Comunicado do Sindicato dos Palhaços
O Sindicato Nacional dos Palhaços, Histriões, Jograis, Bobos, Profissionais de Stand-up Comedy e Afins do Sul e Ilhas divulgou hoje um comunicado, que abaixo reproduzimos com a devida vénia e cambalhota:
“O SNPHJBPSCASI, reunido de emergência este sábado para apreciar várias notícias que nos últimos dias têm sido divulgadas sobre as declarações do Sr. Sousa Tavares acerca do Sr. Cavaco Silva e sobre a abertura de um inquérito às mesmas pela Procuradoria-Geral da República, vem tornar público o seu mais veemente repúdio pelas palavras do Sr. Sousa Tavares, que considera altamente ofensivas e baixamente lesivas do bom nome da classe que este sindicato representa, dada a comparação degradante que essas palavras estabelecem entre os genuínos profissionais da indústria espirituosa e o referido Sr. Cavaco Silva, que não é nem nunca foi palhaço, não é membro do sindicato, não tem carteira profissional nem consta que jamais tenha feito alguém esboçar o mais leve sorriso.
Como é do conhecimento geral, o Sr. Cavaco Silva é um indivíduo que desconhece totalmente o que seja humor, graça ou espírito, razão pela qual carece em absoluto de habilitações para poder trabalhar na nossa indústria. Trata-se de uma pessoa carrancuda, mesquinha, bisonha, tristonha e enfadonha, logo completamente desqualificada e imprópria para consumo do público. Chamar palhaço ao Sr. Cavaco Silva é tentar descaradamente fazer passar gato por lebre e, como tal, um atentado à saúde mental pública, facto para o qual o nosso sindicato não deixará de chamar a atenção da ASAE.
O SNPHJBPSCASI aplaude as diligências encetadas pelo Ministério Público, na esperança de que esta grave ofensa à imagem, reputação e goodwill da nobre actividade histriónica dê origem a um processo contra o Sr. Sousa Tavares, tanto mais que este senhor, em lugar de se retractar devidamente e apresentar um claro pedido de desculpas à nossa classe, apenas se desculpou pifiamente, ao declarar que foi “excessivo” chamar palhaço ao Sr. Cavaco Silva. Ora o ambíguo e eufemístico termo “excessivo” fica muito aquém da justiça que nos é publicamente devida, pois o Sr. Sousa Tavares deveria ter reconhecido que foi não “excessivamente”, mas sim tremenda e escandalosamente benevolente ao conceder o cobiçado título de palhaço ao deprimente, desinteressante e enfadonho Sr. Cavaco Silva.»
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quarta-feira, 29 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
SECTARISMO E CEGUEIRA
O Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Paredes emitiu um comunicado de imprensa sobre a VI Assembleia Municipal de Jovens de Paredes. Transcreveu-se aí os factos ocorridos, as presenças do executivo bem como sumárias intervenções do senhor Presidente da Câmara e do líder do PSD na Assembleia Municipal. Mas omitiu-se a presença na Mesa da iniciativa de representantes das forças politicas presentes na Assembleia Municipal, bem como uma deputada do PSD. Para o Gabinete de Comunicação da Câmara, Cristiano Ribeiro, Luísa Tadeu, Rui Silva e Conceição Ruão não estiveram presentes como convidados nem intervieram na sessão. A cegueira e o sectarismo da Câmara Municipal conseguem denegrir uma iniciativa louvável.
CR
(NOTA ENVIADA PARA O GABINETE DE COMUNICAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE PAREDES)
CR
(NOTA ENVIADA PARA O GABINETE DE COMUNICAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE PAREDES)
segunda-feira, 27 de maio de 2013
TEXTO
PORTUGAL, VISTO POR LOBO ANTUNES
Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida.
Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanto queixa, tanto lamento.
Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos.
Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos.
Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade.
O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles.
Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão.
O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meterem os beneméritos em tribunal.
Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.
Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver:
- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro
- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima
- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo
que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho.
E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração.
E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade.
As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz.
A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente.
Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.
Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!
Loureiro para o Panteão já!
Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!
Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.
Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito.
Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis.
Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair.
Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano. Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos.
Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar.
Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho.
Agradeçam a Linha Branca.
Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.
Abaixo o Bem-Estar.
Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.
Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos.
Não se vendem livros? Mentira. O sr Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa.
Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.
Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar?
O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.
Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida.
Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanto queixa, tanto lamento.
Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos.
Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos.
Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade.
O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles.
Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão.
O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meterem os beneméritos em tribunal.
Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.
Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver:
- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro
- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima
- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo
que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho.
E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração.
E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade.
As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz.
A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente.
Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.
Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!
Loureiro para o Panteão já!
Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!
Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.
Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito.
Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis.
Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair.
Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano. Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos.
Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar.
Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho.
Agradeçam a Linha Branca.
Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.
Abaixo o Bem-Estar.
Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.
Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos.
Não se vendem livros? Mentira. O sr Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa.
Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.
Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar?
O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.
a dura luta da aprendizagem
A reportagem reproduzida ontem no canal televisivo SIC sobre a situação da indústria do mobiliário na freguesia de Vilela , Paredes, constituiu um alerta lancinante sobre a indústria e o emprego numa região desfavorecida do interior do Distrito do Porto. A emigração em massa de trabalhadores especializados, a falência de pequenos e médios industriais, a desertificação da freguesia, a miséria que atinge o comércio local, são aspectos pungentes. E assistimos ao discurso irrealista e panfletário do autarca de Paredes, que não quer enfrentar com determinação as politicas recessivas do seu governo e dos seus antecessores.
Vilela é um feudo eleitoral do PSD, onde o partido da setinha alcança normalmente votações que atingem os 80%. Durante anos promoveu-se uma indústria baseada na baixa qualificação e salários, na interdependência de pequenos industriais entre si e com outros de dimensão média e mesmo grande dimensão. Durante anos promoveu-se uma estrutura produtiva baseada na não declaração de salários reais á Segurança Social, no individualismo e no obscurantismo, no fácil titulo de "empreendedor" obtido na escola da pequena oficina. Agora há dezenas de "patrões" que viraram simples trabalhadores ás ordens de patrões mais novos. Vilela, Duas Igrejas, Cristelo, Lordelo e Rebordosa enfrentam um terrível desafio ao seu desenvolvimento futuro. As suas referências ideológicas perderam-se, o liberalismo sugou as suas energias e esperanças, há um luto em cada casa e cada agregado familiar.
Alguns vão ter vergonha em tentar suscitar a onda laranja do costume. Há rostos fechados na multidão, mesmo que não completamente esclarecidos. É a dura luta da aprendizagem.
CR
Vilela é um feudo eleitoral do PSD, onde o partido da setinha alcança normalmente votações que atingem os 80%. Durante anos promoveu-se uma indústria baseada na baixa qualificação e salários, na interdependência de pequenos industriais entre si e com outros de dimensão média e mesmo grande dimensão. Durante anos promoveu-se uma estrutura produtiva baseada na não declaração de salários reais á Segurança Social, no individualismo e no obscurantismo, no fácil titulo de "empreendedor" obtido na escola da pequena oficina. Agora há dezenas de "patrões" que viraram simples trabalhadores ás ordens de patrões mais novos. Vilela, Duas Igrejas, Cristelo, Lordelo e Rebordosa enfrentam um terrível desafio ao seu desenvolvimento futuro. As suas referências ideológicas perderam-se, o liberalismo sugou as suas energias e esperanças, há um luto em cada casa e cada agregado familiar.
Alguns vão ter vergonha em tentar suscitar a onda laranja do costume. Há rostos fechados na multidão, mesmo que não completamente esclarecidos. É a dura luta da aprendizagem.
CR
humor
Na última visita da troika a Portugal, chovia a cântaros... lembram-se?
