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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

TERRAMOTOS, GUERRA E PRIORIDADES

José Goulão
A Itália de Renzi contribui com 55 milhões de euros por dia para a NATO, mais cinco milhões do que a verba total reservada pelo próprio governo para acudir às consequências do terramoto. Aliás, a soma das verbas recolhidas para responder à catástrofe – 200 milhões – é inferior ao valor que a Itália desvia para a NATO em menos de quatro dias.

http://www.abrilabril.pt/terramotos-guerras-e-prioridades

domingo, 5 de abril de 2015

segunda-feira, 28 de julho de 2014

a estratégia para vender a TAP aos amigos

O PCP queria ouvir o presidente da TAP sobre as condições de fiabilidade e de segurança da companhia aérea, na sequência dos sucessivos cancelamentos nos meses de Junho e Julho e de alguns incidentes com aviões da empresa.

Considerando que é preciso "inverter este caminho, que ameaça destruir a TAP e o bom nome, respeito e prestígio que, justamente, a fiabilidade e segurança da sua operação conquistaram ao longo de dezenas de anos", o grupo parlamentar do PCP queria que Fernando Pinto esclarecesse no parlamento os problemas na operação da companhia aérea nacional.

A maioria PSD/CDS-PP chumbou o requerimento do PCP para ouvir o presidente da TAP.

«O PSD e o CDS-PP entendem que é importante ouvir o presidente da TAP, mas que deve ser em Setembro, depois da operação de verão, permitindo fazer um balanço», disse à Lusa o deputado social-democrata Luís Leite Ramos.

A TAP vai cancelar 48 voos entre esta quarta-feira e sábado. A transportadora aérea justifica a decisão com o atraso na entrega de seis novos aviões, que estava prevista para Julho. Cancelamentos na TAP colocam em causa imagem do país, disse o ministro da Economia.
O ministro da Economia promete uma avaliação profunda aos problemas com os aviões da TAP…em Setembro.

Para vender a TAP há que BAIXAR O PREÇO, que se obtém desvalorizando-a.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

O BES E O PEDIDO DE ESCLARECIMENTO DO PCP

Depois de se ver videos como o reproduzido em baixo e depois de Marques Mendes classificar Bento e Rato como o Neymar e o Messi da gestão bancária ... mais se justifica o pedido de esclarecimento do PCP á tutela

http://videos.sapo.pt/RmS50q7P4OG52dfzRZZy

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, exigiu esclarecimentos ao Banco de Portugal (BdP) sobre a situação do Banco Espírito Santo (BES) e considerou "profundamente negativo para a democracia" a fusão entre política e negócios.
"Desta vez nem tiveram o mínimo cuidado ao fazer uma nomeação claramente ideológica de gente de confiança do Governo, dos seus partidos", disse Jerónimo.

O Espírito Santo Financial Group (ESFG) anunciou no sábado que vai propor Vítor Bento para presidente executivo do BES e João Moreira Rato para administrador financeiro, num comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O ESFG aponta ainda o deputado social-democrata e ex-juiz do Tribunal Constitucional, Paulo Mota Pinto, para o cargo de presidente do Conselho de Administração.

Jerónimo de Sousa disse que é "profundamente negativo para a própria democracia esta confusão e esta fusão entre os negócios e a política, particularmente do setor financeiro".
"É preocupante, até porque o nosso povo já pagou com língua de palmo as situações escandalosas, os desmandos da banca, lembrando os casos do BPN e do BPP e esperamos nós que a história não se vá repetir agora com o BES", salientou.

O líder comunista disse que quer um esclarecimento da entidade supervisora e saber o que é que o BdP andou a fazer, porque é "que esteve tão passivo durante todo este tempo" e porque é que "existem estas situações em que há necessidade de apuramento de responsabilidades".

"Com uma condição fundamental que nós colocamos. Não ponham de novo o povo português a pagar aquilo que foram os desmandos da banca, nem pensem em nacionalizar prejuízos", acrescentou.

Questionado sobre as declarações dos últimos dias que referem que a situação do banco é estável, Jerónimo de Sousa afirmou que percebe os apelos à acalmia.

"Nós não estamos aqui a inventar uma destabilização ou a inventar um caso. É sabido que há preocupações de fundo em relação à situação do BES", sustentou.

Na opinião do secretário-geral do PCP, o melhor é, "com serenidade mas com responsabilidade, fazer esse apuramento de responsabilidades, ouvir designadamente o BdP para evitar que se dê precisamente mais uma situação de descalabro".

