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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Discurso deputado local Izquierda Unida



Intervenção de Guillermo Ubieto, Conselheiro de "Izquierda Unida" durante o acto de constituição do novo Executivo da Câmara de Miranda de Ebro para a legislatura de 2015-2019.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

quarta-feira, 19 de junho de 2013

sondagens eleitorais em Espanha

A falência do bipartidismo e a responsabilização pelos espanhóis dos politicos que os têm governado. O PP e o PSOE em queda livre, e a subida da Esquerda Unida, a esperança em verdadeiras politicas alternativas.

domingo, 15 de julho de 2012

Uma idosa detida pela policia do regime na Calle Ferraz, Madrid



Hijos de Puta! Rajoy e os seus mercenários!
Os velhos e idosos não ficarão sós. Eles merecem a nossa solidareiedade.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

domingo, 10 de junho de 2012

QUESTÕES DE SEMÂNTICA CAPITALISTA

E SE UM BANCO DESCONHECIDO LHE OFERECER CRÉDITO? LEMBRE-SE QUE ELE JÁ VIVE Á SUA CUSTA

Em Espanha, o homem do governo irrita-se que lhe chamem “resgate”, porque Espanha não é a Grécia, Irlanda ou Portugal. Tal como Portugal não era a Grécia ou a Irlanda nem a Irlanda a Grécia.
A Espanha só pede um “resgate”… digo “empréstimo”… para a banca – Portugal pediu uma “ajuda” e consta que 50% já estão na mesa do banqueiro.
Mas se é um empréstimo para a banca privada porque é que não são os bancos a pedir? Porque é que os bancos não largam definitivamente a mama do Estado e não se assumem no maravilhoso mercado global? Aliás, como é que é possível que a autoridade de concorrência da UE não processe o Estado espanhol por dar melhores condições aos seus bancos dentro do mercado livre europeu?
A resposta é simples. Quando os bancos não devolverem o dinheiro emprestado será o Estado a pagar o resgate/ajuda/empréstimo, como único avalista. No fundo, cá como em Espanha, a banca olha para o Estado como uns pais ricos sempre dispostos a pagar pelos seus excessos.

Tiago Mota Saraiva, em Blog 5 Dias

segunda-feira, 16 de abril de 2012

o rei na loja de porcelana



Viva o rei

Enquanto o povo que rege se vê a braços com pesada crise, enquanto o seu amigo Rajoy faz a vida num inferno ao comum dos mortais, cortando na saúde, na educação e nas prestações sociais, com uma taxa de desemprego que é única na União Europeia, na eminência de se tornar em mais uma vítima nos braços do FMI e seus pares, sua alteza real o rei Juan Carlos de Espanha manda a crise às ortigas, o povo que se amanhe, ninguém o mandou viver acima das suas possibilidades, embarca para o Botswana para uma caçada de elefantes com outras personalidades que igualmente como ele nunca souberam o significado da palavra crise.
Cá se fazem cá se pagam, dirão alguns, o certo é que durante essa caçada Juan Carlos fracturou a anca e está agora internado num hospital em Madrid, isento de taxas moderadoras, tendo-lhe sido colocada uma prótese no local da fractura, pura maldade a dos médicos, já que o local onde Juan Carlos mais precisa de uma prótese é na cabeça.
Diz agora Rajoy que o rei apenas lhe disse que ia ali e vinha já, que as caçadas ao elefante não são assim tão caras já que só custam 30 mil euros por pessoa e que o rei tem que se entreter com alguma coisa, que o facto de ser o povo a pagar as actividades de lazer do monarca é apenas o preço adequado à sua condição de súbditos.
É nestas alturas que o meu coração aflito se aperta, mais um bocadinho e bem podias ter encomendado a alma ao diabo, não fazias cá falta nenhuma…
Vejam como as coisas são, por cá também o rei Dom Carlos tinha prazeres semelhantes e é precisamente no regresso de uma caçada em Vila Viçosa que Manuel Buíça lhe põe termo aos desmandos à custa do erário público. Ainda dizem que somos brandos mas os nossos vizinhos não nos ficam atrás...


(em salvoconduto.blogs.sapo.pt)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Um Poder com Medo

O Governo do Estado Espanhol pretende avançar com uma revisão do Código Penal para criminalizar o ato de convocar protestos que "perturbem seriamente o espaço público" (sic). Segundo o pacote de medidas ontem anunciado pelo ministro do Interior, Jorge Fernández Díaz, a organização de manifestações ditas “violentas”, através da Internet ou por qualquer outro media, passará a ser enquadrado no crime de associação criminosa, punido com uma pena mínima de dois anos de prisão.

