco Central Europeu, efectuam nos países do Sul.
Merkel e o seu governo são não só o inimigo número um da Europa como também da imensa maioria dos alemães.
(Juan Torres López, em blog resistir.info)
ESGOTO A CÉU ABERTO EM OEIRAS
Isaltino Morais foi preso. O seu advogado considera a sua detenção como ilegal, por haver questões pendentes em instâncias superiores de recurso. Entre essas questões está a prescrição dos crimes e a contradição de acórdãos. Isaltino não precisa de advogado para nada. Ele é magistrado, sabe bem as linhas em que se cose. A sua impunidade tem sido completa. Ele utiliza de forma trapaceira os mecanismos processuais que adiam a decisão da Justiça. Conta com a cumplicidade de sectores fundamentais do aparelho judiciário e do putrefacto poder politico. Mas acima de tudo obteve a benevolência estúpida da sociedade de Oeiras onde foi autarca. Não fosse Isaltino autarca sufragado pelos habitantes de Oeiras, do mais humilde ao mais elevado no escalão social, e já tinha deixado de ser um caso: estaria há muito tempo preso. Assim continua a atormentar as consciências e a constituir um esgoto a céu aberto na Democracia.
CR
CR
terça-feira, 23 de abril de 2013
Governo “doente”
A cor, o estado semi-liquefeito e, sobretudo, o cheiro... não enganam. Este governo de lacaios da troica ocupante está podre. Podre e a desfazer-se!
Já não há banana, coca cola... ou mesmo “imodium”, que segure esta espécie de intestino descontrolado em que vive o executivo de Pedro Passos Coelho.
Este governo não precisa de mais remodelações!
Este governo precisa de um autoclismo!
(em samuel-cantigueiro.blogspot.pt)
Este governo não precisa de mais remodelações!
Este governo precisa de um autoclismo!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
O AMARELO ESTÁ PARA DURAR
por Ivo Rafael Silva
O trajecto de liderança de João Proença na UGT terminou da forma mais elucidativa possível. Nada podia ser mais explícito nem mais significativo do que concluir as suas funções sendo vivamente elogiado pelo governo que mais atacou os trabalhadores, os pensionistas e os reformados portugueses desde o 25 de Abril. É a medalha que Proença tanto fez por merecer. É a distinção clara e inequívoca que melhor lhe cabe. Olhando ao passado e ao presente, desde o histórico exercício de ‘contra-sindicalismo’ à complacente assinatura do memorando da troika, não podia ser de outra forma.
Contrariamente ao que alguns pensam e dizem, a mudança de líder não vai alterar o paradigma, os objectivos nem a ‘contra-luta’ da UGT. O novo líder, que diz ter chegado a secretário-geral “graças a Ricardo Salgado”, seu patrão do BES, confirmou ao jornal Público aquilo de que nunca duvidei. À interpelação «Muitas vezes existe a percepção de que a UGT está muito próxima dos patrões e do Governo e pouco dos trabalhadores…», Carlos Silva respondeu: «Essa percepção não é errada. É uma imagem que de alguma forma corresponde aquilo que a UGT é.(…)»
Por estas e por outras, há por aí quem diga que a UGT não passa de um bando de «traidores». É uma afirmação com a qual não posso concordar. Afinal de contas, a UGT, nunca traiu os patrões.
sábado, 20 de abril de 2013
MOÇÃO
Os eleitos da CDU na Assembleia Municipal de Paredes apresentaram uma moção de denúncia do pagamento do estacionamento no parque interior da Unidade Padre Américo em Penafiel, subscrita pelos lideres das outras forças politicas e aprovada por UNANIMIDADE
quinta-feira, 18 de abril de 2013
a administração em estado de sítio ou o "papismo" para além do Gaspar (II)
Entre as medidas previsiveis relativas a "poupanças na despesa" que afectam a Administração Central, nomeadamente na área da Saúde, estão despedimentos e redução de encargos com horas extraordinárias. Entre as medidas "cegas" está uma redução de profissionais no SASU Paredes que terá expressão brevemente na redução de 3 para 2 médicos no turno das 9 ás 14h30 aos Sábados, Domingos e Feriados.
apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XXXVIII)
O Presidente da República, Cavaco Silva, marcou, esta quarta-feira, 17, presença na inauguração da Feira do Livro de Bogotá (FILBO), da qual Portugal é, nesta 26ª edição, convidado de honra.
