um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
a tareia de António Filipe
terça-feira, 29 de novembro de 2011
anúncio de borrasca grave
O grupo de trabalho para a contratualização dos CSP preparou a revisão do modelo remuneratório das USF de modelo B. A proposta comporta uma redução significativa nas remunerações dos médicos que, nas palavras dos sindicatos e da USF-AN, acabaria com a «discriminação positiva» que dá corpo ao modelo.
O Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento da Contratualização com os Cuidados de Saúde Primários (CSP) está a preparar propostas de revisão da portaria dos incentivos profissionais e financeiros às unidades de saúde familiar (USF) -- publicada em 2008 -- e do modelo remuneratório aplicado às USF de modelo B que prometem trazer polémica.
No que diz respeito ao modelo remuneratório das USF de modelo B, o documento a que o «Tempo Medicina» teve acesso contém propostas que passam pela exigência do «regime de dedicação exclusiva aos seus profissionais»; pela diminuição do acréscimo remuneratório de coordenador de 910 euros por mês para um máximo de 500 euros -- dependendo da lista de utentes --; pela redução do pagamento da função de orientador de formação, que passaria de 520 euros por mês para um máximo de 250 euros; e pela redução de 50% no valor pago actualmente pelos domicílios realizados.
Confrontado com estas propostas, João Rodrigues, coordenador para os cuidados de saúde primários da Federação Nacional dos Médicos (Fnam) é peremptório: «Sou da opinião que estas medidas, a serem aplicadas, provocariam o fim das USF de modelo B (e, como consequência, inevitavelmente, de todas as USF) e o fim da Reforma dos CSP, contrariando mesmo as recomendações da própria troika.»
Ouvido também pelo «TM», Bernardo Vilas Boas, presidente da Unidades de Saúde Familiar -- Associação Nacional (USF-AN), considera que «o aparecimento destas condições não augura nada de positivo». O documento, que ainda não foi apresentado de forma oficial aos parceiros, comporta, na opinião do médico, condições que «reduziriam os factores de discriminação positiva a zero», uma vez que «reduz todos os estímulos materiais que fazem parte da própria definição do modelo B» e do regime remuneratório a ele associado.
Para Carlos Arroz, a aplicação da exclusividade levaria ao encerramento de «mais de metade das USF», especialmente na região Norte. Trata-se de uma «medida inútil e perversa», concorda João Rodrigues, pois, afinal, como explicou, o nível de exigência deste modelo já levou muitos profissionais a deixarem os compromissos fora do sector público, asseguram os sindicalistas.
O responsável dos cuidados de saúde primários da Fnam, considera também que diminuir a retribuição da função de coordenador «é um total absurdo, tendo em conta que o que se paga é a função. Logo, o coordenador não pode reduzir a sua lista de utentes». A aplicação desta directriz levaria, diz o médico, a uma redução dos ficheiros dos coordenadores, em média em 300 utentes, crescendo assim o número de pessoas sem médico de família.
Já a proposta de redução do pagamento da função de coordenador de formação é de «tal modo drástica» que o resultado imediato seria «uma igualmente drástica diminuição de orientadores de formação», com a consequente «diminuição da capacidade formativa e a lógica diminuição das vagas no internato de Medicina Geral e Familiar», diz João Rodrigues.
Isto sem esquecer o que ambos os sindicalistas fizeram questão de frisar: é que os profissionais nas USF de modelo B já estão abrangidos pelos cortes que a administração pública será alvo nos próximos dois anos.
O presidente da USF-AN calcula que a aplicação destas medidas terá «consequências tão graves» que a proposta não tem hipóteses de passar pelo crivo da equipa ministerial. «É pouco provável que uma proposta deste tipo vingue», frisa o responsável, recordando igualmente os compromissos assumidos com a troika.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
PETIÇÃO
Para:
Exmo. Senhor Secretário de Estado da Saúde; Exmo. Senhor Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde; Exmo. Senhor Ministro da Saúde; Assembleia da República; Exmos. Senhores Presidentes dos Conselhos Diretivos das Administrações Regionais de Saúde
Os profissionais que trabalham nas Unidades de Saúde Familiar (USF) aceitaram o desafio deste projeto inovador, que se enquadra na reforma dos Cuidados de Saúde Primários, desempenhando a sua profissão com dedicação, talento e criatividade.