"Parece-nos fundamental, para fazer face a estes movimentos que atuam de forma organizada e com recurso a técnicas de guerrilha urbana, incluir no quadro legal do crime de organização criminosa as ações que pretendam perturbar gravemente a ordem pública e aquelas que, com esse intuito, sejam convocadas por qualquer meio de comunicação", justificou o ministro espanhol.

O anúncio surge após o aumento do número de casos de incidentes em protestos que tiveram lugar em diversas cidades espanholas. Os mais recentes ocorreram durante a magnifica greve geral de 29 de março, com casos de confrontos entre alguns manifestantes e a polícia, ataques a centros empresariais e instalações bancárias e a vandalização da Bolsa de Valores de Barcelona.

Estamos assim perante o óbvio. São claros os objectivos do Governo do Estado Espanhol. Não se trata de punir ou actuar sobre quem age fora dos limites da vivência democrática e do direito, mas sim de criminalizar e tentar demover quem convoca manifestações com conteúdo. A oligarquia económica e financeira que actua fora da lei e do direito nunca se enquadrará no tal crime de associação criminosa, ainda que, mais do que perturbar seriamente o espaço público, interfiram dolosamente no vida privada de muitas famílias.

Por isso temos a avaliação policial / política a posteriori, que transforme, quando interesse, a contestação cívica em terrorismo inaceitável. Para isso temos os agentes infiltrados, as provocações de encomenda, o jornalismo “cego” ao lado ou atrás do aparelho policial, e a contestação social reduzida a um confronto desigual entre polícia e manifestantes.

terça-feira, 27 de março de 2012

Espanha - Os avanços da verdadeira Esquerda





















Nas Eleições Regionais de Domingo, a Esquerda Unida, coligação do PCE com outras forças de esquerda, obteve resultados assinaláveis. Na Andaluzia, a Esquerda Unida teve 11,34 % dos votos, ganhou 120.000 votos e elegeu 12 deputados regionais, o dobro de anteriormente. Constitui-se assim em força indispensável para assegurar uma solução politica de esquerda, tendo em conta a força relativa de outros partidos (PP com 50 deputados e PSOE com 47).
Nas Astúrias, a Esquerda Unida obtém 13,78% dos votos, elegendo 5 deputados (mais um do que anteriormente). A direita, dividida, é maioritária mas a soma aritmética dos 22, 94 % da FAC (dissidência do PP) e dos 21,53% do PP pode não permitir um acordo político estável.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

a Espanha que se move (também eleitoralmente)

E

Jornada eleitoral histórica para os bascos
por Bruno Carvalho (Blog 5 dias)

O 22 de Maio de 2011 ficará como um importante marco na longa história de luta e resistência do povo basco. A coligação Bildu – que o Estado espanhol tentou ilegalizar - conquistou o melhor resultado eleitoral de sempre para a esquerda independentista. Tornou-se na primeira força, no País Basco, em número de eleitos, na segunda força em número de votos e vai governar quase uma centena de câmaras municipais.

Os números são esclarecedores. Com 99,99 por cento dos votos contados, obteve 1137 eleitos e um total de 313.151 votos (22 por cento), bem acima do melhor resultado que havia conquistado em 1999 com o Euskal Herritarrok. O Partido Nacionalista Basco é a força mais votada no conjunto dos quatro territórios com 327.011 votos (22,97 por cento) e 881 eleitos. Só depois aparece o PSOE com 16 por cento e o PP com 11,64 por cento. Outras forças independentistas como a Nafarroa Bai tiveram 2,55 por cento e a Aralar 2,26 por cento. A Esquerda Unida chegou aos 2,43 por cento.

Entre as conquistas do Bildu, destacam-se Donostia (San Sebastian). A coligação independentista não só conquistou a capital da Gipuzkoa como arrebatou a maioria das câmaras municipais daquela província basca. O PP foi, finalmente, corrido da gestão camarária de certas localidades onde havia vencido graças à ilegalização da esquerda independentista. Em Lizartza, que era um desses casos, o Bildu obteve 82,87 por cento dos votos.

