um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Memória de um parlamentar comunista que não sabia ler



Há precisamente 30 anos, ao entrar pela primeira vez no Palácio de São Bento, Jerónimo de Sousa não fazia a mínima ideia de "como era isso de ser deputado". Quando o DN lhe propôs um regresso às memórias dessa época, o actual secretário-geral do PCP lembra a ruptura que se registou entre a velha Assembleia Nacional da ditadura e a Assembleia Constituinte que contribuiu decisivamente para firmar os alicerces do regime democrático. "Vínhamos de uma assembleia fascista, com uma composição muito classista, onde um operário não tinha entrada."

Nesse mês de Junho de 1975, o contraste não podia ser maior até o PPD e o CDS exibiam operários na sua bancada. Mas nenhum outro grupo parlamentar como o PCP tinha tantos "membros da classe trabalhadora", como se dizia na terminologia marxista, muito em uso na época.

Um desses operários, oriundo de Alpiarça, era António Malaquias Abalada - um operário agrícola já idoso que mal sabia ler ou escrever. Ao fazer uma das suas primeiras intervenções no plenário, com um discurso escrito na mão, este deputado começou a ser alvo de chacota generalizada, bem perceptível em diversas bancadas da Constituinte. Um episódio que indignou Jerónimo de Sousa.

Três décadas volvidas, o dirigente máximo do PCP guarda todos pormenores da cena, que reconstitui com visível emoção.

"Aconteceu num dia em que se discutia uma norma transitória que o PS e o PPD acabaram por incluir na Constituição da República. Esta norma, na altura, permitiu a libertação de todos os pides. Esse meu camarada António Abalada, que tinha passado pelas masmorras da PIDE, fez então uma intervenção, naturalmente sentida. Mas lia de forma muito deficiente - gaguejante, soletrando mal as palavras. Então a Assembleia Constituinte desatou numas gargalhadas visivelmente humilhantes", recorda Jerónimo de Sousa.

O que se passou então? O secretário-geral dos comunistas continua a lembrar o episódio "Então esse meu camarada largou o papel que tinha na mão e falou assim: 'Estão-se a rir de mim porquê? Por eu não saber ler? Pois: é que eu, aos sete anos, já andava a guardar gado; aos 17, fui preso pela PIDE. E quando fui preso não me perguntaram se eu era do CDS ou do PS ou do PPD. Perguntaram, isso sim, se eu era do Partido [Comunista Português]. E foram os meus camaradas intelectuais deste partido que me ensinaram as poucas letras que eu conheço'."

Aquelas frases espontâneas, proferidas como reacção à deselegância dos restantes deputados, constituíram uma autêntica lição de vida. "A verdade é que o hemiciclo emudeceu. E o camarada Abalada lá continuou a ler - manifestamente mal, como já fizera anteriormente - a sua intervenção sobre a tal norma transitória", recorda Jerónimo de Sousa, também ele com raízes operárias.

Mesmo com tantos anos decorridos, a emoção é visível na face do secretário-geral comunista ao desfiar esta memória dos seus tempos de deputado constituinte. "Aquele foi um dos momentos mais impressionantes que eu testemunhei no hemiciclo de São Bento, no sentido de classe. E foi também uma lição para a arrogância intelectual de muitos deputados", conclui Jerónimo de Sousa. 

a reflectir...

