um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

protesto

PROTESTO CONTRA:

– MAIS AUMENTOS NOS PREÇOS DOS TRANSPORTES!

– A REDUÇÃO DE SERVIÇOS

– A PRIVATIZAÇÃO DE TRANSPORTES PÚBLICOS

– O AUMENTO DO CUSTO DE VIDA

31 JAN. – TERÇA-FEIRA - 17H30 – BOLHÃO - PORTO

JUSTIÇA DE CLASSE, JUSTIÇA SEM CLASSE

Julgamento de furto de polvo e champô custa milhares de euros ao Estado

A defesa oficiosa de um acusado pelo furto de uma embalagem de champô e outra de polvo num supermercado, em Fevereiro de 2010, vai custar 260 euros ao Estado.
O furto, no valor de 25,66 euros, que não chegou a consumar-se (o segurança de serviço conseguiu recuperar os artigos), foi alegadamente cometido por um sem-abrigo e aconteceu num Pingo Doce do Porto em Fevereiro de 2010. A sentença é lida esta terça-feira à tarde, quase dois anos depois dos factos.
O advogado nomeado pelo Estado explica que ainda foi à procura do sem-abrigo numa fábrica abandonada do Porto, último paradeiro conhecido, mas nunca o conseguiu encontrar. À TSF, Pedro Miguel Branco, refere que, como em todos as defesas oficiosas de crimes com penas inferiores a cinco anos, neste caso a defesa oficiosa vai custar perto de 260 euros ao Estado.
O advogado diz que é uma «estupidez» levar este tipo de processos a julgamento num tribunal judicial e acrescenta: «São bagatelas penais que só empatam a justiça», pelo que preferia não defender estes casos e abdicar do dinheiro que vai receber por este processo.
O advogado do Porto acrescenta que para além dos 260 euros da defesa oficiosa, o Estado vai gastar, no total, alguns milhares de euros. Basta juntar, explica, «os dias de vencimento do funcionário judicial, do magistrado do ministério público, do juiz e uma tarde ou manhã que a PSP andou à procura do sem-abrigo em vez de andar a combater a criminalidade violenta».

Isaltino Morais, perante esta notícia, terá afirmado: "Não há pachorra para esta concorrência desleal. Quem nasce pindérico, não deveria retirar o protagonismo de quem faz pela vida."
Duarte Lima manifestou mais uma vez a sua inocência: "Nunca chegaria a esses níveis de deliquência. Polvo não gosto e champô não preciso". Armando Vara, afirmou assertivamente: "Ainda se fossem uns robalinhos!". Já Cavaco Silva, pesaroso, anteviu o futuro próximo, uma luta desigual entre as necessidades e a vigilância obcessiva dos seguranças das grandes superfícies.
CR

Cinematic Orchestra - That Home

POEMA

SONETO QUASE INÉDITO

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

1969
JOSÉ RÉGIO

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

texto

Uma anedota e o 11 de Fevereiro no Terreiro do Paço

Mão amiga fez-me chegar um mail em que transcrevia uma anedota e um comentário, publicados no Financial Times de 6 de Novembro. Traduzo (livremente):

Num engarrafamento, um automobilista é abordado por um homem que lhe bate no vidro da janela e o interpela: ”Terroristas assaltaram o Congresso e sequestraram os congressistas. Exigem 100 mil dólares, sob a ameaça de queimarem tudo com gasolina…”, dizia o homem, “estamos a recolher donativos…”. “… e o que tem recebido… assim em média…?”, perguntou o condutor. “… entre 5 a 10 litros…”, foi a resposta que teve.
O comentário do jornal é que esta anedota seria muito mal recebida aqui há uns anos. E diz que Bob Hope nunca a teria metido no seu reportório. Hoje, circula na blogosfera com grande aceitação e divulgação, revelando o clima de descredibilidade em que caíram as instituições ditas democráticas.

Não transcreveria (livremente) esta anedota, e o comentário, se a “nossa democracia”, tão duramente conquistada ao fascismo, não a tivesse tornado oportuna e pertinente.
Depois da exclusão, da responsabilidade maior do PS, do Conselho de Estado do membro do PCP que nele tinha assento desde que existia essa instância, a não audição de partidos com assento parlamentar nas vésperas de reunião do Conselho Europeu, como sempre se fez até à semana passada (embora o primeiro-ministro tenha recebido, com essa finalidade, o secretário-geral do PS…), veio evidenciar o sentido da política no plano institucional. Um sentido de desmocratização… nem sequer se ouvindo quem tenha posição diferente, ainda que com significativa representação parlamentar.

Tudo a apontar para a necessidade do reforço da política ao nível das massas, da intervenção participativa que colmate a deriva autoritária (ou "austeritária"…) da face representativa, redutora da cidadania ao voto … ou até o dispensando, como o ilustram as evoluções grega e italiana. Assim se entende que 3 em 4 irlandeses queiram referendar questões orçamentais, que na Bélgica se esteja em greve geral, que o Terreiro do Paço vá encher no dia 11 de Fevereiro!

(em anonimosecxxi.blogspot.com)

PARA OS QUE PENSAM QUE A PALAVRA IMPERIALISMO É TEÓRICA OU IDEOLOGICA...(II)

as bases militares dos EUA e aliados

sábado, 28 de janeiro de 2012

poemas

A camisola
[Tradução de Manuel de Seabra]

Sou filho de família muito humilde,
tão humilde que duma cortina velha
me fizeram uma camisola. Vermelha.
E por causa dessa camisola
nunca mais pude andar pela direita.
Tive de ir sempre contra a corrente,
porque não sei o que se passa,
que todos os que a enfrentam
vão sempre de cabeça ao chão.
E por causa dessa camisola
não mais pude sair à rua
nem trabalhar no meu ofício
de ferreiro.
Tive de ir para o campo de jornal,
pois assim ninguém me via.
Trabalhava com a foice.
E apesar de todos os males,
sei trabalhar com duas coisas:
com o martelo e a foice.
Quase não compreendo como a gente
quando me via pela rua
me gritava: Progressista!
Eu julgo que tudo era
causado pela ignorância.
Talvez noutra circunstância
já tivesse mudado de camisola.
Mas como gosto muito dela
porque é quente e me consola,
peço-lhe que não se faça velha.