Passos Coelho encaminhava-se para a reunião da 7ª avaliação às contas portuguesas.
A chover como estava e vaidoso como ele é... ao sair do carro, dobrou a bainha das calças para não as molhar e entrou no edifício onde ia decorrer o encontro com a troika...
Já em plena reunião e entre negociações complicadas, o Vítor Gaspar, que estava ao lado dele, reparou que ele ainda tinha a dobra das calças para cima e então, ...tentou avisá-lo ao ouvido:
- Sr. 1º Ministro! Baixe as calças!
- Calma Gaspar! Calma... primeiro vamos tentar um acordo, não? !
Passos Coelho encaminhava-se para a reunião da 7ª avaliação às contas portuguesas.
A chover como estava e vaidoso como ele é... ao sair do carro, dobrou a bainha das calças para não as molhar e entrou no edifício onde ia decorrer o encontro com a troika...
Já em plena reunião e entre negociações complicadas, o Vítor Gaspar, que estava ao lado dele, reparou que ele ainda tinha a dobra das calças para cima e então, ...tentou avisá-lo ao ouvido:
- Sr. 1º Ministro! Baixe as calças!
- Calma Gaspar! Calma... primeiro vamos tentar um acordo, não? !
domingo, 26 de maio de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Jerry Lee Lewis - Me and Bobby McGee
Londres, 1983
quarta-feira, 22 de maio de 2013
O RIDÍCULO DEVIA MATAR
Há já longas semanas que a Avenida José Júlio, em Penafiel, a via central da cidade, apresenta uma idiossincrasia pitoresca: obras perfeitamente ridículas, prolongadas no tempo, eternizadas.
Na proximidade de 3 passadeiras há obra mais ou menos parada, barreiras que dificultam e condicionam o trânsito numa das 2 vias circulantes da avenida. Falamos da vizinhança do Tribunal, da Escola EB1 Penafiel n.º3 e do Colégio João de Deus, com estacionamento e circulação de dezenas de automóveis que aí se deslocam para transportar crianças.
CR
terça-feira, 21 de maio de 2013
com os autarcas do PSD ao leme...
Factura da água e saneamento de Paredes subiu 34% entre 2009 e 2012
Paredes foi o concelho
do Vale Sousa onde, desde 2009, mais subiram os custos com água e saneamento
imputados aos munícipes, com um aumento de 34%, revelam dados oficiais
relativos a 2012.
De acordo com os indicadores da Entidade
Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), os custos anuais com a
água, em Paredes, subiram, naquele intervalo de tempo, 19,69 euros e com o
saneamento 39,69 euros. Estes dados perfazem um aumento global de 58,76 euros
na fatura anual dos dois serviços, o que corresponde a 4,90 euros mensais.Os dados da ERSAR reportam-se aos custos imputados aos consumidores domésticos, num universo de 278 concelhos, para um consumo de água anual de 60 metros cúbicos.
Dinheiro Digital / Lusa
segunda-feira, 20 de maio de 2013
poema
Aprendamos, Amor
Aprendamos, amor, com estes montes
Que, tão longe do mar, sabem o jeito
De banhar no azul dos horizontes.
Façamos o que é certo e de direito:
Dos desejos ocultos outras fontes
E desçamos ao mar do nosso leito
José Saramago
Aprendamos, amor, com estes montes
Que, tão longe do mar, sabem o jeito
De banhar no azul dos horizontes.
