um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
nota de imprensa

Direcção Sub-Regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do Partido Comunista Português
Praceta 25 de Abril, Edif. Ribeiros, R/C - Penafiel
Tel. fax: 255213023
E-mail: pvsbt.pcp@sapo.pt
Nota de imprensa
Suspensão de obras pelo Ministério das Finanças e Parque Escolar atira trabalhadores para desemprego
O PCP combateu desde a primeira hora a empresarialização da gestão das escolas públicas através da criação da empresa Parque Escolar, Entidade Pública Empresarial.
Por este motivo o PCP chegou a apresentar na Assembleia da República um projecto-lei que visava a extinção da Parque Escolar, Empresa Pública Empresarial, revertendo todo o seu património novamente para o Estado. Uma proposta que não implicava que se cancelassem obras e projectos nem que se passasse uma esponja pela história da Parque Escolar; antes pelo contrário, o PCP defendeu que extinguindo a empresa se apurassem as responsabilidades sobre a má gestão realizada.
Prevíamos que a criação da Parque Escolar só daria problemas, porque para além de desresponsabilizar o Governo numa área tão importante como esta, iria abrir caminho a uma má gestão do património, dado que o Governo passaria a pagar a um conselho de administração de nomeados e amigos que, por sua vez, contrata os amigos para projectistas, para as empreitadas, para fornecedores de equipamentos, assim acrescentando centenas de milhões de euros ao défice público.
Esta previsão acabou por ser acertada, e agora a empresa Parque Escolar está no centro de uma polémica em torno de alegadas despesas e pagamentos ilegais, detectadas pelo Tribunal de Contas.
Polémica essa que rapidamente foi aproveitada pelo Governo para suspender as obras de modernização de escolas em curso, ao contrário daquilo que tinha sido garantido pelo Ministro da Educação - ainda em Março deste ano - quando afirmou que «As escolas que têm obras em curso vão continuar com um ritmo apropriado à contenção económica que vivemos».
Esta suspensão de obras, no entanto, não emana de um despacho ministerial, a suspensão de obras resulta do facto da empresa Parque Escolar não pagar aos empreiteiros de obra.
A Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP conhece casos concretos de empresas desta região, sub-empreiteiros trabalhando para os empreiteiros de várias escolas nos concelhos de Baião e Marco de Canaveses, que estão sem receber qualquer crédito desde Novembro ou Dezembro de 2011.
Duas empresas, uma de construção civil, outra de instalações eléctricas, têm neste momento, em conjunto, 160 funcionários sem trabalho, aguardando em casa uma solução para a difícil situação financeira em que se encontram.
Estas empresas de pequena a média dimensão não têm contrato directo com a Parque Escolar, são subempreiteiros. Devido à sua reduzida dimensão e aos (proporcionalmente) elevados valores em dívida, estas empresas não têm condições de suportar pagamentos de salários aos trabalhadores nestas condições durante muito tempo. Por este motivo, o desemprego é uma possibilidade real para estes trabalhadores, caso as dívidas referentes a trabalhos já efectuados não sejam liquidadas brevemente.
Referimos aqui apenas dois casos, no entanto os gerentes destas empresas conhecem muitas outras empresas que se encontram mais ou menos na mesma situação.
A Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP entendeu que deve denunciar publicamente esta inadmissível situação.
O Governo tem responsabilidade directa. O não pagamento da obra já realizada tem a marca do Ministério das Finanças, uma vez que este não disponibilizou à Parque Escolar os recursos financeiros necessários para assumir os compromissos que a empresa já tinha assumido.
Nesta situação fica bem claro o que representa para o país a chamada política de “austeridade”.
A opção do Governo – apoiada no Pacto de Agressão assinado pelo PS, PSD e CDS – em proceder à consolidação orçamental, pela redução do défice e da dívida pública “custe o que custar”, resulta na profunda recessão da economia, com responsabilidade directa nas falências e encerramento de pequenas empresas, e consequente destruição de milhares de postos de trabalho e alastramento da pobreza.
O país precisa de uma mudança de rumo, uma ruptura com estas políticas que nos têm levado ao declínio nacional. As propostas alternativas do PCP, nomeadamente as que reclamam a defesa do aparelho produtivo, alargando o investimento público e apoiando as micro, pequenas e médias empresas - privilegiando o mercado interno -, são mais do que justas, são urgentemente necessárias.
Penafiel, 28 de Maio de 2012
A Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP
Praceta 25 de Abril, Edif. Ribeiros, R/C - Penafiel
Tel. fax: 255213023
E-mail: pvsbt.pcp@sapo.pt
Nota de imprensa
Suspensão de obras pelo Ministério das Finanças e Parque Escolar atira trabalhadores para desemprego
O PCP combateu desde a primeira hora a empresarialização da gestão das escolas públicas através da criação da empresa Parque Escolar, Entidade Pública Empresarial.
Por este motivo o PCP chegou a apresentar na Assembleia da República um projecto-lei que visava a extinção da Parque Escolar, Empresa Pública Empresarial, revertendo todo o seu património novamente para o Estado. Uma proposta que não implicava que se cancelassem obras e projectos nem que se passasse uma esponja pela história da Parque Escolar; antes pelo contrário, o PCP defendeu que extinguindo a empresa se apurassem as responsabilidades sobre a má gestão realizada.
Prevíamos que a criação da Parque Escolar só daria problemas, porque para além de desresponsabilizar o Governo numa área tão importante como esta, iria abrir caminho a uma má gestão do património, dado que o Governo passaria a pagar a um conselho de administração de nomeados e amigos que, por sua vez, contrata os amigos para projectistas, para as empreitadas, para fornecedores de equipamentos, assim acrescentando centenas de milhões de euros ao défice público.
Esta previsão acabou por ser acertada, e agora a empresa Parque Escolar está no centro de uma polémica em torno de alegadas despesas e pagamentos ilegais, detectadas pelo Tribunal de Contas.
Polémica essa que rapidamente foi aproveitada pelo Governo para suspender as obras de modernização de escolas em curso, ao contrário daquilo que tinha sido garantido pelo Ministro da Educação - ainda em Março deste ano - quando afirmou que «As escolas que têm obras em curso vão continuar com um ritmo apropriado à contenção económica que vivemos».
Esta suspensão de obras, no entanto, não emana de um despacho ministerial, a suspensão de obras resulta do facto da empresa Parque Escolar não pagar aos empreiteiros de obra.
A Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP conhece casos concretos de empresas desta região, sub-empreiteiros trabalhando para os empreiteiros de várias escolas nos concelhos de Baião e Marco de Canaveses, que estão sem receber qualquer crédito desde Novembro ou Dezembro de 2011.
Duas empresas, uma de construção civil, outra de instalações eléctricas, têm neste momento, em conjunto, 160 funcionários sem trabalho, aguardando em casa uma solução para a difícil situação financeira em que se encontram.
Estas empresas de pequena a média dimensão não têm contrato directo com a Parque Escolar, são subempreiteiros. Devido à sua reduzida dimensão e aos (proporcionalmente) elevados valores em dívida, estas empresas não têm condições de suportar pagamentos de salários aos trabalhadores nestas condições durante muito tempo. Por este motivo, o desemprego é uma possibilidade real para estes trabalhadores, caso as dívidas referentes a trabalhos já efectuados não sejam liquidadas brevemente.
Referimos aqui apenas dois casos, no entanto os gerentes destas empresas conhecem muitas outras empresas que se encontram mais ou menos na mesma situação.
A Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP entendeu que deve denunciar publicamente esta inadmissível situação.
O Governo tem responsabilidade directa. O não pagamento da obra já realizada tem a marca do Ministério das Finanças, uma vez que este não disponibilizou à Parque Escolar os recursos financeiros necessários para assumir os compromissos que a empresa já tinha assumido.
Nesta situação fica bem claro o que representa para o país a chamada política de “austeridade”.
A opção do Governo – apoiada no Pacto de Agressão assinado pelo PS, PSD e CDS – em proceder à consolidação orçamental, pela redução do défice e da dívida pública “custe o que custar”, resulta na profunda recessão da economia, com responsabilidade directa nas falências e encerramento de pequenas empresas, e consequente destruição de milhares de postos de trabalho e alastramento da pobreza.
O país precisa de uma mudança de rumo, uma ruptura com estas políticas que nos têm levado ao declínio nacional. As propostas alternativas do PCP, nomeadamente as que reclamam a defesa do aparelho produtivo, alargando o investimento público e apoiando as micro, pequenas e médias empresas - privilegiando o mercado interno -, são mais do que justas, são urgentemente necessárias.
Penafiel, 28 de Maio de 2012
A Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP
a mentira ao serviço do imperialismo

BBC E A IGNOMÍNIA (ó pá, enganaram-se...)
Esta fotografia foi publicada pela BBC como pertencendo aos recentes “massacres” na Síria. A verdade é que é uma fotografia obtida no Iraque, em 2003. Há 9 anos atrás, como garante o seu autor, Marco di Lauro, premiado inúmeras vezes, de que se destacam os mais importantes: Photo District News, Prix de la Photography de Paris, International Photographer Award. Premio Nazionale sul Reportage di Guerra e World Press Photo Award (2º lugar).
