um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA
domingo, 30 de julho de 2017
sábado, 29 de julho de 2017
quinta-feira, 27 de julho de 2017
excerto
"....É muito importante notar que Hugo Soares foi a melhor coisa que o PSD arranjou para liderar a sua bancada. Tal como André Ventura foi o melhor que o PSD arranjou para Loures. Tal como Teresa Leal Coelho foi considerada pelo partido a melhor escolha para a câmara de Lisboa. Agora imagine-se esta mesma gente, este mesmo partido, mandatado para fazer as escolhas de um próximo governo. Imagine-se este leque de sábios a tomar decisões sobre a vida de milhões de pessoas. Não que os anteriores tenham sido melhores, evidentemente. Mas porque a tendência hercúlea deste PSD é conseguir substituir por algo ainda muitíssimo pior tudo aquilo que já parecia ser inacreditavelmente mau."
IVO RAFAEL SILVA
IVO RAFAEL SILVA
terça-feira, 25 de julho de 2017
UMA MÁ NOTICIA PARA O IMPERIALISMO
A Fretilin venceu as legislativas timorenses de sábado com uma vantagem de cerca de mil votos em relação ao CNRT, segundo a contagem final dos boletins divulgada hoje pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE).
Segundo os dados do STAE, a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), de Mari Alkatiri, obteve 168.422 votos e o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), de Xanana Gusmão, conseguiu 167.330. Aplicando o método de Hondt, a Fretilin terá 23 deputados e o CNRT terá 22 no Parlamento Nacional, onde há um total de 65 lugares.
segunda-feira, 24 de julho de 2017
Linkin Park - Numb
Chester Bennington: 1976-2017
domingo, 16 de julho de 2017
registo da história
Apresentação do livro Paredenses na Grande Guerra 1914-1918
Exmo. Sr. Presidente
da Câmara Municipal, Dr. Celso Ferreira
Exma. Sra. Dra.
Hermínia Moreira, vereadora do Pelouro da Cultura
Estimados convidados
e membros das instituições aqui presentes
Minhas senhoras e
meus senhores
O tema musical que
acabámos de ver e ouvir interpretar neste vídeo é o toque do silêncio. Este
toque marca o último momento da jornada de qualquer militar. Ele assinala o
tempo do regresso ao quartel, do recolhimento, do descanso, da paz. E diz a
tradição ou a lenda, que a origem do tema remonta a 1862, no cenário da guerra civil
americana.
Em breves palavras,
conta-se que, durante a noite, um capitão ouvira gemidos de um soldado caído em
terreno neutro. O capitão decidiu arriscar a sua própria vida e trazer o
inimigo ferido para as suas linhas. Não conseguiu, contudo, impedir que o
soldado acabasse por falecer. Ao pedir iluminação para ver o rosto do soldado,
o capitão teve o maior choque da sua vida. O soldado inimigo era, afinal, o seu
próprio filho. Havia-se alistado no exército confederado sem o conhecimento do
pai, que era oficial do lado adversário. O capitão pediu então autorização aos
superiores para fazer um funeral com honras militares, o que foi autorizado
apenas em parte. Não tendo sido autorizada a presença da banda de músicos do
exército, o capitão pediu a um corneteiro que o acompanhasse. O soldado
falecido era músico e compositor. Entre os seus pertences fora encontrada uma
partitura, aparentemente escrita pelo próprio, e que o capitão entregara ao
corneteiro para a tocar no funeral: era o toque do silêncio. Ao longo dos anos
o tema tornou-se verdadeiramente universal. Foi e é tocado hoje por todos os
exércitos de todas as nações, mesmo quando se confrontam tenebrosamente entre
si. Assim aconteceu também durante a Primeira Guerra Mundial.
O silêncio que é
evocado pode ter múltiplos sentidos. Pode ser o silêncio da trégua, o silêncio
da acalmia ou o silêncio do alívio. Mas pode ser também o silêncio profundo do
adeus, o silêncio do fim da vida, ou até o silêncio do frio e longo
esquecimento.