Durante o discurso de inauguração do pavilhão português vários nomes de grandes escritores portugueses foram lembrados. Cavaco Silva referiu-se a Camões como o maior dos poetas e o chefe de Estado da Colômbia, João Manuel Santos, lembrou Fernando Pessoa.
O que está a gerar mal-estar entre a comunidade literaria nacional (parte dela representada e presente na FILBO) foi a ausência de qualquer referência, por parte de Cavaco Silva, a José Saramago, o único Nobel português da Literatura.
Durante o discurso de inauguração do pavilhão português vários nomes de grandes escritores portugueses foram lembrados. Cavaco Silva referiu-se a Camões como o maior dos poetas e o chefe de Estado da Colômbia, João Manuel Santos, lembrou Fernando Pessoa.
O que está a gerar mal-estar entre a comunidade literaria nacional (parte dela representada e presente na FILBO) foi a ausência de qualquer referência, por parte de Cavaco Silva, a José Saramago, o único Nobel português da Literatura.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
É OBRA!
Portugal
é a 4ª pior economia do Mundo
Portugal é a segunda pior economia da
Europa (se excluirmos a república de São Marino, um pequeno enclave com 61
quilómetros quadrados localizado em Itália) e a quarta pior do Mundo, segundo o
relatório ‘World Economic Outlook', divulgado ontem pelo Fundo Monetário
Internacional (FMI).
Em 2012, a riqueza nacional caiu 3,2%,
valor só superado pela diminuição da riqueza na Grécia (6,4%), no Sudão (4,4%)
e em São Marino (4%).
Há anos que o PCP denuncia escândalo financeiro dos contratos "SWAP"
humor
Um industrial
de Paços de Ferreira foi à Noruega comprar madeira para a sua fábrica de
móveis.
À noite, sozinho no bar do hotel, repara numa loira encostada ao bar.
Não sabendo falar norueguês, pediu ao barman um bloco e uma caneta.
Desenhou um copo com dois cubos de gelo e mostrou-o à loira.
Ela, sorriu e tomaram um copo.
De seguida começou a tocar uma música romântica.
Ele, pega novamente no bloco, desenha um casal a dançar e mostra-lhe.
Ela levanta-se e vão dançar.
Terminada a música, regressam ao bar e é ela que pega no bloco.
Desenha uma cama, uma cadeira e uma cómoda e mostra-lhe.
Ele vê e diz:
- Sim, sim, sou de Paços de Ferreira...
À noite, sozinho no bar do hotel, repara numa loira encostada ao bar.
Não sabendo falar norueguês, pediu ao barman um bloco e uma caneta.
Desenhou um copo com dois cubos de gelo e mostrou-o à loira.
Ela, sorriu e tomaram um copo.
De seguida começou a tocar uma música romântica.
Ele, pega novamente no bloco, desenha um casal a dançar e mostra-lhe.
Ela levanta-se e vão dançar.
Terminada a música, regressam ao bar e é ela que pega no bloco.
Desenha uma cama, uma cadeira e uma cómoda e mostra-lhe.
Ele vê e diz:
- Sim, sim, sou de Paços de Ferreira...
segunda-feira, 15 de abril de 2013
primo de relvas ou afilhado de sócrates?
Mestrado inexistente obriga presidente do Eurogrupo a alterar currículo
O presidente do Eurogrupo, o holandês Jeroen
Dijsselbloem, alterou o currículo oficial para retirar a menção a um mestrado
que, afinal, não tinha feito. "Erro de tradução", justifica uma das
instituições em que trabalhou.
No currículo oficial do novo presidente do Eurogrupo
constava um mestrado em "Business Economics" tirado na Universidade
Cork. No entanto, revela o jornal irlandês "The Independent", esse
curso não existe sequer naquela universidade, uma das mais prestigiadas da na
República da Irlanda.
O caso encontra paralelo no caos de outros políticos,
nacionais e estrangeiros. Dijsselbloem, de 47 anos, estudou apenas dois meses
na Universidade Cork, numa investigação sobre "Negócio Alimentar",
adianta o "The Independent".
Voltou na passada quinta-feira para uma palestra e
entretanto já corrigiu o currículo. A nova versão explica que Dijsselbloem
"procedeu a investigações sobre Economia Empresarial para obter um
mestrado na Universidade de Cork".Fontes do Banco Europeu de Investimento, onde Dijsselbloem trabalhou, explicaram ao "The Independent" que a menção ao mestrado se tratou "de um erro de tradução".