Os "bifes" viram isto na internet e deram como bom, ao arrepio das mais elementares normas jornalísticas de confirmação das fontes.
O “rigor criterioso” do, talvez, mais emblemático órgão de informação do mundo ao gosto dos pruridos ideológicos da burguesia, a BBC, e até mesmo da reverência basbaque e serviçal com que grande parte de alguma dita “esquerda” olha para a sua “seriedade”, “profissionalismo” e “ética”, publicou mais uma mentira, fazendo eco cúmplice da ofensiva neo-colonial, acobertado na visão idílica (e falsa) de que o que afirma é verdade. E não é!
Por: Guilherme Antunes (no facebook)
terça-feira, 29 de maio de 2012
apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XXVIII)

Cavaco Silva – Feira da ladra...
«Cavaco promove privatizações da TAP e da ANA e porto de Sines»
Triste imagem de Portugal, esta, a de um presidente travestido de reles contrabandista de esquina, tentando vender por todo o lado e ao desbarato aquilo que não é seu. Vendendo aquilo que foi (ou será) roubado aos legítimos “proprietários”: os trabalhadores portugueses que, durante décadas de sacrifícios, os construíram e pagaram com o seu suor.
Tempo miserável, este!
(Em samuel-cantigueiro.blogspot.com)
segunda-feira, 28 de maio de 2012
curso de economia para totós e/ou filiados no PSD
Mexia prepara-se, como é evidente pela pose acima e pelo raciocinio exposto, em criar a Congregação dos Humildes e Desinteressados Gestores. Santificado seja o dinheiro, de preferência em cheque, em seu nome...
domingo, 27 de maio de 2012
DESABAFO E NOTAS ADICIONAIS
Que importam as peripécias (públicas, semipúblicas ou privadas) envolvendo os serviços secretos, a Ongoing, o Pinto Balsemão, o Relvas, os jornalistas do Público, as pressões que são (ou não) atos ilicitos, os mails trocados, a ERC, tanta a chafurdice, a intriga, o nojo...Que importa? Quém se escandaliza? Alguém tem dúvidas que que os politicos do Sistema, do Aparelho de Estado, da Comunicação Social Dominante, das corporações de interesses subterraneos, dos grandes interesses económicos e financeiros instrumentalizam agora como nunca a Democracia, usurpam o Poder, vendem o País, silenciam as forças patrióticas e o inimigo de classe e dividem entre si o Orçamento numa luta sem quartel?
Por isso o espetáculo é deprimente. E para ele é preciso imunidade. Uma informação independente e alternativa. Uma iniciativa politica fora do redil mediático do sistema. Uma cultura própria de quem se coloca fora dos valores dominantes. Uma criatividade moderna e progressista.
NOTA ADICIONAL:
PORQUE NÃO TE CALAS, MARINHO?
Marinho Pinto diz que Relvas é «vítima» no caso das secretas. Acerca do suposto envolvimento de Miguel Relvas, Marinho Pinto diz que será difícil manter-se no Governo enquanto «estiver associado ao caso». Apesar disso, o bastonário considera que o ministro dos Assuntos Parlamentares é mais «vítima do que atuante». «Penso que foi apanhado no meio do caso. Custa-me a crer que fosse parte atuante. Não era anormal que se encontrasse com Silva Carvalho, já que teve este teve poder na hierarquia do Estado», disse ao Expresso.
Por isso o espetáculo é deprimente. E para ele é preciso imunidade. Uma informação independente e alternativa. Uma iniciativa politica fora do redil mediático do sistema. Uma cultura própria de quem se coloca fora dos valores dominantes. Uma criatividade moderna e progressista.
NOTA ADICIONAL:
PORQUE NÃO TE CALAS, MARINHO?
Marinho Pinto diz que Relvas é «vítima» no caso das secretas. Acerca do suposto envolvimento de Miguel Relvas, Marinho Pinto diz que será difícil manter-se no Governo enquanto «estiver associado ao caso». Apesar disso, o bastonário considera que o ministro dos Assuntos Parlamentares é mais «vítima do que atuante». «Penso que foi apanhado no meio do caso. Custa-me a crer que fosse parte atuante. Não era anormal que se encontrasse com Silva Carvalho, já que teve este teve poder na hierarquia do Estado», disse ao Expresso.
noticias da guerra social
O Bankia, quarto maior banco espanhol, reviu ontem em baixo os seus resultados de 2011, que passam de um lucro de 309 milhões de euros em Fevereiro para um prejuizo de 3 mil milhões de euros. O banco pediu uma ajuda pública de 19 mil milhões de euros para o seu saneamento, a que acresce os já obtidos 4.465 milhões de euros.
Arménio Carlos, Secretário Geral da CGTP, denunciou a economia paralela que estimou em 25% da economia global do País. São 15 mil milhões de euros que cobririam o actual deficite público se integrassem as receitas públicas.
Fonte próximo do ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi estimou em cerca de 20 milhões de euros as despesas com acompanhantes femininas nas célebres festas bunga-bunga nos anos de 2009 e 2010.
Arménio Carlos, Secretário Geral da CGTP, denunciou a economia paralela que estimou em 25% da economia global do País. São 15 mil milhões de euros que cobririam o actual deficite público se integrassem as receitas públicas.
Fonte próximo do ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi estimou em cerca de 20 milhões de euros as despesas com acompanhantes femininas nas célebres festas bunga-bunga nos anos de 2009 e 2010.
NOTA DE IMPRENSA

Ministério das Finanças suspendeu pagamento de obras da Parque Escolar colocando centenas de postos de trabalho em risco
Conferência de Imprensa, Segunda Feira, dia 28 de Maio de 2012, pelas 11h00
Centro de Trabalho do PCP (Praceta 25 de Abril, Edifício Ribeiros, R/C Penafiel
Na sequência da não libertação de fundos pelo Ministério das Finanças para pagamento das obras em várias escolas, empresas da região estão a entrar numa situação financeira insustentável. Nesta conferência de imprensa o PCP denunciará dois casos de empresas que não recebem nenhuma verba da Parque escolar desde finais do ano passado, e que estando presentemente sem trabalho, mantêm cerca de 160 trabalhadores em casa, ponderando a possibilidade de os enviar para o desemprego
Penafiel, 25 de maio de 2012
A Direcção Sub-regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP
sábado, 26 de maio de 2012
Troika – A face “legal” do crime organizado

Lendo um “desabafo” do Sérgio Ribeiro e depois de ir procurar o link que vos desse a possibilidade de ler a fonte que está na origem desse desabafo, a saber, o facto deveras alucinado de os senhores da troika “pensarem” que «o desemprego é causado pelos altos salários dos trabalhadores» ou que no nosso país, afinal «tudo corre bem», não pude deixar de pensar que os “troikanos” não devem ter lido esta outra notícia muito recente, que nos diz existirem já dois terços de trabalhadores, em Portugal, que auferem salários abaixo dos 900 euros sendo que 35,5% dos trabalhadores por conta de outrem têm um rendimento salarial mensal líquido inferior a 600 euros.
Claro que também pensei outras coisas sobre esses laboriosos embaixadores das potências ocupantes... mas não ficaria bem escrevê-las aqui.
Achei também que uma boa imagem para ilustrar este post, seria esta reprodução (surripiada no Facebook) de um anúncio de oferta de trabalho apoiada (ainda por cima!) num programa oficial de apoio ao emprego, o “Medidas Estimulo 2012” onde uma empresa pretende contratar, por seis meses, um arquitecto com mestrado, carta de condução, viatura própria, dinamismo e pró-atividade(?), fluência em francês e inglês falados e escritos, prática de trabalho com programas informáticos de arquitectura, etc., etc., etc... tudo isso apoiado numa oferta de salário de 500 euros. Mai nada!!!
Num mundo ideal, nem as declarações dos bandalhos da troika, nem esta “oferta” de emprego teriam sequer lugar! Num mundo bastante menos ideal... mas ainda assim, interessante, seriam imediatamente seguidas do mavioso som de vários dentes a partir...
A verdade é que não há, nem haverá em parte alguma um mundo ideal! Haverá apenas o mundo que a nossa força, razão, determinação e oportunidade conseguirem conquistar!
(em samuel-cantigueiro.blogspot.pt)
Claro que também pensei outras coisas sobre esses laboriosos embaixadores das potências ocupantes... mas não ficaria bem escrevê-las aqui.
Achei também que uma boa imagem para ilustrar este post, seria esta reprodução (surripiada no Facebook) de um anúncio de oferta de trabalho apoiada (ainda por cima!) num programa oficial de apoio ao emprego, o “Medidas Estimulo 2012” onde uma empresa pretende contratar, por seis meses, um arquitecto com mestrado, carta de condução, viatura própria, dinamismo e pró-atividade(?), fluência em francês e inglês falados e escritos, prática de trabalho com programas informáticos de arquitectura, etc., etc., etc... tudo isso apoiado numa oferta de salário de 500 euros. Mai nada!!!
Num mundo ideal, nem as declarações dos bandalhos da troika, nem esta “oferta” de emprego teriam sequer lugar! Num mundo bastante menos ideal... mas ainda assim, interessante, seriam imediatamente seguidas do mavioso som de vários dentes a partir...