UMA SOCIEDADE DOENTE, UM PRESIDENTE MALUCO E PERIGOSO

O povo norte-americano é o povo mais consumidor de fármacos em toda a história do planeta. As drogas ilegais estão nos lugares cimeiros, mas a verdade é que o número de norte-americanos dependentes de substâncias legais é muito maior do que os dependentes de drogas ilegais. Cerca de 70 por cento de todos os norte-americanos têm pelo menos e no presente uma prescrição de fármacos. Para além disso, há 60 milhões de norte-americanos que são consumidores abusivos de álcool e 22 milhões utilizam drogas ilegais.
O que significa que quase toda a gente que se conhece consome algo. Parece loucura, mas é verdade. Nós estamos a ser literalmente intoxicados no nosso pensamento. De facto, como se pode ler em baixo, há 70 milhões de Americanos que tomam presentemente medicamentos modificadores do pensamento. Se actualmente parece evidente que a maior parte das pessoas não pensa de forma clara, é porque de facto não conseguem. Eles amam as suas substâncias aditivas legais e isso está a tornar-se, ano a ano, pior. E sabendo que as grandes multinacionais obtêm dezenas de milhões de dólares fornecendo as suas substâncias aos restantes, não esperemos mudanças em breve. Seguem-se as estatísticas sobre o consumo de fármacos na América, difíceis de acreditar por serem loucas…
#1 Uns impressionantes 70 milhões de Americanos tomam presentemente medicamentos legais modificadores do pensamento.
#2 De acordo com os Centros de Controlo de Doença e Prevenção, os médicos prescreveram mais de 250 milhões antidepressivos durante 2010.
#3 De acordo com um estudo da Clínica Mayo, quase 70 por cento de todos os Americanos tem prescrito pelo menos um medicamento. E uns impressionantes 20 por cento de todos os Americanos têm prescrito 5 ou mais medicamentos.
#4 Os Americanos gastaram mais do que 280 biliões de dólares em prescrições de fármacos em 2013
#5 De acordo com o CDC, 9 em cada 10 Americanos com pelo menos 60 anos, dizem ter tido uma prescrição médica pelo menos no último mês.
#6 Há 60 milhões de Americanos que são consumidores excessivos de álcool.
#7 De acordo com o Departamento de Saúde Pública, 22 milhões de Americanos consome drogas ilegais.
#8 Incrivelmente, mais de 11 por cento dos Americanos com 12 ou mais anos admitiram que conduziram no regresso a casa sob a influência do álcoool pelo menos uma vez no último ano.
#9 Segundo os Centros de Controlo de Doença e Prevenção, há uma não intencional morte por overdose de drogas nos Estados Unidos cada 19 minutos.
#10 A percentagem de mulheres a tomar antidepressivos na América é maior do que em qualquer país do Mundo.
#11 As crianças nos Estados Unidos têm 3 vezes mais probabilidade de terem prescritos antidepressivos do que crianças na Europa.
#12 Uma pesquisa conduzida pelo National Institute on Drug Abuse  diz-nos que mais de 15 por cento de todos os Estudantes Universitários  abusam de drogas prescritas.

Donald Trump é a consequência natural de um Estado doente.

AM PAREDES - 25 DE ABRIL DE 2018


INTERVENÇÃO

Neste dia 25 de abril de 2018, é com orgulho e satisfação que como autarca eleito pela Coligação Democrática Unitária – CDU respondo com este depoimento ao amável convite da Câmara Municipal de Paredes, nomeadamente da senhora vereadora Dr.ª Beatriz Meireles.

 Comemorar Abril é comemorar uma data com importante significado na História do País, com consequências evidentes no destino de Portugal e dos Portugueses. Com a chamada Revolução dos Cravos, abriram-se portas até então fechadas. Surgiu a Liberdade e a Democracia, em todas as suas expressões cívicas e politicas e aos portugueses foram entregues as chaves de acesso ao seu futuro. Surgiu igualmente a Paz libertadora, dentro e fora do espaço geográfico nacional. Abril foi utopia, poesia, sonho, e projecto, sem dúvida; mas foi também proposta concreta, direitos conquistados, progresso alcançado, afirmação individual e colectiva.

Com Abril e sempre na luta, conquistamos o salário mínimo, o direito á Segurança Social, o acesso a um Serviço Nacional de Saúde de qualidade, a Escola Pública.  

Para uma geração como a minha, então jovem espectador e modesto actor dessa mudança, foi um desafio entusiasmante, um compromisso permanente, uma oportunidade de ser protagonista efectivo da História. Foram tempos exigentes, conflituais certamente mas também inevitavelmente, foram tempos de umas (ou várias) inequívocas verdades, sinceridades e frontalidades. O poder do povo preencheu as ruas e mais tarde as instituições.

O Poder Local Democrático criado, de que eu e muitos de nós somos tributários agentes, foi terreno onde muitos ainda poderão ver reflectidos essas nobres intenções, o trabalhar com o povo e no interesse do povo através dos órgãos democráticos eleitos.

