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segunda-feira, 7 de maio de 2018
domingo, 16 de abril de 2017
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Discurso deputado local Izquierda Unida
Intervenção de Guillermo Ubieto, Conselheiro de "Izquierda Unida" durante o acto de constituição do novo Executivo da Câmara de Miranda de Ebro para a legislatura de 2015-2019.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
SEM PATERNALISMOS, UMA OPINIÃO
Dilma venceu. Por
pouco, mas venceu. Fiquei contente. Algumas lições da História os progressistas brasileiros, e
nomeadamente os comunistas, deviam aprender.
A Direita não é alternativa mesmo que seja á pior e falsa Esquerda. Não há neutralidades possíveis quando as forças de direita, conservadoras, pró-capitalistas, se juntam num polo político e eleitoral único. A autonomia dos comunistas e a sua identidade defendem-se coerentemente quando em cada momento histórico haja a lucidez política de optar pelos caminhos do futuro de uma sociedade socialista. O esquerdismo inconsequente tem levado os povos por trilhos sem saída.
A Direita não é alternativa mesmo que seja á pior e falsa Esquerda. Não há neutralidades possíveis quando as forças de direita, conservadoras, pró-capitalistas, se juntam num polo político e eleitoral único. A autonomia dos comunistas e a sua identidade defendem-se coerentemente quando em cada momento histórico haja a lucidez política de optar pelos caminhos do futuro de uma sociedade socialista. O esquerdismo inconsequente tem levado os povos por trilhos sem saída.
O povo está melhor AGORA
com Dilma Presidente ou estaria com Aécio? A resposta parece-me clara.
A Direção do PCP convocou
em 1986, e em poucos dias, um Congresso
Extraordinário para mudar a orientação de voto em eleições presidenciais em
Portugal. Tratava-se de passar do voto numa candidatura própria numa primeira
volta para o voto em Soares, contra Freitas do Amaral. Voto decisivo. Voto coerente.
Voto corajoso.
Ficou na História o
conselho de Álvaro Cunhal, sobre o “engolir de sapos vivos”: tapem com as mãos
a fotografia do candidato no boletim de voto, mas votem!
CRterça-feira, 7 de outubro de 2014
histórico
Com 63% dos votos na primeira volta, Flávio Dino, candidato do Partido Comunista do Brasil, sem o apoio do PT, conquista a governação do Estado do Maranhão.
Pela primeira vez em 92 anos da história do Brasil um comunista governa um Estado do Brasil.
Apesar das reticências de muitos sobre a politica seguida pelo PC do B, um traço a registar
Pela primeira vez em 92 anos da história do Brasil um comunista governa um Estado do Brasil.
Apesar das reticências de muitos sobre a politica seguida pelo PC do B, um traço a registar
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
história e comunismo
Comunistas
portugueses combatentes na Guerra de Espanha
António Pereira Lopes, combateu na frente de Aragão e na batalha de Teruel,
tendo integrado a «Divisão Karl Marx». Foi feito prisioneiro e encarcerado em
vários campos de concentração;
Armindo Almeida, dirigente da JCP, morto na batalha do Ebro;
Armindo Perú, participante na «Revolta dos Marinheiros», fugiu para Espanha onde participou na Escola para Oficiais em Cartagena, morrendo em consequência de um ataque aéreo;
António Vicente, membro da JCP que ingressou nas milícias populares logo no começo da guerra, tendo participado nas batalhas de Guadarrama, Talavera e Jarama. Ferido várias vezes, morreu em combate, tendo o seu batalhão adoptado o seu nome;
Augusto Duarte Reis, delegado do Partido e do Socorro Vermelho em Espanha (apresentado em algumas obras como capitão espanhol). Comissário Político, morto na frente de Aragão, considerado exemplo de «heroísmo e abnegação»;
Augusto Nascimento, participou na defesa de Madrid como membro das Brigadas Internacionais;