A verdade é que não há, nem haverá em parte alguma um mundo ideal! Haverá apenas o mundo que a nossa força, razão, determinação e oportunidade conseguirem conquistar!
(em samuel-cantigueiro.blogspot.pt)
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Quilapayun - Que Dirá el Santo Padre?
¿Que Dirá El Santo Padre?
Quilapayún
Miren cómo nos hablan
de libertad
cuando de ella nos privan
en realidad.
Miren cómo pregonan
tranquilidad
cuando nos atormenta
la autoridad.
¿Qué dirá el santo Padre
que vive en Roma,
que le están degollando
a su paloma?
Miren cómo nos
hablan del paraíso
cuando nos llueven balas
como granizo.
Miren el entusiasmo
con la sentencia
sabiendo que mataban
a la inocencia.
El que ofició la muerte
como un verdugo
tranquilo está tomando
su desayuno.
Con esto se pusieron
la soga al cuello,
el quinto mandamiento
no tiene sello.
Mientras más injusticias,
señor fiscal,
más fuerzas tiene mi alma
para cantar.
Lindo segar el trigo
en el sembrao,
regado con tu sangre
Julián Grimau.
Serviço Público
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Decreto-Lei n.º106/2012, de 17 de maio
A determinação das condições de acesso a certos benefícios legais, nomeadamente de cariz meramente social e relativos a cuidados de saúde, aqui incluindo a isenção do pagamento de taxas moderadoras em virtude de capacidade superior a 60%, nos termos do disposto na alínea c) do artigo 4.º do Decreto – Lei n.º113/2011, de 29 de novembro, depende da obtenção de um atestado de incapacidade multiuso em junta médica.
Por sua vez, o decreto-Lei n.º8/2011, de 11 de janeiro, que aprova os valores devidos pelo pagamento de atos das autoridades de saúde e de serviços prestados por outros profissionais de saúde pública, prevê o pagamento de uma taxa pela emissão do referido atestado, no montante de 50 euros, valor esse que não considera as situações de renovação periódica nem prevê a especificidade das situações irreversíveis.
Nestes termos e considerando a actual conjuntura socio económica, torna-se oportuno rever as condições em que têm vindo a ser requeridos os referidos atestados e, bem assim, ponderar as situações de renovação periódica e a especificidade das situações irreversíveis.
Assim, com o presente diploma pretende-se isentar de pagamento de taxa o pedido de renovação de atestado médico de incapacidade multiuso, nas situações de incapacidade permanente, não reversível mediante intervenção médica ou cirúrgica e reduzir, nas situações em que essa incapacidade não seja permanente nem irreversível, os valores a cobrar pela renovação do referido atestado, dos atuais 50 euros para 5 euros, em processo de revisão ou reavaliação do grau de incapacidade.
….
Assim:
Nos termos da alínea a) do n.º1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
Artigo 1.º
Objeto
O presente diploma procede á primeira alteração ao Decreto-Lei n.º8/2011, de 11 de janeiro, que aprova os valores devidos pelo pagamento de atos das autoridades de saúde e de serviços prestados por outros profissionais de saúde pública
Artigo 2.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º8/2011, de 11 de janeiro
É alterado o artigo 5.ºdo Decreto-Lei n.º8/2011, de 11 de janeiro, que passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 5.º
(…)
a)………………………………………………………..
b)……………………………………………………….
c)……………………………………………………….
d)…………………………………………………….
e)……………………………………………………..
f)………………………………………………………
g)……………………………………………………..
h)………………………………………………………
i)………………………………………………………..
j) Renovação de atestado médico de incapacidade multiuso, nas situações de incapacidade permanente, não reversível mediante intervenção médica ou cirúrgica
ANEXO
Taxa (euros)
Capítulo I – Atestados médicos/certificados
1.1 – Atestado médico……………………………………20
1.2 – Atestado médico de isenção da obrigatoriedade do uso de cinto de segurança, por graves razões de saúde…………10
1.3 – Confirmação de atestado médico………….10
Taxa (euros)
Capítulo II – Juntas médicas
2.1 – Atestado multiuso de incapacidade em junta médica …….50
2.2 – Atestado em junta médica de recurso …………………………… 100
2.3 – Renovação de atestado médico de incapacidade multiuso em processo de revisão ou reavaliação do grau de incapacidade ………………………5
2.4 – Renovação do atestado médico de incapacidade multiuso em processo de revisão ou reavaliação do grau de incapacidade em junta médica de recurso …….5
NOTA FINAL: A ALTERAÇÃO SÓ SE VERIFICA PORQUE HOUVE CONTESTAÇÃO FORTE. VALE A PENA LUTAR.
Decreto-Lei n.º106/2012, de 17 de maio
A determinação das condições de acesso a certos benefícios legais, nomeadamente de cariz meramente social e relativos a cuidados de saúde, aqui incluindo a isenção do pagamento de taxas moderadoras em virtude de capacidade superior a 60%, nos termos do disposto na alínea c) do artigo 4.º do Decreto – Lei n.º113/2011, de 29 de novembro, depende da obtenção de um atestado de incapacidade multiuso em junta médica.
Por sua vez, o decreto-Lei n.º8/2011, de 11 de janeiro, que aprova os valores devidos pelo pagamento de atos das autoridades de saúde e de serviços prestados por outros profissionais de saúde pública, prevê o pagamento de uma taxa pela emissão do referido atestado, no montante de 50 euros, valor esse que não considera as situações de renovação periódica nem prevê a especificidade das situações irreversíveis.
Nestes termos e considerando a actual conjuntura socio económica, torna-se oportuno rever as condições em que têm vindo a ser requeridos os referidos atestados e, bem assim, ponderar as situações de renovação periódica e a especificidade das situações irreversíveis.
Assim, com o presente diploma pretende-se isentar de pagamento de taxa o pedido de renovação de atestado médico de incapacidade multiuso, nas situações de incapacidade permanente, não reversível mediante intervenção médica ou cirúrgica e reduzir, nas situações em que essa incapacidade não seja permanente nem irreversível, os valores a cobrar pela renovação do referido atestado, dos atuais 50 euros para 5 euros, em processo de revisão ou reavaliação do grau de incapacidade.
….
Assim:
Nos termos da alínea a) do n.º1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
Artigo 1.º
Objeto
O presente diploma procede á primeira alteração ao Decreto-Lei n.º8/2011, de 11 de janeiro, que aprova os valores devidos pelo pagamento de atos das autoridades de saúde e de serviços prestados por outros profissionais de saúde pública
Artigo 2.º
Alteração ao Decreto-Lei n.º8/2011, de 11 de janeiro
É alterado o artigo 5.ºdo Decreto-Lei n.º8/2011, de 11 de janeiro, que passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 5.º
(…)
a)………………………………………………………..
b)……………………………………………………….
c)……………………………………………………….
d)…………………………………………………….
e)……………………………………………………..
f)………………………………………………………
g)……………………………………………………..
h)………………………………………………………
i)………………………………………………………..
j) Renovação de atestado médico de incapacidade multiuso, nas situações de incapacidade permanente, não reversível mediante intervenção médica ou cirúrgica
ANEXO
Taxa (euros)
Capítulo I – Atestados médicos/certificados
1.1 – Atestado médico……………………………………20
1.2 – Atestado médico de isenção da obrigatoriedade do uso de cinto de segurança, por graves razões de saúde…………10
1.3 – Confirmação de atestado médico………….10
Taxa (euros)
Capítulo II – Juntas médicas
2.1 – Atestado multiuso de incapacidade em junta médica …….50
2.2 – Atestado em junta médica de recurso …………………………… 100
2.3 – Renovação de atestado médico de incapacidade multiuso em processo de revisão ou reavaliação do grau de incapacidade ………………………5
2.4 – Renovação do atestado médico de incapacidade multiuso em processo de revisão ou reavaliação do grau de incapacidade em junta médica de recurso …….5
NOTA FINAL: A ALTERAÇÃO SÓ SE VERIFICA PORQUE HOUVE CONTESTAÇÃO FORTE. VALE A PENA LUTAR.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Gomorra
Gomorra, filme de Matteo Garrone, de 2008, vencedor do Festival de Cannes e de 5 Prémios do Cinema Europeu e mais sete prémios Donatello, debruça-se sobre o crime organizado em Nápoles. É baseado num livro de Roberto Saviano, que passou a viver escoltado após a sua publicação, devido às ameaças da máfia.
terça-feira, 22 de maio de 2012
JOÃO HOGAN
AUTO-RETRATO, 1959
PAISAGEM, 1964

PAISAGEM,1973
João Hogan (1914-1988) foi um gravador e pintor português, de origem irlandesa.
Eu gostaria de ouvir o PS dizer que concorda com o PCP para baixar o IVA...
Segundo dados da AHRESP, a crise e o agravamento do IVA poderão conduzir à extinção de 47 mil postos de trabalho e ao encerramento de 21 mil estabelecimentos, só em 2012!
- Nos dois primeiros meses deste ano o número de insolvências no sector sofreu um agravamento de 68% face ao mesmo período de 2011. Se compararmos com o mesmo período de 2010, concluímos que o agravamento atingiu os 174%.