É este Abril que aqui festejamos. É este Abril que aqui recordamos.

Mas mal estaríamos se não identificássemos as perversões, as contradições, ou silenciássemos o não cumprimento das esperanças tão festivamente propaladas. A vida, dinâmica e por vezes tão contraditória, trouxe amplas surpresas negativas, evoluções incompreensíveis.

A Banca, entretanto nacionalizada no decurso da revolução e posteriormente generosamente privatizada, revelou-se para muitos um cancro que ciclicamente esbulha a riqueza nacional e portanto o rendimento dos portugueses. E a oligarquia financeira não hesitou em sequestrar os governos. Impondo-lhes a sua estratégia e a sua impunidade.

O aparelho de Estado foi usado muitas vezes como fonte e instrumento de acesso privilegiado a negócios particulares, funcionando com uma Administração Pública cega e acrítica e encontrando sempre alguns políticos disponíveis para parcerias com a ilegalidade e a fraude. Nunca foi tão directo (e pantanoso) o caminho entre quem decide e quem lucra.

O próprio Poder Local estagnou ou se desvirtuou, respondendo muitas vezes mais a impulsos conjunturais e menos a necessidades estruturais e fundamentais, com delegações de competências a nível superior e para compartimentos inferiores, não conformes com espírito de Abril.

Não esquecemos a extinção de freguesias, essa malfadada reorganização administrativa que afastou as populações e seus interesses dos seus eleitos.

Paredes é um bom exemplo, de responsabilidades assumidas que se mostraram financeiramente desastrosas, hipotecando o presente e o futuro, de patológicos projectos megalómanos e de taxas de execução de actividade não conformes a documentos previsionais.

Como aceitar, ao recordar Abril, que as principais figuras do Estado afirmem compreensão com “razões” e “oportunidade” de actos perigosos de guerra, contrários á lei internacional e aos interesses dos povos, como o recente na Síria, atrelando o País a encenações e montagens propagandísticas, e a lideranças insensatas e mentirosas?

Como aceitar, ao recordar Abril, que haja tantos governantes ou ex-governantes envolvidos em processos judiciais de gravidade nunca vista, tanta corrupção e impunidade, que leva até um ex-primeiro ministro a afirmar ufano que a vaidade é que move os políticos.

Como aceitar, ao recordar Abril, que o cidadão seja colocado, quando no desemprego, na velhice, na doença, ou na deficiência, em situação de fragilidade ou vulnerabilidade, porque o Estado não faz os investimentos necessários nas áreas sociais, respondendo apenas a uma estrita lógica de “equilíbrio orçamental”, exigida por interesses estrangeiros?

Viva Abril! Viva um Portugal de Liberdade, de Justiça e de Independência Nacional!

Cristiano Ribeiro

sexta-feira, 20 de abril de 2018

poema

Balada de Neve

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
Augusto Gil

Roger Waters diz que Capacetes Brancos são 'propaganda terrorista'


 
A Defesa Civil Síria, mais comumente conhecida como Capacetes Brancos, emergiu como uma das ferramentas de propaganda mais eficazes para os militantes islâmicos na Síria, com o grupo realizando inúmeras provocações para atrair a intervenção militar estrangeira para ajudar os militantes em sua busca para estabelecer Lei Sharia no estado árabe.
Esse pelo menos é o raciocínio do cantor inglês Roger Waters, que era membro da banda de rock Pink Floyd, que criticou o grupo e os classificou como "uma organização falsa que existe apenas para criar propaganda para jihadistas e terroristas", durante um show em Barcelona em 13 de abril.
Ele disse que os Capacetes Brancos (White Helmets) encorajam os governos do Ocidente a atacar a Síria e pediu para as pessoas que vivem na Europa e na América do Norte que encorajem seus governos a não tomar esse tipo de atitude.
"Se fôssemos ouvir a propaganda dos Capacetes Brancos e de outros, seríamos levados a encorajar nossos governos a lançarem bombas contra as pessoas na Síria. Isso seria um erro de proporções monumentais para nós como seres humanos ", insistiu Waters.
"O que devemos fazer é convencer nossos governos a não jogar bombas nas pessoas. E certamente não até que tenhamos feito toda a pesquisa necessária para termos uma ideia clara do que realmente está acontecendo. Porque vivemos no mundo onde a propaganda parece ser mais importante do que a realidade do que realmente está acontecendo ".
Os Capacetes Brancos são suspeitos de ter laços com a Al Qaeda, com membros da organização supostamente ajudando afiliados do grupo terrorista em execuções e outras violações de direitos humanos.
Refira-se que a organização terrorista obteve a nomeação para o prémio Nobel da paz em 2016 e agora tentou influenciar o co-fundador dos Pink Floyd, Roger Waters, com dinheiro da Arábia Saudita.
Mas não é segredo que os chamados Capacetes Brancos da Síria recebem apoios financeiros — através da Mayday Rescue e Chemonics —, dos governos do Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Alemanha, Canadá, Nova Zelândia e EUA.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Rui Veloso - Fado do ladrão enamorado

