um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA

quinta-feira, 31 de março de 2011

afinal...

Berlusconi em visita a Lampedusa, a ilha italiana do Mediterrâneo a poucas dezenas de quilómetros da Tunisia, prometeu resolver em 2 ou 3 dias a sobrepopulação da pequena ilha, que enfrenta a chegada de milhares de imigrantes africanos. E acrescentou que ele próprio se tornara um Lampedusano, pois acabara de comprar pela NET uma casa de pescadores na ilha e para mostrar a sua identificação com os interesses populares, proporia a ilha como PRÉMIO NOBEL DA PAZ!

Quem pensava que Berlusconi se resumia à genitalia, que se desiluda! O homem também possui espaço criativo no interior da caixa craneana...

quarta-feira, 30 de março de 2011

frase

«O debate quinzenal com o Primeiro-Ministro que estava marcado para o dia das mentiras foi cancelado. Já não há respeito pela tradição».

(António Filipe, Deputado do PCP)

Pedro Moutinho e Mayra Andrade - Alfama

terça-feira, 29 de março de 2011

apontamentos dispersos para a biografia de Cavaco Silva (X)

A COISA

(em viriatoteles.net/pt/a-coisa)

Já aqui o disse, e não estou só nesta convicção: a criatura é o que o regime democrático gerou de mais semelhante, em forma e conteúdo, à sinistriste figura de Américo Tomás. Na debilidade intelectual, na vacuidade do discurso, no bolor das palavras, mas também na hipocrisia, no rancor, na perversidade.
Dirão que exagero. Mas o discurso que o presidente de 2.231.346 portugueses debitou, na cerimónia evocativa do cinquentenário do início da guerra colonial, não permite outra leitura. Porque só uma alma penada de antanho se lembraria de exortar «os jovens deste tempo» a que «se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do País com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar».
É verdade que de um mísero professor vindo das profundezas do Poço de Boliqueime não se podem exigir grandes esforços cerebrais. Compreende-se que o desinfeliz foi formatado segundo parâmetros que já então tinham ultrapassado o prazo de validade. E é um facto que o carácter deste indivíduo não é de molde a que dele se possa esperar um gesto merecedor do respeito dos seus concidadãos – como se percebe pelas já célebres «observações» que, há 40 anos, fez questão de sublinhar à PIDE a propósito da mulher do sogro.
Exigia-se, porém e pelo menos, um pouco mais de dignidade institucional. E, já agora, algum conhecimento da realidade histórica que fosse um pouco além da leitura simples de um catequista de província. O presidente eleito de Portugal não pode, quase 37 anos depois de conquistada a democracia que lhe permite ocupar o cargo, vir enaltecer a guerra injusta que foi a razão primeira do derrube da ditadura. Afirmar que «é de toda a justiça distinguir a intervenção militar que permitiu que um país com a dimensão e os recursos de Portugal pudesse manter o controlo sobre três teatros de operações distintos, vastos e longínquos» não é só um insulto aos povos que lutaram pela independência. É também um ultraje a todos os que, em Portugal e fora dele, foram vítimas de um regime opressor, cinzento e castrador.
Porque, ao contrário do que supõe o sucessor do venerando almirante de Belém, os jovens de há 50 anos não fizeram a guerra por razões de «coragem», «desprendimento» ou «determinação». Fizeram-na porque a isso foram obrigados, mais de um milhão deles ao longo de 13 anos a quem só duas incertezas se colocavam como alternativa: a guerra ou o exílio. Ambas a precisar de coragem e desprendimento, mas carecendo a segunda de uma determinação suplementar específica, para a qual naturalmente nem todos os mancebos desse tempo estavam capacitados.
Posto isto, devo apenas acrescentar que sou de opinião de que os combatentes da guerra colonial devem ser objecto do afecto e da homenagem do país. Porque eles foram as primeiras e mais sofridas vítimas do conflito que devastou toda uma geração. Porque eles sofreram, mais do que o comum dos cidadãos, as consequências do lusofascismo. E porque um país tem, obviamente, de honrar devidamente os que sofreram e morreram em seu nome, independentemente das circunstâncias.
Por muito que nos doa, a guerra colonial não teve heróis, apenas vítimas. O que a partir daqui se queira dizer é reescrita da história, uma fantasia que tenta em vão dar brilho às trevas. Saloiamente, é por aí que o condómino da Travessa do Possolo insiste em caminhar, talvez convencido de que se dissermos muitas vezes que o sol é um repolho, ele passe efectivamente a sê-lo.
É claro que isto são coisas que o homenzinho jamais conseguirá entender. Falta-lhe ler muito mundo e alguns livros – e, mesmo que queira, creio que já não vai a tempo.


