um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
domingo, 21 de dezembro de 2025
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
DESENVOLVIMENTO
Os comunistas vietnamitas
apontam para uma taxa média de crescimento anual do PIB de pelo menos 10% entre
2026 e 2030. Estimam que o PIB per capita atinja 8500 dólares em 2030. Nos últimos
anos, a taxa de pobreza no Vietname diminuiu de forma significativa, passando
de 31 milhões de pessoas em situação de pobreza em 1992 para 600 mil este ano,
numa população total estimada em 101 milhões de pessoas.
quinta-feira, 13 de novembro de 2025
SOLIDARIEDADE INTERNA E EXTERNA
A campanha de eliminação de
habitações temporárias e precárias no Vietname que se deveria desenvolver até
2030 foi concluída em apenas 16 meses, antecipando em mais de 5 anos o prazo
previsto : 225 mil casas foram construídas e 79 mil casas reabilitadas.
O trabalho voluntário foi o
elemento determinante. Foram mais de 2,7 milhões de dias de trabalho oferecidos
por vizinhos, organizações sociais e militares do Exército do Povo DO Vietname.
A Juventude Comunista Ho Chi Minh contribuiu com mais de 485 mil jornadas ,
designadamente em zonas montanhosas e remotas.
Há dias, o embaixador de
Cuba em Hanói recebeu do Presidente do Comité Central da Frente Patriótica do
Vietname 23,3 milhões de dólares (a acrescer aos 15 milhões de dólares entregues
em agosto ao Presidente Miguel Dias Canel) numa campanha evocativa dos 65 anos
de amizade entre os dois países. O valor alcançado, assente sobretudo em muitos
pequenos contributos, superou em quase dez vezes a meta estabelecida.
Cuba foi o primeiro país a reconhecer
a Frente Nacional de Libertação do Vietname do Sul, enviando médicos e
enfermeiros e apoiando a reconstrução.
CR
segunda-feira, 8 de setembro de 2025
terça-feira, 26 de agosto de 2025
quinta-feira, 21 de agosto de 2025
segunda-feira, 4 de agosto de 2025
segunda-feira, 28 de julho de 2025
TEXTO
O ESTADO DA “BAZUCA”
Vivemos á sombra do PRR (Plano de Recuperação e
Resiliência). São 22 mil milhões de euros atribuídos a Portugal em 2021 pela
Comissão Europeia em subvenções (16.635 milhões de euros a fundo perdido) e
empréstimos (5.578 milhões de euros a taxa zero com prazo de pagamento até 30
anos). António Costa, em trânsito para a porta giratória para Bruxelas, chamava-lhe
propagandisticamente a “bazuca” salvadora do atraso estrutural de há décadas.
Havia objectivos predeterminados na habitação, na saúde, na mobilidade e na
digitalização.
Como estamos 4 anos após, e a um ano do prazo terminar?
Em maio de 2025, os relatórios oficiais falam em apenas 33%
do PRR executado. Escalpelizemos por componente. Comecemos pela Habitação. A
componente Habitação inicialmente dotada de 2.733 milhões de euros teve um
acréscimo para 3.226 milhões de euros em reprogramação posterior mas já no
Governo de Montenegro levou corte de 402 milhões de euros (redução de número de
fogos em 3.300). Mas destes 2.824 milhões de euros finais do programa para
Habitação, apenas 800 milhões de euros estão executados em julho de 2025.
A magnitude e a vertigem destes números não nos deve fazer
esquecer a vergonha escandalosa e o falhanço mais ou menos oculto desta gestão pública,
que não utiliza verbas disponíveis em favor dos mais desfavorecidos.
Quantas casas a
preços acessíveis estavam previstas construir? O Governo de Costa apontava para
32 mil fogos a construir via PRR. O Governo de Montenegro apontava a entrega
via PRR de 26.000 habitações até junho de 2026, mas depois ajustou o
“compromisso” até 2030 para 26.000 casas do PRR e 33.000 do Orçamento de
Estado. Porém até abril de 2025 só 1.950 foram entregues.
Vive-se uma emergência habitacional. Para quem vive em
múltiplas dificuldades para assegurar o direito a uma habitação digna, vivendo
em barracas ou paga mais de 50% do rendimento em renda ou prestação bancária,
impõe-se uma responsabilização política, administrativa, social e ética
concretas, sobretudo quando se prevê que 23% dos fundos atribuídos a Portugal
no âmbito do PRR não serão utilizados. E na Habitação, prevê-se que seja 1.200
milhões de euros (9.800 habitações a preços acessíveis). UM CRIME.
