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sexta-feira, 18 de maio de 2012

registos da história



AS CESTAS DE CARVÃO EM RIO TINTO

Era uma espécie de teleférico que cruzava a estrada, fazendo correr, em vaivém interminável, umas pequenas cestas pretas que corriam em cabos, suspensos em torres de betão e aço.
Era por ali que o carvão extraído nas minas de S. Pedro da Cova, era conduzido até ao Monte Aventino, na zona das Antas, já bem na zona nobre da cidade do Porto.
Lá estavam as ditas cestas, correndo. Para cima traziam o carvão, para baixo seguiam vazias, ou com um trabalhador. Quando passavam pelo poste, faziam um ruído metálico monótono e não muito agradável.
N a realidade quando este teleférico começou a trabalhar, em fins de 1958, inícios de 1959, foi uma dor de cabeça para os proprietários que tinham habitações debaixo dele, por vezes as cestas vinham cheias de mais e deitavam carvão para cima das mesmas habitações, embora tivesse esta protecção em rede como se vê na foto, mas para o carvão nada valia, mas ainda pior que o carvão era quando vinha a cesta em forma de bidão para fazer a lubrificação dos cabos, então é que era o cabo dos trabalhos, porque o óleo que escorria dos mesmos misturava-se com o carvão em cima das habitações ficava completamente tudo preto e gorduroso, também não se podia estender roupa a secar numa área cerca de 30 metros
Passavam as cestas que transportavam carvão de S. Pedro da Cova para a Estação de Rio Tinto, a fim de abastecerem não só os armazéns (depósitos) de carvão que ali funcionavam e que se destinava aos comboios que, naqueles já algo recuados tempos funcionavam a carvão, como também para ser vendido a quem o ia lá comprar, visto os fogões das casas serem quase todos “a lenha e carvão”.

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