- Recorde-se que os serviços de alimentação e bebidas representam cerca de 45% do consumo dos visitantes estrangeiros e cerca de 34% do consumo referente ao turismo interno.
- Estes números demonstram a sensibilidade da actividade da restauração ao aumento das respectivas taxas de IVA para os 23%, elevando a taxa média de IVA do Turismo para 20,4%, face à concorrência de Espanha com 11,1% de taxa média. E quando se sabe que o IVA da restauração em França é de 7% e a da Irlanda com intervenção da Troika é de 9%!
- Só no comércio e restauração, perderam-se nos primeiros 3 meses do ano, 21 mil postos de trabalho!
segunda-feira, 21 de maio de 2012
POEMA
Poeta Castrado, Não!
Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:
Da fome já não se fala
- é tão vulgar que nos cansa -
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal -
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?
E o resto não pode ser
o poema dia a dia?
- Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?
- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!
Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
José Carlos Ary dos Santos
Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:
Da fome já não se fala
- é tão vulgar que nos cansa -
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal -
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?
E o resto não pode ser
o poema dia a dia?
- Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?
- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!
Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
José Carlos Ary dos Santos
NO QUINTO ANIVERSÁRIO DA MORTE DE ALBERTO VILAÇA

Advogado de Coimbra, Alberto Vilaça foi um destacado membro do PCP. Da sua biografia política fazem parte a participação nas comissões centrais do MUD Juvenil, e do MND, bem como na Comissão Nacional do III Congresso da Oposição Democrática. Preso seis vezes, passou quatro anos e meio na prisão. Autor de vasta obra literária e histórica, foi condecorado com a Ordem da Liberdade. Quando se assinala o quinto adversário da sua morte publicamos este poema de Urbano Tavares Rodrigues.
São de sua autoria vários livros sobre a resistência à ditadura em Coimbra, destacando-se Para a história remota do PCP em Coimbra, 1921-1946 (1997), O MUD Juvenil em Coimbra (1998), Resistências culturais e políticas nos primórdios do salazarismo (2003) e À mesa d' A Brasileira - cultura, política e bom humor (2005).
À memória de Alberto Vilaça
POEMA A UM HERÓI DISCRETO
O teu discurso apagou-se
Quando o sol se punha
Num esplendor
De primavera eterna
Foste um decifrador
de enigmas
Coruscante e afectuoso
Vencias a linguagem
de pedra
dos teus adversários
A tua era uma linguagem
de sangue generoso
Lembro-me da tua torre
cheia de aves celestes
Nela te refugiavas
às vezes
Passavam eles em baixo
Com cestos de insultos
E armas cruéis,
Elas com os seus leques
de abelhas
Cercavam-te
Mas vencias sempre
com a robustez
do teu ideal
Urbano Tavares Rodrigues
São de sua autoria vários livros sobre a resistência à ditadura em Coimbra, destacando-se Para a história remota do PCP em Coimbra, 1921-1946 (1997), O MUD Juvenil em Coimbra (1998), Resistências culturais e políticas nos primórdios do salazarismo (2003) e À mesa d' A Brasileira - cultura, política e bom humor (2005).
À memória de Alberto Vilaça
POEMA A UM HERÓI DISCRETO
O teu discurso apagou-se
Quando o sol se punha
Num esplendor
De primavera eterna
Foste um decifrador
de enigmas
Coruscante e afectuoso
Vencias a linguagem
de pedra
dos teus adversários
A tua era uma linguagem
de sangue generoso
Lembro-me da tua torre
cheia de aves celestes
Nela te refugiavas
às vezes
Passavam eles em baixo
Com cestos de insultos
E armas cruéis,
Elas com os seus leques
de abelhas
Cercavam-te
Mas vencias sempre
com a robustez
do teu ideal
Urbano Tavares Rodrigues
domingo, 20 de maio de 2012
sábado, 19 de maio de 2012
MANIFESTANTE EM STAND BY
Na véspera de assumir no Parlamento mais uma abstenção – presume-se que violenta –, desta feita a propósito das selváticas alterações ao Código do Trabalho, António José Seguro concedeu uma entrevista à TVI que certamente ficará para a história do contorcionismo político. Acredite-se ou não, fez a quadratura do círculo.
Alternando na postura de líder intrépido com a de ofendido, de apaziguador com a de contestatário, Seguro foi o exemplo acabado de como se pode dizer uma coisa e o seu contrário sem o menor constrangimento, sem a mais pequena réstia de pudor, sem um laivo sequer do sentido de ridículo.
O memorando da troika? Seguro diz que o PS já «esteve mais vinculado» do que está hoje, mas sente-se «obrigado ao compromisso pelo interesse nacional».
O Governo acentua a política de austeridade? Seguro não acompanha, mas ainda está à «espera dos documentos» para saber como votará o Orçamento de 2013.
O consenso está à beira da ruptura? Nem pensar! Só se o Governo «persistir em atacar e dar cabo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), da Escola Pública e Segurança Social».
E este foi o ponto alto da noite de 10 de Maio, com Seguro a prometer: «se o Governo puser em causa o SNS estou disponível para ir para a rua na frente de uma manifestação». É de homem! Sobretudo depois de ter dito que nas suas andanças pelo País constata os dramas humanos de quem já não pode comprar os medicamentos, já não pode pagar a deslocação para uma consulta, já não pode ter direito à saúde porque o Governo já pôs em causa e de que maneira o SNS.
Seguro, com tanta preocupação social, no seu balanço entre consenso e ruptura não falou do desemprego. No dia seguinte percebeu-se porquê na votação das alterações ao Código do Trabalho. A explicação ficou a cargo de Zorrinho, que invocando Seguro reafirmou o respeito pelos «compromissos», e com a mesma coerência do líder lembrou que o PS «manifestou de forma clara a sua discordância face a pontos que vão para além do memorando, designadamente no caso da eliminação de feriados, do banco de horas individual e no que respeita ao enfraquecimento das relações coletivas». Por isso... absteve-se. A manifestação pode esperar...
Anabela Fino (em Avante)
Alternando na postura de líder intrépido com a de ofendido, de apaziguador com a de contestatário, Seguro foi o exemplo acabado de como se pode dizer uma coisa e o seu contrário sem o menor constrangimento, sem a mais pequena réstia de pudor, sem um laivo sequer do sentido de ridículo.
O memorando da troika? Seguro diz que o PS já «esteve mais vinculado» do que está hoje, mas sente-se «obrigado ao compromisso pelo interesse nacional».
O Governo acentua a política de austeridade? Seguro não acompanha, mas ainda está à «espera dos documentos» para saber como votará o Orçamento de 2013.
O consenso está à beira da ruptura? Nem pensar! Só se o Governo «persistir em atacar e dar cabo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), da Escola Pública e Segurança Social».
E este foi o ponto alto da noite de 10 de Maio, com Seguro a prometer: «se o Governo puser em causa o SNS estou disponível para ir para a rua na frente de uma manifestação». É de homem! Sobretudo depois de ter dito que nas suas andanças pelo País constata os dramas humanos de quem já não pode comprar os medicamentos, já não pode pagar a deslocação para uma consulta, já não pode ter direito à saúde porque o Governo já pôs em causa e de que maneira o SNS.
Seguro, com tanta preocupação social, no seu balanço entre consenso e ruptura não falou do desemprego. No dia seguinte percebeu-se porquê na votação das alterações ao Código do Trabalho. A explicação ficou a cargo de Zorrinho, que invocando Seguro reafirmou o respeito pelos «compromissos», e com a mesma coerência do líder lembrou que o PS «manifestou de forma clara a sua discordância face a pontos que vão para além do memorando, designadamente no caso da eliminação de feriados, do banco de horas individual e no que respeita ao enfraquecimento das relações coletivas». Por isso... absteve-se. A manifestação pode esperar...
Anabela Fino (em Avante)
sexta-feira, 18 de maio de 2012
humor
Sacrifícios não são para todos: Bovinos e suínos criticam desconto em carne porque poupa peixes«A pergunta que eu faço, hã, é só uma: E os peixes? É que isto é tudo muito lindo, 50% de desconto em carne, mas e os peixes? Se bem me recordo, o Governo disse que os sacrifícios eram para todos», questionou esta manhã um porco, durante uma manifestação à porta do Ministério da Agricultura.
Segundo estes animais, as recentes promoções que estão a ser levadas a cabo pelos supermercados atacam só os bovinos, suínos, caprinos e aves, deixando de fora, por exemplo, os peixes.
«Não se compreende que o Governo continue com aquele discurso de que os sacrifícios são para todos quando há pessoas que vão para o governo e ficam com os subsídios, há trabalhadores de entidades públicas que não sofrem cortes salariais, e os peixes livram-se das promoções dos supermercados», lamentou também uma vaca, que não quis dar o nome mas nós vimos o número na orelha. Era a 386.
Os animais marcaram presença, esta manhã, à porta do Ministério da Agricultura, e os ânimos chegaram a exaltar-se com a chegada da GNR.
(em imprensafalsa.com)
registos da história

AS CESTAS DE CARVÃO EM RIO TINTOEra uma espécie de teleférico que cruzava a estrada, fazendo correr, em vaivém interminável, umas pequenas cestas pretas que corriam em cabos, suspensos em torres de betão e aço.