PS (salvo seja) – Um título num noticiário das 13 horas de hoje, talvez ajude a compreender melhor o neurónio do sujeito de que falamos. Dizia assim: «Presidente ouve Passos». É, há casos em que é por aí que se começa. A seguir começará a ouvirá vozes, e sabe-se lá onde é que a coisa pode chegar…

sexta-feira, 25 de março de 2011

David Bowie - The London Boys

É a valsa da Burguesia




As movimentações politicas recentes tornam indiscutivelmente actual a canção de José Barata Moura A VALSA DA BURGUESIA. PS, PSD e CDS são a mesma face de uma velha moeda. Só neles acredita quem for néscio ou muitooooooooo distraído.

Sugestão



"American History X" (1998 - 114m)
Em português: AMÉRICA PROIBIDA

SINOPSE
Nomeado para os Oscares, Edward Norton, tem um papel brilhante neste filme explosivo.
Depois de uma vida dedicada à violência, um homem vai ter que lutar contra os seus ideais para não colocar em perigo os seus laços.
Danny Vinyard (Edward Furlong) é um adolescente influenciado pelo irmão mais velho, Derek (Edward Norton), um skinhead repleto de ódio por todos os que são diferentes de si. A aversão a outras raças dispara com a morte do pai. Ele inicia uma viagem ao mundo da violência que o vai levar à prisão. Nesse periodo de solidão Derek apercebe-se que pode ser um homem diferente. A sua única incerteza é se vai ser capaz de ajudar o seu irmão

quinta-feira, 24 de março de 2011

POEMAS ACTUAIS

POEMA

(De uma entrevista qualquer num jornal inquiridor: «Mas estarão os comunistas dispostos a aceitar o princípio da "alternância" no poder?»)

«Democracia é alternância»
repetiu de novo a embalar o tédio,
um senhor de sonho espesso.

Como se fosse possível - ó glória! ó ânsia! -
construir um prédio,
mudando de vez em quando
os mesmos tijolos do avesso.

José Gomes Ferreira

A VIAGEM

A viagem fazemo-la num qualquer modesto cargueiro.
Existe ainda um porto onde não tivéssemos tocado?
Existe alguma espécie de tristeza que ainda não tivéssemos cantado?
O horizonte que a cada manhã tínhamos pela frente
não era igual ao que à noite deixávamos para trás?
Quantas estrelas desfilaram à nossa frente
roçando as águas?
Não era cada aurora o reflexo
da nossa grande nostalgia?

Mas é em frente que vamos, não é verdade?
é em frente que vamos.

Nazim Hikmet


FIDELIDADE

Creio no homem. Já vi
costas rasgadas a golpes de chicote,
almas cegas avançando aos arrancos
(Espanhas a cavalo
da dor e da fome). E acreditei.

Creio na paz. Já vi
altas estrelas, incendiadas regiões
amanhecendo, rios ardentes
e profundos, caudal humano
para outra luz: Vi e acreditei.

Creio em ti, pátria. Digo
o que vi: relâmpagos
de raiva, amor falado e uma faca
rangendo, fazendo-se em pedaços
de pão: se bem que haja hoje apenas trevas
eu vi e acreditei.