"É essa a nossa preocupação. Não estamos aqui numa posição de alarmismo, mas numa posição de que o povo português tem o direito de saber previamente o que aconteceu e o que está a acontecer", salientou.

domingo, 8 de junho de 2014

a moral capitalista





Estes 'picos' no chão são uma das mais recentes maravilhas técnicas do capitalismo. Algures em Londres. Um 'repelente' para afastar sem-abrigo.

Enviado via facebook pelo meu amigo Ivo Rafael

terça-feira, 29 de abril de 2014

a BOLSA e a vidinha deles

Bolsa engorda em 336 milhões de euros a fortuna dos mais ricos (desde o princípio do ano esta passou de 13,6 mil milhões de euros para os actuais 13,94 mil milhões de euros).

Américo Amorim , com a GALP e a Corticeira Amorim, ganhou 232,1 milhões de euros

Belmiro Azevedo, com a SGPS e a fusão da ZON com a OPTIMUS, ganhou 163,4 milhões de euros

Joe Berardo com a ZON, BCP e SONAE, ganhou 31,6 milhões de euros

António Mota com a MOTA ENGIL, ganhou 5,4 milhões de euros

Isabel Santos , com o BPI, a GALP e a Zon , ganhou .... muito

José Mello , com a EDP, ganhou...muito.

O único a perder terá sido o dono do Pingo Doce, o mais rico.

segunda-feira, 17 de março de 2014

A VERDADE NÃO ESCONDIDA

Refira-se, a propósito da intervenção do FMI que Olga Kovitidi, vice-primeira ministra do governo da Crimeia, qualificou as condições que Kiev aceita para celebrar acordos com o FMI como ‘o preço da espoliação’.

Declarou que o acordo preliminar com o FMI, celebrado pelas novas autoridades ucranianas, sobre a concessão de ajuda financeira, estipula que todo o sistema nacional de transporte de gás passará a ser propriedade da companhia estadunidense Chevron, e que as empresas siderúrgicas cederão 50% de suas acções à companhia alemã Ruhr.

A indústria de extracção de carvão da Bacia de Donets passará a pertencer à filial finlandesa da Ruhr. Segundo Kovitidi, Kiev prometeu também permitir a instalação na Ucrânia do sistema antimísseis e da Força Aérea dos Estados Unidos.

domingo, 9 de março de 2014

os pequenos que queriam ser grandes

Depois de Vitorino e do Amado, a vez de Gama:

Jaime Gama, ex-Presidente da Assembleia da República, vai ser nomeado Presidente do Conselho de Administração do BES Açores. O PS mantem a sua vocação "bancária". E vê-se também a sua aposta numa "saída limpa". Limpinha...

quem tem amigos não morre na cadeia...rouba e enriquece!

Jardim Gonçalves, ex-Presidente do BCP, fica livre da coima de um milhão de Euros aplicado pelo Banco de Portugal. O crime denunciado pelo supervisor bancário foi de prestação de informação e falsificação de contas do BCP através de 17 sociedades sediadas em paraísos fiscais. Para além da coima, foi aplicada a pena de inibição de funções no sector financeiro durante nove anos.

A Justiça portuguesa deixou prescrever, após uma série de recursos, impedindo um processo de julgamento de forma definitiva em tempo útil. Foi um caso exemplar de "Justiça na Hora". Imaginemos que eramos um país corrupto como se acusa certos países que a União Europeia e o Obama anda a "esterilizar" como a Ucrânia, a Síria ou a Venezuela... Certamente aí Jardim Gonçalves já estaria julgado!

NÃO, NÓS SOMOS UMA SOCIEDADE DE DIREITO (ou de direita) EXEMPLAR! Temos uma justiça "exemplar", políticos "exemplares", gatunos "exemplares", um Presidente "exemplar" um povo pacífico "exemplar".

CR

quinta-feira, 6 de março de 2014

vitória do povo cipriota

Crise em Chipre: impedir as privatizações impostas pela União Europeia e queda do governo… por iniciativa dos comunistas!