Era por ali que o carvão extraído nas minas de S. Pedro da Cova, era conduzido até ao Monte Aventino, na zona das Antas, já bem na zona nobre da cidade do Porto.
Lá estavam as ditas cestas, correndo. Para cima traziam o carvão, para baixo seguiam vazias, ou com um trabalhador. Quando passavam pelo poste, faziam um ruído metálico monótono e não muito agradável.
N a realidade quando este teleférico começou a trabalhar, em fins de 1958, inícios de 1959, foi uma dor de cabeça para os proprietários que tinham habitações debaixo dele, por vezes as cestas vinham cheias de mais e deitavam carvão para cima das mesmas habitações, embora tivesse esta protecção em rede como se vê na foto, mas para o carvão nada valia, mas ainda pior que o carvão era quando vinha a cesta em forma de bidão para fazer a lubrificação dos cabos, então é que era o cabo dos trabalhos, porque o óleo que escorria dos mesmos misturava-se com o carvão em cima das habitações ficava completamente tudo preto e gorduroso, também não se podia estender roupa a secar numa área cerca de 30 metros
Passavam as cestas que transportavam carvão de S. Pedro da Cova para a Estação de Rio Tinto, a fim de abastecerem não só os armazéns (depósitos) de carvão que ali funcionavam e que se destinava aos comboios que, naqueles já algo recuados tempos funcionavam a carvão, como também para ser vendido a quem o ia lá comprar, visto os fogões das casas serem quase todos “a lenha e carvão”.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Leonard Cohen - Take This Waltz
Homenagem a Federico Garcia Lorca
quarta-feira, 16 de maio de 2012
o absurdo que vamos tolerando
Hoje acordei com a notícia da abertura de um hospital privado em Coimbra. Confesso que me arrepiei com o destino dos seus 400 trabalhadores, com a promessa de dezenas de especialidades ao serviço de uma população abstrata, incluindo serviços de maternidade e de neonatologia intensiva. Arrepiei-me com o absurdo de um tal investimento, numa região tão deprimida como a Região Centro e felizmente com serviços públicos de qualidade como os HUC e os Centros de Saúde da região.
Mas enquanto reflectia neste paradoxo - um aumento substancial de oferta numa diminuição real de possibilidade de acesso - surgiu a outra notícia bombástica: Portugal é o 25.º num ranking de 34 sistemas europeus de saúde. Segundo estudo de uma organização independente sueca, a crise afectou a assistencia médica e já tem impacto directo na qualidade do sistema de saúde nacional. Portugal desceu quatro lugares no ranking desde 2009, fica atrás da Estónia, Chipre, Malta e Grécia, e só suplanta países do Leste Europeu. As politicas de redução de custos, resultantes da austeridade imposta pela troika estrangeira, com a cumplicidade da troika nacional, originaram uma rápida degradação na lista e tempo de espera para consultas e cirurgias, nas infeções hospitalares, nas taxas moderadoras, nos programas de rastreio e diagnóstico precoce, nas opções das cesarianas, no preço dos medicamentos, nos recursos humanos qualificados e de auxilio directo, no material disponível. A qualidade desce, a segurança é atingida, a mortalidade aumenta, os resultados são medíocres. Apesar do esforço contra-corrente de equipas e instituições, a gestão danosa da saúde responsabiliza uma corja de dirigentes insensíveis e impreparados para liderar um sector tão importante.
Percebe-se assim melhor o esforço do grande capital nacional em se apropriar do SNS, retirando-lhe recursos, descapitalizando-o, desprestigiando-o, esvaziando-o. A alternativa privada está aí. A preço "justo", dirão uns. A"custo" insuportável, direi eu.
CR
Mas enquanto reflectia neste paradoxo - um aumento substancial de oferta numa diminuição real de possibilidade de acesso - surgiu a outra notícia bombástica: Portugal é o 25.º num ranking de 34 sistemas europeus de saúde. Segundo estudo de uma organização independente sueca, a crise afectou a assistencia médica e já tem impacto directo na qualidade do sistema de saúde nacional. Portugal desceu quatro lugares no ranking desde 2009, fica atrás da Estónia, Chipre, Malta e Grécia, e só suplanta países do Leste Europeu. As politicas de redução de custos, resultantes da austeridade imposta pela troika estrangeira, com a cumplicidade da troika nacional, originaram uma rápida degradação na lista e tempo de espera para consultas e cirurgias, nas infeções hospitalares, nas taxas moderadoras, nos programas de rastreio e diagnóstico precoce, nas opções das cesarianas, no preço dos medicamentos, nos recursos humanos qualificados e de auxilio directo, no material disponível. A qualidade desce, a segurança é atingida, a mortalidade aumenta, os resultados são medíocres. Apesar do esforço contra-corrente de equipas e instituições, a gestão danosa da saúde responsabiliza uma corja de dirigentes insensíveis e impreparados para liderar um sector tão importante.
Percebe-se assim melhor o esforço do grande capital nacional em se apropriar do SNS, retirando-lhe recursos, descapitalizando-o, desprestigiando-o, esvaziando-o. A alternativa privada está aí. A preço "justo", dirão uns. A"custo" insuportável, direi eu.
CR
registos da história
A Acta n.º19 da Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Paredes, realizada no longínquo 28 de Março de 1980, e que tive a oportunidade de revisitar, é um documento muito interessante, visto á luz dos tempos modernos.
Em primeiro lugar é redigido pelo primeiro secretário da mesa da Assembleia, com uma letra exemplar e num português muito correcto.
Em segundo lugar, dá conta da intervenção politica geral de então, de uns tempos caracterizados por uma intervenção popular diversificada e intensa.
A referida sessão decorreu das 21h30 até ás 2h30 da madrugada. Tinha na Ordem de Trabalhos dois pontos, um relativo a uma impugnação da sessão anterior pedida pelo Partido Socialista e o segundo, relativo á aprovação da acta da sessão anterior, solicitada pelo executivo de então, do CDS.
A impugnação era justificada pela ocorrência de uma falta de quorum, para a qual haveria duas interpretações de consequências (encerramento da sessão para o PS, e suspensão para o CDS). Venceu a tese da rejeição da impugnação. Outros assuntos surgidos no período Antes da Ordem do Dia referiam-se à expropriação de terrenos para o Ciclo Preparatório de Rebordosa a preço muito inferior ao seu valor real (queixa de um deputado/proprietário), de um caminho vicinal em Lordelo, das poucas escolas e seu estado de conservação , da publicação de artigos partidários no orgão de comunicação social "O Comércio do Douro" por quarenta mil escudos por parte da Câmara. Para além de referências a Orçamento e Plano de Actividades, realce para a apresentação de Moção sobre o 25 de Abril por parte de Jaime Rodrigues Martins, da APU (Aliança Povo Unido) e que foi aprovada, com muitas abstenções e sobre a Reforma Agrária por parte de Jaime Rodrigues Pinto e (Rui) Branco Leal igualmente da APU e que foi rejeitada.
Por fim, destaque para a constituição do Conselho Municipal, orgão de representação de interesses, e que na altura fazia sentar no mesmo orgão a Associação de Futebol do Porto, Cooperativas de Electricidade, Sindicatos dos Bancários, das Contribuições e Impostos, Operários da Indústria das Madeiras, Irmandade da Misericórdia de Paredes, EMAUS, Associações Musicais, Confederação Nacional das Associações de Familia, ETC.
Em primeiro lugar é redigido pelo primeiro secretário da mesa da Assembleia, com uma letra exemplar e num português muito correcto.
Em segundo lugar, dá conta da intervenção politica geral de então, de uns tempos caracterizados por uma intervenção popular diversificada e intensa.
A referida sessão decorreu das 21h30 até ás 2h30 da madrugada. Tinha na Ordem de Trabalhos dois pontos, um relativo a uma impugnação da sessão anterior pedida pelo Partido Socialista e o segundo, relativo á aprovação da acta da sessão anterior, solicitada pelo executivo de então, do CDS.
A impugnação era justificada pela ocorrência de uma falta de quorum, para a qual haveria duas interpretações de consequências (encerramento da sessão para o PS, e suspensão para o CDS). Venceu a tese da rejeição da impugnação. Outros assuntos surgidos no período Antes da Ordem do Dia referiam-se à expropriação de terrenos para o Ciclo Preparatório de Rebordosa a preço muito inferior ao seu valor real (queixa de um deputado/proprietário), de um caminho vicinal em Lordelo, das poucas escolas e seu estado de conservação , da publicação de artigos partidários no orgão de comunicação social "O Comércio do Douro" por quarenta mil escudos por parte da Câmara. Para além de referências a Orçamento e Plano de Actividades, realce para a apresentação de Moção sobre o 25 de Abril por parte de Jaime Rodrigues Martins, da APU (Aliança Povo Unido) e que foi aprovada, com muitas abstenções e sobre a Reforma Agrária por parte de Jaime Rodrigues Pinto e (Rui) Branco Leal igualmente da APU e que foi rejeitada.