De acordo com o levantamento realizado pela USF-AN (Associação Nacional de USF), em outubro de 2011, há nas USF cerca de 29% de secretários clínicos e cerca de 28% de enfermeiros, com contratos a termo certo, constituindo em muitos casos a maioria dos respetivos grupos profissionais, abalando a motivação e estabilidade das equipas.
As equipas das USF foram constituídas, de acordo com as necessidades assistenciais, cumprindo os rácios profissional/utentes, com aprovação pela Equipa Regional de Apoio (ERA) e pelo Conselho Diretivo (CD) da respectiva ARS, de acordo com a escolha livre e voluntária dos profissionais e das equipas, segundo o previsto na legislação (DL 298/2007 de 22 de Agosto).
Entretanto, estão a decorrer e a ser concluídos concursos nas diferentes ARS e nos diferentes Aces, através dos quais não está garantido que sejam selecionados e se mantenham nas USF os profissionais que as integram, pondo em causa o funcionamento e existência das equipas.
Não sendo possível diminuir o número de profissionais de uma equipa, porque todos são imprescindíveis ao normal funcionamento das unidades, a Direção da USF-AN propõe que seja assumido por V/ Exas. a garantia de que nenhum profissional de saúde das USF possa ser excluído da equipa, à qual aderiu voluntariamente, por mútuo acordo e deliberação do CD da ARS.
Esta proposta de compromisso tem naturalmente em consideração o sucesso da avaliação que tem sido realizada às USF, quer ao nível da satisfação de milhares de profissionais de saúde e de milhões de cidadãos, quer do acesso, desempenho, qualidade e diminuição de custos.
Assim, o grupo de cidadãos abaixo assinados, vem por este meio requerer:
Garantia de que nenhum profissional das USF possa ser excluído da equipa USF.
Que este pedido seja tomado com responsabilidade e urgência, por serviços de saúde eficazes, eficientes e de qualidade.
Na expectativa de uma resolução, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos,
Os signatários
sábado, 26 de novembro de 2011
Assembleia Municipal de Paredes
As moções concorrentes do PS e do PSD, embora também reflectissem a oposição á proposta do Governo, tiveram diferente destino: a do PS foi rejeitada com os votos contra do PSD e CDS e a do PSD foi aprovada por maioria com o voto contra do PS.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
a economia dia-a-dia
O Presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, diz não estar nos planos do banco cortar salários no próximo ano, mas admite essa possibilidade para contornar os efeitos da crise face às previsões de recessão para 2012
Desemprego (alguns dados)
Desemprego oficial em Outubro de 2011 ---- País (10,1% - 567.250) Norte (12,3% - 243.937) Porto (14% - 133.610) Paredes (13,5% - 6.162) Baião (21% -1802) Felgueiras (9,6% - 2.936)
Evolução Set 2011- Out 2011 ----- País mais 2,4% Norte mais 1% Porto mais 0,8% Paredes mais 0,9% Baião mais 2% Felgueiras mais 0,6%
Evolução Out 2010 - Out 2011 ---- País mais 3% Norte mais 0,9% Porto mais 1,8% Paredes mais 5,7% Baião menos 3,2% Felgueiras menos 13,5%
Assim está o desemprego: generalizado e com incidência gravíssima em Amarante, Marco, Baião, Vila Nova de Gaia, Santo Tirso e Trofa
SOLIDARIEDADE


quarta-feira, 23 de novembro de 2011
apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XXII)

Julgava eu que a mocinha da Assembleia da República, Assunção Esteves, detinha o recorde da pensão mais precoce, aos 42 anos, pois não paro de me surpreender, o Lima aquele que está a dormir na choldra por precaução ainda se reformou mais cedo, aos 39 com uma pensão vitalícia de 2.200 euros, a única fonte de sustento que aquela pobre alma parece ter, a fazer fé na sua declaração de rendimentos. Ou muito me engano ou ainda vamos pagar os milhões de euros que o sem-abrigo ficou a dever ao BPN.