Há relativamente
poucos meses, numa estação de rádio pública, no âmbito da evocação da
participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, foi revelada pela primeira
vez uma gravação áudio de um testemunho do famoso «soldado milhões». Aníbal
Augusto Milhais, ou Milhões, que se destacara galhardamente na sangrenta e
trágica batalha de LaLys, ao ponto de ser distinguido com a mais alta condecoração
da hierarquia militar, ele contava, nessa mesma gravação, de viva voz, à sua
neta: «Na véspera do 9 de Abril, disse aos meus companheiros: estou muito
contente com o sonho que tive. Sonhei com a santa da minha terra. Sonhei que
ela estava a rir-se muito para mim.» Há histórias que se tornam rápida e amplamente
conhecidas. É fácil, hoje, ouvir falar do famoso «soldado milhões». É fácil
conhecer os seus feitos, ouvir gravações do seu testemunho, saber desta
comovente memória de ter sonhado com a santa padroeira que estava lá longe, na
pequenina igreja da terra de onde partiu. Mas mais difícil será conhecer o percurso
daqueles que há muito permanecem no silêncio.
E, por isso,
perguntamo-nos, à semelhança do «soldado milhões», dos seus sonhos e preces com
a padroeira da sua terra: quantas vezes, naquele inferno das trincheiras do
norte de França, se terá rezado a São Salvador de Lordelo? Quantas vezes, no
meio de ferozes bombardeamentos, terão sido murmuradas preces a Santa Eulália
de Sobrosa? Quantos pedidos, dolorosos e
desesperados, terão sido feitos a S. Miguel de Gandra, a São Romão de Mouriz, a
São Tomé de Bitarães ou a Santo Estêvão de Vilela? Quantas orações foram
rezadas, na calidez deletéria de África, à Senhora do Bom Despacho de Recarei,
ou à Senhora do Ó de Duas Igrejas? Como é evidente, não é possível chegar a tal
detalhe de informação, tão íntima e tão privada. Mas hoje podemos saber, nós paredenses,
que o sangue derramado em África e em França, entre 1914 e 1918, naquela que
foi a maior catástrofe que a humanidade conhecera até então, é o mesmo sangue
que ainda nos vai correndo nas veias.
A data de hoje, 14 de
Julho, não foi escolhida para a apresentação desta obra por mero acaso. Nem
sequer por coincidir com as festas da cidade. É que faz exactamente hoje 100
anos, precisamente por volta desta mesma hora, que partiu para França o maior contingente
de militares paredenses mobilizados para a frente europeia, a caminho daquele
que seria o maior sacrifício das suas vidas.
O trabalho que hoje apresentamos, fruto de uma investigação que durara tanto
como a própria guerra – quatro anos – é a história desses homens. E é também um
pedaço importante da história do concelho durante a Primeira República.
Gostaria de fazer uma
singela menção àquela flor vermelha que aparece na capa do livro. Para a
generalidade dos portugueses a sua simbologia não é imediata. Contrariamente ao
que acontecera nos países anglo-saxónicos, onde vingou e vinga ainda hoje como símbolo
inconfundível da Primeira Guerra Mundial, e mais latamente de todos os
veteranos de guerra, no nosso país a papoila nunca se popularizou como marca de
uma presença, de uma luta e de um sacrifício que também foi dos portugueses. As
papoilas crescem em abundância na região da Flandres, e no meio das mais atrozes
e violentas incidências da Grande Guerra, naqueles cenários devastadores e
sombrios, os soldados reparavam – e alguns deles deixaram escrito nas suas
memórias – que essa “flor da trincheira” continuava, teimosamente, a crescer e
a multiplicar- se. Rubra, viva, erguida e triunfante.
Depois da tragédia de
La Lys, travada a 9 de Abril de 1918, um dos oficiais do Corpo Expedicionário
Português e homem desta terra, o capitão (mais tarde coronel) José Ribeiro da
Costa Júnior, percorreu os hospitais à procura de paredenses. Entre aqueles que
encontrou estava o soldado Manuel Neto da Silva, natural de Duas Igrejas.
Ferido gravemente por
gases tóxicos, sofrendo em grande agonia, teve ainda forças para fazer um
pedido ao seu conterrâneo. Não pediu medicamentos. Não pediu médicos ou
enfermeiros. Estas foram as suas palavras: “Meu capitão, peço-lhe que me deixe
ir morrer à minha terra.” Costa Júnior conseguiu repatriar o soldado.
Manuel regressou à
sua terra, onde morreu e foi sepultado, quatro anos depois da batalha de La
Lys. Morreu vitimado precisamente pelas complicações de saúde causadas pela
inalação de gases tóxicos.