Ovidi Montllor

Aviso
[Tradução de António Ramos Rosa]

A noite que precedeu a sua morte
foi a mais breve de toda a sua vida
Pensar que estava vivo ainda
era um fogo no sangue até aos punhos
A sua força era tal que ele gemia
Foi quando atingia o fundo deste horror
Que o seu rosto num sorriso se lhe abriu
Não tinha apenas um único camarada
Mas sim milhões e milhões de camaradas
Para o vingarem sim bem o sabia
E então para ele ergue-se a alvorada

Paul Éluard

sugestão de cinema





Título original: Babel
Lançamento: 2006 (EUA/México)
Direção: Alejandro González-Iñárritu
Co-autoria: Guilhermo Arriaga
Atores: Brad Pitt, Cate Blanchett, Rinko Kikushi, Adriana Barraza, Gael García Bernal, Jamie McBride, Kôji Yakusho.
Duração: 142 min
Gênero: Drama

Sinopse
Nas areias longínquas do deserto Marroquino, um tiro de espingarda desencadeia uma série de acontecimentos que ligam um casal de turistas americano, numa luta frenética para sobreviver, dois rapazes marroquinos envolvidos num crime acidental, uma ama atravessando ilegalmente a fronteira para o México com duas crianças americanas e um pai de uma adolescente japonesa procurado pela policia em Tóquio. Separados por choques culturais e distâncias desiguais, cada um destes quatro grupos distintos, mesmo assim, avança tumultuosamente para um destino compartilhado de isolamento e de dor.

e a magnifica banda sonora do argentino Gustavo Santaolalla

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

congresso da CGTP




O novo Conselho Nacional da CGTP (com 147 membros), foi nesta sexta-feira eleito no XII Congresso da central sindical com 735 votos a favor, oito brancos e 32 nulos. Foi uma muito expressiva votção. Arménio Carlos foi eleito na madrugada deste sábado o novo secretário-geral da CGTP para o próximo quadriénio com 113 votos a favor e 28 brancos (portanto, sem votos contra). 48 mulheres, o maior número de sempre, participam no Conselho Nacional. Do Conselho Nacional anteri0r, saíram 53 elementos, a maioria por motivo de idade. Carvalho da Silva sai com apreço e agradecimento dos trabalhadores portugueses após exercer 25 anos de responsabilidades concretas e sai num período de luta social intensa.
O jornalismo-furão continua a sua inacreditável campanha mediática em torno do Congresso da CGTP. E serve-se de mil pretextos para tentar o divisionismo, a diversão, o conflito interno, o preconceito, o anticomunismo. Felizmente o movimento sindical de classe encontra-se no geral unido e mobilizado, imune a pressões ideológicas da burguesia dominante, fortalecido na sua autonomia e democracia, consciente das suas obrigações sociais e politicas.
Arménio Carlos confirma a sua superior determinação de manter o projecto colectivo e fortalecer a intervenção. Com coragem e orgulho assume-se como comunista. Relembra, oportuno, o papel do PCP na criação e evolução do projecto sindical da CGTP. E desvaloriza os pequenos truques,e as exibições grotescas de dirigentes menores, afectos á corrente socialista e á caricatural Refundação (dita) "comunista", expressões periféricas de egos não devidamente auto-avaliados.
A realidade desmente sempre os desejos dos palradores encartados, dos His Master Voice. A luta fortalece a consciência e dela emana.

CR

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Antonio Zambujo & Bulgarian Voices Angelite - Chamatea

Economia - Empresa de produtos médicos em Penafiel pode fechar se Estado não pagar dívida - RTP Noticias, Vídeo

Economia - Empresa de produtos médicos pode fechar se Estado não pagar dívida - RTP Noticias, Vídeo

Fosse a empresa uma instituição financeira e certamente já as dívidas estariam pagas...

Mas o PCP está atento

PERGUNTA AO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Exma. Sr.ª Presidente da Assembleia da República

Chegou ao conhecimento do Grupo Parlamentar do PCP que a empresa PMH – Produtos Médico Hospitalares, S.A., atravessa uma situação financeira difícil, alegadamente porque o Estado, através dos centros hospitalares, deve oito milhões de euros a título de materiais já fornecidos.

Esta empresa, segundo notícias vindas a público, desde Julho que não recebe qualquer pagamento do Estado, o que configura uma situação que coloca em risco a manutenção de cerca de 550 trabalhadores.

Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério o seguinte:

1.º Confirma este Ministério a situação acima descrita?

2.º No caso afirmativo, que medidas tenciona este Ministério tomar para regularizar a situação de atraso perante esta empresa?

Palácio de São Bento, quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

Deputado(a)s JORGE MACHADO (PCP)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

iniciativa em Baltar














Na manhã de Domingo, dia 22 de janeiro, uma delegação da CDU de Paredes visitou o lugar da Vale em Baltar, Paredes e reuniu-se com os moradores.







A representação da CDU que incluía entre outros o deputado municipal Cristiano Ribeiro e Paulo Macieira, dirigente do PCP, visitou o fontanário e o lavadouro público do referido lugar bem como os terrenos por onde passa a canalização de água da Serra do Muro.
Pôde constatar no local a recente alteração do fluxo de águas verificada nesses equipamentos sociais, que têm uma história de décadas ao serviço das populações.
A CDU encontrou-se com várias famílias do Lugar da Vale que expressaram a sua insatisfação, e mesmo revolta com a situação ultimamente vivida. Segundo os moradores há cortes de água no fontanário e existe a intenção de lhes fecharem a mina. Lembraram também que este fontanário tem 60 anos, é único recurso para as suas necessidades básicas diárias como lavar roupa e tomar banho.
Os Comunistas ouviram dos moradores possíveis causas que colocam em causa a actividade dos autarcas da freguesia bem como interesses inconfessados na gestão da água pública. Foram denunciados os valores exorbitantes da ligação da tubagem á rede pública actualmente gerida pela VEOLIA. Foi decidido pela delegação da CDU, e com a concordância dos presentes, continuar com os esforços de clarificação da situação bem como pedir explicações á Junta de Freguesia de Baltar, entidade com responsabilidade no território.
A CDU compromete-se a lutar pela resolução deste problema da população, alguma dela bem pobre, do local da Vale.

INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR: O Progresso de Paredes na sua edição de 3 de Fevereiro traz uma nota sobre a visita da CDU.























IMBRÓGLIO

A Câmara Municipal de Paredes poderá estar perante um imbróglio jurídico e político. Os herdeiros da doadora dos terrenos onde foi construído o Estádio das Laranjeiras, em Paredes, pediram ontem ao tribunal a anulação da venda pela Câmara de uma parcela destinada a um Centro Comercial. Em julgamento decide-se a propriedade dos terrenos, vendidos pela autarquia por 8,5 milhões de euros, e que tinham sido doados, com cláusula de reversão (de exclusivo uso desportivo) ao União Sport Clube de Paredes, em 1926. O caso opõe nove herdeiros ao clube, à Fundação Nortecoope, à Câmara, á empresa Guedol Engenharia e ainda ao BCP.

O clube acha que deve ficar com a parcela se a venda for anulada. O Município afirma que a alienação foi legal, a empresa afirma que se soubesse da cláusula de reversão não entraria no negócio. O terreno está desocupado, e o clube queixa-se que a transferência das instalações desportivas do centro da cidade para Mouriz implicou uma redução do número de sócios em cerca de 80% e das receitas dos jogos. Desportivamente, acumulam-se as derrotas e já são muitos os que referem que se sacrificou a história e o bom nome de uma instituição de referência, como o União Sport Clube de Paredes em nome do aventureirismo e da ganância de um punhado de dirigentes autárquicos e do movimento associativo.