Blas de Otero

quarta-feira, 23 de março de 2011

Conversa entre Galegos e Americanos

Diabo Na Cruz - Corridinho de Verão







Há meninas à espera vamos lá por isto a andar

Só me esconde no armário quem se deixar assustar

O que sonhas eu já fiz, o que queres eu dispenso

Um cobói tem de ter lata para furar este silêncio

O guru vem arranjado, o luar está bonito

Bota aí a macieira que eu empesto-te um apito

Quem me nega sabe bem o que eu penso e o que eu acho

já bebeu do garrafão e da malga de gaspacho


Vai a chuva vem o sol, volta a chuva novamente

Só a enchada saberá o que o cangalheiro sente

Vai-te rindo meu amor que eu nasci para dar-te mimo

O que souberes eu aprendo, o que não souberes eu ensino

Vira o disco toca o mesmo, já começa a chatear

Do patrão à criadagem, aí, ninguém cuida do lar

Anda tudo acagaçado, se calhar não é para menos

A gente deste pais parece que tem febre de fenos

José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa - Carta aberta














Caro senhor José Sócrates, excelência.

Apesar da opinião manifestada pelos comunistas, segundo a qual, o chumbo do seu estimado PEC não implica automaticamente a demissão do seu brilhante Governo, mesmo assim, a declarada intenção tanto do PCP, como do PSD, como do CDS, como do BE, de dar-lhe um tiro no PEC, pode bem querer dizer que vossa excelência terá que ir pregar para outra freguesia... não obstante a súplica «angustiada» (e patética, digo eu!) do doutor Soares ao cavacal Presidente.
Como as viagens devem preparar-se com tempo, que é coisa que vossa excelência não tem tido, admito, pensei emprestar-lhe esta belíssima mala de viagem... onde com sorte e bem apertadinhos, caberão quase todos os seus excelentíssimos colaboradores e, bem entendido, vossa excelência.
A dar-se o caso de, realmente, vossa excelência estar de partida, não precisa nem de agradecer, nem devolver a mala. Prefiro ficar sem a dita cuja, a ter que voltar a pôr a vista em cima de vossa excelência. Prefiro que me leve a mala... não me leve a mal.
Não estranhe o excesso de “vossas excelências”... mas é que consta por aí que eu tenho o hábito de insultar vossa excelência, o que, se exceptuarmos uma ou outra distração... não passa de um lamentável boato, campanha negra... vossa excelência sabe bem como é!
A dar-se o caso, como já disse, tenha vossa excelência uma excelente e loooonga viagem!
Saudações!

(em samuel-cantigueiro.blogspot.com)

convocatória






Contra a lei da bomba do imperialismo, solidariedade com a Líbia


Acção do Movimento pela Paz

Amanhã, quarta-feira, 18horas, Porto,
Praceta Palestina (Rua Fernandes Tomás, à Rua Sá da Bandeira).

terça-feira, 22 de março de 2011

The Wall - Pink Floyd

exemplar (surripiado em salvoconduto.blogs.sapo)




Ir ao beija-mão, mas de sapatos na mão


“Não está muito longe o dia em que o hemisfério será nosso na sua totalidade, como de direito já o é em virtude da superioridade da nossa raça”. Robert Taft, presidente dos EUA (1909-1913).


Barack Obama, no encalço do petróleo brasileiro, fez hoje uma visita àquele país. Os governantes que se apressaram a ir ao beija-mão, no Centro de Convenções Brasil, não estariam por certo à espera que a segurança de Obama os fizesse descalçar os sapatos.


Quatro reagiram e voltaram costas, o da Fazenda, Guido Mantega, o do Comércio e Indústria, Fernando Pimentel, da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante e Edison Lobão, Minas e Energia, o resto qual carneirinhos respeitosamente obedeceram e vergaram a coluna.