O presidente do Eurogrupo, causou grande agitação nas
bolsas europeias nos dias que se seguiram ao resgate do Chipre, ao afirmar que
o modelo seguido naquele pequeno país seria replicado em eventuais futuros
resgates, chamando os depositantes ajudar a salvar a banca.
a administração em estado de sítio ou o "papismo" para além do Gaspar
De acordo com o despacho do Ministro de Estado e das Finanças de 08/04/2013 e por determinação do Sr. Diretor Executivo do ACES, … … … ..., não estão autorizadas quaisquer tipos de despesas a partir da presente data. Chamo especial atenção para a não utilização de táxis, devendo os domicílios médicos e de enfermagem reportarem ao estritamente necessário e de acordo com a disponibilidade dos veículos adstritos ao nosso ACES.
A presente determinação manter-se-á em vigor até despacho em contrário da ARS Norte, I.P.
A presente determinação manter-se-á em vigor até despacho em contrário da ARS Norte, I.P.
mais uma PPP (Parceria Público - Privada)


O jornal O Progresso de Paredes na sua edição de 12 de Abril traz a justa revolta dos utentes do Hospital Padre Américo devida ao pagamento do estacionamento nos parques internos do Hospital, medida recente de uma administração já substituída.
Ficamos a saber que o contrato de concessão prevê contrapartidas de 2,3 milhões de euros para o Hospital, que seriam aplicadas para além dos lucros da empresa concessionária, em obras de melhoramento do parque e num edifício de apoio ao hospital, no valor de 1 milhão de euros. Compreendemos então que o estacionamento pago dos utentes iria pagar uma Casa de Pessoal, com sector administrativo, creche, berçário e infantário e um auditório com 400 metros quadrados. Duvida-se da verdadeira utilidade do referido auditório, sabendo-se que o actual cumpre funções de formação de forma adequada.
Mas o mais significativo tem que ver com as justificações aduzidas pelo anterior CA do CHTS. Assim o objectivo seria “disciplinar o parque”, com alegados problemas relacionados com “abuso de estacionamento”e com “furto de bens”, com “muitas pessoas a pedirem moedinha para orientar o estacionamento”. Quem frequentava o parque sabe que o parque era seguro e em grande parte do tempo era suficiente. Temos portanto falsas razões e evidentes interesses. Esperemos que o parque pago fique vazio, e que as alternativas existentes, nas ruas laterais ou no parque do Pingo Doce sejam provisórias, até prevalecer o bom senso. E a Administração anterior seja responsabilizada pelo compromisso da concessão.
CR
domingo, 14 de abril de 2013
POEMA
MORRE LENTAMENTE
Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
... quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco"
e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite,
uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
chuva incessante,
desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!
Martha Medeiros
Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
... quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco"
e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite,
uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
chuva incessante,
desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!
Martha Medeiros
OS ROSTOS DA GATUNAGEM
Manuel Vilarinho, ex-presidente do Benfica, licenciado em Direito e durante dois anos delegado do Procurador da República em Mafra e Porto de Mós, foi apanhado na operação ‘Monte Branco’, processo a cargo do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que investiga a maior rede de lavagem de dinheiro, fuga e branqueamento de capitais detectada no País, a actuar entre 2007 e 2012.
Manuel Vilarinho era um dos nomes na longa
lista de clientes de Francisco Canas,
dono da loja de câmbios Montenegro Chaves e Cª Lda e conhecido como ‘Zé das
Medalhas’. O ex-presidente do Benfica usaria os serviços de Canas para fazer
circular dinheiro entre a Suíça e Portugal. O Ministério Público, apoiado por
elementos da inspecção tributária, realizou buscas à residência de Manuel
Vilarinho e à sociedade imobiliária Edigest,
de que é sócio.
O
caso ‘Monte Branco’ partiu da investigação à Akoya, rede criada pelo ex-gestor de fortunas do UBS Michel Canals, que tinha como
intermediário em Portugal Francisco Canas.
José Carlos Gonçalves, empresário de Alenquer do sector imobiliário tido
como um dos principais clientes de Francisco Canas, está em prisão domiciliária
até pagar a caução imposta pelo juiz Carlos Alexandre. O Tribunal Central de
Instrução Criminal diz apenas que a caução é de "grande montante".
Além
da investigação desenvolvida em torno da empresa de Manuel Vilarinho, os
investigadores do DCIAP também realizaram buscas à construtora Bento Pedroso. Dois dos seus
administradores são suspeitos de branqueamento neste processo.