Nem todos, porém,
puderam cumprir o desejo de regressar. Estão sepultados, até hoje, doze
paredenses em África e sete em França. Sr. Presidente da Câmara Municipal,
permita-me a ousadia de terminar com um pedido que é, simultaneamente, um
desafio. Prometi a mim mesmo, no dia em que visitei as sepulturas dos quatro
paredenses inumados em Richebourg, que lhe transmitiria esta simples mensagem.
Peço-lhe, pois, que seja o primeiro Presidente de Câmara de Paredes, a visitar
oficialmente o Cemitério Militar Português em França. Peço-lhe que toda a carga
simbólica da sua presença, como figura cimeira da terra que viu nascer aqueles
homens, seja o sinal que falta para se cumprir o desígnio da memória. Peço-lhe
que vá até junto daqueles que não conseguiram vir morrer à sua terra.
Termino, desde já,
agradecendo-lhe. Obrigado por ter apoiado este projecto e por ter tornado
possível a sua publicação em livro. Obrigado em meu nome, mas também em nome de
todos aqueles que, como eu, se interessam pela história do concelho. Estou
certo ainda de que o meu agradecimento se estende às famílias de todos os
combatentes paredenses na Grande Guerra.
Na contracapa do
livro, uma citação que sintetiza a sua apresentação: «São estes os heróis de
que se não fala, senão no dia em que uma bala acerta nestes pobres cântaros,
fartos de ir silenciosamente à fonte.»
Muito obrigado.
Ivo Rafael Silva
Paredes, 14 de Julho
de 2017
sábado, 15 de julho de 2017
Pergunta Parlamentar
Assunto: Atrasos na resposta aos utentes por parte do
serviço de urologia do Hospital São João - Porto
Destinatário: Ministro da Presidência e da
Modernização Administrativa
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
O grupo parlamentar do PCP recebeu, recentemente,
uma informação que dá conta de atrasos na resposta do serviço de Urologia do
Hospital São João do Porto.
De acordo com a informação recebida, os médicos de
família que referenciam utentes para a consulta de urologia do Centro
Hospitalar São João estão a ser informados que, devido à redução de recursos
humanos e devido a atraso de resposta nos MCDTS, internos ou externos, este
serviço não aceita o doente referenciado para a primeira consulta.
Também na informação é transmitido que não há
previsão de quando é que o problema será resolvido, pelo que os utentes ficam
sem consulta.
Importa, por fim, referir que o Centro Hospitalar
São João no Porto é o hospital de fim de linha, pelo que é inaceitável tal
resposta e que a portaria 153/2017, de 4 de maio admite um tempo máximo de
resposta garantido para uma consulta normal de 120 dias.
Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos
do 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério da
Saúde o seguinte:
1.o Confirma este Ministério a presente situação?
Se sim, como a justifica?
2.o Que medidas vai este Ministério tomar para
colmatar, com urgência, o problema acima descrito?
Palácio de São Bento, quarta-feira, 12 de Julho de
2017
Deputado(a)s
JORGE MACHADO (PCP)
ANA VIRGÍNIA PEREIRA (PCP)
DIANA FERREIRA (PCP)
segunda-feira, 10 de julho de 2017
O LIXO NOS JORNAIS
(com base em fonte dos jornais)
A Câmara Municipal de Paredes
abriu um concurso de recrutamento para 4 lugares de assistentes operacionais. Ao
todo concorreram 268 candidatos a entrar nos quadros da Câmara. O júri excluiu
103 candidatos. De entre os candidatos
admitidos (165 no total) está André
Santos, ex- Presidente da Junta de
Freguesia de Sobrosa e posteriormente pelo PSD. André Santos é desde há 1 ano
assessor no gabinete da presidência de Celso Ferreira e por causa da lei de limitação de mandatos
não pode recandidatar-se a novo mandato de Presidente da Junta. É expectável
que, de uma forma ou outra, sobrem 3 vagas.
A Administração Pública, tão
maltratada pelos governos de direita, e nomeadamente do PSD/CDS, mantém um
fascínio e uma apetência inexplicáveis. Os defensores teóricos de “menos
Estado, melhor Estado”, os que arrenegavam os “funcionários públicos” como
parasitas e improdutivos afinal são os primeiros a querer engordar o mesmo
Estado, dele se servindo como se de uma teta úbere se tratasse. E é fácil.