A pequena ilha cipriota é um grão de areia para a « troika »: sexta feira dia 28 de Fevereiro um plano de privatização de três grandes empresas publicas (Cyprus Telecom, Empresa Nacional Elétrica e Empresa de Portos do País) foi impedido no Parlamento, depois de mobilizações populares,  e o governo demitiu-se.
 «Nós não aceitaremos a delapidação do património nacional » disse um dirigente do AKEL)
O Plano foi rejeitado pelo Parlamento com 25 votos contra (19 do AKEL) 25 a favor e cinco abstenções. Com esse plano a direita pretendia reembolsar os credores europeus em 1,4 milhões de euros.
 Lembramos que o AKEL decidiu no último Verão adoptar oficialmente a defesa da « saída do euro », depois de apelar a uma politica de ruptura com a União Europeia e o FMI, fazendo auto-critica em relação a expectativas quanto a adaptações do quadro europeu.

Um Partido que recusa as privatizações, exige a saída do Euro, mobiliza contra as politicas anti-sociais na rua e no Parlamento : é o que neste momento é necessário em Chipre e em toda a Europa.


terça-feira, 4 de março de 2014

a Hungria de 2014 assim cantada





Em 2004 a Hungria aderiu à UE, na expectativa de ruas cobertas de ouro. Ao invés disso, quatro anos depois, em 2008, o país ficou endividado ao FMI. O vídeo do grupo de rock húngaro Mouksa Underground resume o que é a Hungria de hoje, depois de cair nas garras da UE e do FMI.

A canção é acerca dos resultados desanimadores do abandono do socialismo em favor do capitalismo – e na Hungria os resultados certamente não são encorajadores. O título é "Desalento com a mudança de sistema".

Aqui está a letra:

Os que têm agora mais de vinte anos
Estiveram à espera de vida boa
Para o cidadão médio
Ao invés de riqueza temos pobreza
Exploração irrestrita
Assim, esta é a grande mudança de sistema
Assim, é isto que espera por si
Nada de habitação
Nada de alimentação
Nada de trabalho
Mas isto foi garantido que não aconteceria
Aqueles no topo
Devoraram-nos
O pobre sofre todos os dias
Assim, isto é a grande mudança de sistema
Assim, isto é o que espera por si
 (Repete)

Quando ocorrerá mudança real?
Quando haverá uma mundo vivível
A solução definitiva aparecerá
Quando este sistema económico for abandonado para sempre
Assim, esta é a grande mudança de sistema
Assim, isto é o que espera por si
(Repete)

sábado, 1 de fevereiro de 2014

lá como cá, os governos ao serviço da banca

Os bancos alemães, franceses e holandeses desfizeram-se de dívida grega em plena crise do euro, contrariando os compromissos assumidos pelos respetivos governos, noticia hoje o El Pais.

Citando “atas confidenciais do FMI de maio 2010” a que diz ter tido acesso, o jornal espanhol revela que a “Alemanha, França e Holanda, num dos piores momentos da crise do euro, assumiram o compromisso que os seus bancos apoiariam a Grécia e não venderiam dívida helénica”.

Contudo, refere, os bancos destes três países tinham, no primeiro trimestre de 2010 (antes do resgate à Grécia), mais de 122.000 milhões de dólares em dívida helénica, mas em finais do ano passado este valor havia caído 72%, para menos de 34.000 milhões de dólares.

O El Pais avança que o apoio da respetiva banca foi um dos argumentos a que recorreram os governos alemão, francês e holandês “para vencer as fortes resistências do FMI na concessão à Grécia do maior pacote de ajuda financeira da sua história”.

“Os representantes holandês, francês e alemão transmitiram o compromisso de que os seus bancos comerciais continuaram a apoiar a Grécia, mantendo a sua exposição”, refere.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

lá como cá, há quem diga NÃO


Demissões no governo da Dinamarca por entrada da Goldman Sachs em elétrica estatal

A venda de uma posição no grupo estatal de energia dinamarquês DONG ao banco de investimento norte-americano Goldman Sachs provocou a demissão de seis ministros de um dos três partidos do governo de coligação.

O governo dinamarquês quer vender uma posição de 19% na DONG à Goldman Sachs por oito mil milhões de coroas (1,07 mil milhões de euros), depois de a empresa ter perdido dinheiro em investimentos no gás natural.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

NÚMEROS …

(a realidade contra a propaganda)

A evolução do PIB e do consumo efectivo por habitante de um País dá certamente uma indicação da qualidade de vida dos seus cidadãos. A União Europeia tem apresentado um crescimento económico medíocre, comparativamente a outros espaços económico-geográficos. O capitalismo europeu encontra-se enredado em muitas contradições, por ele próprio criadas.