Aprecio os gringos na sua forma de tratar governantes nos seus próprios países, mas ainda aprecio mais a forma como estes dobram a espinha, de ministros pouco devem ter, talvez putas que se vendem, salvo as honrosas excepções.

domingo, 20 de março de 2011

fotografias de uma grande manifestação




Orelha Negra - M.I.R.I.A.M. X Vhils




O tal vídeo famoso...

Direction and edition: Vhils aka Alexandre Farto
Photography Director: Vasco Viana
Executive Producer and Additional Post Production: CINEMACTIV
Pyrotechnics: Pirotec
Production Assistance: Leonor Viegas
Help and Support: Alexander Silva, João Vidinha, Jucapinga, ±, Fidel and Fábrica Braço de Prata

quinta-feira, 17 de março de 2011

poesia

GRITO NEGRO

Eu sou carvão!
E tu arrancas-me brutalmente do chão
e fazes-me tua mina, patrão.

Eu sou carvão!E tu acendes-me, patrão
para te servir eternamente como força motriz
mas eternamente não, patrão.
Eu sou carvão
e tenho que arder, sim
e queimar tudo com a força da minha combustão.
Eu sou carvão
tenho que arder na exploração
arder até às cinzas da maldição
arder vivo como alcatrão, meu irmão
até não ser mais a tua mina, patrão.
Eu sou carvão!Tenho que arder
queimar tudo com o fogo da minha combustão.
Sim!
Eu serei o teu carvão, patrão!

José Craveirinha



JOGO DO LENÇO

Trago no bolso do peito
um lenço de seda fina,
dobrado de certo jeito.
Não sei quem tanto lhe ensina
que quanto faz é bem feito.

Acena nas despedidas,
quando a voz já lá não chega
por distâncias desmedidas.
Depois, no bolso aconchega
as saudades permitidas.

Também o suor salgado,
às vezes, enxuto a medo,
que o lenço é mal empregado.
E quando me feri um dedo,
com ele o trouxe ligado.

Nunca mais chegava ao fim
se as graças todas dissesse
deste meu lenço e de mim,
mas uma coisa acontece
de que não sei porque sim:

Quando os meus olhos molhados
pedem auxílio do lenço,
são pedidos escusados.
E é bem por isso que penso
que os meus olhos, se molhados,
só se enxugam no teu lenço.

José Saramago

os metralhas da CGD











Caixa Geral de Depósitos – Quando os assaltantes trocam de lado...

Muitos milhares de portugueses clientes da Caixa Geral de Depósitos, receberam uma carta, informando-os sobre algumas “novidades” na relação daquela instituição bancária com os seus clientes.
Assim, para além de tudo aquilo que já cobram a propósito de tudo e mais alguma coisa, fomos informados de mais uma “contribuição para a causa”; isto, se as nossas contas não observarem os seguintes requisitos:
- Pertenceram a jovens até aos 25 anos, com um único titular.
- Pertencerem a alunos universitários com cartão “Caixautomática Universidade/Politécnico”.
- Constituírem os chamados Serviços Mínimos Bancários (pertencerem, por exemplo, a pessoas que vivem da assistência, mas que são obrigadas a ter conta no banco).
- Todas as que tenham saldo médio trimestral superior a €2.500.


Ficamos ainda a saber que, a menos que as nossas contas passem a obedecer a qualquer um destes requisitos durante o próximo trimestre, estaremos sujeitos a começar a pagar, trimestralmente, uma “comissão de manutenção de conta à ordem”, escalonada como se segue:
- Saldos médios trimestrais entre €1.500 e €2.500 — €5.20
- Saldos médios trimestrais entre €1.000 e €1.500 — €10.40
- Saldos médios iguais ou inferiores a €1.000 — €15.08


Há, finalmente, uma classe especial reservada a clientes ainda com menos dinheiro, que serão obrigados a deslocar-se semanalmente à dependência da CGD mais próxima, onde baixarão as cuecas a fim de serem devidamente vergastados... que é para não terem o supremo descaramento de não ganharem tanto dinheiro como os senhores gestores do banco.
Pronto... já vi que me toparam... esta última “taxa” das vergastadas inventei-a mesmo agora, mas tudo o resto, embora pareça uma piada, juro que não é. Estou a olhar para a carta.
....