Metade das famílias sem meios para a saúde



Quase metade das famílias portuguesas (47,4%) teve dificuldade em pagar serviços de saúde, segundo dados do gabinete europeu de estatística (Eurostat), divulgados na véspera do Dia Internacional da Saúde, assinalado sábado, 7.

Os resultados do inquérito, relativos a 2016, mostram que 7,7 por cento das famílias portuguesas (quase uma em cada dez) tiveram «muitas dificuldades» para cobrir estes custos e 13,4 por cento sentiram «dificuldades moderadas». Mais de uma em cada quatro famílias (26,3%) tiveram «algumas dificuldades».

Em contrapartida, 52,2 por cento das famílias consideraram não ter dificuldade em pagar os serviços de saúde, despesa que para 19,6 por cento era até «muito fácil» de suportar.
No mesmo período, 71 por cento das famílias em todas a União Europeia conseguiam pagar os custos de serviços de saúde com facilidade, sendo que 22 por cento tinham «muita facilidade».

A Grécia é o país com piores resultados, onde 90 por cento das famílias manifesta dificuldade em cobrir estes custos, seguindo-se a Hungria, onde as dificuldades são sentidas por 74 por cento das famílias, o Chipre (72%), Letónia (64%), Eslováquia (61%) e Itália (56%).

Os dados do Eurostat incluem tanto os serviços de saúde públicos como privados e os custos incluem, entre outros, preços das consultas, tratamentos e receitas prescritas, mas também exames e tratamentos dentários.

a verdade sobre Douma

os tuneis de Douma que serviam de prisão


Robert Fisk , premiado jornalista inglês correspondente para o Médio Oriente do jornal inglês The Independent, escreveu A PROCURA DA VERDADE EM DOUMA

“Esta é a história de uma localidade chamada Douma, um lugar devastado e fétido de blocos de apartamentos destruídos – e de uma clinica subterrânea cujas imagens de sofrimento permitiram a três das nações mais poderosas do Ocidente poder bombardear a Síria na passada semana. Há mesmo um médico simpático de farda verde, que eu localizei mesmo na mesma clinica, e que me disse que o videotape do “gás” que impressionou o mundo – apesar todas as dúvidas- é perfeitamente genuíno.

As histórias de guerra têm contudo, a tradição de se tornarem mais negras. Porque o mesmo médico de 58 anos de idade acrescentou algo profundamente desconfortável: os doentes, disse, foram atingidos não por gás, mas por falta de oxigénio em túneis e caves cheios de escombros onde viviam, numa noite de vento e bombardeamentos severos que provocaram uma tempestade de pó “. 

O Dr. Assim Rahaibani anuncia esta extraordinária conclusão. Um “White Helmet”  que grita “Gás” e o pânico se estabeleceu , gente deitando água sobre cada um dos outros.  