Por fim, destaque para a constituição do Conselho Municipal, orgão de representação de interesses, e que na altura fazia sentar no mesmo orgão a Associação de Futebol do Porto, Cooperativas de Electricidade, Sindicatos dos Bancários, das Contribuições e Impostos, Operários da Indústria das Madeiras, Irmandade da Misericórdia de Paredes, EMAUS, Associações Musicais, Confederação Nacional das Associações de Familia, ETC.
terça-feira, 15 de maio de 2012
há nacionalizações e ...nacionalizações
Caiu o Carmo e a Trindade quando o governo da Argentina decidiu nacionalizar 51% da petrolífera YPF, filial da Repsol naquele país, e cheguei mesmo a pensar que Rajoy se meteria num barco de guerra e timorato invadiria a Argentina da noite para o dia. Ajuda não lhe faltaria por certo das terras do Tio Sam. Também ali liminarmente se condenou a decisão de Cristina Kirchner, o senador Richard Lugar, figura de proa das hostes republicanas, propôs mesmo ao Congresso a expulsão do país do tango do G20, certo e seguro de que esse tipo de decisões são da responsabilidade exclusiva do Congresso norte-americano, estranho até por que não mudam a sigla para G1+19.Por esta altura o governo do mesmo Rajoy decidiu nacionalizar o banco Bankia onde uns amigalhaços de Aznar andaram a fazer o mesmo que Oliveira e Costa no BPN, transformando-o numa autêntica bankalândia. Estranhamente, ou não, os que criticavam Cristina, os que defendem o poder absoluto do mercado, aplaudiram. Ainda dizem que o capitalismo não é coerente consigo próprio...
(em salvoconduto.blogs.sapo.pt)
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Nadir Afonso
Pintor e arquitecto português. Nasceu em Chaves em 1920.
A música é de George Shearing.
I am the Resistance
Bilal Dhiyab (76 dias)
Tha’ir Halalaha (76 dias)
Hasan Al-Safadi (70 dias)
Amr Abu Shalal (68 dias)
Mohammad al-Taj (59 dias)
Ja’afar ‘Izz Al-Din (56 dias)
Mohammed Al-Sirsak (56 dias)
Abd Allah Al-Barghuti (32 dias)
Estes são os oito dos dois mil presos políticos palestinianos que levam mais tempo em greve de fome. Há 31 anos, dez presos irlandeses do IRA e do INLA levaram esta forma de luta até às últimas consequências. O caso mais conhecido é o de Bobby Sands que resistiu 66 dias sem se alimentar. Entre os palestinianos hospitalizados está também Ahmed Saadat, secretário-geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina. Os grevistas de fome exigem o fim do isolamento penitenciário e da detenção administrativa, que permite a prisão de palestinianos sem que sejam apresentadas acusações ou provas. Exigem o direito às visitas familiares e à possibilidade de realizarem cursos superiores na prisão.
domingo, 13 de maio de 2012
o Rendimento Social de Inserção e a ironia do presente
É trágico e irónico ao mesmo tempo.
O Rendimento Social de Inserção (RSI) abrange actualmente 329.274 portugueses, com o Distrito do Porto na indesejável liderança com 99.047 beneficiários. Estes valores são os mais elevados desde Outubro de 2010. E sobem pelo quinto mês seguido.
Para além do Distrito do Porto, Lisboa, Setúbal e Açores são os Distritos com mais beneficiários do RSI. Cada beneficiário recebe em média 91 euros.
Apesar de regras de acesso ao benefício serem mais rigorosas, a situação social das famílias deteriorou-se com o desemprego, o custo de vida, o aumento das taxas moderadoras na saúde, as propinas no ensino, os custos dos transportes. Diminuiu assim a capacidade de auto-sustentação das famílias. É uma tragédia.
E é o CDS, o partido historicamente com maior objeção ao RSI, e que dessa oposição fez argumento e discurso mediático, de forma intolerável quantas vezes, quem lidera no Governo de Direita o Ministério da Segurança Social, responsável pelo recurso social de emergência, o RSI. Portas, quem te viu e quem te vê!
O Rendimento Social de Inserção (RSI) abrange actualmente 329.274 portugueses, com o Distrito do Porto na indesejável liderança com 99.047 beneficiários. Estes valores são os mais elevados desde Outubro de 2010. E sobem pelo quinto mês seguido.
Para além do Distrito do Porto, Lisboa, Setúbal e Açores são os Distritos com mais beneficiários do RSI. Cada beneficiário recebe em média 91 euros.
Apesar de regras de acesso ao benefício serem mais rigorosas, a situação social das famílias deteriorou-se com o desemprego, o custo de vida, o aumento das taxas moderadoras na saúde, as propinas no ensino, os custos dos transportes. Diminuiu assim a capacidade de auto-sustentação das famílias. É uma tragédia.
E é o CDS, o partido historicamente com maior objeção ao RSI, e que dessa oposição fez argumento e discurso mediático, de forma intolerável quantas vezes, quem lidera no Governo de Direita o Ministério da Segurança Social, responsável pelo recurso social de emergência, o RSI. Portas, quem te viu e quem te vê!
Hino de Caxias
Este vídeo é uma singela homenagem a todos aqueles que passaram os tormentos das prisões políticas, da tortura, da fome, e da humilhação mais torpe, levada a cabo pelos torcionários da polícia política durante o fascismo.Muitos destes homens e mulheres acabaram por morrer. Em nome de quê?Em nome da Liberdade de que hoje gozamos e temos o dever de defender!
sábado, 12 de maio de 2012
hoje no Porto foi lindo

e para além de lindo, foi mobilizador.daí o silêncio da comunicação social dominante.
daí a crispação dos que discutem número de presenças, quando deviam discutir razões de presença
daí a prosápia dos que lamentam a ausência de milhões nas iniciativas dos outros quando se satisfazem com a presença de dezenas nas suas próprias iniciativas
daí o incómodo dos radicalismos verbais quando enfrentam iniciativas, propostas e mobilizações reais.
não foi uma promoção comercial em Santa Catarina, não foi uma iniciativa de caridade pública, ou um festejo de um campeonato, não foi o fado inconsequente das desgraças inevitáveis
tivesse sido e parangonas em todos os noticiários, análises a eito
foi o desfile Contra a Agressão, desfile Vermelho, desfile politico e cultural, desfile do PCP
Em dia quente, quentes as vozes, e no futuro já amanhã A LUTA CONTINUA.
Bernardo Sassetti - Noite
Curta Metragem de Claudia Varejão
Teatro Maria Matos em Lisboa, 2007
Bernardo Sassetti (1970-2012), música NOITE do filme "Alice" de Marco Martins
sexta-feira, 11 de maio de 2012
A RAPOSA NO INTERIOR DO GALINHEIRO
João Moreira Rato, o homem escolhido por Vítor Gaspar para dirigir os destinos da emissão da dívida pública portuguesa e o chamado regresso de Portugal aos mercados internacionais, era até agora editor executivo do Morgan Stanley. Doutorado pela Universidade de Chicago, o novo presidente do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), de 40 anos, passou pelo falido Lehman Brothers e pelo Goldman Sachs. João Moreira Rato saiu de Portugal em 1995 e vive em Londres desde 2000. Pertenceu ao grupo de coordenadores do gabinete de estudos do PSD. E alguns exultaram com a escolha de Gaspar.
As perdas de 2.000 milhões de dólares com operações em bolsa do JPMorgan Chase no 1º trimestre afundaram hoje toda a banca norte-americana. Os títulos do maior banco norte-americano em activos afundaram 9,28% para 36,96 dólares, arrastando consigo outros títulos do sector financeiro: o Goldman Sachs e o Citigroup perderam 3,94% e 4,24%, respectivamente, ao mesmo tempo que o Bank of America caiu 1,95%.
O JP Morgan Chase anunciou na quinta-feira que vai provavelmente registar pesadas perdas jurídicas e de mercado no segundo trimestre, durante uma conferência de analistas.
Jamie Dimon, presidente do JP Morgan Chase, referiu perdas ligadas "a contenciosos de cerca de 200 milhões de dólares" e "perdas em bolsa antes de impostos de mais de 2.000 milhões de dólares", compensadas por "ganhos 1.000 milhões de dólares nas vendas de produtos de cobertura de risco da dívida".
A carteira de ativos em causa "apresenta ainda muita volatilidade" e representa um risco de perdas suplementares de 1.000 milhões de dólares.
O grupo realizou um estudo para apurar a causa destas perdas, mas «há muitos erros, falta de rigor e más considerações», comentou Jamie Dimon. Correm rumores que a filial britânica do Banco Norte Americano teria desbaratado inúmeros activos em operações ruinosas de compra de acções na Europa, apostas erradas em produtos financeiros derivados.
Temos assim um peão da banca de investimentos que gerou a maior turbulência financeira desde sempre,a servir-se de Portugal. Para mais tarde relembrar esta fábula da raposa no interior do galinheiro...
declaração conjunta
Quando a pretexto de tudo e de nada, alguns colocam os Partidos Comunistas no limbo do oportunismo e da irresponsabilidade, numa cruzada anticomunista generalizada, procurando criar ilusões em novos/velhos protagonistas da História, convinha recordar quem publicamente, independentemente de ciclos eleitorais, define uma posição alternativa á construção da dita União Europeia.