Mais uma vez se comprova quão avisadas foram as reflexões dos autarcas da CDU, que alertaram para o descalabro que seria a implantação de um Centro Comercial junto da zona escolar, bem como a insustentabilidade da permuta.

A irresponsabilidade da gestão do PSD prevaleceu e agora são imprevisíveis os resultados. O povo de Paredes tem de abrir os olhos.

CR

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

texto

O “ACORDO UGT/PATRÕES/GOVERNO” NÃO VAI AUMENTAR NEM A COMPETITIVIDADE NEM O EMPREGO MAS APENAS AS DESIGUALDADES E A POBREZA, AGRAVANDO A CRISE

Contrariamente à ideia que o governo e os patrões têm procurado fazer passar junto da opinião pública, com conivência da UGT, o chamado “Acordo”, que tem a designação “Compromisso para o crescimento, competitividade e emprego” com o objectivo de ocultar os seus verdadeiros objectivos já que não vai determinar nem crescimento, nem mais competitividade, nem mais emprego; até porque ignora os problemas mais graves da economia portuguesa – quebra significativa do mercado interno; falta de financiamento da economia; aumento das desigualdades – só os agrava, provocando mais desemprego e a transferência de uma parte dos rendimentos do trabalho para os patrões.

A nível de apoios às empresas, os constantes no “Acordo” (1.500 milhões € para PME; empréstimo de 1000 milhões € do BEI para empresas beneficiárias do QREN), destinam-se quase exclusivamente às empresas exportadoras. E isto apesar da quebra acentuada na taxa de crescimento das exportações portuguesas em 2011, e de se prever, em 2012 a recessão económica nos principais parceiros comerciais de Portugal, o que vai agravar ainda mais as dificuldades às exportações. Apesar disso insiste-se nas exportações como o único meio para enfrentar a crise. Enquanto se insiste na mesma política cujo fracasso é evidente, Portugal gastou em 2010 (em 2011 nada se alterou) 2.757 milhões € com a importação de”animais vivos e produtos do reino animal; 2.277 milhões € com a de “produtos do reino vegetal”; 3.296 milhões com a de “matérias têxteis e suas obras”; 515 milhões € com a de calçado; 786 milhões € com as carnes; 1.251 milhões € com peixes e crustáceos; 498 milhões € com leite e lacticínios, ovos de aves, mel natural, etc.; 293 milhões € com produtos hortícolas; 510 milhões € de frutas. Portanto, bens que, com um apoio eficaz às empresas que produzem para o mercado interno, podiam ser produzidos no país. No entanto, no “”Acordo” esta importante matéria não é tratada nem são incluídas medidas para promover a produção nacional, a não ser campanhas de sensibilização.

Outro problema grave que não é tratado no “Acordo” é a quebra continuada do crédito às empresas e às famílias por parte da banca. Segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal, nos últimos 6 meses de 2011 (Maio/Nov2011), o credito às empresas e às famílias diminuiu em todos os meses, sendo o das empresas, em Nov.2011, inferior ao de Maio em -1.308 milhões €, e o das famílias em - 1.824milhões €. Isto está a contribuir também para o estrangulamento da economia portuguesa, para a falência de milhares de empresas, e para o aumento vertiginoso do desemprego, pois não há economia que funcione sem crédito. E o funcionário do FMI na “troika” continua a afirmar irresponsavelmente que não vê problemas de falta de crédito à economia, e o governo PSD/CDS segue-lhe as pisadas.

As medidas concretas do “Acordo” visam, por um lado, transformar a precariedade num modo permanente de vida para o trabalhadores portugueses e, por outro, baixar ainda mais os rendimentos do trabalho em Portugal, através dos despedimentos individuais com a justificação de diminuição da produtividade; da redução das indemnizações por despedimento; da diminuição do valor e da duração do subsidio de desemprego; de trabalho gratuito (redução de 3 dias ferias e de 4 feriados sem aumento de retribuição) em beneficio dos patrões; da criação de um banco de horas imposto pelo patrão cuja utilização poderá abranger o sábado sem que o trabalhador tenha direito a qualquer acréscimo de remuneração; de subsídios, pagos pela Segurança Social, aos patrões pela “criação” de emprego precário e com baixos salários.

Segundo o ”Acordo”, passará a constituir motivo para despedimento a “verificação de uma modificação substancial da prestação realizada pelo trabalhador”; a indemnização máxima por despedimento é reduzida para apenas 12 salários ou para 240 salários mínimos (é escolhido o valor menor), com excepção dos trabalhadores que, em Nov.2011, tivessem direito a um indemnização superior, cujo valor fica congelado; o valor e duração do subsídio de desemprego são reduzidos, podendo atingir metade do valor actual; reduz também para metade o pagamento por trabalho complementar. Com o pretexto de promover a criação de emprego, concede aos patrões um subsídio, pago pela Segurança Social, que pode atingir 419€/mês, durante um período de 6 meses, por cada desempregado contratado inscrito em centro de emprego há pelo menos 6 meses. No 3º Trim.2011 existiam 456 mil desempregados nesta situação, portanto os patrões ficam com a possibilidade, só por esta via, de “sacar” no limite à Segurança Social mais de1.146 milhões €. E têm o direito a este “apoio financeiro independentemente do modelo contratual”, e de haver “criação liquida de emprego” apenas durante o período de duração do contrato que, evidentemente, poderá ser de 6 meses pois o seu controlo é apenas “durante a concessão do apoio financeiro”.

É um autêntico maná para os patrões que não fica por aqui. O “Acordo” promove a redução de salários pois inclui o pagamento, pela Seg. Social, ao trabalhador de uma parte do subsídio de desemprego (50% nos 1º seis meses, e 25% nos 6 seguintes) se aceitar um emprego com um salário muito inferior ao subsídio de desemprego; cheques de formação para as empresas, etc. As “reformas estruturais”, ou o “paraíso” prometido por Passos Coelho e pela “troika estrangeira”, constantes também do “Acordo UGT/patrões/”, tão elogiado por toda a direita, só poderá trazer mais recessão económica, mais desemprego, mais desigualdades, e mais pobreza aos portugueses Como afirmou Joseph Stliglitz, prémio Nobel da economia, em visita a Portugal: “Estas medidas ao agravarem as desigualdades, reduzem o mercado interno, e agravam a crise. Muitas vezes, essas políticas são sinónimo de diminuição de salários, e isso, num ambiente já contraccionista, só agrava a recessão”.(Público, 18.1.2012). Mas os jornalistas e os economistas afectos ao poder, com acesso fácil aos média, estão cegos para tudo isto e só elogiam.