Façamos o que é certo e de direito:
Dos desejos ocultos outras fontes
E desçamos ao mar do nosso leito
José Saramago
domingo, 19 de maio de 2013
Miguel Torga e o fascismo
UM DISCURSO DE MIGUEL TORGA QUE NÃO CHEGOU A SER PROFERIDO POR A REUNIÃO POLÍTICA A QUE SE DESTINAVA TER SIDO PROÍBIDA (em 1951)
Como escritor que saiu do povo e lhe ficou fiel, doem-me duplamente os crimes que o fascismo cometeu na nossa terra. E acuso. Acuso uma ambição de poder como ainda não tivemos igual, uma obstinação que se não rende a nenhum clamor, um orgulho solitário que despreza os concidadãos, uma crueldade fria que mata a alma coletiva a frio. Quando todos devíamos estar aqui num fraternal convívio à procura de soluções para os nossos problemas ou a festejar a solução deles, consentem-nos por especial favor e a título precário que gritemos, vigiados, por justiça e liberdade. Tratados como filhos relapsos desta terra que nos viu nascer, e que amamos do fundo do coração, acusam-nos de a querer perder e destruir.
Mas o tempo dirá, quando a História nos julgar a todos, se os seus verdadeiros servidores foram eles, roubando, devorando, esbanjando, falsificando eleições, criando clientelas, encobrindo ignomínias, fomentando ódios, cavando abismos entre irmãos e perseguindo o espírito de todas as maneiras, ou nós, querendo alicerçar a ordem na justiça e na verdade, e desejando o espírito livre ao livre serviço da Nação.
(Excerto de um Texto (Palestra) de Miguel Torga, para ser lido numa reunião política que foi proibida, em 1951, in Miguel Torga, Ensaios e Discursos, Publicações D. Quixote, 2001, pág. 250)
Como escritor que saiu do povo e lhe ficou fiel, doem-me duplamente os crimes que o fascismo cometeu na nossa terra. E acuso. Acuso uma ambição de poder como ainda não tivemos igual, uma obstinação que se não rende a nenhum clamor, um orgulho solitário que despreza os concidadãos, uma crueldade fria que mata a alma coletiva a frio. Quando todos devíamos estar aqui num fraternal convívio à procura de soluções para os nossos problemas ou a festejar a solução deles, consentem-nos por especial favor e a título precário que gritemos, vigiados, por justiça e liberdade. Tratados como filhos relapsos desta terra que nos viu nascer, e que amamos do fundo do coração, acusam-nos de a querer perder e destruir.
Mas o tempo dirá, quando a História nos julgar a todos, se os seus verdadeiros servidores foram eles, roubando, devorando, esbanjando, falsificando eleições, criando clientelas, encobrindo ignomínias, fomentando ódios, cavando abismos entre irmãos e perseguindo o espírito de todas as maneiras, ou nós, querendo alicerçar a ordem na justiça e na verdade, e desejando o espírito livre ao livre serviço da Nação.
(Excerto de um Texto (Palestra) de Miguel Torga, para ser lido numa reunião política que foi proibida, em 1951, in Miguel Torga, Ensaios e Discursos, Publicações D. Quixote, 2001, pág. 250)
USF S.MARTINHO -CAMINHADA Á ANTA DE SANTA MARTA
Dia 18 de Maio, sábado de manhã, profissionais de saúde (foto de cima), familiares e utentes da USF S. Martinho em caminhada por estrada e caminhos florestais até á Anta de Santa Marta em Penafiel, num percurso de 5 km, promovendo a Saúde no Mês do Coração (Maio). Logistica assegurada, com água, bolachas e fruta.
Dos profissionais só "faltaram" cinco. E só houve uma "desistência"...
quarta-feira, 15 de maio de 2013
“Miséria social” em Portugal
Desde que se iniciou o chamado “Programa de ajuntamento económico e financeiro da troika” só houve criação de emprego com remuneração até 310 euros (são cerca de 140.000 trabalhadores a auferir esses salários de miséria).
A taxa de desemprego do 1.ºtrimestre de 2013 é de 17,7% (950.000 desempregados). A evolução do último trimestre de 2012: 16,9%-17,7%
Não há Feira de Livro no Porto em 2013. Por uma verba de 75.000 euros a Câmara do Porto (PSD/CDS) e a APEL deixam cair esse acontecimento cultural.