É certo que são eleições municipais, e forais no caso basco, mas estes resultados evidenciam o carácter anti-democrático do Estado espanhol. A decisão de ilegalizar o Sortu e a tentativa de ilegalizar o Bildu, depois de uma década de sucessivos partidos e coligações proibidos, demonstra que se impediu a participação democrática de centenas de milhares de cidadãos bascos. Com ou sem apoio à luta armada da ETA, o direito à expressão pacífica foi violado. Há gente presa e torturada por opinar. Há jornais e rádios proibidos. Há organizações juvenis e de defesa dos presos ilegalizadas.

Se o País Basco não vivesse um regime de excepção, o caminho natural para o PSOE seria abandonar o governo autonómico basco e abrir caminho a eleições antecipadas. O lehendakari Patxi López sabe que só ocupa aquele cargo, com o apoio do PP, graças à anulação dos votos da esquerda independentista. Mas o governo que lançou a polícia contra o seu próprio povo não obedece a outros interesses senão os do Estado espanhol. É, pois, pouco provável que o faça.

Em relação à esperança que se levanta no País Basco, é importante que se reforce a luta pela concretização de um processo de paz que conduza a uma situação democrática que permita aos bascos decidir o seu próprio futuro. Também é importante que o Estado espanhol aceite acabar com a repressão e dialogue com a ETA no sentido da libertação de todos os presos. A vitória do Bildu é uma vitória de todos os trabalhadores bascos. Uma vitória não só contra a ocupação mas também contra o capitalismo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Em directo da Madrid que se levanta



Em directo da Madrid que se levanta





























PUERTAS DEL SOL, TEXTO LIDO HOJE 18 DE MAIO

Pedem-nos propostas, os que nunca tiveram propostas.
Pedem-nos programas políticos os que abandonam sistematicamente os seus programas políticos.
Pede-nos transparência quem nunca nos contou nada. Quem nunca nos perguntou nada.
Pedem-nos propostas, os que têm milhões e milhões aos que têm barracas e insegurança, papelão e desemprego, dívidas e mais dívidas.
Pedem-nos propostas porque o poder já não são eles, o poder somos nós todos.
Pedem-nos propostas porque têm pressa, têm pressa porque têm medo.
Mas nós não temos pressa, porque o tempo agora já não é o alheio. O tempo é nosso.
Temos paciência porque sabemos que isto vai crescer.
Temos paciência porque não temos medo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

registos da História




IGNACIO HIDALGO DE CISNEROS, COMANDANTE DA AVIAÇÃO REPUBLICANA E EXILADO EM BUCARESTE

No ano de 1966 morreu em Bucareste, na solidão do exilio romeno, o militar Ignacio Hidalgo de Cisneros, comandante da aviação republicana durante a guerra civil espanhola. Homenageado pelas autoridades comunistas, foi e continua sendo esquecido pelas espanholas.
Pôde terminar antes de sua morte na capital da Roménia, onde viveu exilado, um livro, misto de memórias de guerra e pessoais, intitulado "Mudança de rumo". Um título acertado porque reflecte a viragem ideológica de um homem com uma trajectória atipica.
Nascido no seio de uma familia aristocrática em 1894 e educado na disciplina férrea da ordem e mando das academias militares, o aviador Hidalgo de Cisneros virou a bússola da sua existência para acabar sendo um destacado membro do Comité Central do Partido Comunista até à sua morte.
A primeira edição foi publicada em 1964 em Bucareste, dois anos antes da sua morte, e reeditada recentemente por uma editoria romena, incluindo algumas referências excluíds anteriormente.
A sua vida de aviador começa em 1920, quando se integra na Força Aérea Militar Espanhola, participando nas campanhas de África (no seu livro denuncia os crimes con armas quimicas cometidos em nome do imperialismo espanhol), e a sua actividade politica publica nol 15 de Dezembro de 1930, quando participa junto com outros militares republicanos, como Queipo de Llano (que se tornaria um sádico assassino ao serviço do fascismo contra a Republica), na intentona golpista contra a monarquia que foi dirigida por Ramon Franco, irmão de Francisco Franco (em que pretendiam bombardear o palácio real). No final o golpe fracassou e Hidalgo de Cisneros veio para Portugal.
Após a proclamação da II Republica, no 14 de Abril de 1931, retorna a Espanha, e em 1933 converte-se em adjunto militar em Roma e Berlim, onde conhece a deriva ideológica dos regimes fascistas que estavam triunfando na Europa e que em breve chegariam a Espanha. Após a Revolucão das Asturias de Outubro de 34, ajuda á fuga de seu amigo Indalecio Prieto. Quando se dá o golpe de Estado militar de 18 de Julho de 1936 está em Madrid como ajudante de Casares Quiroga, Ministro da Guerra, e a sua presença é fundamental para conseguir que a aviação espanhola continuará a apoiar o governo democrático.
Já em pleno governo de Largo Caballero, é nomeado Chefe de Estado Maior da Aviação, cargo que manteve durante o governo de Negrin.
Filiou-se no Partido Comunista de Espanha durante a guerra (conjuntamente com sua esposa Constancia de la Mora), o que o distanciou do seu amigo Indalecio Prieto, ferveroso anticomunista, e negociou directamente com Staline um envio de armas ao exército da democracia espanhola, o republicano. Também conseguiu do governo soviético ajuda para construir uma fábrica de construção e reparação de aviões militares, onde se davam cursos de pilotagem lecionados por técnicos russos.
Na final da guerra saiu de Espanha com Negrin, Alvarez del Vayo e os mais destacados dirigentes do PCE, em direcção a Paris. Depois foi para o México, onde foi professor na Universidade Obrera e depois para a União Soviética, mudando-se por último para Bucareste com a emissora Radio España Independiente, com quem colaborou.

