um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA
quinta-feira, 31 de maio de 2018
terça-feira, 22 de maio de 2018
NÃO VER TELEVISÃO
Dizia-me há dias um amigo que há anos que não via televisão. Estranhei. Tratava-se de uma pessoa altamente responsável, antigo quadro político de âmbito nacional, com inúmeras e permanentes provas, ao longo dos tempos, de interesse e participação na vida da comunidade. Percebi que acima de tudo se tratava de uma sustentável aversão ao quotidiano informativo que a televisão reproduz. E concluo que ele tinha toda a razão. Eu próprio sinto o mesmo.
Ele fartara-se (é o termo certo!) das manobras de manipulação daquela cambada de cartilheiros ao serviço do império, ao serviço do dinheiro, ao serviço do poder de facto. Ele, habituado ao confronto de ideias, á dialéctica da opinião baseada na razão, ao respeito pela pluralidade, fartara-se enojado do discurso previsível, do maniqueísmo, da falsidade informativa de tantos avençados. Sim, que quem domina modernamente nas televisões, quem instrumentaliza a informação, os conteúdos, as agendas, é gente que só subiu na carreira mostrando uma certa fidelidade, beijando mãos enluvadas, silenciando realidades incómodas. O jornalismo deixou de ser ético, escola, compromisso com a verdade e passou a ser detergente para amaciar consciências. A máquina desinformadora é global, sem cedências fáceis á qualidade.
São paradoxalmente amigos do Trump, apesar de o considerarem idiota. São amigos de Israel, apesar de saberem ser um Estado terrorista. São amigos das petro-monarquias árabes, apesar de as considerarem medievais e reaccionárias. São amigos dos populistas neofascistas, apesar de os considerarem anacrónicos.
Nas suas bocas há sempre um visco, um ódio profundo contra os resistentes, os não-alinhados, os independentes, os defensores de alternativas. Não citarei alguns dos seus nomes, por serem o que são. E produzirem o que produzem: lixo informativo, nauseabundo, contaminado. Quer seja sobre o Brasil, a Venezuela, Angola, ou a Coreia do Norte. Quer seja sobre a guerra, a corrupção, a violência desportiva ou os offshores. Quer seja sobre a soberania alimentar, a poluição ambiental, a politica fiscal ou de crédito. Na televisão eles nunca deixarão de produzir o que sabem fazer melhor: propaganda.
CR
segunda-feira, 21 de maio de 2018
No Iraque, apoio aos comunistas
Com o nome de Aliança Sairoon, uma coligação entre o Movimento Sadrista (do clérigo Sadr) e o Partido Comunista venceu as eleições no Iraque.
A coligação entre o movimento xiita e o Partido Comunista derrotou o candidato que era apoiado pelos Estados Unidos, o atual primeiro-ministro Haider al-Abadi, que ficou em terceiro lugar.
Ainda com a vitória assegurada na votação do passado dia 12, o intrincado sistema político existente no Iraque deixa em aberto o cenário institucional que sairá da eleição, embora se trate de um revés para a força ocupante ianque. A abstenção terá atingido os 44,5%.
A coligação entre sadristas e comunistas obteve 54 cadeiras; a Aliança da Conquista, do Hashd, obteve 47; e a Aliança da Vitória, liderada por Abadi, ficou com 42.
Moqtada al-Sadr, líder religioso e nacionalista, uniu forças com o Partido Comunista na coligação ‘Os manifestantes’ (Sairoon), com um discurso anti violência sectarista e anti-corrupção. Sadr é tido por autónomo em relação ao Irão, apesar de também ele ser xiita.
Por sua vez, o secretario do Partido Comunista do Iraque, Raed Fahmi, defendeu uma aliança “não sectária” entre forças religiosas e seculares “pela justiça social”. Ambas forças coincidem na defesa da soberania nacional do seu país contra a ocupação imperialista.
Nicolás Maduro ganha as eleições presidenciais na Venezuela
Abril Abril
Pelas 22h30 (hora local), a presidente
do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, apresentou os primeiros
resultados, com 92,6% dos votos contados.
O candidato Nicolás Maduro, da Frente
Ampla pela Pátria, foi reeleito com 5 823 728 votos (67,7%), numas eleições que
decorreram sem incidentes e com um nível de participação de 46,01%,
correspondente a 8 603 936 milhões de votos válidos.
O segundo candidato mais votado foi
Henri Falcón, da Avanzada Progresista (AP), com 1 820 552 votos (21,1%) dos votos.
Em terceiro lugar ficou Javier Bertucci, de Esperanza por el Cambio, com 925
042 votos, enquanto Reinaldo Quijada, do partido Unidad Política Popular 89
(UPP89), obteve 34 614 votos.
sábado, 19 de maio de 2018
NA LUTA, A DIFERENÇA
PCP propõe 35 horas para todos, PS bloqueia com a direita
A redução do horário de trabalho para todos os trabalhadores foi discutida
e votada esta sexta-feira, na Assembleia da República. A iniciativa do PCP
acabou chumbada pelo PS, PSD e CDS-PP.
e votada esta sexta-feira, na Assembleia da República. A iniciativa do PCP
acabou chumbada pelo PS, PSD e CDS-PP.
quarta-feira, 16 de maio de 2018
segunda-feira, 14 de maio de 2018
PALESTINA
domingo, 13 de maio de 2018
FRASE DO DIA
“Três quartos dos empregos criados pagam menos de 900 euros”
EXPRESSO
13 DE MAIO DE 2018
quinta-feira, 10 de maio de 2018
NÚMERO DO DIA
136 000
Existem mais de 136 mil crianças e jovens até aos 18 anos sem médico de família.
segunda-feira, 7 de maio de 2018
poema
Louvor do Revolucionário
Quando a opressão aumenta
Muitos se desencorajam
Mas a coragem dele cresce.
Ele organiza a luta
Pelo tostão do salário, pela água do chá
E pelo poder no Estado.
Pergunta à propriedade:
Donde vens tu?
Pergunta às opiniões:
A quem aproveitais?
Muitos se desencorajam
Mas a coragem dele cresce.
Ele organiza a luta
Pelo tostão do salário, pela água do chá
E pelo poder no Estado.
Pergunta à propriedade:
Donde vens tu?
Pergunta às opiniões:
A quem aproveitais?
Onde quer que todos calem
Ali falará ele
E onde reina a opressão e se fala do Destino
Ele nomeará os nomes.
Ali falará ele
E onde reina a opressão e se fala do Destino
Ele nomeará os nomes.
Onde se senta à mesa
Senta-se a insatisfação à mesa
A comida estraga-se
E reconhece-se que o quarto é acanhado.
Senta-se a insatisfação à mesa
A comida estraga-se
E reconhece-se que o quarto é acanhado.
Pra onde quer que o expulsem, para lá
Vai a revolta, e donde é escorraçado
Fica ainda lá o desassossego.
Vai a revolta, e donde é escorraçado
Fica ainda lá o desassossego.
Bertold Brecht,
Tradução de Paulo Quintela
Tradução de Paulo Quintela
terça-feira, 1 de maio de 2018
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