Eugénio Rosa

Rodrigo y Gabriela - Diablo Rojo



O duo mexicano gravou um novo disco em Cuba com uma orquestra de 13 elementos. Álbum Área 52

INICIATIVA - LUTA EM DEFESA DA FERROVIA NA LIVRAÇÃO

O PALCO DA INICIATIVA COM REPRESENTANTES DA COMISSÃO DE UTENTES E AUTARCAS











ÁLVARO PINTO, A VOZ SOLIDÁRIA DOS FERROVIÁRIOS





AS BANDEIRAS NEGRAS DA INDIGNAÇÃO









O POVO EM DEFESA DOS SEUS INTERESSES











Centenas de pessoas manifestaram-se hoje, na Livração, Marco de Canaveses, contra o encerramento da linha do Tâmega e aprovaram uma moção a exigir a reposição de transportes alternativos de autocarro assegurados pela CP

Representantes da Comissão de Utentes puseram à consideração popular a moção que se propõe enviar ao Presidente da República, ao Governo e à Assembleia da República, e que foi aprovada por unanimidade.

José Gonçalves, porta-voz da comissão, reafirmou que aquela via-férrea, com 12 quilómetros, entre Amarante e a Livração, no concelho do Marco de Canaveses, era a ligação mais rápida e económica entre as duas localidades.

Para aquele ativista, que falava no coreto da localidade, os utentes da linha ficaram sem alternativas de transporte, sobretudo depois de a CP ter acabado, no dia 31 de dezembro, com o autocarro que assegurava a ligação desde a suspensão de circulação ferroviária na linha do Tâmega.

José Gonçalves reafirmou críticas à câmara de Amarante, acusando o seu presidente de "subserviência face ao poder central".

Sempre muito aplaudido, o porta-voz dos utentes censurou o comportamento da ex-secretária de Estado Transportes, Ana Paula Vitorino, que em 2009 ordenou o encerramento da linha para obras, comprometendo-se com a reabertura da linha dois anos depois, o que nunca veio a ocorrer.


MOÇÃO DE APOIO À REABERTURA DA LINHA FERROVIÁRIA DO TÂMEGA
Os signatários abaixo assinados, reunidos no Largo da Livração, Toutosa, Marco de Canaveses, em 21 de Janeiro de 2012, e utentes da Linha Ferroviária do Tâmega, decidem aprovar e tornar pública a seguinte moção:
Após o encerramento, supostamente temporário, da Linha do Tâmega a 25 de Março de 2009, com vista à sua requalificação e abertura no prazo máximo de dois anos, o actual Governo decidiu extinguir definitivamente esta infra-estrutura que em muito contribuía para a melhoria das condições de vida dos habitantes da região.
A centenária linha de caminho-de-ferro do Tâmega servia as populações de Marco de Canaveses e Amarante, numa região onde faltam serviços públicos fundamentais, e onde escasseiam alternativas de transportes que permitam às pessoas deslocarem-se para as escolas, empregos e outras valias que na sua freguesia não encontram.
O motivo pelo qual estava prevista uma requalificação da linha do Tâmega, prende-se, por um lado, com o facto de se tratar de uma linha antiga a necessitar de obras, mas também com o facto de serem reconhecidas as potencialidades que o caminho-de-ferro tem para dinamizar o desenvolvimento de uma região que tem um dos maiores índices de pobreza e de desemprego no país, e dessa forma contribuir para que as populações mantenham um nível de vida digno, apostando também num transporte colectivo sustentável e ecológico.
ASSIM, tendo em conta que o troço da via-férrea entre a Livração e Amarante:
* é o meio de comunicação mais económico, curto e rápido entre estas duas localidades,
* contribui para a diversificação e o aumento dos visitantes à região,
* possui uma inegável importância histórica graças aos quase 100 anos durante os quais esteve em funcionamento.
TENDO ainda em conta que:
* algumas populações servidas pelo caminho-de-ferro, não têm uma ligação rodoviária adequada, estando por isso muito dependentes da transporte ferroviário,
* a anterior decisão que havia em requalificar a linha e as expectativas que foram criadas na população,
OS SIGNATÁRIOS da presente moção solicitam aos responsáveis políticos nacionais, regionais e locais a REABERTURA da linha ferroviária do Tâmega, como via indispensável para o desenvolvimento da região e a REACTIVAÇÃO do serviço de transporte rodoviário, feito em autocarros, assegurado pela CP, até à reabertura da linha.
Livração, 21 de Janeiro de 2012

Obs.: esta moção depois de aprovada e assinada pelos presentes será remetida para:
* Presidência da República
* Governo Português
* Assembleia da República
* Presidentes das autarquias de Marco de Canaveses e Amarante
* Comunicação social

A manifestação acabou, ainda, por ficar marcada por vaias dos populares ao Presidente da Junta de Vila Caiz, quando este acusou a comissão de utentes por não ter dialogado com as freguesias, a que a Comissão de Utentes respondeu que este Presidente foi contactado três vezes durante a semana e andou sempre a adiar o seu apoio.

Nada se estranha de autarcas do PSD e do PS sempre prontos a cumprir as directivas da cúpulas partidárias lisboetas.

domingo, 22 de janeiro de 2012

sábado, 21 de janeiro de 2012

Etta James - At Last



Etta James - 25 de janeiro de 1938 /20 de janeiro de 2012

As bojardas de Cavaco Silva


As declarações de Cavaco Silva relativas às suas pensões são uma afronta à nossa inteligência e às dificuldades em que vive boa parte da população portuguesa. Dizendo que recebe 1300 euros de pensões mais qualquer coisa que não quantificou e que isso não lhe chega para as despesas, depois de ter prescindido do vencimento de Presidente da República, é algo que escapa ao entendimento de toda a gente....

Em primeiro lugar porque não é esse o valor de pensões que recebe.

Em segundo porque omite o património edificado e financeiro de que dispõe.

E em terceiro lugar porque não referiu a que tipo de despesas a que se refere, sendo altamente improvável que esteja a falar de alimentação, vestuário, transportes, despesas de saúde e educação, habitação principal, que são as despesas que afligem a generalidade das pessoas.

Terá encargos com outras habitações que a generalidade dos portugueses não tem. E certamento os tem por decisão sustentada nos próprios recursos ou em préstimos que terá contraído para esse fim.

O Presidente da República é uma figura ímpar no nosso sistema político. O respeito para com essa figura, apesar das diferenças de opções políticas, não tem sido quebrada. Mas com esta declaração dá um tiro no pé, mas dos grandes!