A Siderurgia Nacional (maioria capitais espanhóis) poderá deslocalizar-se para Espanha por … custos de energia
O PIB caiu 3,9% no primeiro trimestre , face ao mesmo trimestre de 2012, o recuo mais significativo desde que a austeridade necessariamente recessiva começou há muitos trimestres atrás.
A taxa de desemprego do 1.ºtrimestre de 2013 é de 17,7% (950.000 desempregados). A evolução do último trimestre de 2012: 16,9%-17,7%
Não há Feira de Livro no Porto em 2013. Por uma verba de 75.000 euros a Câmara do Porto (PSD/CDS) e a APEL deixam cair esse acontecimento cultural.
A Siderurgia Nacional (maioria capitais espanhóis) poderá deslocalizar-se para Espanha por … custos de energia
O PIB caiu 3,9% no primeiro trimestre , face ao mesmo trimestre de 2012, o recuo mais significativo desde que a austeridade necessariamente recessiva começou há muitos trimestres atrás.
terça-feira, 14 de maio de 2013
a frase do dia - Marques Guedes e a mentira
"Eu acho que há aqui uma mistificação muito grande por parte de alguma comunicação social em torno desta matéria, a posição do Governo desde o princípio tem sido a mesma, conforme foi dito quer pelo senhor primeiro-ministro, quer pelo líder do principal partido da oposição e que faz parte da coligação de Governo, doutor Paulo Portas, nas comunicações que fizeram já há uns dez dias atrás", sustentou Marques Guedes
A LUTA
CONCENTRAÇÃO DE FERROVIÁRIOS REFORMADOS E SUAS FAMILIAS, DIA 9 DE MAIO NA CALÇADA DO DUQUE, FRENTE AO EDIFICIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA CP , EM LISBOA
34% das unidades de saúde familiar sentiram falta de material básico em 2012
Inquérito de satisfação aos coordenadores das USF mostra agravamento das condições de trabalho. Um terço das Unidades de Saúde Familiar (USF) terão sentido falta de material considerado básico durante o ano de 2012, como luvas, batas ou vacinas contra o tétano, segundo dados de um inquérito que foi divulgado esta semana.
Todos os anos é feito um estudo de satisfação aos coordenadores das USF e os resultados relativos a 2012 foram apresentados em detalhe no 5.º Encontro Nacional destes organismos.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da comissão científica do encontro, André Biscaia, explicou que uma das tendências é um aumento da insatisfação em relação ao Ministério da Saúde e aos organismos da administração central.
As faltas de material básico de funcionamento são apontadas por um número significativo de coordenadores de USF, com 34% deles a indicarem que em 2012 essas falhas ocorreram mais de 10 vezes. O mesmo estudo mostra que só 13% dos coordenadores afirmaram nunca terem tido falhas de material considerado básico.
O equipamento informático, que apoia grande parte da actividade clínica e administrativa nas USF, também está a ser motivo de insatisfação, com metade dos coordenadores a não considerar que o equipamento tem o nível de adequação pretendido.
Criadas em 2005, as USF foram fundadas como uma forma alternativa ao habitual centro de saúde, prestando também cuidados primários de saúde, mas com autonomia de funcionamento e sujeitas a regras de financiamento próprias, baseados também em incentivos financeiros a profissionais e à própria organização.
Neste momento, há 86 candidaturas para criação de unidades de saúde familiar (USF) que estão por decidir e que poderiam dar médico de família a mais 150 mil utentes, segundo dados oficiais a que a agência Lusa teve acesso.
André Biscaia, revelou à Lusa que desde o início do ano apenas entrou em funcionamento uma destas unidades, sendo que outra foi extinta. Segundo os dados oficiais, entre 2006 e 2010 abriam 55 unidades por ano, o que dava uma média de cinco por mês. Mas em 2011-2012 a média caiu para 39 unidades.
“Há aqui qualquer coisa no processo que não está a levar a que as USF que têm candidaturas activas passem à actividade”, declarou o responsável, remetendo respostas para o Ministério da Saúde ou para as autoridades regionais de saúde.