Eduardo Monteiro, combateu na defesa de Madrid e outras frentes, tendo ascendido ao posto de capitão;
Jacinto Cunha, Comissário Político;
João Paulino de Sousa, combateu nas frentes de Madrid e Catalunha. Tenente dos carabineiros;
José Marcelino, fuzilado pelos franquistas;
Manuel Batista dos Reis, combateu na frente de Andaluzia e em várias outras frentes. Ferido em combate, foi promovido a capitão. Chefe dos Serviços Sanitários da Base dos Carabineiros (Castellon);
Manuel Roque Júnior, integrou o 5.º Regimento e o 7.º Corpo do Exército como sargento artilheiro. Frequentou o curso para oficiais na Escola Popular de Guerra n.º 2 (Valência);
Mário José Fernandes, participou na defesa de Madrid, tendo comandado uma companhia de metralhadoras. Dirigiu a Escola Militar de Centella, onde se formaram vários oficiais portugueses. Integrou a Direcção-Geral dos carabineiros. Por mérito em combate passou de sargento a tenente e depois a capitão;
Miguel Ramos, tenente de Artilharia, instrutor na Escola de formação de oficiais;
Pedro Batista da Rocha, combateu em várias frentes, sendo promovido a capitão de Artilharia. Foi incorporado na Escola do Estado-Maior Central;
Salvador Cruz, participou na guerra desde os primeiros dias, tendo-se destacado na defesa de Madrid. Comandante de Batalhão, promovido a capitão, foi morto na batalha de Jarama e considerado «exemplo de trabalhadores que se elevaram à condição de destacados oficiais»
Telmo dos Santos, pertenceu aos Serviços de Informações Militares.
Enfim 23 combatentes, dos quais 9 mortos em combate, 2 feridos e 1 preso.
Há dias, participei numa conversa
restrita, de corredor, em que uma vez mais, alguém, com argumentos
"históricos" mas sem a sustentabilidade documental, se referia à
falta de participação efectiva do PCP na Guerra de Espanha correspondendo ao apelo
da República.
Em 2011, Domingos Abrantes assinou no
"Militante" dois artigos sobre as origens da Guerra de Espanha e a
participação de militantes do PCP nela.
Pela sua importância, recomendo a sua
leitura
Lista
de alguns nomes de membros do Partido que participaram na guerra (podendo, por
razão de espaço, cometer-se alguma injustiça, sempre subjacente à escolha de exemplos num universo tão vasto)
Alberto
Ramos, membro das milícias populares, ferido
em combate na frente de Santander;
Alexandrino
dos Santos, ex-oficial do exército português.
Aderiu ao PCP em Espanha, tendo-se distinguido em várias frentes de combate,
participado na reorganização dos carabineiros, integrando o seu Estado-Maior, e
promovido a tenente-coronel, o posto mais elevado atingido por portugueses;
Alípio dos Santos Rocha, combateu na defesa de Madrid e outras frentes como
tanquista, sendo promovido a tenente por distinção;
António Bandeira Cabrita, ex-membro do Secretariado do PCP, foi dos primeiros
portugueses a alistar-se nas milícias populares, sendo promovido a tenente por
actos de bravura. Morreu na frente de Talavera, tendo o funeral constituído uma
homenagem a «um herói de guerra»;Armindo Almeida, dirigente da JCP, morto na batalha do Ebro;
Armindo Perú, participante na «Revolta dos Marinheiros», fugiu para Espanha onde participou na Escola para Oficiais em Cartagena, morrendo em consequência de um ataque aéreo;
António Vicente, membro da JCP que ingressou nas milícias populares logo no começo da guerra, tendo participado nas batalhas de Guadarrama, Talavera e Jarama. Ferido várias vezes, morreu em combate, tendo o seu batalhão adoptado o seu nome;
Augusto Duarte Reis, delegado do Partido e do Socorro Vermelho em Espanha (apresentado em algumas obras como capitão espanhol). Comissário Político, morto na frente de Aragão, considerado exemplo de «heroísmo e abnegação»;
Augusto Nascimento, participou na defesa de Madrid como membro das Brigadas Internacionais;