Manuel
Vilarinho, antigo presidente do Benfica, Duarte
Lima (que terá colocado no estrangeiro 3 milhões de euros) e a antiga
secretária de Estado e Inspectora Geral da Educação Maria José Rau são nomes que constam da lista de clientes de
Francisco Canas.
O
semanário Expresso revela, este sábado, uma lista de 180 clientes de Francisco
Canas e correspondentes a quase 100 milhões de euros de transações. Maria José
Rau, secretária de Estado da Administração Educativa no tempo de António
Guterres, e a família entregaram 365 mil euros de uma herança a Francisco
Canas.
O
chamado «Zé das Medalhas» recebia cheques ou malas de dinheiro numa loja de
Lisboa e cobrava uma taxa de um por cento para fazer circular os capitais pelo
estrangeiro, longe do controlo do fisco português.
A ex-governante, que ainda hoje integra o Conselho Nacional de Educação, garante que já regularizou o problema junto do Banco de Portugal, ao abrigo das leis que permitem a repatriação voluntária de capitais a troco de taxas de imposto reduzidas e da isenção de qualquer procedimento de natureza criminal.
Já Manuel Vilarinho confiou 422 mil euros a Francisco Canas, que se encontra em prisão domiciliária.
A ex-governante, que ainda hoje integra o Conselho Nacional de Educação, garante que já regularizou o problema junto do Banco de Portugal, ao abrigo das leis que permitem a repatriação voluntária de capitais a troco de taxas de imposto reduzidas e da isenção de qualquer procedimento de natureza criminal.
Já Manuel Vilarinho confiou 422 mil euros a Francisco Canas, que se encontra em prisão domiciliária.
A
maioria dos 180 clientes identificados garante ter aderido aos Regimes Extraordinários de Regularização
Tributária (RERT), não podendo por isso ser constituídos arguidos pelo
Ministério Público. Quanto ao próprio zé das medalhas continua em prisão
domiciliária.
Conheço o Canas desde miúdo e o meu pai também já o
conhecia", contou Vilarinho ao “Expresso”. "Não sei quanto dinheiro
lhe entreguei. Socorri-me do Canas porque o dinheiro é meu e não é proibido
pô-lo lá fora. É melhor do que entregá-lo a estes tipos do governo”.
sábado, 13 de abril de 2013
CHEIO DE BOAS INTENÇÕES ESTÁ O (NOSSO) INFERNO CHEIO (II)
Quando farmácias fecham, por insolvência ou
dívidas acumuladas, são as localidades onde elas se situam que podem ser gravemente
afectadas, nomeadamente em pequenos meios rurais. O acesso a cuidados de saúde,
como é o prestado pelo fornecimento de medicamentos e outros produtos vendidos
nas farmácias, constitui um direito das populações. Quantas vezes o
farmacêutico ou mais restritamente o profissional da farmácia constitui um importante
elemento auxiliar de informação, coesão e identidade da comunidade? Pensar que
a lógica de mercado, a necessidade da procura e a possibilidade da oferta, permite resolver todos os problemas é
ingenuidade desmentida pela realidade.
CR
O mesmo se diga do papel dos DIM´s na prescrição
e comercialização de medicamentos. O exemplo citado, em post Cheio de boas
intenções está o (nosso) inferno cheio (I), esclarece a profundidade da crise
em que vivemos, o caos onde se misturam interesses legítimos, margens de lucro
excessivas, lógicas concorrenciais, defesa da indústria nacional, situação do
emprego e da qualidade de vida de uma classe média e de um grupo profissional.
O terceiro aspecto referido nesse post anterior
esclarece um pensamento dominante, filho do economicismo, que não resiste a uma
crítica mais analítica. Quando se pretende quantificar o número de idosos com
mais de 75 anos com prescrição média de 5 ou mais medicamentos, parte-se de uma
premissa falsa: quanto menos medicamentos o idoso tomar, melhor será. A realidade
desmente essa asserção. Há idosos com uma prescrição correcta e necessária onde
5 ou mais medicamentos são perfeitamente justificáveis á luz das boas práticas.
Um idoso diabético e hipertenso, com patologia osteoarticular degenerativa e
alterações graves do sono certamente terá uma prescrição médica com tal volume
de medicamentos. O mesmo idoso, porque insuficientemente medicado, com
problemas económicos, sociais ou psíquicos afectando a sua autonomia, estará
menos adequadamente medicado. Temos assim duas realidades com valorização
precisamente ao contrário.