(em samuel-blogspot.com)



quarta-feira, 16 de março de 2011

Buraka Som Sistema - Kalemba (wegue wegue) OFFICIAL VIDEO



O SOM ANGOLANO (KUDURO) DE UM GRUPO PORTUGUÊS

desenho


Desenho de Roberto Fabelo

um grande buraco e a necessidade de lhe dar umas grandes tacadas


O governo de José Sócrates não demorou muito tempo a reagir ao protesto de sábado à tarde. Sensível como é, cedeu às pretensões dos dirigentes do golfe e mostra-se disposto a abrir uma excepção à modalidade em termos de IVA. Os praticantes passarão a pagar apenas 6% em vez dos actuais 23%.

Até se compreende a justeza da medida, no fundo, no fundo, Portugal é um imenso campo de golfe, pelo menos a fazer fé no número de buracos e no número de patos bravos...

(em salvoconduto.blogs.sapo)

Oquestrada - Se Esta Rua Fosse Minha ao Vivo



a nova música portuguesa

segunda-feira, 14 de março de 2011

Adriano Correia de Oliveira - Trova do vento que passa

CONTRA A PRECARIDADE, TRABALHO COM DIREITOS - factos e contradições














Uma posição legítima (Pedro Penilo, em Blog 5 dias)

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país.”
“Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.”
do Manifesto do Protesto da Geração à Rasca


Não fui ao protesto da Geração à Rasca. Não fui, mas gostava de ter ido. As razões porque não fui são fortes razões de princípio.
Quando escrevo isto já é inegável que as manifestações foram, para os seus promotores, um sucesso. Ainda bem. Dou a todos os meus amigos e camaradas que para o protesto trabalharam (mas apenas a estes) os meus parabéns. Assim posso escrever sobre os meus motivos sem suspeita de oportunismo. Tirando algumas discussões ocasionais entre amigos que tive no Facebook, onde defendi a minha posição, não a tornei pública aqui para não hostilizar nem prejudicar o protesto.
A luta não começou anteontem. Nem na semana passada. Tem séculos. E nenhum novo alento o pode ocultar ou renegar. Temos de honrar as vidas, os sacrifícios e os esforços. Melhor: temos de honrar aqueles que, quando a luta não arrasta multidões, sempre saem de casa, para a chuva e para o aborrecimento, para lutar pelas vidinhas de todos.
As citações acima são excertos do manifesto que fundou o protesto da Geração à Rasca. Diz: “Nós, que até agora compactuámos…”. E prossegue: “…todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos…”. E endereça convites a todos os partidos, a toda a sociedade. A todos. Aos explorados e aos exploradores. Aos responsáveis pela política de espoliação dos trabalhadores de todas as gerações e aos que sempre contra ela lutaram. Não era uma manifestação de arrependidos (eleitores que tivessem votado no PS, no PSD ou no CDS). Não. Era um protesto dos que compactuaram, dos que são responsáveis: todos nós.
Ora, eu não compactuei. Não sou co-responsável pela situação. Eu e muitos milhares de amigos companheiros e camaradas que lutamos todos os dias para mudar a situação. Não se ouve falar disto, porque a comunicação social não trata com o mesma atenção esta outra face da luta quotidiana. Não revela milhares de outros rostos, tão espontâneos como dignos de interesse. Com intenção, ou por erro que não se quis corrigir nunca, este movimento não nos quis incluir.
Podia ser apenas um detalhe. Mas não é. Juntaram-se ao protesto os clientes do BPP, a JSD, a extrema-direita. Lado a lado com massas de gente que sempre lutou. Na página do Facebook do protesto, o populismo anti-partidos e de cariz muito pouco democrático à solta. Lá se mistura, nos comentários, “os políticos”: os que usurparam o poder e mentiram com os que se dedicam à luta diariamente. Podemos mesmo ver a actriz Sandra Barata Belo a dizer que “já não há emprego para toda a vida e toda a gente quer isso. Isso acabou!”. Ou seja, a parafrasear a patranha ideológica de Miguel Sousa Tavares e tudo o que liga Durão Barroso a Sócrates. Que ironia!
Para muitas pessoas, mares de gente, acredito, esta minha posição pessoal parecerá muito pouco ou incompreensível. Mas ela não dependia, como não dependerá, da quantidade de gente que a compreende ou aceita. Sempre foi assim a luta, e não vai mudar amanhã. Por isso é que é LUTA.
A razão porque escrevo isto é porque o protesto da Geração à Rasca vai continuar. Espero que tome consciência de duas coisas básicas: se se mantiver esta falta de coragem para atribuir responsabilidades a quem verdadeiramente as tem e às políticas que provocam a precariedade, ganha-se certamente muita gente, mas outros ficarão de fora; é esta coisa da luta política: não se pode agradar a todos. Espero sinceramente poder participar no próximo.