Eduardo Monteiro, combateu na defesa de Madrid e outras frentes, tendo ascendido ao posto de capitão;
Francisco de Almeida Pio, ex-oficial do exército português refugiado em
Espanha, onde aderiu ao PCP. Teve papel destacado na defesa de Madrid, foi
ferido em Carabanchel, tendo-se distinguido na formação de oficiais do 5.º
Regimento, ocupando o cargo de director da Escola de Oficiais do Regimento;
Frederico Paninho, participou na defesa de Madrid, integrou as Brigadas
Internacionais. Tenente Administrador do Hospital Militar n.º 5 de Madrid;Jacinto Cunha, Comissário Político;
João Paulino de Sousa, combateu nas frentes de Madrid e Catalunha. Tenente dos carabineiros;
Joaquim da Silva Santos, participou na guerra desde os primeiros dias, sendo promovido
a capitão dos Serviços Sanitários do Exército por «relevantes serviços
prestados»;
José dos Santos Rocha, capitão de metralhadoras. Morto na batalha de
Guadarrama;José Marcelino, fuzilado pelos franquistas;
Manuel Batista dos Reis, combateu na frente de Andaluzia e em várias outras frentes. Ferido em combate, foi promovido a capitão. Chefe dos Serviços Sanitários da Base dos Carabineiros (Castellon);
Manuel Roque Júnior, integrou o 5.º Regimento e o 7.º Corpo do Exército como sargento artilheiro. Frequentou o curso para oficiais na Escola Popular de Guerra n.º 2 (Valência);
Mário José Fernandes, participou na defesa de Madrid, tendo comandado uma companhia de metralhadoras. Dirigiu a Escola Militar de Centella, onde se formaram vários oficiais portugueses. Integrou a Direcção-Geral dos carabineiros. Por mérito em combate passou de sargento a tenente e depois a capitão;
Miguel Ramos, tenente de Artilharia, instrutor na Escola de formação de oficiais;
Pedro Batista da Rocha, combateu em várias frentes, sendo promovido a capitão de Artilharia. Foi incorporado na Escola do Estado-Maior Central;
Salvador Cruz, participou na guerra desde os primeiros dias, tendo-se destacado na defesa de Madrid. Comandante de Batalhão, promovido a capitão, foi morto na batalha de Jarama e considerado «exemplo de trabalhadores que se elevaram à condição de destacados oficiais»
Telmo dos Santos, pertenceu aos Serviços de Informações Militares.
Enfim 23 combatentes, dos quais 9 mortos em combate, 2 feridos e 1 preso.
Lista elaborada com dados colhidos em
fontes diversas, com particular destaque para arquivos do PCP, Torre do Tombo e
testemunhos de participantes na guerra
(Em Blog Antreus , de António Abreu)
domingo, 8 de junho de 2014
INTERNACIONAL
O Partido do Trabalho
da Bélgica obteve um assinalável resultado eleitoral no dia 25 de Maio. Obteve 3,7% de votos (251 276
votos) e dois deputados no parlamento federal (1,5% dos votos e 101 088
votos em 2010). Em eleições regionais, o PTB alcança 5,8% e dois deputados para o parlamento valão, e 3,9% e 4 deputados na
região de Bruxelas.
Na segunda volta das
eleições municipais e regionais gregas, o Partido Comunista da Grécia recua em
relação ás eleições municipais e regionais de 2010 mas avança em relação ás
legislativas de 2012. O PCG conquista quatro municípios – Patras, Jaidara,
Petroupoli e Ikaria.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
INTERNACIONAL
Nas eleições regionais e autárquicas do passado fim de semana, o Partido Comunista Grego e a sua Frente Eleitoral avançaram, atingindo cerca de 500.000 votos e 9% do total.
Em 2012 votaram nos comunistas e seus aliados 277.227 gregos (4,5%). Agora foram 497.653 (8,82%).
As ideias do progresso e da liberdade reforçam-se .
Em 2012 votaram nos comunistas e seus aliados 277.227 gregos (4,5%). Agora foram 497.653 (8,82%).
As ideias do progresso e da liberdade reforçam-se .
terça-feira, 8 de abril de 2014
internacional
O candidato comunista ás eleições autárquicas de Novosibirsk Anatoli Lokot ganhou as eleições com 43,76% dos votos expressos.