(em antreus.blogspot.com)

O sr. deputado do PSD devia ter vergonha por defender o fim do horário d...



a Deputada Rita Rato (PCP) em ataque cerrado á direita parlamentar. Bravo!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

leitura

Sinopse

“Em A Queda dos Gigantes, o primeiro volume da trilogia "O Século", as vidas de 5 famílias - americana, alemã, russa, inglesa e escocesa - cruzam-se durante o período tumultuoso da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do Movimento Sufragista.
Neste primeiro volume, que começa em 1911 e termina em 1925, travamos conhecimento com as cinco famílias que nas suas sucessivas gerações virão a ser as grandes protagonistas desta trilogia. Os membros destas famílias não esgotam porém a vasta galeria de personagens, incluindo mesmo figuras reais como Winston Churchill, Lenine e Trotsky, o general Joffreou ou Artur Zimmermann, e irão entretecer uma complexidade de relações entre paixões contrariadas, rivalidades e intrigas, jogos de poder, traições, no agitado quadro da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do movimento sufragista feminino.
Um extraordinário fresco, excepcional no rigor da investigação e brilhante na reconstrução dos tempos e das mentalidades da época.”
Editorial Presença, 2010

Acabei de ler o 1.º volume da Trilogia O Século, de Ken Follett, intitulado A Queda dos Gigantes. Trata-se um volume de 900 páginas, com um registo histórico de factos impressivos da primeira metade do século xx, salpicado por episódios não verídicos, mas simbólicos. Embora seja a visão algo egocêntrica de um galês, sublinhe-se no autor e na sua obra dois aspectos importantes: o reconhecimento do papel importante do sindicalismo e do sufragismo na evolução histórica, bem como da perspectiva revolucionária nomeadamente na Rússia czarista e a confirmação do apoio de uma grande coligação internacional aos contra-revolucionários na Rússia de Lenine.
Uma única referencia á participação portuguesa na primeira guerra mundial com um diálogo em que um delegado português á Conferência de Paz referia nunca Portugal ter assinado um Contrato ou Acordo Internacionais que não tivesse a palavra Deus como fonte inspiradora. Motivo de galhofa já então.
CR

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ruben Gonzalez - Como siento yo

humor negro



COMUNISTAS FAZEM AFUNDAR CONCÓRDIA

A culpa é sempre dos comunistas. É culpa dos comunistas que o governo tenha desencadeado uma das maiores ofensivas contra os trabalhadores.

É culpa dos comunistas que a CGTP, e bem, se tenha recusa a dar a sua anuência aos sonhos e aspirações das confederações patronais e do governo.

E agora parece que é culpa dos comunistas que a UGT tenha assinado o tal acordo agressivo. Não fosse tão ridícula esta declaração de João Proença, que agora também afirma que assinou o acordo porque houve senhores "não socialistas" da CGTP que lhe pediram que o fizesse e talvez tivesse algum crédito.

Ah, é verdade, consta por aí que havia dois comunistas e um marinheiro com gosto pela literatura anarquista no paquete que se afundou ao largo de Itália! Libertem o comandante, já! Estão encontrados os responsáveis!

(em aessenciadapolvora.blogspot.com)

Comentário: numa escotilha, vislumbra-se João NãoPensa, secretário geral da União Geral dos traidores, vitima dos comunistas da CGTP, que lhe sabotaram a perspectiva de umas férias á custa do Capital e sem sombra de Vergonha.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

humor



alguns dos mauzões oposicionistas do PS



o secretário geral á busca do tom certo da encenação



o champanhe dos festejos



o herói da farsa, o clown

Arménio Carlos debate com Mário Crespo, o porta-voz do governo


Arménio Carlos debate com Mário Crespo (nos próximos dias suceder-se-ão monólogos entre todos os Duques para, convenientemente, higienizar a opinião)

Este vídeo é o exemplo da luta ideologica cerrada que se trava em Portugal, entre as massas populares e uma oligarquia politica e económica, que tem ao seu serviço os novos João Coito. O fascismo vem aí, por mais que alguns se riam disso. E convém ter nas nossas trincheiras os melhores generais, como o Arménio Carlos provou ser.

Mário Crespo – Corpo a corpo...

O baboso Mário Crespo (que alguns insistem em considerar um grande jornalista) ainda não se refez da perda do seu famoso programa “Plano Inquinado”... perdão, “Inclinado”, programa onde eram debatidas as minudências do dia a dia do país, pela “ciência” do prof. Nuno Crasso, desculpem, Crato, e essa luminária irascível que dá pelo nome de Merdinha Carreira... chiça!... Medina!!! (isto hoje está bom, está!).
Por enquanto, resta-lhe babar-se em direto na TV, aqui e ali, sobre os seus “amores”, embora o que lhe dê mais prazer seja destilar azedume, preconceito e falta de profissionalismo, sobre os seus “ódios de estimação”.
A CGTP é um desses ódios antigos do Crespo, logo, Arménio Carlos, também. É o que se pode ouvir e ver nesta peça nojenta da SIC Notícias, onde o baboso Crespo faz tudo o que pode, ora pelo ar escarninho, ora pela provocação, ora pelo simples ruído, para que o pensamento e os argumentos de Arménio Carlos não passem.
Felizmente, não teve sucesso!

O Arménio Carlos conseguiu a difícil proeza de lutar com um porco... sem se sujar.


(em samuel-cantigueiro.blogspot.com)