e um poema de Mário Castrim...

VIAGEM ATRAVÉS DE UM COMÍCIO

O sol em chapa ou o aperto da sala.
O camarada que fala
a pesar as palavras numa balança de precisão
multiplicada cem mil vezes a atenção.
O comício é muito importante.
Vezes sem conta dissemos PCP.
Comprámos o emblema, o autocolante.
Gritámos as palavras de ordem correctas
e ainda outras que enfim...
A nossa força torna-se evidente, real.
A nossa consciência sabe melhor porquê.
Cantar o «Avante», mesmo desafinado
mas em coro, levanta-nos o moral.

Os camaradas que ficaram de vigilância
aos Centros de Trabalho, aguardam ansiosos
que venha alguém: «Correu tudo bem?
Estava cheio?, Não houve novidade?»

Ouvem tudo, recolhem dos nossos gestos
o eco da alegria. À sua guarda
o Centro de Trabalho é uma enorme colmeia.


Mário Castrim

domingo, 13 de março de 2011

A MAIOR MULHER DO MUNDO






A Mãe Pátria é uma estátua monumental que se eleva sobre a colina de Mamayev Kurgan que domina a cidade industrial russa de Volgogrado (denominacão de Stalinegrado a partir de 1961). Foi erigida para comemorar a vitória soviética sobre as forças nazi-fascistas no acontecimento militar mais decisivo da Segunda Guerra Mundial: a Batalla de Stalinegrado (1942-1943). A estátua (inspirada na Vitoria de Samotracia, a deusa grega Niké) tem umas colossais dimensões que a elevam até aos 85 metros; a Estátua da Liberdade tem 46 metros de altura [veja-se a continuação do gráfico comparativo de ambas à mesma escala]. Durante a execução da obra ultrapassaram-se bastantes desafios de engenharia construtiva entre 1959 e 1967, o ano da sua inauguração.

O escultor Yevgeny Vuchetich (famoso artista soviético de origem yugoslavo) e o engenheiro-chefe Nikolai Nikitin, dirigiram a construção de um projecto —elaborado pelo arquitecto Iakov Bielopolski— em que se usaram mais de 5.500 toneladas de cimento e cerca de 2.500 toneladas de ferro; sómente a espada tem um peso de 14 toneladas. Para assegurar a rigidez e a estabilidade do conjunto utilizou-se uma engenhosa estructura de cabos metálicos tensos no seu interior. A modelo que utilizou Vuchetich para esta escultura foi a cidadã de Stalinegrado Valentina Izotova.
Na base de Mãe Pátria existe um Memorial em honra das centenas de milhar de soldados e cidadãos soviéticos que caíram na Batalha de Stalinegrado e em que repousam os restos mortais de vários heróis da União Soviética e condecorados com a Ordem de Lenine, entre eles o mítico Vasili Záitsev (1915-1991), franco atirador do Exército Vermelho que abateu dezenas de oficiais alemães nazis entre 1942 e 1943 e personagem principal da película Inimigo á porta (2001); dirigida por Jean-Jacques Annaud e interpretada por Jude Law (no papel de Vasili Záitsev), Ed Harris e Rachel Weisz.