Os organizadores do 5.º Encontro Nacional das USF continuam a frisar as vantagens destes organismos: “um modelo centrado no cidadão e na micro-eficiência e assente num elevado grau de participação, transparência, discriminação positiva e responsabilização nas decisões”. De tal modo que no encontro uma das questões a debater será o alargamento do modelo das Unidades de Saúde Familiar aplicado a outras áreas sociais nos serviços públicos em Portugal.
“Há muitos estudos que provam vantagens ao nível do acesso, da racionalização da prescrição de medicamentos e de meios complementares, que apontam para menos desperdício e melhor utilização de recursos”, lembrou André Biscaia.
Actualmente existem em funcionamento 357 USF que abrangem cerca de 4,5 milhões de utentes e onde trabalham mais de 6900 profissionais.
Todos os anos é feito um estudo de satisfação aos coordenadores das USF e os resultados relativos a 2012 foram apresentados em detalhe no 5.º Encontro Nacional destes organismos.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da comissão científica do encontro, André Biscaia, explicou que uma das tendências é um aumento da insatisfação em relação ao Ministério da Saúde e aos organismos da administração central.
As faltas de material básico de funcionamento são apontadas por um número significativo de coordenadores de USF, com 34% deles a indicarem que em 2012 essas falhas ocorreram mais de 10 vezes. O mesmo estudo mostra que só 13% dos coordenadores afirmaram nunca terem tido falhas de material considerado básico.
O equipamento informático, que apoia grande parte da actividade clínica e administrativa nas USF, também está a ser motivo de insatisfação, com metade dos coordenadores a não considerar que o equipamento tem o nível de adequação pretendido.
Criadas em 2005, as USF foram fundadas como uma forma alternativa ao habitual centro de saúde, prestando também cuidados primários de saúde, mas com autonomia de funcionamento e sujeitas a regras de financiamento próprias, baseados também em incentivos financeiros a profissionais e à própria organização.
Neste momento, há 86 candidaturas para criação de unidades de saúde familiar (USF) que estão por decidir e que poderiam dar médico de família a mais 150 mil utentes, segundo dados oficiais a que a agência Lusa teve acesso.
André Biscaia, revelou à Lusa que desde o início do ano apenas entrou em funcionamento uma destas unidades, sendo que outra foi extinta. Segundo os dados oficiais, entre 2006 e 2010 abriam 55 unidades por ano, o que dava uma média de cinco por mês. Mas em 2011-2012 a média caiu para 39 unidades.
“Há aqui qualquer coisa no processo que não está a levar a que as USF que têm candidaturas activas passem à actividade”, declarou o responsável, remetendo respostas para o Ministério da Saúde ou para as autoridades regionais de saúde.
Os organizadores do 5.º Encontro Nacional das USF continuam a frisar as vantagens destes organismos: “um modelo centrado no cidadão e na micro-eficiência e assente num elevado grau de participação, transparência, discriminação positiva e responsabilização nas decisões”. De tal modo que no encontro uma das questões a debater será o alargamento do modelo das Unidades de Saúde Familiar aplicado a outras áreas sociais nos serviços públicos em Portugal.
“Há muitos estudos que provam vantagens ao nível do acesso, da racionalização da prescrição de medicamentos e de meios complementares, que apontam para menos desperdício e melhor utilização de recursos”, lembrou André Biscaia.
Actualmente existem em funcionamento 357 USF que abrangem cerca de 4,5 milhões de utentes e onde trabalham mais de 6900 profissionais.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
Reis Novais sobre a selvajaria do Governo
http://youtu.be/InQZRp5NFks
A selvejaria social, expressa nas propostas do governo apoiadas pelas orientações comunitárias, explicada de forma limpida. Com uma nuance: o Secretário de Estado é mesmo um Selvagem, tal como os outros governantes, tal como quem os apoia. Quanto ao intitulado "presidente da republica", devemos dizer é uma Coisa Anormal, Coisa Anormal (CACA). Uma referência ao sindicalismo "amarelo", dos TSD´s e quejandos: a imagem televisiva da sessão do 1.º Maio dos TSD, com a posição reverente de alguns perante o Primeiro Ministro é um Nojo.