texto retirado do baú

Excertos do diário íntimo de Correia de Campos

15.01.2008, José Vítor Malheiros, jornalista

Há pessoas tão estúpidas que nem percebem a diferença entre um SUB, um SUP e um SUMC
"Há pessoas muito estúpidas. Há pessoas tão estúpidas que nem sequer percebem que, quando se fecha o serviço de urgência do hospital da sua terra, isso é para o seu bem. Há pessoas tão estúpidas que nem sequer percebem que muitos dos serviços de urgência que se fecham nem sequer são verdadeiros serviços de urgência e que o facto de estar lá um médico que os ouve, os examina, os atende e os trata é secundário quando se compara isso com a racionalidade da rede de urgência nacional e pode até ser mais prejudicial do que benéfico. Mais: há pessoas tão estúpidas que são capazes de confundir "emergência médica" com "urgência médica" ou mesmo com um simples caso agudo. Apesar de isto até já ter sido explicado na televisão!
Mas não é tudo: há pessoas que são tão, tão estúpidas que levam a sua estupidez ao ponto de levar uma criança a uma urgência hospitalar durante a noite e lá passar cinco horas com a criança embrulhada numa manta nos joelhos só porque têm medo de que se trate de uma coisa grave que exija uma rápida intervenção médica, quando qualquer médico percebe que não é nada grave e que tudo o que é necessário é baixar a febre e fazer inalações de vapor. É gentalha como esta que entope o sistema. E há mais: há pessoas tão supinamente estúpidas que nem percebem a diferença entre Serviços de Urgência Básica, Serviços de Urgência Polivalente e Serviços de Urgência Médico-Cirúrgica (como se eu já não tivesse explicado o que significam estes conceitos) e que dizem que tudo o que querem é poder ter acesso rápido a cuidados médicos em caso de necessidade. Uma tristeza.
Há pessoas tão estúpidas que acham que quando lhes dizemos que a intervenção precoce é fundamental em casos de AVC ou ataque cardíaco ou coisa semelhante acham que isso quer dizer que devem ter acesso a cuidados médicos ali ao pé de casa e não percebem que uma hora ou duas a mais ou menos (ou três ou quatro) no fundo não tem importância nenhuma. Há pessoas tão estúpidas (e tão egoístas) que não percebem que na política de saúde se trata antes de mais de estatísticas e que a importância do seu caso pessoal empalidece ao pé de mil outros. Mas isto ainda não é tudo: há pessoas que são tão estúpidas que nem percebem que não tem a mínima importância terem de se deslocar umas dezenas de quilómetros até ao SUB ou SUP ou SUMC, conforme o caso, porque podem apanhar um táxi ou uma ambulância ou mesmo um helicóptero. Algumas destas pessoas são tão indiferentes às prioridades da organização da rede de urgência que levam o seu egoísmo ao ponto de se queixarem da despesa e do incómodo que essas deslocações lhes causam. O que são 200 ou 300 euros quando é a saúde que está em causa?
Outras pessoas levam a estupidez ao ponto de se queixarem de passar horas à espera nas urgências, sem perceber que isso significa que devem estar num hospital central com todas as valências, o que só por si lhes devia agradar. Outras pessoas são tão estúpidas que se queixam de que houve serviços que foram fechados antes de terem sido abertos os serviços alternativos. Há até quem se queixe por haver 650.000 pessoas sem médico de família. E até há pessoas tão estúpidas (algumas delas altamente colocadas) que acham que os portugueses têm razões para se perguntarem para onde vai o país em matéria de cuidados de saúde e que consideram que a reforma não foi suficientemente explicada. Há outras pessoas que são tão estúpidas (incluindo pessoas que fazem parte de comissões técnicas que até deviam perceber destas coisas) que acham que as intervenções na rede de urgências começaram a ser feitas antes de se ter pensado no quadro global e que se está a pôr o carro à frente dos bois e a tomar decisões avulsas conforme as pressões locais.
Há tantas pessoas tão estúpidas que acho que a única solução é mesmo dissolver o povo. Ia reduzir o acesso às urgências."

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Dougie MacLean - Ready For The Storm

LOW COST e BIG LATA

O antigo secretário de Estado da Justiça garante que optou "sempre pelo 'low cost' e nunca pela incultura" na remodelação ao gabinete que ocupou enquanto esteve no Governo. "O custo foi minúsculo e para os incrédulos sugiro que comparem despesas de remodelação dos gabinetes dos dois secretários de Estado", escreve na sua página do Facebook.
José Magalhães garante que a opção decorativa que adoptou quando remodelou o gabinete que ocupou enquanto foi secretário de Estado da Justiça procurou aludir ao heterónimo de Fernando Pessoa, "Ricardo Reis e à herança cultural da antiguidade clássica".

Em reacção à notícia publicada na sexta-feira, no "Correio da Manhã", o antigo governante garante que na redecoração, optou "sempre pelo 'low cost', mas nunca pela incultura". Magalhães assegura que "o custo foi minúsculo e para os incrédulos sugiro que comparem despesas de remodelação dos gabinetes dos dois secretários de Estado".

Sobre as opções decorativas, o antigo secretário de Estado de José Sócrates diz que "tinha uma foto do Terreiro do Paço ao longo da parede, reflectindo num espelho (forma elementar de ampliar uma salinha minúscula, mas com vista esplendorosa). Uma foto obviamente suspeita. Como podem mentes incultas gerir com eficiência", ironizou. Magalhães não faz qualquer alusão às referências maçónicas que, segundo o "Correio da Manhã", também foram tidas em conta na remodelação do gabinete. Sabe-se agora que o ex-governante PS comprou símbolos maçónicos com dinheiros publicos.

De acordo com o "Correio da Manhã", a renovação do gabinete do antigo secretário de Estado da Justiça custou mais de 62 mil euros. "A remodelação do espaço de trabalho do ex-governante, segundo os dados a que o 'CM' teve acesso, não foi barata: de uma despesa total superior a 62 mil euros, quase metade, no valor correspondente a mais de 26 400 euros, diz respeito a gastos com a aquisição de sofás, cadeirões, secretárias, candeeiros e carpetes. E um conjunto de computadores portáteis, televisor LCD e telefones portáteis atingiu a quantia de 16.500 euros", revela o jornal.

O pior jornalismo vindo da Estação Televisiva de Carnaxide veio ao de cima com a referência á condição de ex-PCP de José Magalhães. A bem da verdade não se nega ele ter sido militante do PCP até 1990, e mesmo seu deputado de 1983 a 1990. Mas sublinhe-se que, após ser deputado "independente" de 1990 a 1991, a sua vida politica decorreu por longuissimos anos (e "proveitosos" para ele) debaixo do simbolo PS (deputado e governante ate 2011). O PCP não patrocina estratégias de low cost...COM OU SEM AVENTAL DE UMA SOCIEDADE SECRETA.

O país não são os banqueiros seus amigos, sr. deputado Pedro Pinto!



O discurso acutilante de Miguel Tiago (PCP) e o nababo do Pedro Pinto (PSD)

sábado, 14 de janeiro de 2012

Titãs - Vossa Excelência



Parece que os Xutos e Pontapés TAMBÉM cantam isto, envergonhadamente.

Vossa Excelência (Titãs)

Estão nas mangas dos Senhores Ministros
Nas capas dos Senhores Magistrados
Nas golas dos Senhores Deputados
Nos fundilhos dos Senhores Vereadores
Nas perucas dos Senhores Senadores
Senhores!
Senhores!
Senhores!
Minha Senhora!
Senhores!
Senhores!

Filha da Puta! Bandido!Corrupto!Ladrão!

Sorrindo para a câmara
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmaras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado

Isso não prova nada!
Sob pressão da opinião pública
É que não haveremos de tomar nenhuma decisão!
Vamos esperar que tudo caia no esquecimento
Aí então...
Faça-se a justiça!
Vamos arrumar vossas acomodações, Excelência.

Filha da Puta! Bandido! Corrupto! Ladrão!

Alvaro Santos Pereira desafia portugueses a exportar "natas"!




A verdadeira nata dos economistas...

Depois da colossal exportação de pastéis de nata que se avizinha... espero que, no fim de tudo, sobrem uns tantos já bem duros e azedos, para recompensar (de preferência bem em cheio) o ministro Álvaro, pela genial ideia que irá salvar a nossa economia.
É uma nova estirpe de “doença bipolar”: intercalar a canalhice com momentos da mais profunda idiotia!

em samuel-cantigueiro.blogspot.com)

O Ministro que temos!!! As ideias imbecis e desactualizadas do Professor Universitário "Canadiense".