Morreu em Bucareste, sendo ainda membro do Comité Central do Partido Comunista de Espanha, em 9 de Fevereiro de 1966, e foi homenageado pela União Soviética e pelo governo socialista romeno con honras de general no exercício do cargo.
No seu livro narra como se desenvolveu a sua vida militar, e como se convirteu em um lutador pela liberdade e pela instauração de um regime democrático, primeiro em Espanha, e depois nos paises onde viveu exilado. Narra acontecimentos desconhecidos, como a utilização pelo exército de Espanha de armas quimicas nas montanhas do RIF marroquino nas campanhas africanas, como la participacion de membros da "quinta coluna franquista" nos grandes disturbios de 1937 em Barcelona, detalhes da intensa vida estrategica e politica dos governos republicanos durante a guerra civil, ou revelações sobre a guerra, como a siguinte anedota sobre a forma de actuar dos criminosos fascistas, no contexto das primeiras batalhas aéreas contra a aviação franquista depois da chegada de aviões russos e pilotos soviéticos:
"Escassos dias depois desta batalha ocurreu um acontecimento pouco conhecido (pois naqueles tempos não podiamos revelar a presença de pilotos soviéticos a nosso lado), que como espanhol me envergonha relatar, mas considero uma obrigação fazê-lo, para recordar uma vez mais o que é o fascismo. Um avião fascista lançou ao anoitecer, sobre Madrid, com paraquedas, um caixão dentro do qual se encontrava o cadaver esquartejado de um piloto soviético que, por desorientação, había aterrado em zona inimiga, perto de Segovia. No caixão vinha um papel donde tinham escrito escrito: "Este presente é para o Chefe das Forças Aéreas dos vermelhos e dá nota da sorte que o espera a ele e a todos os seus bolcheviques".
Hidalgo de Cisneros viveu num mundo em transformação e elegeu a opção da luta por melhora-lo, apesar das suas origens aristocráticas e sua formação conservadora. Um exemplo a seguir e a recordar. Ainda que os goviernos dos paises submetidos à dictadura do capital prefiram que o seu exemplo não seja lembrado.
Hidalgo de Cisneros viveu, trabalhou e morreu em Bucareste. Foi enterrado aí até que, após a morte de Franco, a sua familia transportou os seus restos mortais à sua Alava natal.

Tradução de parte do conteúdo: CR

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

forte com os fracos e fraco com os fortes


Os controladores aéreos militarizados e os mercados financeiros acariciados
de Josetxo Ezcurra, em Rebelión de 19 de Dezembro


- Quem mede forças com o Estado, perde!
- E, sendo assim, o Estado também vai militarizar os mercados financeiros?
- Não há mais perguntas!

Alfredo Pérez Rubalcaba é um politico espanhol que pertence ao PSOE (...) Desde Abril de 2006 é Ministro do Interior. Em 21 de Outubro de 2010 tomou posse como Vice-Presidente do Governo e porta voz do Governo, conservando as suas responsabilidades no Ministério do Interior.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Para la libertad - Miguel Hernandez -Joan Manuel Serrat



A Poesia de Miguel Hernandez e a música e a voz de Joan Manuel Serrat. A História e a Vida. Um video sensacional.