As múltiplas razões aduzidas para o atraso e baixa execução
do PRR confirmam (e não justificam!) a incompetência e a insensibilidade dos
governantes do PS e da AD, e de muitos empresários /patrões.
É uma Administração Pública, definida pelo conceito de Estado
Mínimo, esvaziada de quadros técnicos especializados (engenheiros, arquitectos,
juristas, gestores, informáticos) capazes de elaborar projectos e candidaturas,
com capacidade de contratar ou auditar. O mesmo se passa com as autarquias e
organismo do Estado Central como o IHRU. Uma Administração Pública burocrática,
na gestão e contratação, sem inovação social, sem coragem na decisão, partidarizada.
À incapacidade de construtores privados poder-se-ia responder com a
auto-construção em terrenos públicos supervisionada com base em projectos tipo e
em parcerias locais. Mas isso era pedir
muito.
É portanto um mundo negro de incapacidades,
vulnerabilidades, desresponsabilizações a que assistimos.
CR
sábado, 21 de junho de 2025
TEXTO
FILOSOFIAS E REALIDADES
O Homem moderno vive assoberbado por necessidades e
vivências típicas do presente, mas que aparentemente o impedem de estudar e
refletir sobre o passado e, muito menos, de sonhar e projetar-se no futuro. Ele
vive para a sobrevivência ou o sucesso imediato, algumas vezes para a
satisfação imediata de desejos e emoções. E não se diga que isto é exclusivo da
juventude.
O passado não o seduz claramente, o futuro não o
compromete. Assim assume-se como obediente de um curso, de um rio, que sente
que lhe bordeja a existência. Daí resulta a sua adesão a respostas simples,
primárias, e a simpatia por sentimentos básicos e globais. Mais do que
protagonista, ele quer-se espectador.
Porém não havendo filtros de racionalidade ou
moderação na narrativa que lhe impõem, ou que a si próprio se impõe, ele vê-se
confrontado muitas vezes com o insólito, o intraduzível, o inexplicável.
A consciência afasta-se da razão e caminha pelos
caminhos do místico, do burlesco e do medo. Como compreender o outro, o
diferente, aquele mais complexo ou mais sábio? O Eu é incapaz, e o Nós,
fragilizado, também. O silêncio instala-se. Nada se quer útil. Nada pode ser
útil. Só a mentira, o logro, seduz.
Caminha-se para um fim remoto. O pensamento
organizado, escorreito, está como se ele próprio percorresse uma estrada em
obras. E a dúvida acelera-se. Será a nova via local aceitável de navegação e
trânsito?
O génio do mal soltou-se da garrafa. Recentemente
descobriu-se uma rede organizada de criminosos, com ligações à estrema direita
mais reacionária, preparando um assalto violento às instituições democráticas.
Como é possível? Qual a sua extensão? Que cumplicidades? São a violência, o
ódio, as armas legais e ilegais, as comunicações encriptadas, a organização de
milícias, a infiltração nas forças de segurança, a pulverização de nomes e
associações com o mesmo fim (Portugueses Primeiro, 1143, Blood and Honour,
Hammerskins, Habeas Corpus, Movimento Armilar Lusitano). No Relatório Anual de
Segurança Interna, a sua actividade foi liminarmente e inexplicadamente apagada. Por quem? Porquê?
Já se sabia da existência e influência dos neonazis
nas redes sociais. Já se conheciam as ligações, algumas familiares, com
partidos parlamentares e outros. O caldo de cultura e os financiamentos são
conhecidos.
O aparelho de Estado está permeável. Uma responsável
da Unidade Nacional Contra o Terrorismo da PJ veio a público com a equiparação da extrema direita e uma “extrema esquerda”.
Convinha que esclarecesse que factos conhece, para uma tal simetria. O mesmo
disse Carlos Moedas, mas esse é demasiado pequeno para se levar a sério.
Se não, perguntar-se-á: Quem nos
protege da Polícia? Ou da Justiça? Quem nos protege das infiltrações nas Forças
de Segurança? Quem nos protege do aparelho de Estado, de um Estado Democrático,
exposto a ideais neonazis? Nós, resistindo com coragem.
CR
terça-feira, 3 de junho de 2025
quarta-feira, 28 de maio de 2025
sexta-feira, 2 de maio de 2025
do baú
ELA
E O ESPÍRITO SANTO
Soubemos recentemente
que Maria de Belém Roseira m, a ex-Ministra da Saúde de António Guterres nos
anos de 1995 a 1999 e actualmente deputada PS, tinha sido contratada como Assessora
para as Questões de Saúde do Grupo Espírito Santo. A citada senhora exerce à
data o cargo de Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde e tem também
responsabilidades na União das Mutualidades portuguesas.