Eis a recente Declaração Conjunta de Partidos Comunistas de Estados Membros da UE contra o Pacto de Estabilidade (actualização)
A União Europeia e as classes governantes dos Estados Membros estão determinados a fazer pagar os trabalhadores um preço muito alto pelo aprofundamento da crise do sistema actual.
Nós, Partidos Comunistas e Operários dos Estados Membros da União Europeia, apelamos à resistência e oposição dos trabalhadores de toda a Europa à adopção do Pacto de Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária e do Tratado revisto que rege o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).
Estes dois tratados transformarão os Estados Membros da “Eurozona” em regimes em permanente austeridade económica, incluindo cortes mais e mais profundos na despesa pública, aumentos nos impostos indirectos, reduções dos salários, liberalização continuada dos mercados e privatização das empresas públicas, serviços e bens nacionais vitais.
Esta estratégia passa por ter salários baixos, baixos níveis de despesa pública, pobreza em massa e trabalhadores com poucos direitos. Estes tratados foram assim planeados para fazer destas medidas uma característica permanente da UE, impossível de reverter.
O impacto destes tratados não estará confinado aos Estados membro da “Eurozona”. Estes irão constituir o termo de comparação para futuros ataques aos direitos e condições dos trabalhadores de toda a Europa. As classes governantes declaram guerra aberta aos trabalhadores numa ofensiva generalizada.
Estes tratados foram planeados para neutralizar o potencial das organizações da classe trabalhadora no plano nacional para influenciar ou mudar as políticas económicas e sociais nacionais. Estes, em conjunto com tratados anteriores, estão prestes a bloquear quaisquer vias de defesa da classe trabalhadora ou de promoção de políticas de progresso social e de uma alternativa socialista.
Estes tratados irão fazer da austeridade uma característica permanente e assegurar a continuada interferência externa por parte de instituições europeias nos assuntos dos Estados Membro relativos às políticas económicas e sociais, no interesse do capitalismo monopolista. Tẽm a colaboração activa das classes dominantes e dos seus representantes políticos em cada país. Estes tratados irão negar ainda mais a democracia e comprometer significativamente a soberania nacional e popular.
Quaisquer políticas que as classes governantes da União Europeia produzirem irão inevitavelmente fazer o povo pagar por esta crise do capitalismo. A promoção dos interesses da classes trabalhadora só pode realizar-se no confronto e na ruptura com este decadente sistema.
Nós, Partidos Comunistas e Operários, valorizamos e saudamos a resposta de massas que os trabalhadores e outras camadas atingidas, pelas medidas e pelas políticas do grande capital desenvolvem na Grécia, na Irlanda, Portugal, Espanha e Itália e apelamos aos trabalhadores e aos seus sindicatos, às organizações de massa do povo, a resistir a estes ataques renovados, à mobilização e à afirmação da resposta da classe trabalhadora à crise do estado do capitalismo monopolista.
Perante as batalhas actuais, os nossos Partidos irão apresentar a visão do Socialismo como a resposta definitiva para esta crise do sistema capitalista.
Lista dos partidos signatários
Partido Comunista Alemão
Partido do Trabalho da Bélgica
Partido Comunista Britânico
Partido Comunista da Dinamarca
Partido Comunista na Dinamarca
Partido Comunista de Espanha
Partido Comunista da Finlandia
Partido Comunista da Grécia
Novo Partido Comunista da Holanda
Partido Comunista dos Trabalhadores da Hungria
Partido Comunista da Irlanda
Partido dos Comunistas Italianos
Partido Comunista do Luxemburgo
Partido Comunista de Malta
Partido Comunista da Polónia
Partido Comunista Português
Partido Comunista da Suécia
Eis a recente Declaração Conjunta de Partidos Comunistas de Estados Membros da UE contra o Pacto de Estabilidade (actualização)
A União Europeia e as classes governantes dos Estados Membros estão determinados a fazer pagar os trabalhadores um preço muito alto pelo aprofundamento da crise do sistema actual.
Nós, Partidos Comunistas e Operários dos Estados Membros da União Europeia, apelamos à resistência e oposição dos trabalhadores de toda a Europa à adopção do Pacto de Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária e do Tratado revisto que rege o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE).
Estes dois tratados transformarão os Estados Membros da “Eurozona” em regimes em permanente austeridade económica, incluindo cortes mais e mais profundos na despesa pública, aumentos nos impostos indirectos, reduções dos salários, liberalização continuada dos mercados e privatização das empresas públicas, serviços e bens nacionais vitais.
Esta estratégia passa por ter salários baixos, baixos níveis de despesa pública, pobreza em massa e trabalhadores com poucos direitos. Estes tratados foram assim planeados para fazer destas medidas uma característica permanente da UE, impossível de reverter.
O impacto destes tratados não estará confinado aos Estados membro da “Eurozona”. Estes irão constituir o termo de comparação para futuros ataques aos direitos e condições dos trabalhadores de toda a Europa. As classes governantes declaram guerra aberta aos trabalhadores numa ofensiva generalizada.
Estes tratados foram planeados para neutralizar o potencial das organizações da classe trabalhadora no plano nacional para influenciar ou mudar as políticas económicas e sociais nacionais. Estes, em conjunto com tratados anteriores, estão prestes a bloquear quaisquer vias de defesa da classe trabalhadora ou de promoção de políticas de progresso social e de uma alternativa socialista.
Estes tratados irão fazer da austeridade uma característica permanente e assegurar a continuada interferência externa por parte de instituições europeias nos assuntos dos Estados Membro relativos às políticas económicas e sociais, no interesse do capitalismo monopolista. Tẽm a colaboração activa das classes dominantes e dos seus representantes políticos em cada país. Estes tratados irão negar ainda mais a democracia e comprometer significativamente a soberania nacional e popular.
Quaisquer políticas que as classes governantes da União Europeia produzirem irão inevitavelmente fazer o povo pagar por esta crise do capitalismo. A promoção dos interesses da classes trabalhadora só pode realizar-se no confronto e na ruptura com este decadente sistema.
Nós, Partidos Comunistas e Operários, valorizamos e saudamos a resposta de massas que os trabalhadores e outras camadas atingidas, pelas medidas e pelas políticas do grande capital desenvolvem na Grécia, na Irlanda, Portugal, Espanha e Itália e apelamos aos trabalhadores e aos seus sindicatos, às organizações de massa do povo, a resistir a estes ataques renovados, à mobilização e à afirmação da resposta da classe trabalhadora à crise do estado do capitalismo monopolista.
Perante as batalhas actuais, os nossos Partidos irão apresentar a visão do Socialismo como a resposta definitiva para esta crise do sistema capitalista.
Lista dos partidos signatários
Partido Comunista Alemão
Partido do Trabalho da Bélgica
Partido Comunista Britânico
Partido Comunista da Dinamarca
Partido Comunista na Dinamarca
Partido Comunista de Espanha
Partido Comunista da Finlandia
Partido Comunista da Grécia
Novo Partido Comunista da Holanda
Partido Comunista dos Trabalhadores da Hungria
Partido Comunista da Irlanda
Partido dos Comunistas Italianos
Partido Comunista do Luxemburgo
Partido Comunista de Malta
Partido Comunista da Polónia
Partido Comunista Português
Partido Comunista da Suécia
quinta-feira, 10 de maio de 2012
"parcerias" público-privadas na Saúde
Era Ortopedia, mas já tinha sido ORL, Cirurgia Vascular...
"Em virtude do volume de referenciações recebidas, e já não tendo esta Instituição capacidade de resposta dentro do Tempo Médio de Espera, suspende-se até 31-8-2012 a recepção da referenciação para a Especialidade de...
Informa-se que as referenciações rececionadas a partir da presente data serão devolvidas aos respectivos Centros de Saúde."
(extrato de carta da Administração da Misericórdia de Lousada para um ACES do Vale do Sousa)
Ao mesmo tempo...
"O Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar de São João, apesar de ter uma consulta dedicada ao diagnóstico e tratamento de catarata, tem uma lista de espera curtíssima para esta patologia, razão pela qual se viu obrigado a encerrar uma das salas de operações á tarde durante 4 dias por semana. De acordo com a informação que nos foi prestada existe um número considerável de doentes com cataratas diagnosticadas em consultas de medicina privada e que são referenciados aos Centros de Saúde acompanhados de uma carta do médico oftalmologista com a indicação da Misericórdia onde deverão ser operados, uma prática que induz uma despesa acrescida que poderá ser evitada.
Dado que o Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar de São João dispôe de uma consulta dedicada á patologia de catarata, e tem uma capacidade cirúrgica instalada que lhe permite operar em produção convencional base estes doentes num máximo de 30 dias, ficam V. Exªs autorizados a referenciar os utentes para referida consulta"
(extracto de carta da ARS Norte para um ACES da região do Vale do Sousa)
"Em virtude do volume de referenciações recebidas, e já não tendo esta Instituição capacidade de resposta dentro do Tempo Médio de Espera, suspende-se até 31-8-2012 a recepção da referenciação para a Especialidade de...
Informa-se que as referenciações rececionadas a partir da presente data serão devolvidas aos respectivos Centros de Saúde."
(extrato de carta da Administração da Misericórdia de Lousada para um ACES do Vale do Sousa)
Ao mesmo tempo...