O PIB de Portugal era de 78% da média europeia em 2008. Em 2010, atingia 80%, mas em 2012 ficava pelos 76%. Não será nada de admirar que o “trambolhão” do PIB seja ainda maior nas estatísticas de 2013, 2014, 2015… Portugal produz menos, cada vez menos, e não atinge metade do PIB do Luxemburgo (163% da média europeia), praça financeira e do capitalismo europeu.

O consumo efectivo por habitante era de 83% da média europeia em 2008. Em 2010, atingia ainda os 84% mas já em 2012 descia para uns chocantes 77%. A política de austeridade cega, chamada de “ajustamento orçamental”, patrocinada pelo PSD, PS e CDS, colocará os próximos indicadores em valores … de sobrevivência. O Luxemburgo atinge os 138% em 2012, o que convenhamos atesta a desigualdade reinante na União Europeia.

CR

sábado, 11 de janeiro de 2014

AMOR COM AMOR SE PAGA

 Segundo o Jornal Expresso, Vítor Gaspar, antigo Ministro das Finanças, candidatou-se a uma posição no FMI, na “área das políticas fiscais”.

É a sequência lógica do facto de Álvaro Santos Pereira, o antigo Ministro da Economia, ir para a OCDE e de José Luís Arnaut ir para o Conselho Consultivo Internacional da Goldman Sachs. 
Este último é o perfeito exemplo de uma nomeação exemplar. O advogado e político do PSD tem um currículo curioso. Da licenciatura pela Universidade Lusíada, a cargos europeus, com a bênção de Rui Machete, passando a administrador da Sociedade Lisboa 94 – Capital Europeia da Cultura, com percurso como deputado, presidente da Comissão Parlamentar de Defesa, candidato vencido á Câmara de Mértola (?) e Ministro em Governos do PSD, chegou a Secretário-geral do PSD. Auferiu por aí o título de Comendador da Ordem de D. Henrique.

Mais recentemente aos 50 anos como sócio de um escritório de advogados, em que pontifica Rui Pena (um CDS que foi ministro da Defesa em Governo PS), aparece na privatização da REN, da ANA, e da TAP (esta, gorada), nas reestruturações do BCP e BANIF, no litígio do Túnel do Marquês, e na privatização recente dos CTT (onde o banco americano GOLDMAN SACHS conquistou poder dominante). Estamos perante o percurso “limpinho, limpinho” de um “ponta de lança” dos grandes interesses económicos internacionais na política e na democracia portuguesas.
CR

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

farsa 2


Por mais que na SIC Notícias nos queiram convencer do contrário, a gestão politica das medidas de austeridade pretende minimizar o impacto no sentido de voto nas autárquicas. Mas dificilmente passará a mensagem que o PSD e o CDS que concorrem ás autarquias locais nada têm a ver com os liquidadores do emprego público ou privado.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

AINDA OS MONOPÓLIOS

(Nuno Teles, em ladroesdebicicletas.blogspot.pt)
No seguimento deste post, é curioso observar a posição da Apple, enquanto empresa monopolista, e a sua relação recente com os mercados financeiros. Sem grandes incentivos ao reinvestimento dos seus lucros, esta empresa acumulou ao longo dos anos 145 mil milhões de dólares. No entanto, no passado mês de Abril, a Apple decidiu endividar-se nos mercados com obrigações no valor de 17 mil milhões de dólares. Naquela que aparentemente foi a maior emissão de dívida de sempre de uma empresa privada, as taxas de juro variaram entre 0,5% nas obrigações a três anos e 3,8% a trinta anos.

Todavia, porque é que uma empresa se vai endividar se está a nadar em liquidez? A razão é bastante prosaica. Boa parte dos 145 mil milhões de dólares disponíveis foi ganha e está depositada fora dos EUA. O seu repatriamento implicaria o pagamento do imposto sobre lucros norte-americano (35%). Por outro lado, o juro pago nesta emissão de dívida será dedutível na factura fiscal da Apple, resultando aparentemente numa poupança de 100 milhões de dólares todos os anos. Este dinheiro angariado nos mercados não servirá para financiar novos investimentos (e emprego), mas sim para permitir uma maior distribuição de dividendos pelos accionistas e financiar um programa de recompra de acções cujo objectivo é elevar a sua cotação na Bolsa. 


Conclusão, a Apple beneficia de uma posição no mercado que lhe permite focar-se na valorização financeira das suas acções em vez da sua actividade produtiva, foge descaradamente ao fisco do país que lhe deu as condições físicas e humanas para florescer e, não contente, financia os ganhos dos seus accionistas através de um subsídio implícito dos contribuintes norte-americanos graças às deduções fiscais.