E depois é o partido e o governo desta gentinha que nos vem dizer que andámos a viver acima das nossas possibilidades ou que é preciso elevar o limite de idade de acesso à reforma para os 67 anos, vai, lá vai. Metam-no definitivamente dentro, dêem-lhe de comer e uma enxerga para dormir e poupam uma grande parte desses 2.200 euros que eu estou farto do politicamente correcto, vão roubar chumbo que cobre já há pouco, são cem cães a um osso.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Fazer Greve Geral é fazer um investimento no presente e no futuro
Keith Jarrett - Rio

Keith Jarrett, piano
o álbum RIO foi gravado ao vivo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a 9 de Abril de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
AS ELEIÇÕES ESPANHOLAS, COM BOAS NOTÍCIAS
O Partido Popular (PP) governará em Espanha com maioria absoluta, de 186 mandatos (dos 350 do Congresso de Deputados), órgão que terá 13 partidos representados.
Os dados escrutinados referem uma abstenção maior do que em 2008, tendo votado 71,7% dos eleitores, contra os 73,9% de há três anos.
Também há um aumento dos votos nulos (318 mil), de 0,6% para 1,3%, e dos votos em branco (333 mil), de 1,1% para 1,4%.
O PP consegue mais 550 mil votos (cresce de 39,9% para 44,6%, +4,7 pp e +11,8%), mas aumenta a sua representação parlamentar de 154 para 186 (de 44,0% para 53,1%, +9,1 pp e +20,8%).
No sentido inverso, o PSOE, perde cerca de 4,3 milhões de votos (de 43,9% para apenas 28,7%, -15,2 pp e -34,6%) e a representação passa de 169 para 110 (de 48,3%. para 31,4%, -16,9 pp e -35,0%).
A terceira força em número de votos é a Esquerda Unida (IU), que cresce de 969 mil para 1,7 milhões (+75,4%!), mas, apesar do seu aumento de dois para 11 deputados, o terceiro lugar na representação parlamentar é dos da CiU (Convergência Unitária da Catalunha), com cerca de um milhão de votos mas que aumenta de 10 para 16 a sua representação. (1,7 milhões de votos na IU igual a 11 deputados, menos de 1 milhão de votos na CiU igual a 16 deputados!).
A IU que alcança os 6,9% dos votos, partindo dos anteriores 3,8%, tem uma subida consistente em todo o Estado Espanhol (excepto no País Basco), alcançando os 13% nas Astúrias.
Em quinto lugar, em termos de representação parlamentar, fica a estreante Amaiur, do País Basco, com sete deputados, mas a União Progresso e Democracia (UPyD), que é uma cisão do PSOE, fica em quarto lugar em termos de votos, aumentando de 306 mil para 1,1 milhões de eleitores, embora apenas com cinco deputados e sem poder formar grupo parlamentar.
Importante o êxito da coligação basca Amaiur, a esquerda independentista, que se torna maioritária em número de eleitos no País Basco e alcança um grupo parlamentar e 3 representantes no Senado.
O novo Congresso terá ainda cinco deputados do PNV (País Basco), menos um do que anteriormente, três da Esquerra (catalã) - os mesmos que mantinha - e dois cada do BNG (Galiza) e da CC (Canárias), que mantêm a sua representação.
domingo, 20 de novembro de 2011
MANIFESTAÇÃO CONTRA A EXTINÇÃO DE FREGUESIAS
UM PRIMEIRO NÃO!



A medida, prevista no Documento Verde da Reforma da Administração Local, implicará o desaparecimento de quase trezentas autarquias só no distrito do Porto, mas as cruzes que se viam na praça – bem como os autocolantes, no chão, com as palavras “tristeza”, “saudade”, “memória” ou “vítimas” – ainda não eram uma figuração antecipada e simbólica da morte das freguesias. Tratava-se, apenas, de sobras da iniciativa que, de manhã, ali tinha assinalado o Dia Mundial das Vítimas da Estrada.