Novosibirsk, a capital da Sibéria, é a terceira maior cidade da Rússia, depois de Moscovo e de São Petersburgo. É um facto notável a vitória do PCFR, a mais importante desde 2007 numa cidade com mais de 1 milhão de pessoas. É de registar também a confluência e desistência de outras candidaturas em favor da candidatura comunista, que enfrentava a Russia Unida de Putin.
segunda-feira, 10 de março de 2014
domingo, 16 de fevereiro de 2014
O CORO DO EXÉRCITO VERMELHO
O governo russo teve um presente neste início de ano, os Jogos Olímpicos de Inverno, em Socchi. O governo russo não gosta de homossexuais. O governo russo ficou com a sua imagem bastante degrada por não gostar de homossexuais e principalmente por ter decidido persegui-los. Logo, o governo russo foi muito criticado por isso antes destes JO, e como reacção tratou de fazer uma enorme campanha de propaganda para limpar esta má imagem e para dizer que até gostam um bocadinho de homossexuais e são bué-da-totil-hipster-modernó-pop-chula.
Vai daí, e aqui há dias, assisti a um triste espectáculo. O Coro do Exército Vermelho a cantar Tom Jones e outras coisas que tais, coisas modernas, lá está. Não tenho nada contra que se reinventem coros, textos, que se façam versões, que se transforme o velho no novo, que se faça do antigo moderno. Tenho um problema grave quando se moderniza e reinventa uma coisa só porque sim, principalmente coisas que já funcionam na perfeição. Vá, ficam aqui quase duas horas do verdadeiro Coro do Exército Vermelho, uma das maiores preciosidades criadas pelo Socialismo. Digo eu.
(André Albuquerque, em manifesto74.blogspot.com)
Vai daí, e aqui há dias, assisti a um triste espectáculo. O Coro do Exército Vermelho a cantar Tom Jones e outras coisas que tais, coisas modernas, lá está. Não tenho nada contra que se reinventem coros, textos, que se façam versões, que se transforme o velho no novo, que se faça do antigo moderno. Tenho um problema grave quando se moderniza e reinventa uma coisa só porque sim, principalmente coisas que já funcionam na perfeição. Vá, ficam aqui quase duas horas do verdadeiro Coro do Exército Vermelho, uma das maiores preciosidades criadas pelo Socialismo. Digo eu.
(André Albuquerque, em manifesto74.blogspot.com)
domingo, 24 de novembro de 2013
INTERNACIONAL
O Partido Comunista duplicou o número de deputados no parlamento chileno no sufrágio legislativo recente. Seis dos nove candidatos apresentados pelo PC do Chile no quadro da plataforma Nova Maioria acabaram por ser eleitos, entre os quais estão duas destacadas dirigentes do movimento estudantil que , nos últimos anos, realizou as mais poderosas acções de massas no País. Camilla Vallejo e Karol Cariola juntam-se a Guillermo Tellier, Lautaro Carmona e Hugo Gutiérrez (eleitos nas legislativas anteriores) para onde foi eleito ainda Daniel Coquimbo.
No sufrágio, a coligação Nova Maioria garantiu 67 deputados contra 49 da coligação de direita, e alterou a relação de forças no Senado, dispondo agora de 21 senadores num total de 38 . na mesma consulta popular, a candidata da Nova Maioria à presidência, Michelle Bachelet obteve 46,67 por cento dos votos contra 25,01 por cento recolhidos por Evelyn Matthei, sendo por isso obrigada a disputar uma segunda volta com a candidata da Aliança pelo Chile.
(em Avante)
No sufrágio, a coligação Nova Maioria garantiu 67 deputados contra 49 da coligação de direita, e alterou a relação de forças no Senado, dispondo agora de 21 senadores num total de 38 . na mesma consulta popular, a candidata da Nova Maioria à presidência, Michelle Bachelet obteve 46,67 por cento dos votos contra 25,01 por cento recolhidos por Evelyn Matthei, sendo por isso obrigada a disputar uma segunda volta com a candidata da Aliança pelo Chile.
(em Avante)
sábado, 2 de novembro de 2013
Internacional
Nas recentes eleições legislativas na Republica Checa verificou-se uma pesada derrota para a direita governante e avanço dos comunistas com mais 150 mil votos e mais 7 deputados
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Quem tem medo do Comunismo?
