um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

biarritz


Querem nos fazer crer que a Cimeira dos G7 se transformou pela qualidade do atores numa exibição de intimidades em estância de veraneio. Eu estou quase a acreditar. Discutiu-se então talvez quem sendo novo possui a virilidade que vai faltando aos mais velhos, a presença mais ou menos luminosa das esposas bem como descobrir sentido profundo no beijo da Melania Trump em Justin Trudeau. Eu por mim quero que eles revelem essa intimidade em jogos de prazer e amor. Make love, not war. E não podendo resultar um pequeno contributo que seja para o bem estar mundial e o equilíbrio ambiental, que cada um leve para casa uma experiência sexual ou fait divers apimentado, uma piscadela de olho de Boris Johnson á Merkel ou um Conte a pôr os cornos ao Salvini. Era Biarritz com lugar na história dos imbecis.

CR

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

O IMPORTANTE E O ACESSÓRIO



No seguimento do processo de negociação iniciado em Maio passado, realizou-se mais uma reunião entre a Fectrans e a ANTRAM, tendo sido elaborado um documento de base de um futuro entendimento.

Segundo comunicado divulgado ontem pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN), as matérias que constam no documento visam a revisão do actual CCTV para vigorar a partir de 1 de Janeiro de 2020.

O chamado «memorando de entendimento» irá agora ser discutido com os  dirigentes sindicais e trabalhadores, para se retomar o processo de negociação na primeira semana de Setembro.
Neste documento são tratadas matérias que abrangem todos os trabalhadores do sector, das quais a Fectrans destaca: a melhoria da fórmula de cálculo dos limites do tempo de trabalho extraordinário; as novas regras de pagamento do trabalho nocturno; a revisão do conceito de disponibilidade em tripulação múltipla; a melhoria e valorização do valor das ajudas de custo e diuturnidades; a alteração do critério de atribuição das ajudas de custo diárias no transporte internacional; e a regulamentação da atribuição dos descansos compensatórios do trabalho efectuado aos domingos e feriados.
O comunicado refere também a actualização da retribuição mensal garantida dos motoristas de pesados (retribuição base de 700 euros acrescida de complemento salarial, cláusula 61.ª, diuturnidades e subsídio nocturno) que será no mínimo de 120 euros, sendo que os restantes trabalhadores do sector terão o seu salário aumentando entre os 4% e os 6% na retribuição base.
O sindicato informou ainda que o Governo irá publicar, até ao final do corrente mês de Agosto, uma Portaria que proíbe a circulação de veículos de matérias perigosas em cisterna aos domingos e feriados.
No dia 30 de Agosto, a Fectrans reunirá com o ministro do Trabalho para discutir os mecanismos de fiscalização do Contrato Colectivo de Trabalho Vertical (CCTV), nomeadamente por parte da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e da Segurança Social.
São assim (e só assim!) defendidos direitos laborais e reivindicações justas. Pela luta e pela negociação. Por propostas e posições sérias e responsáveis de gente credível como o comunista José Manuel Oliveira, o dirigente da Fectrans. Contra a acção de aventureiros que conduzem as lutas a becos sem saída, instrumentam sentimentos, radicalizam processos, num tudo ou nada que só conduz ao NADA.
Destaco as recentes declarações de Raquel Varela, a historiadora com presença frequente na CS e preclara coveira do sindicalismo da CGTP. Segundo ela, o fim da Greve é parar a produção, e não como se se supunha defender reivindicações. Pardal e Varela, uma dupla  improvável.
CR

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

GUERRA QUENTE



A comunidade internacional vive sobre um barril de pólvora e isso por vezes ignoramos. Há uma transformação radical, gigantesca e arriscada da relação da anterior superpotência mundial com o resto do Mundo. Nos Estados Unidos, origem dessa mudança, há um novo e perigoso consenso bipartidário, de democratas e republicanos, envolvendo também outras elites, de que os interesses norte-americanos estão ameaçados e que o Mundo lhes é hostil. E seria estúpido e imprudente focalizar ou resumir esse consenso à mente alienada de Donald Trump e sua Administração.

Nesse contexto, os inimigos surgidos são muitos. Desde os tradicionais, a Rússia, a China, Cuba, o Irão, a Venezuela, a Coreia do Norte, até os mais recentes, a Síria, a Turquia e a própria União Europeia, todos desfilam como alvos a abater. Os norte-americanos só têm verdadeiramente um aliado fiel, um cão de fila, o Estado de Israel. Restam outros, cada vez mais meros associados conjunturais (como Portugal) e países-colónias. Os pretextos para a guerra são vários: interesses geoeconómicos, a defesa da hegemonia do US Dólar, a ambição territorial. Mas sublinhe-se o fundamental, a lógica imperialista do capital made in States. Os tambores rufam, a beligerância está em marcha, uma nova Guerra Fria mais complexa, generalizada e imprevisível está em curso.

Os Estados Unidos, contra a tendência recente do curso da História, querem afirmar uma “sua” superioridade. O sobredimensionado super complexo militar e de segurança gasta metade do PIB norte-americano nesse esforço vão. Veja-se o caso da Síria. Ninguém desconhece o final da guerra interna da Síria, com a derrota do jihadismo. Agora seria o tempo necessário da reconstrução e da reconciliação. Mas os Estados Unidos não baixam a guarda. Instalam em pleno território sírio inúmeras bases militares, sem justificação possível, num flagrante atentado à soberania nacional. Apoiam as forças opositoras em acções militares nos seus últimos redutos. Consolidam a presença dos curdos em áreas extensas como o nordeste da Síria. Colaboram com Israel na atuação impune em todo o espaço aéreo. Promovem sanções económicas unilaterais à Síria, como ao Irão. Mantêm uma pressão diplomática inadmissível na ONU. Mas há limites políticos e morais para a barbárie americana na Síria. O objetivo básico da sua louca política externa: a Rússia não pode vencer… a China não pode vencer….o Irão não pode vencer… Damasco não pode vencer…

A guerra com a China revela-se altamente perigosa. A China tem uma importância económica, politica e militar que a coloca fora da perspectiva de um tratamento sobranceiro ou vexante como com uma Coreia do Norte. A China tem uma política externa consolidada e respeitada. As provocações no mar da China ou em Hong Kong não vão enfraquecer a liderança chinesa. A aliança russo-chinesa envolvendo treinos militares responderá com firmeza ao tal consenso. E a participação enfeudada de países ocidentais como Portugal nas diatribes norte-americanas só poderão conduzir a um sacrifício dos interesses nacionais. O apresamento do petroleiro iraniano ao largo de Gibraltar, pela Grã-Bretanha às ordens de Washington, constitui um exemplo perigoso de um alinhamento perverso.

CR

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

compromisso eleitoral - o passado


Os deputados da CDU eleitos pelo distrito do Porto apresentaram 756 Perguntas e Requerimentos ao Governo, 645 Projectos de Lei e de Resolução e 63 Pedidos de Apreciação Parlamentar. Destacaram-se no processo de reversão da entrega a privados da STCP, do Hospital de Santo Tirso e da gestão do Centro de Reabilitação do Norte; no desbloqueamento de verbas para a construção da Ala Pediátrica do Hospital São João e do Centro Hospitalar Póvoa /Vila do Conde; na criação do Passe único: na diminuição da Idade de Reforma dos Trabalhadores das Pedreiras; na defesa de apoios á reabilitação das Ilhas do Porto, na defesa do Centro de Produção do Norte da RTP…