O mesmo se passa quando na Diabetes se procura
qualificar como má a utilização de medicamentos mais caros (os inibidores da DPP-4) perante a utilização de outros
medicamentos mais baratos. Uma coisa é definir medicamentos de utilização em
primeira linha, e os inibidores da DPP-4 não se situam aqui. Mas depreciar a
eficácia de outras possibilidades terapêuticas, utilizando o anátema do preço,
parece desajustado.
A mensagem de uma sociedade terceiro mundista governada
por ineptos contabilistas seria a de que com menos farmácias, menos DIM’s,
menos fármacos para os idosos e fármacos menos qualificados, o INFERNO quase se
assemelha ao melhor dos Mundos.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Gaspar é "um psicopata social"
Ex-assessor do ministro da Economia acusa: "Trata-se de um psicopata social e não de um ministro das Finanças".
Carlos Vargas, ex-assessor do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, acusa o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, de ser "um psicopata social e não um ministro das Finanças". Na sua conta no twitter, o ex-assessor do Governo afirma que "cada dia que passa mostra que Vítor Gaspar é o ministro das Finanças mais arrogante e mais incompetente desde o reinado de D.Maria II".
Em post anteriores, o antigo jornalista da RTP deixava esta pergunta: "Se trabalhassem numa empresa privada, Gaspar e Borges ainda teriam emprego?". E sobre António Borges, conselheiro de Passos Coelho para as privatizações e renegociações das PPP, que chegou a defender que "o ideal era que os salários descessem", Carlos Vargas escreveu o seguinte. "O ideal é que o salário de Borges (25 mil euro/mês) descesse, digo eu".
Há ainda outro comentário que gerou polémica nas redes sociais. "A propósito de concorrência entre bancos, quantos responsáveis do regulador - o Banco de Portugal - não provém da própria banca? Ah, pois é", escreveu o ex-assessor do governo que deixou o ministério da Economia há dias.
Carlos Vargas, ex-assessor do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, acusa o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, de ser "um psicopata social e não um ministro das Finanças". Na sua conta no twitter, o ex-assessor do Governo afirma que "cada dia que passa mostra que Vítor Gaspar é o ministro das Finanças mais arrogante e mais incompetente desde o reinado de D.Maria II".
Em post anteriores, o antigo jornalista da RTP deixava esta pergunta: "Se trabalhassem numa empresa privada, Gaspar e Borges ainda teriam emprego?". E sobre António Borges, conselheiro de Passos Coelho para as privatizações e renegociações das PPP, que chegou a defender que "o ideal era que os salários descessem", Carlos Vargas escreveu o seguinte. "O ideal é que o salário de Borges (25 mil euro/mês) descesse, digo eu".
Há ainda outro comentário que gerou polémica nas redes sociais. "A propósito de concorrência entre bancos, quantos responsáveis do regulador - o Banco de Portugal - não provém da própria banca? Ah, pois é", escreveu o ex-assessor do governo que deixou o ministério da Economia há dias.
CHEIO DE BOAS INTENÇÕES ESTÁ O (NOSSO) INFERNO CHEIO (I)
Dez por cento do total de farmácias em Portugal estavam com acções de
insolvência e penhora entre o final de 2012 e o termo do primeiro trimestre de
2013 (78 com processos de insolvência e 201 com processos de penhora). O mercado
nos primeiros meses de 2013 reduziu-se 11,9% e a despesa do Serviço Nacional de
Saúde no ambulatório diminuiu 14,7%. Alguns dirão que assim estamos bem, mais “racionalizados”.
Eu acho que caminhamos para o desastre.
Uma multinacional farmacêutica, a que patrocina a camisola da equipa de
futebol do Basileia, tinha 600 DIM’s (Delegados de Informação Médica) a nível
nacional. Consta que agora são pouco mais de 50 (!!!). Alguns dirão que assim
estamos bem, mais “racionalizados”. Eu acho que caminhamos para o desastre.
Entre os novos indicadores propostos pela tutela ás USF’s estão:
1) Proporção de utentes
com idade igual ou superior a 75 anos, com prescrição crónica inferior a cinco
fármacos.
2) Rácio entre a despesa faturada com inibidores DPP-4 e a faturada com
antidiabéticos orais, em doentes com diabetes mellitus tipo 2.
Alguns dirão que
assim estamos bem, mais “racionalizados”, mais “poupados”. Eu acho que
caminhamos para o desastre.