Georges Brassens - Mourir pour des Idées

sexta-feira, 11 de março de 2011

Philips Cinema - Parallel Lines - The Gift, by Carl Erik Rinsch




The Gift
Um filme de Carl Erik Rinsch
Parallel Lines Project da Philips Cinema e Ridley Scott Associates.

Breve

(dos jornais)

CGTP abandona reunião da concertação social
09 de Março de 2011

A CGTP abandonou hoje a reunião da concertação social, considerando “inaceitável” para os trabalhadores o compromisso entre os parceiros sociais que o Governo pretende levar à cimeira de Bruxelas na sexta-feira.

“A CGTP abandona a reunião porque esta declaração é inaceitável e prejudicial para o país. Não é por aqui que se ganha credibilidade e que Portugal responde aos desafios que tem pela frente”, disse aos jornalistas o Secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva.


Bem avisado andou o Movimento Sindical Unitário em se demarcar com antecedência da esparrela que SÓCRATES e seus "boys" pretendiam lançar, para condicionar e "legitimar" com a "Concertação Social" as novas iniciativas do PEC 4, resultantes da politica de submissão ás politicas europeias anti-sociais.



Genesis - Carpet Crawler



Uma grande canção e um grande álbum de um dos mais marcantes grupos musicais de sempre

quinta-feira, 10 de março de 2011

SERVIÇO PÚBLICO

O uso dos portáteis



Zeca Afonso - Inquietação



FADOS DE COIMBRA E OUTRAS CANÇÕES, de 1981 e reedição de 1987, ano da morte de José Afonso



AFIRMAÇÃO

Irlandeses votam pela ruptura














Rejeitar a dívida

As eleições legislativas de 25 de Fevereiro de Fevereiro na Irlanda representaram uma tremenda derrota para os partidos governantes Fianna Fail e Verdes, permitindo uma espectacular subida do Sinn Féin, bem como dos trabalhistas e de outros pequenos partidos.
Os conservadores do Fine Gael (FG) foram os mais votados com 35,51 por cento e 75 deputados, num total de 165, ficando longe da maioria absoluta. Seguiram-se os trabalhistas que obtiveram o seu melhor resultado de sempre com 19,65 por cento dos votos e 37 lugares.
Reduzido a terceira força, o Fianna Fáil, partido que estava no poder desde 1997 e governou mais de 60 dos quase 80 anos de existência do Estado, sofreu uma autêntica hecatombe eleitoral. Perdeu quase um quarto dos deputados, passando de 77 para 20, e mais de metade dos votos, descendo dos 41,5 por cento para 17,64 por cento.
Pior só mesmo o seu parceiro de governo, que desapareceu do parlamento não conseguindo reeleger nenhum dos seis deputados conquistados em 2007.
A vitória do Sinn Féin
Em sentido ascendente, o Sinn Féin afirmou-se como a força mais votada em quatro condados e registou uma assinalável progressão eleitoral em todo o território. Ultrapassando a barreira dos dez por cento (10, 05%), obteve um total de 220 mil sufrágios e elegeu 14 deputados, contra os 143 mil votos obtidos em 2007 (6,9%) e quatro deputados então eleitos.
No campo da esquerda irrompeu ainda uma nova força, a Aliança da Esquerda Unida (United Left Alliance, ULA), que alcançou 2,6 por cento dos votos e elegeu cinco deputados.
Entretanto, os resultados do Sinn Féin ganham significado face à posição única, entre os principais partidos, assumida durante a campanha eleitoral.
Como seria de esperar, as diferentes candidaturas centraram o discurso na grave situação económica que abala o país. Porém, o líder do Sinn Féin foi o único a comprometer-se com uma solução radical. A dois dias das eleições, Gerry Adams declarou perante as câmaras de televisão que, se o seu partido chegasse a formar governo, enfrentaria a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional e recusaria as condições impostas ao resgate financeiro do país, admitindo suspender o pagamento da dívida.
Adams, que deixou os lugares no parlamento britânico em Westminster e em Stormont, no Ulster, para encabeçar a lista na circunscrição de Louth, insistiu que a economia irlandesa caminha para o precipício e que é necessário «decisões duras», rompendo com a atitude subserviente do governo cessante que é partilhada pela maioria dos partidos.
«Em vez de continuarmos mergulhados numa crise que acabará connosco, temos de enfrentar a UE e o FMI», disse o presidente do Sinn Féin, considerando que a rejeição das leoninas condições do empréstimo de 85 mil milhões de euros é a melhor opção para o futuro da Irlanda.
Colocada nestes termos, a questão ganhou uma tal relevância que o líder do Fine Gael, e próximo primeiro-ministro, Enda Kenny, foi obrigado a admitir, dia 26, que «o empréstimo financeiro é mau para a Irlanda e mau para a UE» (El País, 27.02).
Reflectindo sobre o veredicto popular, que reforçou significativamente o partido mais à esquerda no parlamento, Enda Kenny anunciou que vai iniciar negociações com os parceiros comunitários para renegociar o acordo. «A Europa tem de escutar a mensagem do nosso eleitorado».