CR
A selvejaria social, expressa nas propostas do governo apoiadas pelas orientações comunitárias, explicada de forma limpida. Com uma nuance: o Secretário de Estado é mesmo um Selvagem, tal como os outros governantes, tal como quem os apoia. Quanto ao intitulado "presidente da republica", devemos dizer é uma Coisa Anormal, Coisa Anormal (CACA). Uma referência ao sindicalismo "amarelo", dos TSD´s e quejandos: a imagem televisiva da sessão do 1.º Maio dos TSD, com a posição reverente de alguns perante o Primeiro Ministro é um Nojo.
CR
sábado, 11 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Motoristas da Carris desmaiam com fome
NUNO MIGUEL ROPIO
foto Orlando Almeida / Global Imagens / Arquivo
A crise abateu-se de forma negra sobre os motoristas da Carris, em Lisboa: passam fome e desmaiam em pleno serviço. Há ainda os que se apropriam do dinheiro dos bilhetes para equilibrarem as contas.
Há cerca de 300 motoristas e guarda-freios da Carris que estão a passar graves dificuldades económicas, ao ponto de nada comerem durante as várias horas em que estão ao volante de autocarros. Três deles já chegaram a desfalecer no serviço e um outro teve uma quebra de tensão - porque há quatro dias consecutivos que só ingeria um iogurte por dia.
Por detrás deste cenário de subnutrição, que afeta quase 20% dos motoristas da transportadora (1700), estão histórias em que a cara-metade está desempregada, os 800 euros de salário-base já não fazem face às despesas mensais e à prestação da casa ou em que os filhos entraram na rota do desemprego
foto Orlando Almeida / Global Imagens / Arquivo
A crise abateu-se de forma negra sobre os motoristas da Carris, em Lisboa: passam fome e desmaiam em pleno serviço. Há ainda os que se apropriam do dinheiro dos bilhetes para equilibrarem as contas.
Há cerca de 300 motoristas e guarda-freios da Carris que estão a passar graves dificuldades económicas, ao ponto de nada comerem durante as várias horas em que estão ao volante de autocarros. Três deles já chegaram a desfalecer no serviço e um outro teve uma quebra de tensão - porque há quatro dias consecutivos que só ingeria um iogurte por dia.
Por detrás deste cenário de subnutrição, que afeta quase 20% dos motoristas da transportadora (1700), estão histórias em que a cara-metade está desempregada, os 800 euros de salário-base já não fazem face às despesas mensais e à prestação da casa ou em que os filhos entraram na rota do desemprego
domingo, 5 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
vergonha para Baltar e para a justiça!
Eleição da Junta e da Assembleia de Freguesia de Baltar considerada nula pelo Tribunal
Em causa está a eleição ilegal do secretário da Junta de Freguesia
A eleição do executivo da Junta de Freguesia de Baltar, assim como da Mesa da Assembleia de Freguesia, foi declarada nula pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel. Nula é também a aprovação do Plano Plurianual e Orçamento para 2013, um documento que já está em vigor.
Na base desta decisão jurídica, que obriga a que haja uma nova eleição para estes órgãos, está a eleição de José Maria da Silva Pereira para secretário da Junta de Freguesia. José Maria da Silva Pereira nunca poderia ter sido eleito secretário da Junta de Freguesia.