DESENVOLVEREI O RACIOCÍNIO POSTERIORMENTEquinta-feira, 11 de abril de 2013
UMA VERGONHA E UMA SUSPENSÃO DO ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO
Com a medida do pagamento do estacionamento do parque interno do Hospital Padre Américo do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, a Administração do Hospital transformou as ruas de acesso contiguas ao hospital em autêntica bagunçada, mais próprio de um tradicional local de romaria de verão. Os carros agora estacionam em faixa de rodagem, colocam-se por vezes em obstrução total da circulação, quando procedem a manobras de estacionamento e o único parque exterior ao perímetro do hospital é um lamentável espaço de terra batida com uma camada limitada de alcatrão. Não há passeios livres
As forças de segurança, nomeadamente a GNR, não actuam certamente para não agravar a revolta popular.
Os autarcas da região deviam levantar a voz em nome dos interesses dos cidadãos, mas alguns só se interessam pelo seu perfil nos MUPPIS’s.
Positiva é a resposta da população que deixa os parques interiores vazios e assim não contribui para o escandaloso negócio de uma concessão ao serviço de interesses privados.
CR
As forças de segurança, nomeadamente a GNR, não actuam certamente para não agravar a revolta popular.
Os autarcas da região deviam levantar a voz em nome dos interesses dos cidadãos, mas alguns só se interessam pelo seu perfil nos MUPPIS’s.
Positiva é a resposta da população que deixa os parques interiores vazios e assim não contribui para o escandaloso negócio de uma concessão ao serviço de interesses privados.
CR
quarta-feira, 10 de abril de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
Pacheco Pereira , em Blog abrupto.blogspot.pt
O MATERIAL TEM SEMPRE RAZÃO (5)
Há várias coisas que nunca se devem esquecer: esta gente é vingativa e não se importa de estragar tudo à sua volta para parecer que tem razão. Já nem sequer é por convicção, é por vaidade e imagem. Outra coisa, ainda mais complicada, que também não deve ser esquecida: o governo considera bem-vindas as ameaças da troika. São a chantagem que precisam, pedem e combinam. Não são uma voz alheia, nem dos "credores", nem da troika, nem de ninguém, são o auto falante agressivo que o governo necessita para tornar a sua política inquestionável e servir de ameaça a todas as críticas. E por último, e não é de menos, esta gente é perigosa e, na agonia, muito mais perigosa ainda.
(A propósito do despacho do ministro Vítor Gaspar de 8 de Abril que pára o funcionamento do estado português, atribuindo essa decisão ao Tribunal Constitucional. O governo entrou numa guerra institucional dentro do estado, em colaboração com a troika, para abrir caminho a políticas de duvidosa legalidade e legitimidade baseadas no relatório que fez em conjunto com o FMI. Não conheço nenhum motivo mais forte e justificado para a dissolução da Assembleia da República por parte do Presidente do que este acto revanchista contra os portugueses.)
o sono reparador
No mesmo dia em que se fala de remodelação governamental,
estratégia conhecida para tentar manter este governo á tona da água, Manuel
Antunes, o director do Serviço de Cirurgia Cardiotoráxica do CH Universidade de
Coimbra, dá uma longa entrevista ao JN. Aí, mostra-se partidário do aumento de
taxas moderadoras na saúde, passando dos actuais 5 euros de consulta em
Medicina Geral e Familiar para 15 a 20 euros. O autoproclamado quase- candidato-
a ministro da saúde acha que mesmo a isenção que abrange 2 milhões de
portugueses é excessiva.
Manuel Antunes diz ganhar no Estado 15 mil euros/mês. Refere trabalhar 80 horas por semana (o que
daria 16 horas por dia de semana!). Aí está a resposta para a gravidade das
suas propostas. Não tem dormido o suficiente.
E por sorte nossa, o telefone de S. Bento não tem tocado.
CR
segunda-feira, 8 de abril de 2013
a cuspidela da serpente
O Cavaco, ao tolerar o amesquinhamento pela Direita do Tribunal Constitucional, no exercício de uma competência por ele pedida, e ao mesmo tempo ao suportar politicamente este Governo moribundo, transformou-se na feliz expressão de alguém num CAVÁQUO.
CR
domingo, 7 de abril de 2013
Poema
MAR PORTUGUÊS
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
FERNANDO PESSOA
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
FERNANDO PESSOA
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Fausto - O Barco vai de saída
http://youtu.be/8rTq_AEdCo8
álbum Por Este Rio Acima, de 1982
O barco vai de saída. E arrepia, arrepia sim senhor.
álbum Por Este Rio Acima, de 1982
O barco vai de saída. E arrepia, arrepia sim senhor.
Relvas, mais um comentador politico?