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Big Thief - Paul

Os peritos suíços identificam o veneno dos Skripal


Segundo o Instituto Suíço para a Proteção das Armas Nucleares, Biológicas e Químicas (Schweizerisches Institut für ABC-Schutz), o veneno recolhido em Salisbúria, pelos investigadores da OPAQ no «caso Skripal», é o «BZ» .
O termo «Novichok» designa um programa de pesquisa soviético e não uma substância originada deste programa.
O «BZ» é um neurotóxico da OTAN, agindo entre 30 a 60 minutos e com um período de duração de 2 a 4 dias. A URSS, depois a Rússia, jamais trabalharam com esse tipo de substância.
O Instituto Suíço para a Proteção de Armas Nucleares, Biológicas e Químicas é uma referência mundial neste campo. Ele realizou esta análise a pedido da OPAQ.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Jogos florais


(em Jornal O Verdadeiro Olhar)
PSD preocupado com aumento dos pagamentos em atraso na Câmara de Paredes
Alexandre Almeida diz que era inevitável devido aos 14,9 milhões de euros de obras lançadas pelo anterior executivo social-democrata. Autarca vai avançar com auditoria mal apresente as contas, já no final deste mês
O relatório do Conselho das Finanças Públicas, que veio a público esta quarta-feira, mostra que, no final de 2017, havia 19 câmaras, em que “estava concentrada mais de 90% da dívida vencida e não paga há mais de noventa dias”, sendo que, desses municípios incumpridores, havia três que tinham sofrido agravamentos superiores a um milhão de euros nos pagamentos em atraso, onde se incluem Macedo de Cavaleiros, Paredes e Penafiel.
No caso de Paredes, que ocupa o 8.º lugar da lista, a dívida da autarquia a fornecedores era de 1,5 milhões de euros, em Junho de 2017, e chegou aos 5,4 milhões de euros, em Dezembro.
Esta quinta-feira, em reunião de executivo, o PSD mostrou-se preocupado com este aumento.
“É extremamente preocupante que em quatro meses a câmara tenha multiplicado por três o prazo médio de pagamentos”, afirmou Rui Moutinho. “Na altura o PS preocupava-se imenso com o cumprimento da lei dos compromissos, e o prazo médio de pagamentos resulta do cumprimento da lei dos compromissos, mas parece que deixou de haver essa obrigação a partir do momento em que passaram a ser poder”, criticou o vereador social-democrata.
A resposta não tardou. “Nessa vereação estão dois elementos que estavam directamente ligados à gestão que estava a ser feita até agora, uma como vereadora do executivo e outro como director financeiro, e infelizmente Paredes continua a ser notícia pela negativa devido ao vosso trabalho”, criticou o presidente da Câmara Municipal de Paredes.
Este agravamento do prazo médio de pagamentos era uma “inevitabilidade”, disse Alexandre Almeida. “Em Outubro, quando fiz a apresentação do orçamento já se sabia que isso ia acontecer. Se vocês lançaram 14,9 milhões de euros de obras quando sabiam que tinham cerca de um milhão de euros de orçamento para fazer face a essas obras, e a nossa sorte é que dessas 14,9 só foram executados 9 milhões, o prazo de pagamentos vai como é óbvio disparar”, sustentou o autarca. “Com um milhão de euros não se consegue fazer face a 14,9 milhões de euros”, resumiu.
“Você faz um exercício de coitadinho a dizer como é que é possível estarmos a pagar num prazo mais dilatado quando sabe perfeitamente, informação que lhe transmiti no meu gabinete, que fiz acordos com fornecedores de dívidas que estão para trás para pagar em três anos”, criticou ainda.
Por isso, adiantou Alexandre Almeida, o seu executivo vai adjudicar uma auditoria mal apresente as contas municipais relativas a 2017, no final deste mês.

domingo, 8 de abril de 2018

Chico Buarque - Apesar de Você

INFORMAÇÃO ÚTIL


ÁGUA DA TORNEIRA É MAIS SEGURA

A água da torneira é globalmente mais segura do que a água engarrafada, conclui a investigadora Sherri Mason, da Universidade Estadual de Nova Iorque, que analisou 250 garrafas de marcas mundiais, oriundas de nove países. Os resultados indicaram a presença de partículas de plástico em 93 por cento do vasilhame, que «provêm da própria garrafa, da tampa e do processo industrial de engarrafamento “, disse Sherri Mason, dia 14 de março á agência France Press, aconselhando o consumo preferencial de água da torneira.


(Avante)