Eles (José Jorge Letria e Fernando Tordo) cantavam isto em 1974-1975. Depois "evoluiram"...Mas, de facto, quem tem medo do comunismo?
CR
domingo, 20 de janeiro de 2013
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
100 anos do Partido Comunista do Chile (II)
Hino da Juventude Comunista
Palácio do Congresso, Santiago
domingo, 23 de dezembro de 2012
100 anos Partido Comunista do Chile
Mais de 70.000 pessoas assistiram enchendo o acto de celebração dos 100 anos do Partido Comunista de Chile (PC), no Estádio Nacional
O espectáculo foi aberto pelo destacado cantor cubano Sílvio Rodríguez, que esteve perto de uma hora no palco. Depois foi a vez das bandas nacionais como Inti Illimani, Illapu, Sol y Lluvia e Juana Fe, para além de Manuel García, Chinoy e Nano Stern.
O recinto foi um dos principais centros de detenção, execução e tortura depois do golpe militar de 1973. Ali muitos militantes comunistas sofreram vexames, permanentes atropelos dos direitos humanos e desaparecimentos.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Papiniano Carlos, Joaquim Benite, Oscar Niemeyer
Ontem faleceram 3 intelectuais comunistas de grande prestígio. O JN conseguiu noticiar os 3 falecimentos, mas sem referir a condição de comunista de qualquer um...
deles. Notável...
Mas a História não apagará a dimensão humana, a obra, a coragem, a alegria de lutar e o estímulo para as novas gerações que mantêm acesa a chama da luta pela justiça social, pela paz, por uma sociedade sem exploradores nem explorados.
Mas a História não apagará a dimensão humana, a obra, a coragem, a alegria de lutar e o estímulo para as novas gerações que mantêm acesa a chama da luta pela justiça social, pela paz, por uma sociedade sem exploradores nem explorados.
sábado, 3 de novembro de 2012
PARTIDO COMUNISTA DA UCRANIA TRIPLICOU A SUA FORÇA ELEITORAL
(em Pravda Estado español)
Depois das boas noticias para os comunistas na República Checa (o KSCM alcançou a segunda posição em eleições regionais) e Bélgica (enorme crescimento de votos do PTB em eleições comunais e distritais), é a vez de Ucrania, onde se celebraram eleições para o Parlamento, a 'Rada Suprema', e o Partido Comunista (KPU) dá uma nova alegria.
Com 81 por cento dos votos escrutinados, o KPU triplica a sua força eleitoral, obtendo 14% e mais de 2.233.000 votos; se não houver grandes mudanças, isto outorgaria 34 deputados. Em anteriores eleições á Rada, alcançaram 5.39% e um milhão de votos menos (1.257.397) traduzidos em 27 deputados.
Ainda que seja um espectacular avanço para o Partido Comunista, se comparamos com todos os dados eleitorais desde a sua fundação (1993) depois da contra-revolução e independência da Ucrania, o contexto é de recuperação da sua influencia perdida. Vejamos de maneira clara:
Eleições ao Parlamento
Ano Votos % Deputados
1994 3,683,332 19.1 86
1998 10,046,064 24.7 121
2002 7,509,107 20.08 66
2006 929,591 3.66 21
2007 1,257,397 5.39 27
Eleições Presidenciais
Ano Candidato Votos %
1994 Oleksandr Moroz 3,466,541 13.33
1999 Petro Symonenko 10,665,420 38.08
2004 Petro Symonenko 1,388,045 4.97
2010 Petro Symonenko 872,877 3.54
Assim como poderão apreciar nossos leitores, o Partido Comunista foi uma das principais forças políticas durante os primeiros anos depois da independência, chegando a roçar o governo. Nas duas primeiras eleições da Rada, o grupo comunista foi o mais numeroso, e em 2002 ainda logrou o segundo lugar. Nas eleições presidenciais de 1999, o KPU passou á segunda ronda, e ainda que estivessem longe de ganhá-las, obtiveram quase 40% e mais de dez milhões de votos.