O Roque caiu a amiga ficou. Não me admiro se o seu futuro passar pelo comentário político num qualquer canal, nem que seja no canal caveira, ou por um cargo numa das empresas participadas por Isabel dos Santos, chegou a hora de cobrar os serviços prestados. Façam as vossas apostas.
(em salvoconduto.blogs.sapo.pt)
(em salvoconduto.blogs.sapo.pt)
quinta-feira, 4 de abril de 2013
ponto da situação - comunicado da USF-AN
Governo trai as expectativas das USF e dos Cuidados de Saúde Primários!
A USF-AN saúda a
publicação do Despacho n.º 4586-A/2013 que define o número de USF a constituir
neste ano de 2013, tal como defendeu em conjunto com a Ordem dos Médicos e a Ordem
dos Enfermeiros, uma vez que “(…) fornece às equipas multidisciplinares
interessadas(…) a informação certa quanto à vontade do Governo na constituição
de USF.”
Este despacho, que surge
num quadro geral de atrasos, incumprimentos e retrocessos, contraria contudo e totalmente
a necessidade de apoio e estímulo à criação de novas USF, ao definir que o
número máximo de USF a constituir é de 69 e que o número máximo de USF que
podem transitar do modelo A para modelo B é de 20. A sua distribuição por regiões é, respetivamente, para as ARS Norte,
Centro, LVT, Alentejo e Algarve de 24, 24, 16, 3 e 2 e para o modelo B de 8, 6,
4, 2 e 0.
O governo reconhece mais
uma vez que “(…) as USF têm vindo a contribuir de forma significativa para a
melhoria da acessibilidade, da cobertura assistencial, da eficiência económica
e, sobretudo, da qualidade efetiva dos cuidados de saúde prestados à
população(…)”.
No entanto, não atua em
coerência com essa afirmação: 2012 foi o pior ano, não cumpriu o máximo que
previu - apenas 35 USF iniciaram atividade, quando o limite máximo fixado era
de 56. Esta realidade legitima a preocupação de que se vai repetir o
incumprimento.
Mais grave ainda é que o
número de USF que podem evoluir para modelo B é baixíssimo e totalmente
desmobilizador, levando à desmotivação na apresentação de novas candidaturas a
USF e à desmotivação das equipas em modelo A. A maioria das
equipas das USF em modelo A trabalham e contratualizam com a perspectiva de
atingir o modelo B, mais exigente do ponto de vista organizacional, do
desempenho, da qualidade e do risco assumido pelas equipas.
Este despacho trai assim
as expectativas dos profissionais e das populações.
Na ARS Norte, o número
definido de USF a passar a modelo B em 2013 é apenas de 8, o que corresponde ao
número de equipas que já deviam ter transitado e em vez disso estão à espera da
homologação do CD, contrariando os prazos estipulados legalmente e o próprio
despacho que em 2012 previa passarem 17 a modelo B.
Estipular 20 USF, como
máximo a transitar para modelo B, das quais 6 no Centro, 4 em Lisboa e Vale do
Tejo, 2 no Alentejo e 0 no Algarve, é um balde de água fria para todas as
equipas que estão a trabalhar em modelo A para candidatar-se a modelo B e
demonstra a total ausência de liderança do Ministério da Saúde.
Contrariamente ao que foi
proposto pela USF-AN, Ordem dos Enfermeiros e Ordem dos Médicos, este despacho
define um máximo a atingir, que arbitrariamente não foi cumprido em 2012,
quando o que é necessário é uma meta a atingir e a ultrapassar!
A USF-AN, a Ordem dos
Enfermeiros e a Ordem dos Médicos propuseram que essa meta fosse de 70 USF e
que o número de transições para modelo B fosse de 35! Além disso, propuseram um
conjunto de medidas, no sentido de inverter a atual situação de desinvestimento
e de paralisia, relançando o processo de transformação e de desenvolvimento
organizacional dos CSP.