Ainda assim, e para evitar o desaparecimento daquelas freguesias, os autarcas prometem “continuar a lutar e endurecer a luta” contra a “extinção e anexação”. “É uma aberração”, sintetizou Álvaro Pinto, que trouxe de Parada de Todeia a mais numerosa e ruidosa das delegações presentes na manifestação, rivalizando com S. Pedro da Cova, de Gondomar. “É uma medida precipitada, que não prevê nenhuma mudança nas competências e nos meios financeiros das freguesias, e que, sendo baseada em critérios quantitativos, vai dar mau resultado. O próprio secretário de Estado já reconheceu que a extinção de autarquias nem sequer se vai traduzir em poupança para o Estado”, explicou Daniel Vieira, o presidente comunista da junta gondomarense.
texto
Fantasmas do Centenário (2.ª parte)
por César Príncipe

Filho de Sidónio Marrocos Pais, notário e secretário judicial e de Rita Silva Pais, doméstica, Sidónio Pais foi oficial do Exército, professor, deputado, diplomata, ministro do Fomento, das Finanças, dos Negócios Estrangeiros, da Guerra, além de presidente da República. Na fase coimbrã, aderiu a uma loja maçónica, demonstrando ser um investidor no que prometia dar. Em 1918, instigou a perseguição a maçons e o assalto a lojas do ramo. Em 5 Dezembro de 1917, encabeçara um golpe contra o governo republicano eleito, proclamando uma República Nova.
a economia dia-a-dia
As taxas de juro das Obrigações de Tesouro a 10 anos, italianas e espanholas, superaram ontem os 7%, valor a partir do qual Grécia e Irlanda capitularam nos “mercados” no ano passado.
Em Espanha, o desemprego já vai em 21%, o défice acima dos 6,6%, a economia está estagnada. Em Itália, a terceira maior economia do euro está estagnada, e tem 120,5% do PIB em dívida pública
O Governo quer eliminar a regra que protege os trabalhadores mais antigos sempre que ocorrem processos de despedimento poe extinção do posto de trabalho no sector privado
sábado, 19 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Canto do Amanhecer - Carlos Paredes
Com Luísa Amaro na Viola em 1992 no Teatro São Luiz em Lisboa.
ENFIM UMA LUZ?
Foi noticiado que a França e a Alemanha estudam uma alteração da zona euro. E o partido de Merkel aprovou uma moção visando tornar possível a saída do euro a qualquer país. Finalmente parece terem concluído que a situação actual é insustentável: as fortes heterogeneidades económicas na zona exigem taxas de câmbio, de inflação e de juros diferentes para cada país.
Mais vale tarde que nunca.
Mas há soluções melhores que outras. Uma solução possível que tem sido proposta é a criação de uma zona euro mais flexível para responder aos constrangimentos colocados aos países menos desenvolvidos. Os países mais homogéneos manteriam o euro como moeda única. Para os outros, a maioria, o euro seria uma moeda comum em relação à qual as suas moedas nacionais seriam convertíveis na base de uma taxa fixa ajustável regularmente, permitindo desvalorizações ou valorizações quando os países acumulem défices ou excedentes correntes estruturais. Só o euro seria convertível para moedas fora da zona, com controlo dos movimentos de capitais de curto prazo.
Teríamos, assim, um sistema monetário coordenado à escala da União mas flexível para permitir aos países o grau de soberania monetária necessário à concretização de políticas de pleno emprego, e uma zona de maior estabilidade monetária. E reduziria substancialmente os custos do abandono ou expulsão do euro que se perspectiva para vários países, incluindo Portugal.
E não se esgrima com o "papão" da Europa a duas velocidades. Isso é o que existe: a velocidade dos países excedentários e a dos deficitários. Nem com a Europa de geometria variável que é já um facto: dez países não estão na zona euro e (pelo menos) o Reino Unido não tenciona integrá-la.
Sejamos realistas: ou há refundação do euro ou este implodirá.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Orçamento de Estado para 2012 - perguntas pertinentes
o deputado António Filipe (PCP) acerta na mouche ...
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
a economia dia-a-dia

PRÉMIO A LARACHA ESTÚPIDA DO ANO - O representante da Comissão Europeia, Jurgen Kroeger, garantiu esta quarta-feira que os cortes dos salários na Função Pública em Portugal «estão de acordo com a constituição».