"O Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar de São João, apesar de ter uma consulta dedicada ao diagnóstico e tratamento de catarata, tem uma lista de espera curtíssima para esta patologia, razão pela qual se viu obrigado a encerrar uma das salas de operações á tarde durante 4 dias por semana. De acordo com a informação que nos foi prestada existe um número considerável de doentes com cataratas diagnosticadas em consultas de medicina privada e que são referenciados aos Centros de Saúde acompanhados de uma carta do médico oftalmologista com a indicação da Misericórdia onde deverão ser operados, uma prática que induz uma despesa acrescida que poderá ser evitada.
Dado que o Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar de São João dispôe de uma consulta dedicada á patologia de catarata, e tem uma capacidade cirúrgica instalada que lhe permite operar em produção convencional base estes doentes num máximo de 30 dias, ficam V. Exªs autorizados a referenciar os utentes para referida consulta"
(extracto de carta da ARS Norte para um ACES da região do Vale do Sousa)
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Foo Fighters - Good Grief
OS PRIMEIROS FOO FIGHTERS DE 1995
os barquinhos do meu amigo Fernando Paiva Leal (VI)

O OASIS OF THE SEAS é nome de um navio de cruzeiro que foi lançado ao mar em 30 de outubro de 2009 em Turku, na Finlândia. Pertencente á Royal Caribbean International, foi construido pela STX Europe e é o primeiro navio da nova Classe Oasis, o maior navio do mundo junto com o seu irmão Allure of the Seas.
220 mil toneladas
Capacidade de 5450 viajantes
16 andares
Parque de vegetação tropical ao ar livre, do tamanho de um campo de futebol, chamado Central Park
Velocidade aproximada de 40 km/hora
terça-feira, 8 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
frase do dia
Sarkosy vem estudar filosofia para Lisboa.
Acrescento: ao abrigo do Programa "ERA...mos", biensure...
Acrescento: ao abrigo do Programa "ERA...mos", biensure...
domingo, 6 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
A SABEDORIA DE UM AMIGO
(Retirado do Facebook)
Amigos: Fiz tréguas às notícias que em todos os telejornais nos massacram com cortes e mais cortes destinados ao Zé-povinho.Em vez de os ouvir, passei a deliciar-me com O Panda, bonecos por bonecos, são mais educativos.
Amigos: Fiz tréguas às notícias que em todos os telejornais nos massacram com cortes e mais cortes destinados ao Zé-povinho.Em vez de os ouvir, passei a deliciar-me com O Panda, bonecos por bonecos, são mais educativos.
PROPOSTA
Na última sessão da Assembleia de Freguesia de Lordelo, a CDU propôs a requalificação da ponte do Serrador, na Levadinha (Lordelo).sexta-feira, 4 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
-Amália Rodrigues - Abandono / Fado de Peniche
David Mourão Ferreira neste poema fez uma homenagem aos presos politicos do fascismo Português, que eram presos na prisão de Peniche. Alaín Oulman fez esta música.
ABANDONO
Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.
Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar.
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.
Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar.
actividade da CDU de Paredes
Moção da CDU aprovada por Unanimidade
MOÇÃO APROVADA POR UNANIMIDADE NA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE RECAREI (30/04/2012)
Moção contra a extinção de Freguesias Em defesa do Poder Local Democrático
MOÇÃO APROVADA POR UNANIMIDADE NA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE RECAREI (30/04/2012)
Moção contra a extinção de Freguesias Em defesa do Poder Local Democrático
quarta-feira, 2 de maio de 2012
humor
Mixórdia de Temáticas - Pingo Doce - Adquirir produtos à bruta
Ricardo Araújo Pereira
terça-feira, 1 de maio de 2012
noticias da guerra social
São 50 os novos desempregados em cada dia na Área Metropolitana do Porto.
Aumentou num ano cerca de 137% o número de professores desempregados. É a classe com maior aumento de desemprego. Quase metade dos novos desempregados docentes situam-se na Região Norte. A revisão da estrutura curricular contribui muito para estes resultados.
25% dos alunos do Ensino Superior têm propinas atrasadas.
O consumo de combustíveis em Fevereiro deste ano relativamente ao mesmo mês do ano passado decresceu 7,2%.
Nas Grandes Superfícies só as redes do Minipreço e El Corte Inglês estiveram fechados neste 1.º de Maio.
Aumentou num ano cerca de 137% o número de professores desempregados. É a classe com maior aumento de desemprego. Quase metade dos novos desempregados docentes situam-se na Região Norte. A revisão da estrutura curricular contribui muito para estes resultados.
25% dos alunos do Ensino Superior têm propinas atrasadas.
O consumo de combustíveis em Fevereiro deste ano relativamente ao mesmo mês do ano passado decresceu 7,2%.
Nas Grandes Superfícies só as redes do Minipreço e El Corte Inglês estiveram fechados neste 1.º de Maio.
humor
ACTUALIDADE
Enquanto ouvia que na Madeira o José Manuel Coelho tinha sido “desautorizado” pelo partido “TRABALHISTA” português… lembrei-me de um poema patriótico:
Um país sem futuro
com tantos pintelhos
o António José seguro
o Portas e os Coelhos
Enquanto ouvia que na Madeira o José Manuel Coelho tinha sido “desautorizado” pelo partido “TRABALHISTA” português… lembrei-me de um poema patriótico:
Um país sem futuro
com tantos pintelhos
o António José seguro
o Portas e os Coelhos
Sem Pingo de Vergonha!

A vergonhosa contra-ofensiva do Pingo Doce
Depois das ameaças vindas a público da parte da administração do Pingo Doce sobre os seus trabalhadores, no sentido de os obrigar a trabalhar neste feriado, dia 1 de Maio, espalhou-se pelas redes sociais um apelo para que, como forma de protesto e de solidariedade para com os trabalhadores ameaçados, ninguém fizesse compras nesses hipermercados durante o dia de hoje. A resposta em força dos mandantes da Jerónimo Martins não se fez esperar. Numa atitude vergonhosa mas perfeitamente enquadrável no sistémico e habitual jogo sujo, arrogante, perverso dos grandes grupos económicos, o Pingo Doce decidiu fazer uma promoção gigantesca de “saldos”, que consiste num desconto de 50% para compras acima dos 100€. Fica bem claro que, afinal, contrariamente ao que o próprio Pingo Doce costuma anunciar, eles “fazem [mesmo] promoções” e que não têm preços baixos “o ano inteiro”. Afinal há dias, e é curioso que seja o 1º de Maio, em que de repente os preços conseguem estar “ainda mais baixos”. Ou então é o 1º de Maio que não faz parte do “ano inteiro”. Fica mais claro aos olhos de todos que a margem de lucro é afinal gigantesca e que os preços dos produtos estão hiper-inflacionados. Ou alguém acredita que “eles” estejam a perder dinheiro? Não é que fosse necessária esta ‘campanha’ para que tivéssemos consciência do ‘saque’, mas porque as coisas postas às claras desta maneira, mais do que transparência de um modus operandi sanguessuga, mostra sobretudo como se ‘brinca’ impunemente com a dignidade de milhares de portugueses pobres e desesperados. Eis como uma empresa considerada pelos governos de direita como “estratégica para os interesses nacionais”, explora os seus próprios trabalhadores ao mesmo tempo que ‘joga’ com a pobreza e a miséria dos cidadãos. Já surgem comentários e notícias que dão conta de corridas desenfreadas, de confusões, atropelos e batalhas caóticas nesses hipermercados à conta destas ‘miraculosas’ promoções. Nada se espere nem de governos, nem de presidentes, nem de ‘entidades reguladoras’ nem de ninguém que tenha poder legal para controlar estes desmandos. Na verdade, todos comem da mesma gamela. Os interesses de uns são os interesses de outros. O poder financeiro controla tudo e todos, ferindo de morte a democracia. Acordemos, que já vai sendo tempo!
(em adargumentandum.worpress.com)
POEMA
O interrogatório de Rosa Luxemburgo
O interrogatório
De Rosa Luxemburgo
Durou apenas algumas horas. Ela sabia
Tão bem como os seus carcereiros
Que palavras ali já não existiam. Caída
Na batalha
Contra o nervo vital do Estado; banhada
Em sangue
E quase sem sentidos,
Rosa,
Frágil camarada,
Pediu aos caçadores seus assassinos
Agulha e linha. E, silenciosamente,
Com uma pistola apontada à têmpora,
Coseu a bainha da saia que se encontrava
Descosida. Pouco depois
O cadáver
Foi lançado à água.
Casimiro de Brito
O interrogatório
De Rosa Luxemburgo
Durou apenas algumas horas. Ela sabia
Tão bem como os seus carcereiros
Que palavras ali já não existiam. Caída
Na batalha
Contra o nervo vital do Estado; banhada
Em sangue
E quase sem sentidos,
Rosa,
Frágil camarada,
Pediu aos caçadores seus assassinos
Agulha e linha. E, silenciosamente,
Com uma pistola apontada à têmpora,
Coseu a bainha da saia que se encontrava
Descosida. Pouco depois
O cadáver
Foi lançado à água.
Casimiro de Brito
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