Mas com a crise politica que geraria a chamada "Revolução laranja”, o KPU perdeu muito apoio eleitoral, chegando ao descalabro de 2006 com menos de um milhão de votos, e alcançando com sorte o limite dos 3%. No ano seguinte, nas eleições antecipadas, começaram a recuperar parte de seu potencial eleitoral, e com os actuais resultados de 2012, o Partido Comunista confirma essa tendência positiva.
No que respeita a outras formações, o Partido das Regiões (32.35%), a organização nacionalista "pró-russa" do actual Presidente Yanukovich, derrotou uma vez mais o bloco "pró-ocidental" representado por Patria (23.78%) - de Yulia Tymoshenko- e a Aliança Democrática pelas Reformas de Ucrania -UDAR- (13.35%), um novo partido liderado por um ex-boxeur. A organização fascista de Svoboda lamentavelmente logrou 9.44%, e entrou pela primeira vez no Parlamento
Depois das boas noticias para os comunistas na República Checa (o KSCM alcançou a segunda posição em eleições regionais) e Bélgica (enorme crescimento de votos do PTB em eleições comunais e distritais), é a vez de Ucrania, onde se celebraram eleições para o Parlamento, a 'Rada Suprema', e o Partido Comunista (KPU) dá uma nova alegria.
Com 81 por cento dos votos escrutinados, o KPU triplica a sua força eleitoral, obtendo 14% e mais de 2.233.000 votos; se não houver grandes mudanças, isto outorgaria 34 deputados. Em anteriores eleições á Rada, alcançaram 5.39% e um milhão de votos menos (1.257.397) traduzidos em 27 deputados.
Ainda que seja um espectacular avanço para o Partido Comunista, se comparamos com todos os dados eleitorais desde a sua fundação (1993) depois da contra-revolução e independência da Ucrania, o contexto é de recuperação da sua influencia perdida. Vejamos de maneira clara:
Eleições ao Parlamento
Ano Votos % Deputados
1994 3,683,332 19.1 86
1998 10,046,064 24.7 121
2002 7,509,107 20.08 66
2006 929,591 3.66 21
2007 1,257,397 5.39 27
Eleições Presidenciais
Ano Candidato Votos %
1994 Oleksandr Moroz 3,466,541 13.33
1999 Petro Symonenko 10,665,420 38.08
2004 Petro Symonenko 1,388,045 4.97
2010 Petro Symonenko 872,877 3.54
Assim como poderão apreciar nossos leitores, o Partido Comunista foi uma das principais forças políticas durante os primeiros anos depois da independência, chegando a roçar o governo. Nas duas primeiras eleições da Rada, o grupo comunista foi o mais numeroso, e em 2002 ainda logrou o segundo lugar. Nas eleições presidenciais de 1999, o KPU passou á segunda ronda, e ainda que estivessem longe de ganhá-las, obtiveram quase 40% e mais de dez milhões de votos.
Mas com a crise politica que geraria a chamada "Revolução laranja”, o KPU perdeu muito apoio eleitoral, chegando ao descalabro de 2006 com menos de um milhão de votos, e alcançando com sorte o limite dos 3%. No ano seguinte, nas eleições antecipadas, começaram a recuperar parte de seu potencial eleitoral, e com os actuais resultados de 2012, o Partido Comunista confirma essa tendência positiva.
No que respeita a outras formações, o Partido das Regiões (32.35%), a organização nacionalista "pró-russa" do actual Presidente Yanukovich, derrotou uma vez mais o bloco "pró-ocidental" representado por Patria (23.78%) - de Yulia Tymoshenko- e a Aliança Democrática pelas Reformas de Ucrania -UDAR- (13.35%), um novo partido liderado por um ex-boxeur. A organização fascista de Svoboda lamentavelmente logrou 9.44%, e entrou pela primeira vez no Parlamento
sábado, 9 de junho de 2012
Liana Kanelli
Esta é a deputada grega Liana Kanelli. É a militante do Partido Comunista da Grécia que se levantou e se defendeu das agressões do porta-voz do partido nazi Aurora Dourada durante um debate televisivo. Este é o discurso que dirigiu ao Conselho Europeu quando foi proposta a criminalização da ideologia comunista.
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