Os elementos que compõem a missão do programa de assistência financeiro a Portugal recomendam que o privado acompanhe o sector público e reduza os salários.
A bolsa de Lisboa fechou a sessão desta quarta-feira no vermelho, com o principal índice a perder 0,38% para os 5.485,13 pontos. Esta é já a sétima sessão consecutiva de quedas, o pior ciclo desde Agosto, e o pior desempenho do dia na Europa.
A pressionar a praça nacional está o resultado do leilão de dívida pública: Portugal pagou juros de cerca de 5% para colocar bilhetes a seis meses
O desemprego entre os jovens atingiu os 30%
e no próximo fim de semana assim será


Os autarcas ratificaram a Manifestação/Concentração, com o slogan “Não à extinção de Freguesias”, agendada para o próximo dia 20 de Novembro, pelas 15h30, na Praça D. João I (junto ao Cine-Teatro Rivoli), na baixa da cidade do Porto. Com o objectivo de assegurar a participação das populações e das forças vivas de cada freguesia, estão a ser organizados autocarros a partir de cada uma das localidades.
Do encontro distrital de autarcas, foi decidido fazer um apelo a todas as Juntas de Freguesia do distrito do Porto para que no dia 20 de Novembro coloquem a bandeira da respectiva freguesia a meia-haste, como sinal de protesto contra o Documento Verde da Reforma da Administração Local.
Muitos dos autarcas presentes informaram da realização de Assembleias de Freguesia Extraordinárias e da constituição de Comissões de Defesa e Movimentos Populares, com a participação das colectividades, em cada uma das freguesias atingidas, sendo que tais acções são fundamentais para o envolvimento e esclarecimento da população e forças vivas locais.
As próximas acções passam pelo agendamento de reuniões com a Presidência da República, Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Comissão do Poder Local da Assembleia da República e Grupos Parlamentares.
Movimento, Freguesias Sempre! Plataforma do Distrito do Porto Contra a Extinção de Freguesias
no último fim de semana, foi assim ...
terça-feira, 15 de novembro de 2011
LENDA DA INÊS NEGRA- MELGAÇO (NOVEMBRO 2011)
Lenda da Inês Negra
Quando, no início de 1387, o castelo de Melgaço (Portugal) era governado por um alcaide castelhano, sofreu o assédio das forças portuguesas sob o comando de D. João I, a campanha caracterizou-se por uma série de assaltos e escaramuças, onde se defrontaram a nobreza, encastelada nos muros da vila, e as classes populares, baseadas fora de muros, no chamado arraial.
Um episódio, símbolo desse confronto, chamou a atenção do cronista que registrou que certo dia, escaramuçaram duas mulheres bravas, uma da vila e outra do arraial, e andaram ambas aos cabelos e venceu a do arraial (Fernão Lopes, Crónica de D. João I).
Posteriormente, outro cronista coloriu esta história com detalhes literários na sua pena, afirmando que a mulher do arraial, que combateu por Portugal, era conhecida como a Inês Negra (Duarte Nunes de Leão).
Inês Negra era uma mulher do povo fiel à causa da independência de Portugal. Nessa altura, algumas terras portuguesas eram a favor de Castela. Por essa razão, Inês Negra abandonou Melgaço.
Mais tarde, D. João I decidiu reconquistar Melgaço e Inês Negra juntou-se ao seu exército, mas as duas facções nunca chegaram a defrontar-se.
Diz a lenda que a "Arrenegada", inimiga de longa data de Inês Negra, desafiou Inês do alto das muralhas, propondo que a contenda fosse resolvida entre ambas com o acordo do exército castelhano. D. João I assistiu espantado à resposta de Inês Negra que dizia aceitar o desafio e ambos os exércitos consentiram o confronto entre as duas. No meio da luta, a "Arrenegada" conseguiu retirar a espada das mãos de Inês, mas esta tirou uma forquilha da mão de um camponês e continuou o confronto. Passado pouco tempo, as duas resolveram lutar sem armas e Inês feriu a "Arrenegada" de tal forma que esta fugiu para o castelo. Os castelhanos abandonaram Melgaço no dia seguinte e D. João I quis recompensar a heroína, mas esta respondeu que estava plenamente recompensada pela sova que tinha dado à sua inimiga.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
DEPOIS DA APROVAÇÃO NA GENERALIDADE DO ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2012...
