Depois de se ver videos como o reproduzido em baixo e depois de Marques Mendes classificar Bento e Rato como o Neymar e o Messi da gestão bancária ... mais se justifica o pedido de esclarecimento do PCP á tutela
http://videos.sapo.pt/RmS50q7P4OG52dfzRZZy
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de
Sousa, exigiu esclarecimentos ao Banco de Portugal (BdP) sobre a situação do
Banco Espírito Santo (BES) e considerou "profundamente negativo para a
democracia" a fusão entre política e negócios.
"Desta vez nem tiveram o mínimo
cuidado ao fazer uma nomeação claramente ideológica de gente de confiança do
Governo, dos seus partidos", disse Jerónimo.
O Espírito Santo Financial Group (ESFG)
anunciou no sábado que vai propor Vítor Bento para presidente executivo do BES e
João Moreira Rato para administrador financeiro, num comunicado enviado à
Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O ESFG aponta ainda o
deputado social-democrata e ex-juiz do Tribunal Constitucional, Paulo Mota
Pinto, para o cargo de presidente do Conselho de Administração.
Jerónimo de Sousa disse que é "profundamente negativo para a
própria democracia esta confusão e esta fusão entre os negócios e a política,
particularmente do setor financeiro".
"É preocupante, até porque o nosso povo já pagou com língua
de palmo as situações escandalosas, os desmandos da banca, lembrando os casos
do BPN e do BPP e esperamos nós que a história não se vá repetir agora com o
BES", salientou.
O líder comunista disse que quer um esclarecimento da entidade
supervisora e saber o que é que o BdP andou a fazer, porque é "que esteve
tão passivo durante todo este tempo" e porque é que "existem estas
situações em que há necessidade de apuramento de responsabilidades".
"Com uma condição fundamental que nós colocamos. Não ponham
de novo o povo português a pagar aquilo que foram os desmandos da banca, nem
pensem em nacionalizar prejuízos", acrescentou.
Questionado sobre as declarações dos últimos dias que referem que
a situação do banco é estável, Jerónimo de Sousa afirmou que percebe os apelos
à acalmia.
"Nós não estamos aqui a inventar uma destabilização ou a
inventar um caso. É sabido que há preocupações de fundo em relação à situação
do BES", sustentou.
Na opinião do secretário-geral do PCP, o melhor é, "com
serenidade mas com responsabilidade, fazer esse apuramento de
responsabilidades, ouvir designadamente o BdP para evitar que se dê
precisamente mais uma situação de descalabro".
"É essa a nossa preocupação. Não estamos aqui numa posição de
alarmismo, mas numa posição de que o povo português tem o direito de saber
previamente o que aconteceu e o que está a acontecer", salientou.