A USF-AN fará tudo o que
estiver ao seu alcance para que este despacho seja rapidamente revisto,
defendendo que o mínimo de USF a transitar para modelo B seja de 35, para além
das 8 que aguardam a homologação no Norte. Na prática, contra todas as
evidências, o Governo, apesar de reconhecer o valor e a eficiência das USF, não
investe o necessário para prosseguir esta mudança de melhoria do acesso e da
qualidade dos cuidados de saúde!
quarta-feira, 3 de abril de 2013
TORPEZA
Neste Portugal de apagada e vil torpeza, onde predominam uns
Montenegro, uns Meneses e uns Catroga, aparecem sempre (é inesgotável!) na ribalta
novas personalidades burlescas. Uma delas é o antigo líder do PSD Marques
Mendes. Já objecto há tempos de entrevista laudatória do decrépito Herman José,
no seu mais recente comentário televisivo, a sanha contra a possibilidade de
demissão do governo e convocação de eleições era tanta que ele proclamava peremptoriamente
que essa iniciativa era …CONTRA O POVO e A FAVOR DOS POLITICOS! O dirigente do
PSD seria então um “imparcial” filho do Povo…
No bar do meu local de trabalho apareceram há tempos uns bolos, uns grandes e outros mais pequenos, as chamadas “miniaturas”. Dei por mim no outro dia, perante a estupefacção da auxiliar de serviço, a pedir um “marques mendes”. Apesar de tudo, com menos açúcar, fazem menos mal.
CR
No bar do meu local de trabalho apareceram há tempos uns bolos, uns grandes e outros mais pequenos, as chamadas “miniaturas”. Dei por mim no outro dia, perante a estupefacção da auxiliar de serviço, a pedir um “marques mendes”. Apesar de tudo, com menos açúcar, fazem menos mal.
CR
terça-feira, 2 de abril de 2013
Melanie Safka - Look What They've Done To My Song Ma
MAIS UM TÍTULO!
No relatório do PNUD sobre o Desenvolvimento Humano, publicado em Março, tem Portugal mais um infeliz destaque.
Entre os 187 países escrutinados, Portugal foi o que mais desceu no "ranking" de indicadores de desenvolvimento humano (IDH) sendo o único a baixar 3 lugares, de 40.º para 43.º
PORTUGAL, ou te levantas ou estes FdP conduzir-nos-ão para o maior subdesenvolvimento.
PORTUGAL, ou te levantas ou estes FdP conduzir-nos-ão para o maior subdesenvolvimento.
Miguel Correia é o candidato da CDU á Presidência da Junta de Freguesia de Lordelo
A Comissão de Freguesia de Lordelo do Partido
Comunista Português vem por este meio informar que, por decisão unânime e com o
apoio dos órgãos superiores do Partido, o candidato da CDU – Coligação
Democrática Unitária à presidência da Junta de Freguesia de Lordelo (Paredes)
nas próximas eleições autárquicas é Miguel Correia, professor e actual deputado
da CDU na Assembleia de Freguesia de Lordelo.
No futuro próximo serão apresentados o programa eleitoral e a lista
completa dos candidatos da CDU/Lordelo.
é uma espécie...
Miguel Gonçaves apadrinha Impulso Jovem a custo zero
Esta espécie que parece nascida do cruzamento de um bispo da IURD com o Fernando Rocha das anedotas, que passa a vida a insultar a inteligência da juventude deste país - no seio da qual este pseudo-génio se considera um 'oásis' - por não serem tão empreendedores, inteligentes, dinâmicos e brilhantes quanto o próprio (segundo o próprio, claro), acaba de aceitar trabalhar "de borla" para o governo. É para dar o exemplo da nova forma de se subir na vida. Ser-se explorado. Apareceu lado a lado com esse outro também jovem e brilhante empreendedor de nome Miguel Relvas. Ficaram e ficam excelentemente lado-a-lado. Diria mais: eles merecem-se. Oxalá que, pelo menos, não se 'reproduzam'...
Ivo Rafael Silva
Esta espécie que parece nascida do cruzamento de um bispo da IURD com o Fernando Rocha das anedotas, que passa a vida a insultar a inteligência da juventude deste país - no seio da qual este pseudo-génio se considera um 'oásis' - por não serem tão empreendedores, inteligentes, dinâmicos e brilhantes quanto o próprio (segundo o próprio, claro), acaba de aceitar trabalhar "de borla" para o governo. É para dar o exemplo da nova forma de se subir na vida. Ser-se explorado. Apareceu lado a lado com esse outro também jovem e brilhante empreendedor de nome Miguel Relvas. Ficaram e ficam excelentemente lado-a-lado. Diria mais: eles merecem-se. Oxalá que, pelo menos, não se 'reproduzam'...
Ivo Rafael Silva
segunda-feira, 1 de abril de 2013
efeméride
A 31 de Março de 1998 comemorou-se em Paredes o 77.º Aniversário do PCP com um jantar de militantes e simpatizantes no Restaurante Maria Luisa em Parada de Todeia, Paredes. Esteve presente o antigo Secretário Geral do PCP ÁLVARO CUNHAL. Fez ontem 15 anos.
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