... VEM AÍ O 24 DE NOVEMBRO, QUE PRECEDE O 1.º DE DEZEMBRO...NA IMAGEM UMA ANTECIPAÇÃO, COM MIGUEL DE VASCONCELOS LANÇANDO-SE DE UMA JANELA P´RA OS BRAÇOS DE UMA MULTIDÃO ENTUSIASTA COM A PRESTAÇÃO DO DISTINTO ASSESSOR DE GOVERNANTE.
AGUARDA-SE IDÊNTICA PRESTAÇÃO NA ESPECIALIDADE DE UM TAL ÁLVARO PEREIRA, OU DE UM TAL VÍTOR GASPAR.
a economia dia-a-dia
Prémio Palhaço Totó do Ano Pedro Martins, secretário de Estado do Emprego- "O aumento do salário minimo pode contribuir para um aumento do desemprego. Em termos relativos, o salário minimo de 485 euros não é realmente baixo em Portugal"
Os únicos países aderentes ao Euro com um ordenado mínimo inferior ao de Portugal por hora de trabalho são.... a Estónia e a Eslováquia. e que assim têm uma vantagem competitiva na ...produtividade, segundo o economista, catedrático e "estrangeirado" Martins.
A inflação em outubro foi de 4,2%. Em setembro foi de 3,5%. Em outubro de 2010 foi de 2,3%. Para esse valor em crescendo foi importante o aumento da taxa do IVA da electricidade e do gas natural, de 6% para 23%. O governo tirou aos pobres (consumidores) para dar aos ricos (acionistas da EDP, individuais ou parceiros societários)
O preço das portagens nas autoestradas e nas SCUT´s vai subir 4,36% no próximo ano. Os mesmos vão embolsar...
O PIB português emagreceu 1,7% no terceiro trimestre em termos homólogos, informou hoje o INE. Mais alguma "boa" notícia?
Ei-la: "2012 vai marcar o fim da crise" (Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia)
domingo, 13 de novembro de 2011
NOTICIAS DA GRÉCIA
Como o resto dos partidos de extrema-direita do Velho Continente, LAOS se converteu em um actor de peso no jogo político graças a uma estratégia similar à aplicada na França pela Frente Nacional: colocou gravata e limpou seu discurso, afastando pouco a pouco de seu vocabulário os acentos mais xenófobos de seu programa.
Lukas Papademos tomou posse numa imponente cerimónia de coração na qual participaram hierarquias da Igreja Ortodoxa que abençoaram o novo primeiro ministro e seu governo. O Executivo, dominado por membros do partido socialista Pasok e pelo conservador Nova Democracia, tem em princípio cem dias para negociar as condições pelas quais a Grécia se afastará da bancarrota. "Se o povo se mantiver unido, teremos êxito", disse Papademos.
Esta frase não pode ser mais paradigmática: a união dos partidos, PASOK, NOVA DEMOCRACIA e LAOS, resultou na formação de um governo dirigido por um tecnocrata colocado no cargo pelos tecnocratas de Bruxelas, sem ter sido eleito por nenhum grego. Como presente, os pactos políticos internos abriram as portas para a extrema direita que ganhou com a crise um espaço de legitimidade impensável há alguns meses.
O governo é composto por 50 políticos e em seu interior há figuras que já estavam no governo anterior. Papdemos conservou Evangelos Venizelos à frente da pasta de Finanças e, como vice-primeiro-ministro, manteve vários socialistas em postos importantes, entre eles, Anna Diamanotopulu, Andreas Loverdos e Michalis Chrysochoidis, nas pastas da Educação, Saúde e Desenvolvimento, respectivamente. A direita da Nova Democracia ganhou dois ministérios: Stavros Dimas, ex-comissário europeu de Meio Ambiente, e Dimitris Avramolpulos, dirigirão o Ministério de Relações Exteriores e o da Defesa.