Coloque-se como método de selecção a “experiência politica” ou escolha-se um
júri entre pares, de amizades, conhecimentos ou condicionalismos, e ver-se-á
facilmente quem são os “escolhidos”.
Filipe Carneiro, outro assessor
de Celso Ferreira, igualmente por democrático concurso já garantiu a sua
entrada na função pública. E Nuno Serra, presidente da Junta de Lordelo, já se
inscreveu em dois concursos para entrada na função pública promovidos pela
Junta a que preside, um para coveiro e outro para escriturário.
Falta um pouco de vergonha no
meio disto tudo. Falta um pouco de bom senso. Mas como disse o capitão de Abril
há vários tipos de Estado e há infelizmente o Estado a que isto chegou.
CR
quarta-feira, 5 de julho de 2017
domingo, 2 de julho de 2017
sábado, 1 de julho de 2017
intervenção na Assembleia Municipal de Paredes
Paredes, 30 de junho de 2017
EXMO SR. Presidente da Assembleia Municipal de Paredes e
restante Mesa
EXMO SR. Presidente da Câmara Municipal de Paredes e
Senhores Vereadores
EXMOS SRS. Membros da Assembleia Municipal de Paredes
Distinto público
Minhas Senhoras e meus Senhores
O País enfrentou recentemente uma calamidade com inúmeras
vítimas resultante de incêndios florestais na Região Centro. A perda de
pessoas, bens e economias exige do País uma atenção reforçada. As estratégias
de combate aos incêndios florestais e defesa e proteção da vida de populações e
seus bens, envolvendo todos os recursos da Proteção Civil, da Administração Central
e autarquias são certamente prioritárias. Mas importa atentar às políticas de prevenção
do fenómeno, considerando as características da floresta, as alterações
climatéricas da temperatura e humidade, hábitos agrícolas perigosos mas
enraizados na consciência de gerações (as queimadas), ou práticas lúdicas e de
lazer (como balões de mecha acesa ou os foguetes). O governo antecipou mesmo o
chamado período crítico de 1 de julho para 22 de junho estendido até 30 de
setembro.
Também o concelho de Paredes tem tido incêndios com alguma
expressão como na zona de Baltar (em 21 de maio de 2017) com muitos
operacionais envolvidos. Importa portanto ter em atenção as competências e
atividade da Camara Municipal em aspetos que relembro como:
1) Elaboração e sistemática atualização do plano local de
prevenção e combate aos fogos florestais através do Gabinete Técnico Florestal
e dinamização de Comissão Municipal de Defesa da Floresta
2) Cumprimento de normas imperativas que a Lei Geral obriga
da gestão de combustíveis a saber a) gestão de combustíveis no espaço de 10 metros
para cada lado das rodovias, camarárias incluídas; b) gestão de combustíveis no
espaço de 50 metros para casas isoladas em zonas de matas; c) gestão de
combustíveis em 100 metros para equipamentos industriais e similares e
aglomerações /aldeias em zonas florestais
3) Condicionamento do
acesso, circulação e permanência de pessoas e bens no interior de determinados espaços florestais de acordo com
o índice de risco de incêndio florestal diário
4) Sensibilização da população para a plantação de árvores
folhosas de espécies autóctones, para a floresta continua e densa de eucaliptos
e pinheiros, para as causas humanas e estruturais dos incêndios.
5) Apoio politico á necessidade urgente do reforço dos meios
humanos e materiais das estruturas do Ministério da Agricultura e Pescas para a
intervenção nas florestas.
6) As medidas urgentes para assegurar um dispositivo capaz
de combater os incêndios neste Verão que, previsivelmente será muito duro e nós
sabemos que as corporações de bombeiros estão muito fragilizadas pelos cortes
que sofreram.
Este é um guião exigente para os políticos com função
executiva e para os técnicos com responsabilidade no sector. Esperemos que
todos estejam á altura das responsabilidades atribuídas no momento da
implementação de medidas de prevenção. Por parte da CDU afirmamos que não
queremos ver em Paredes muito do que lamentavelmente observamos na região de Pedrógão
e concelhos vizinhos.
Disse,
Cristiano Ribeiro
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