(com base em fonte dos jornais)
A Câmara Municipal de Paredes
abriu um concurso de recrutamento para 4 lugares de assistentes operacionais. Ao
todo concorreram 268 candidatos a entrar nos quadros da Câmara. O júri excluiu
103 candidatos. De entre os candidatos
admitidos (165 no total) está André
Santos, ex- Presidente da Junta de
Freguesia de Sobrosa e posteriormente pelo PSD. André Santos é desde há 1 ano
assessor no gabinete da presidência de Celso Ferreira e por causa da lei de limitação de mandatos
não pode recandidatar-se a novo mandato de Presidente da Junta. É expectável
que, de uma forma ou outra, sobrem 3 vagas.
A Administração Pública, tão
maltratada pelos governos de direita, e nomeadamente do PSD/CDS, mantém um
fascínio e uma apetência inexplicáveis. Os defensores teóricos de “menos
Estado, melhor Estado”, os que arrenegavam os “funcionários públicos” como
parasitas e improdutivos afinal são os primeiros a querer engordar o mesmo
Estado, dele se servindo como se de uma teta úbere se tratasse. E é fácil.
Coloque-se como método de selecção a “experiência politica” ou escolha-se um
júri entre pares, de amizades, conhecimentos ou condicionalismos, e ver-se-á
facilmente quem são os “escolhidos”.
Filipe Carneiro, outro assessor
de Celso Ferreira, igualmente por democrático concurso já garantiu a sua
entrada na função pública. E Nuno Serra, presidente da Junta de Lordelo, já se
inscreveu em dois concursos para entrada na função pública promovidos pela
Junta a que preside, um para coveiro e outro para escriturário.
Falta um pouco de vergonha no
meio disto tudo. Falta um pouco de bom senso. Mas como disse o capitão de Abril
há vários tipos de Estado e há infelizmente o Estado a que isto chegou.
CR
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