Este Gabinete tem pela frente três desafios visíveis com um alto custo social: primeiro, desbloquear a sexta parcela de 8 bilhões de euros correspondentes ao primeiro resgate financeiro europeu; segundo, obter a aprovação de um novo resgate financeiro por parte da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, no valor de 130 bilhões de euros até 2014; terceiro, negociar um perdão de 50% da dívida que o Estado grego contraiu com os bancos. O quarto ponto (oculto) é o tributo que o Executivo passará à sociedade para obter fundos: a cura liberal implica um tsunami de ajustes sociais e destruição de benefícios.
O Parlamento grego deve aprovar um voto de confiança ao novo governo sem surpresa alguma. Os três partidos que compõem agora o governo, o Pasok, Nova Democracia e Laos, totalizam 254 dos 300 votos necessários. Os únicos que não votarão a favor são o Partido Comunista e a Syriza, a coligação de Esquerda.
Esta estranha montagem política, teleguiada pelo FMI, pelo Banco Central Europeu e a Comissão de Bruxelas, inaugura um novo período político que vai mais além das negociações económicas sobre a crise. Os gregos votaram outrora em uma maioria socialista, a do Pasok, mas a renúncia do primeiro ministro Yorgos Papandreu deixou-os com um governo dito de unidade nacional onde a extrema direita aparece comandando o ministério de Infraestrutura e Transporte, e cujo titular é Mavrudís Voridis.
O passado de Voridis é fiel ao da extrema direita europeia: nas décadas de 80 e 90 militou em vários grupos paramilitares. Quanto ao partido Laos, a sua ideologia é uma mescla de liberalismo, nacionalismo e xenofobia explícita. Foi fundado em 2000 por um ex-deputado da Nova Democracia, Yorgos Karatzaferis. Em 2004, o partido participou pela primeira vez de uma consulta eleitoral, alcançando apenas 2,7% dos votos. No mesmo ano, apresentou-se às eleições europeias, conseguindo 4,1%, índice que lhe valeu um assento no parlamento europeu, ocupado por seu fundador.
Durante esse mandato, Yorgos Karatzaferis se notabilizou pelos escândalos provocados por suas declarações de corte racista e anti-semita. Mais tarde, nas eleições gerais de 2007, Laos aumentou sua votação, atingindo 3,8%. Com essa percentagem, ingressou pela primeira vez no Parlamento grego, onde ocupou dez assentos. O seu peso eleitoral aumentou em 2009 quando obteve 5,5% dos votos e 15 assentos. Isso permitiu ao partido agora negociar seu apoio á coligação e assumir um ministério importante e outros cargos.
O mandato do tecnocrata Papademos começou com más notícias. O instituto grego de estatísticas revelou que a taxa de desemprego chegou a 18,4% em agosto, ou seja, seis pontos acima do índice registrado em 2010. Em termos de desemprego, a Grécia ficou em segundo lugar, atrás da Espanha (22,6%). O panorama grego é particularmente grave para a juventude. O desemprego afeta 43,5% dos jovens.
O modelo grego prefigura os desastres futuros da democracia. Os bancos e a sua ideologia de ajustes e reformas atropelaram a vontade popular e a opinião dos cidadãos, princípio supremo da democracia. Já não importa uma eleição, mas sim que haja um soldado obediente que assuma os trabalhos duros sem passar antes pela consulta eleitoral.
E NÓS? NÃO MERECEMOS MAIS?

Ela é Ministra da Justiça. Ele é Bastonário da Ordem dos Advogados. Ela pediu uma auditoria ao apoio judiciário concedido aos cidadãos com menores recursos, alegando possíveis abusos. Ele diz que tal substantiza um monte de infâmias. Ela, advogada com inscrição suspensa na Ordem, foi ao VII Congresso dos Advogados Portugueses e discursou no princípio, identificando nele um obstáculo a mudanças, e depois saiu. Ele indignado com a sua saída prematura, chamou-lhe raposa (“as raposas mudam de pele, não mudam de género nem de hábitos”) e discursou sobre os interesses dos grandes escritórios de advogados. Ela e ele desentenderam-se com públicas exibições de mau gosto e incorreção, sob o aplauso dividido dos advogados.Um grupo de advogados estagiários de Lisboa pede que ele seja alvo de uma investigação judicial e criminal pela forma como tem conduzido o processo de formação e de acesso à profissão na Ordem da Classe.