COMENTÁRIO: E porque não "exportar" linguas de gato ...ou favas com chouriço... ou arroz de cabidela?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

carta

eu gosto muito da euroxondajem. é sempre muito oportuna. dá o psd a subir, o ps a subir, o cds a descer pouco, o bloco a subir um bocadinho, e ... os comunistas a descer. gosto assim. andaram metidos lá com os serviços secretos, com a maçonaria, com o Pingo Doce e queriam subir? se não fosse o Portas e o Cavaco, a fazer manifestações a defender o leite e contra as taxas devoradoras da saúde, que os comunistas querem aumentar, como estariamos? e não foram os comunistas, que queriam pôr o aparelho da transmissão da televisão?
eu gosto muito da euroxondajem. Dá a imagem dos politicos a descer, essa gente corrupta, com a excepção do Portas. Dá a imagem das instituições a descer, sobretudo a assembleia da república... que o governo faz o que pode, coitado. ainda agora aumentou as pensões mínimas, não é muito mas é melhor do que nada. os comunistas aumentaram alguma coisa as pensões minimas? eu gosto muito da euroxondajem. É séria, baseada nuns telefonemas, nunca se engana.
um destes dias vou fazer uma promessa em fátima, para que os senhores da euroxondajem possam ter muita saúde. e energia, contra os ateus.

um percurso desde há 10 anos



A Farpa

O ano de 2002 inicia-se em Lordelo com uma publicação que fez e faz história: A Farpa. O editorial do boletim explica que o nome é uma “alusão às crónicas de Eça de Queirós e de Ramalho Ortigão, mas também porque numa terra de marceneiros, a farpa (de madeira) é frequentemente infligida nos dedos dos mais incautos. Metaforicamente, este nome assume uma dimensão profunda porquanto revela a necessidade da crítica incisiva ao estado actual da sociedade lordelense”.
Odiado por alguns e admirada por muitos, o pequeno jornal tornou-se uma referência incontornável que ultrapassou as fronteiras da freguesia de Lordelo.
De facto, o grupo de jovens liderados pelo camarada Miguel Correia foram os protagonistas de uma intervenção política, que veio dar um novo impulso ao Partido na maior freguesia de Paredes.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

património histórico



A Casa dos Magalhães é um edifício do Século XVIII, que pertencia à familia Magalhães em Amarante. Encontra-se em ruína desde 1809, quando foi incendiado pelas tropas francesas durante as 2ªs invasões francesas. Actualmente, é um dos principais pontos turísticos da cidade e também símbolo da resistência contra os invasores franceses.

humor

a "sensibilidade social" dos poderosos



Decorria, na SIC-N, o programa “Contracorrente”. A pivot Ana Lourenço dirigiu uma pergunta diretamente a António Barreto:
- Perante esse diagnóstico e os oitocentos milhões... ou setecentos e cinquenta milhões... não acha abominável que se discuta se alguém com setenta anos tem direito à hemodiálise ou não?
Enquanto António Barreto ficou paralisado, embasbacado, sorrindo com a cara de parvalhão que se lhe conhece... a sempre ladina Manuela Ferreira Leite meteu rapidamente a colherada:
- Tem sempre direito, se pagar!
E foi por aí fora, debitando pela enésima vez a treta liberal segundo a qual não é possível ter um Serviço Nacional de Saúde gratuito para todos, e blá, blá, blá, blá, blá, blá... o que traduzido quer dizer que o que resta de classe média ainda com algum poder de compra deve juntar-se aos mais ricos, para ajudar a engordar o chorudo negócio privado da saúde, deixando o SNS sem meios, entregue aos “pobrezinhos” e à caridade.
Acho que já gastei todos os adjetivos adequados a esta figurona do PSD... e à hora a que escrevo não está nada aberto para ir comprar mais. Mesmo assim, não posso deixar de dizer que estas declarações (pelas quais os visados, muito justamente, exigem um pedido de desculpas) deixaram no ar aquele cheiro nauseabundo que empesta tudo, que se cola à roupa, que dá volta ao estômago... como se estivéssemos a passar por Cacia, ou Vila Velha de Ródão, num daqueles dias piores.
Não vou também perder tempo a desejar que a ex-governante (que já ultrapassou os setenta anos) se veja na situação de precisar de hemodiálise... e não ter dinheiro para a pagar.
Dizer ainda que, das duas fotografias que tinha da dona Manuela em pose de “República”, estive muito inclinado a publicar a outra em que, tal como no célebre quadro de Delacroix, ela empunha a bandeira com os gloriosos seios desnudados... mas graças ao titânico esforço conjunto e capacidade persuasiva de todos os deuses do Olimpo, acabou por prevalecer o bom senso!
(em samuel-cantigueiro.blogpress.com)

http://youtu.be/2kU8a03yzpk

Coisas destas, vindas de quem vêm, não são propriamente uma novidade. Não vale a pena, como já li por aí, sugerir a insanidade da senhora. Ela não está senil. E o problema é precisamente esse. É que ela está mesmo a ser sincera, está mesmo consciente e é exactamente aquilo que ela pensa. Quando Ferreira Leite sugeriu “a suspensão da democracia”, queria mesmo pôr “tudo na ordem” de forma ditatorial. Quando disse que o objectivo do casamento era a procriação, estava mesmo a verbalizar a sua doutrinação irracional. Quando disse que não devia ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite, estava mesmo a defender a censura. Escusam de vir com “foi tirado do contexto”, “não se explicou bem”, “não era isso que queria dizer”, “foi mal interpretada”, não foi nada. A senhora diz o que pensa e pensa no que diz, expondo aos olhos de toda a gente o seu fastiento atraso idiossincrático.
PS: Não se escandalizem muito com palavras de “defuntos” políticos. Há “sobrevivos” que pensam exactamente da mesma maneira. Sobretudo no mesmo partido e que é, por acaso, aquele que está no governo. Dito por outras palavras: é esta gente que manda.
(em adargumentandum.wordpress.com)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Gnarls Barkley - Crazy

ACTIVIDADE

Acabei de completar a elaboração e encadernação do Volume XII de “Como se fosse percorrido a pé – Fragmentos da História do PCP no Porto Interior”, de que sou autor.

Esta recolha de informação, que abrange os anos de 2001 a 2011, é relativa á intervenção do PCP em Concelhos do Vale do Sousa e Baixo Tâmega e engloba desde as propostas parlamentares de alterações do PIDDAC, os conteúdos de conferências de imprensa, iniciativas e repercussão na imprensa regional e local, até cartazes de manifestações do movimento sindical unitário. Referência específica para a actividade das comissões concelhias, com os problemas locais e programas eleitorais da CDU. E também dossiers de trabalho como a água pública ou desemprego.