A decisão foi tomada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel no passado mês de Abril, mais de três anos depois da tomada de posse ter ocorrido em Baltar. Na sentença a que o VERDADEIRO OLHAR teve acesso, os juízes declararam nulos "os actos eleitorais que integraram a primeira reunião da Assembleia de Freguesia realizada em 30/10/2009". No mesmo documento, o Tribunal refere que a decisão explica-se com a eleição de José Maria da Silva Pereira para secretário da Junta de Freguesia, função que nunca poderia ocupar por não estar entre os nove elementos iniciais que constituíam a Assembleia de Freguesia. "Na primeira reunião da Assembleia de Freguesia só os membros daquele órgão investidos aquando do acto da respectiva instalação participam na eleição dos vogais da Junta de Freguesia, por um lado. E, por outro, que os referidos vogais têm de ser escolhidos e eleitos por e de entre aqueles membros da Assembleia de Freguesia", sustenta o Tribunal.
Em causa está a eleição ilegal do secretário da Junta de Freguesia
A eleição do executivo da Junta de Freguesia de Baltar, assim como da Mesa da Assembleia de Freguesia, foi declarada nula pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel. Nula é também a aprovação do Plano Plurianual e Orçamento para 2013, um documento que já está em vigor.
Na base desta decisão jurídica, que obriga a que haja uma nova eleição para estes órgãos, está a eleição de José Maria da Silva Pereira para secretário da Junta de Freguesia. José Maria da Silva Pereira nunca poderia ter sido eleito secretário da Junta de Freguesia.
A decisão foi tomada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel no passado mês de Abril, mais de três anos depois da tomada de posse ter ocorrido em Baltar. Na sentença a que o VERDADEIRO OLHAR teve acesso, os juízes declararam nulos "os actos eleitorais que integraram a primeira reunião da Assembleia de Freguesia realizada em 30/10/2009". No mesmo documento, o Tribunal refere que a decisão explica-se com a eleição de José Maria da Silva Pereira para secretário da Junta de Freguesia, função que nunca poderia ocupar por não estar entre os nove elementos iniciais que constituíam a Assembleia de Freguesia. "Na primeira reunião da Assembleia de Freguesia só os membros daquele órgão investidos aquando do acto da respectiva instalação participam na eleição dos vogais da Junta de Freguesia, por um lado. E, por outro, que os referidos vogais têm de ser escolhidos e eleitos por e de entre aqueles membros da Assembleia de Freguesia", sustenta o Tribunal.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
uma vitória significativa!
A Assembleia Municipal de Penafiel aprovou uma moção que contesta a cobrança de estacionamento no Hospital Padre Américo, decisão politica que já tinha sido tomada pela Assembleia Municipal de Paredes. A moção foi aprovada por maioria, com uma abstenção, ao contrário do que aconteceu em Paredes, onde a iniciativa da CDU foi aprovada por unanimidade.
Percebe-se o incomodo das restantes forças politicas, obrigadas a votar nas Assembleias Municipais contra as orientações dos CA da sua confiança e do governo da troika nacional e estrangeira. Compete á população manter a recusa ao pagamento de tão despropositada despesa. E identificar quem luta com eficácia e sinceridade pelos seus interesses- a CDU e os seus eleitos locais.
Percebe-se o incomodo das restantes forças politicas, obrigadas a votar nas Assembleias Municipais contra as orientações dos CA da sua confiança e do governo da troika nacional e estrangeira. Compete á população manter a recusa ao pagamento de tão despropositada despesa. E identificar quem luta com eficácia e sinceridade pelos seus interesses- a CDU e os seus eleitos locais.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
outra vez, os swaps
Que os gajos andassem metidos em swaps, não me espanta. Têm é que me explicar como conseguiram estoirar três mil milhões nessas farras.
Diz o Expresso que "As perdas potenciais das empresas públicas com contratos financeiros derivados (swaps) rondavam três mil milhões de euros no final do ano passado", dos quais 1 100 milhões no metro de Lisboa e 800 milhões no Metro do Porto.
Pelo menos fico a saber para onde vai o dinheiro do aumento dos passes, que no meu caso foi cerca de 80%.
(em aessenciadapolvora.blogspot.pt)
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