Numa carta aberta, eles acusam-no de estar a bloquear o acesso à profissão dos jovens advogados. Como? «Reprovando a maior quantidade possível de formandos», que apenas com o estágio e concedido pela Ordem e aproveitamento nos exames internos podem exercer a profissão
O problema, segundo ele, é que "os estagiários estão mal preparados, são medíocres e não têm competências para exercerem advocacia, por isso, tentam arranjar argumentos falsos para justificar o seu fracasso".
Atualmente, "a esmagadora maioria dos recém licenciados em direito não estão preparados para serem advogados, nem magistrados, nem procuradores, por isso, é que chumbam no exame de acesso à Ordem", disse.
Os "medíocres", na opinião do responsável, querem "abolir" todo o tipo de exames e todas as formas de avaliação dos seus conhecimentos, "mas a Ordem não compactua com este tipo de situações".
Ele, ela e eles travam uma luta de morte. E nós? Talvez merecêssemos mais, não?
sábado, 12 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
iniciativa
Próximo sábado, 12 Novembro, a partir das 15h
Parque do Rio Ferreira(perto da Igreja Matriz)
Lordelo.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
a melhor homenagem

Álvaro Cunhal (10.11.1913 – 13.06.2005)
Todos os dias nascem milhares de seres humanos. Nascem rodeados e condicionados pelas realidades mais diversas. Nascem do amor, do acaso, da violência... mas todos, todos com o inalienável direito a conquistar um lugar no grande navio da História.
A grande maioria vem engrossar as fileiras dos explorados pelos “senhores da Terra”.
Muitos, pela sua “diferença”, estão condenados à discriminação, às humilhações, ao martírio.
Outros, exatamente por serem “diferentes”, serão capazes de, ainda que milimetricamente, desviar o leme e o rumo do navio... para melhores portos, praias mais suaves, manhãs mais claras, dias mais justos...
Este, Álvaro Barreirinhas Cunhal, nascido a 10 de Novembro, há 98 anos, foi, e até ao limite das suas forças, um ser humano decididamente muito diferente... como eu tive o grato privilégio de constatar.
“Até amanhã...”
(em samuel-cantigueiro.blogspot.com)
apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XXI)
por Tiago Mota Saraiva (em Blog 5 Dias)
O líder do PCP qualificou hoje de “ruralismo salazarista” um discurso recente do Presidente da República, em que Cavaco Silva recorreu ao exemplo de um pastor para pedir aos portugueses para darem “o melhor do seu esforço” no trabalho.
“Isto não faz lembrar aquele discurso do ‘botas’, aquele discurso do ruralismo salazarista, que durante 48 anos mandou no nosso país?”, questionou Jerónimo de Sousa, durante um comício do PCP no Palácio D. Manuel, em Évora.
O secretário-geral comunista referia-se a declarações do chefe de Estado, proferidas domingo em Nelas, quando disse que a figura do pastor “é o exemplo do trabalho que é preciso realizar para conseguir vencer”.
Na altura, Cavaco Silva descreveu o pastor como sendo alguém para quem “não havia fins-de-semana, não havia férias, feriados nem pontes em nenhumas circunstâncias”.
Contudo, na mesma ocasião, o chefe de Estado esclareceu que não defende que os portugueses “tenham de trabalhar todos os dias”.Hoje, Jerónimo de Sousa criticou o Presidente da República, considerando que se trata de uma “tentativa de procurar a política e a ideologia das inevitabilidades e da resignação”.
“Vejam o que vai na cabeça desta gente em relação aos direitos dos trabalhadores e em relação àquilo que foi a conquista e o avanço não só social mas também civilizacional”, sublinhou
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (XX)
Cavaco lava mais brancoCavaco Silva está nas terras de Obama com o objectivo (entre outros) de «corrigir imagem um pouco distorcida» de Portugal.
A ideia é louvável, mas parece-me que a primeira grande medida... seria não ter ido ele à frente da “embaixada” encarregada do tratamento em “photoshop” da nossa imagem.


