A avença em causa
destinar-se-ia (cito) “dar pareceres sobre a estratégia da Espírito Santo Saúde
nomeadamente na área dos cuidados continuados”, vulgo idosos e dependentes. A explicação
é simplista: ninguém acredita que o Grupo Espírito Santo não tenha uma
estratégia orientadora para o sector. O que falta é provavelmente a ligação
funcional privilegiada com os centros de influência e decisão. E aqui
justifica-se a avença.
Muitos referiram a
promiscuidade latente entre o exercício de cargos públicos e o serviço de
interesses privados. Outros referiram a incompatibilidade do Deputado e do
Estratega privado e relembram a frase histórica sobre a mulher de César… Outros
lembraram a actividade recente dos grupos privados na Saúde e os lucros
gigantescos que se avizinham nomeadamente nos sectores relacionados com a
prestação de cuidados de saúde a velhos, idosos e dependentes.
Ficamos a saber que
ao aprovar estas incongruências e negociatas, o PS se identifica mais com os
interesses do BES do que com a defesa do Serviço Nacional de Saúde.
Tenho para mim que há
igualmente um traço de continuidade divina que vai de Belém ao Espírito Santo,
do Hospital da Luz à Misericórdia, passando por outros altares e cofres fortes.
Pina Moura, antes de ser Iberdrola, era chamado O Cardeal. Maria de Belém,
antes de converter-se ao Espírito Santo, anseia ser a Santinha da…Roseira.
Cristiano Ribeiro
sábado, 19 de abril de 2025
terça-feira, 15 de abril de 2025
segunda-feira, 31 de março de 2025
quinta-feira, 13 de março de 2025
terça-feira, 4 de março de 2025
retirado do baú, escrito há 30 anos
ARTES
E MANHAS N.º111
A recente homenagem
promovida pela Câmara de Paredes a jovens personalidades, nascidas ou vivendo
no concelho, no dia da comemoração do 5.º Aniversário da elevação de Paredes a
cidade, é um gesto simbólico rico em conteúdo.
Tal como é referido
em brochura distribuída contendo a biografia de cada um dos homenageados, há
que reconhecer e glorificar dotes e actividades e apontar exemplos vivos de
generosidade a toda a sociedade.
Sem dúvida que há
jovens que na sua área específica de intervenção tiveram e têm um destaque
importante, fruto, em primeiro lugar, do seu esforço, dedicação e persistência.
Na escalada para o sucesso tiveram necessariamente o apoio de uma mão amiga, do
treinador dedicado, do professor empenhado, do chefe perspicaz, da família
compreensiva, do amigo entusiasta. Não desconheço também que por vezes a sorte,
a oportunidade, a ocasião única, dão uma contribuição importante para o brilho
do sucesso.
Indiscutivelmente há
muitos jovens cujas potencialidades de crescimento e realização esbarram com a
inexistência de apoio, de compreensão das suas necessidades, de ajuda na
difícil procura da sua vocação. Esses nunca serão homenageados, nunca sentirão
como justa e sua a homenagem da Câmara Municipal. Porventura apreciarão os
feitos dos outros, tornar-se-ão os seus mais fervorosos admiradores,
identificar-se-ão com os seus êxitos (e talvez menos com os seus inêxitos). Mas
nunca vestirão a pele dos vencedores.
Deve ser dito que
restringir a notoriedade pública a quem assume a face do vencedor, a quem
assume os louros da vitória, tem riscos em uma sociedade de competição
desenfreada. Promovam-se os vencedores, prestigiem-se os não vencedores,
aqueles que não sendo primeiros se esforçam por alcançar melhores resultados.
Vem a talhe de foice
referir os homenageados ausentes, as escolas e os seus professores, por vezes
os reais incentivadores de carreiras que começam pelas bases de um ensino
democrático e pela convivência cívica.
Saliente-se
finalmente a responsabilidade indiscutível dos adultos na vivência futuro da
juventude, por exemplo na actuação de uma Comissão de Protecção de Menores, na
acção de um Pelouro da Juventude, na presença e intervenção das forças
policiais. Gostaria que futuramente também eles pudessem ser homenageados, na
sua acção perante os jovens do concelho. Porque o outro lado da situação da
juventude em Paredes é preocupante. A morte diária de jovens circulando em
veículos motorizados sem capacete regulamentar por vias sem condição, a
exposição permanente de milhares de jovens inseguros ao “sucesso” e actividade
de redes de “dealers” do tráfico e consumo de droga, a falta de seriedade e de
estratégia de adultos preocupados só com o sucesso imediato. Há que observar a
árvore sem descurar a floresta. Ainda que as árvores existentes em Paredes
sejam frondosas e gostosas.
Cristiano Ribeiro