Este registo histórico enriquece-se com referências e textos de (e sobre) Armando Mesquita, Arnaldo Mesquita, João Lima, José Calçada, José Paulo Gonçalves, Manuel Vilas Boas.

grande expediente lusitano

Política - Catroga defende o seu valor de mercado na polémica dos nomes para a EDP - RTP Noticias, Vídeo

É o Grande Expediente Lusitano, a grande loja de favores e de lealdades “á sombra”, central distribuidora de tachos, gestores e carreiras politicas. Não têm aventais, nem rituais exóticos. Praticam o “venha a nós o vosso rendimento”

É Eduardo Catroga, o desbocado irmão mais velho do Passos imberbe e juvenil, com um salário mensal num Conselho Luso-Chinês de 45.000 euros mensais, mais 9.600 euros de pensão, uns pintelhos…a preços de mercado.

É Celeste Cardona, a discreta ex-ministra, que depois foi banqueira, e agora é especialista em “luzes”…da ribalta.

É o Teixeira Pinto, o bêcêpê, autor da proposta de revisão constitucional PSD que apresenta o supremo argumento da “razão atendível” para despedimento e portador de incapacidade... “flexível”

É o Braga de Macedo, o cavaquista ex- ministro das finanças, um dos percursores mediáticos do sacrifício para o povo.

É Manuel Frexes, presidente da Câmara do Fundão, nomeado pela Cristas para as Águas de Portugal, num esforço para racionalizar um sector a que a autarquia do Fundão deve 8,3 milhões de euros…

É o Castelo Branco (não, não é o outro!) do CDS do Porto, o vice presidente da Câmara que abandona o Rio… igualmente nomeado pela Cristas, para a mesma AdP… conjuntamente com um Manuel Fernandes Thomas, igualmente da “bolinha ao Centro”

País - Nomeações para a Águas de Portugal causam polémica - RTP Noticias, Vídeo

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Economia - Produtores de leite protestam junto a hipermercado em Matosinhos - RTP Noticias, Vídeo

Economia - Produtores de leite protestam junto a hipermercado em Matosinhos - RTP Noticias, Vídeo

Perto de três mil produtores de leite manifestaram-se esta manhã em Matosinhos, para contestar a campanha de uma cadeia de hipermercados nacional, que colocou o litro e meio de leite a treze cêntimos, abaixo do custo de produção.

domingo, 8 de janeiro de 2012

as organizações locais do PCP em luta pela Saúde (III)



A Organização da Freguesia de Lordelo do PCP colocou, hoje, uma faixa junto ao Centro de Saúde, como forma de protesto contra o aumento exorbitante das taxas moderadoras nos serviços de saúde públicos, expressão do pacto de agressão estabelecido pelas troikas nacional (PSD, PS e CDS) e internacional (FMI/BCE/UE).



...O mesmo fez a Comissão Concelhia de Paredes do PCP frente á Unidade de Saúde de Paredes...



...e a Comissão Concelhia de Penafiel do PCP.

GRAFISMO



De Gui Castro Felga

Leonard Cohen - Show Me The Place



Do álbum "Old Ideas", a sair no final do mês.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Oswaldo Montenegro - Metade




Metade (poema de Ferreira Gullar - Prémio Camões 2010)
Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

a economia dia-a-dia



PORTUGAL: A INIQUIDADE DESTA AUSTERIDADE

Entre os países da União Europeia mais afectados pela crise, Portugal é o único onde as medidas de austeridade exigiram um esforço financeiro aos pobres superior ao que foi pedido aos ricos, revelou um estudo recente publicado pela Comissão Europeia. Na comparação com a Grécia, Estónia, Irlanda, Reino Unido e Espanha, Portugal é também o País que regista um dos maiores aumentos de risco de pobreza devido às medidas de consolidação orçamental adoptadas durante a crise, ultrapassando a barreira dos 20% de população em risco.

HUMOR - E a grana sumiu...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

fotografia



Depois dos "Mouras" lisboetas, que nos fazem perder o bom senso, nada como um bela fotografia do granitico Porto

POEMA

NÃO TRAIO
(boca cerrada de raiva)

Não traio.
Porque insistes?
Não traio.

Desde criança que meu Pai me ensinou
não haver tempestade
na terra ou nos céus
que não traga
a praga
de um falso herói
salvador da Cidade.
Ou a esperança de um semideus
com um raio
na Mão
que tudo destrói
para pintar depois o sol e o Chão
de outra realidade.
Mas nunca encontrarás traidores
entre os que sempre como eu sonhámos combustões
de novas flores
com pétalas de asas de liberdade
que só nascem e crescem regadas pelos gritos e lágrimas
das multidões.

Povo, continua! Não páres a tua tempestade.

José Gomes Ferreira

M83 - 'Midnight City'



Do melhor da musica electrónica de 2011

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

poemas

A CANÇÃO DA FOME

Prezado senhor e rei,
sabes a notícia grada?:
segunda comemos pouco,
terça não comemos nada.

Quarta sofremos miséria,
e quinta passámos fome,
na sexta quase nos fomos,
não se aguenta quem não come.

Por isso vê se no sábado
mandas cozer o pãozinho,
senão no domingo, ó rei,
vamos comer-te inteirinho.

Georg Weerth

COMEI OS VOSSOS PERUS

Comei os vossos perus
burgueses anafados
e dai esmolinha aos pobres
que tendes esfomeados.

Um dia há-de chegar
em que sereis assados
não para subir ao céu.

Jorge de Sena

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

jimi hendrix - hey joe

Gestão CDU -Câmara de Almada termina o ano com saldo positivo




O município de Almada garantiu hoje que vai entrar em 2012 com “saldo positivo e sem qualquer dívida vencida a fornecedores e/ou empreiteiros”, sublinhando que considera tratar-se de um “caso inédito no país”. Em comunicado, a câmara presidida por Maria Emília Neto de Sousa assegura que terminou “as contas do exercício de 2011 com uma taxa de execução orçamental superior a 90 por cento (receitas e despesas)” e acrescenta que “a realização da receita foi de 105,7 milhões de euros e a realização da despesa foi de 98,2 milhões de euros”.
A autarquia explica que “os resultados conseguidos são também, por isso, um reflexo de práticas de excelência, decorrendo de um orçamento rigoroso e de uma gestão eficiente e eficaz” e salienta que “o facto de o município de Almada apresentar a totalidade das suas contas de 2011 no último dia útil do ano” é “uma situação que se crê ser inédita no país, quer no sector público quer no sector privado”.

A gestão CDU da Câmara Municipal de Almada mostra-se assim exemplar, assegurando qualidade de vida e equilibrio financeiro. Há Câmaras com resultados económicos desastrosos como a de Lisboa e Vila Nova de Gaia, aparecendo na Comunicação social a sua gestão como "modelar". Tretas...