terça-feira, 8 de março de 2011

JEAN FERRAT- LA FEMME EST L´AVENIR DE L´HOMME

o 8 de Março em imagens e cartazes






































a História...

a luta...

a violência doméstica e de género...

a discriminação legal, social e politica...



Pink Floyd - 1973 - Dark Side Of The Moon



Em 1973 saiu o DARK SIDE OF THE MOON dos Pink Floyd, uma obra genial e histórica. Tenho para mim que o mundo não voltou a ser o mesmo. E não dá para esquecer o canto de Clare Torry em "The great gig in the sky" ou o saxofone de Dick Parry em "Us and Them" e "Money".

segunda-feira, 7 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011

6 de Março de 1921- 90 anos do PCP


Desenho de José Dias Coelho, dirigente comunista asssassinado pela PIDE





1921- Jornal A Batalha








TOMAR PARTIDO - ARY DOS SANTOS




Deste-me a fraternidade para com o que não conheço.
Acrescentaste à minha a força de todos os que vivem.
Deste-me outra vez a pátria como se nascesse de novo.
Deste-me a liberdade que o solitário não tem.
Ensinaste-me a acender a bondade, como um fogo.
Deste-me a rectidão de que a árvore necessita.
Ensinaste-me a ver a unidade e a diversidade dos homens.
Mostraste-me como a dor de um indivíduo morre com a vitória de todos.
Fizeste-me edificar sobre a realidade como sobre uma rocha.
Tornaste-me adversário do malvado e muro contra o frenético.
Fizeste-me ver a claridade do mundo e a possibilidade da alegria.
Tornaste-me indestrutível, porque, graças a ti, não termino em mim mesmo.

Pablo Neruda, Ao meu Partido

sexta-feira, 4 de março de 2011

pontes no PORTO sobre o DOURO

Nos finais de 2005, seis Pontes atravessam o Rio Douro, ligando e tornando mais estreito o contacto entre as duas Cidades vizinhas, assim como a ligação entre todo País de norte a sul.

De montante para a Foz do Rio Douro, encontramos em primeiro lugar, a Ponte do Freixo, moderna Ponte rodoviária, que liga a auto estrada do sul ao Porto.

Segue-se a Ponte de S. João, também esta de construção recente e que se destina ao tráfego ferroviário em duas vias , substituindo de vez a velha Ponte de D. Maria Pia.

Vem então a Ponte de D. Maria Pia, toda em ferro e como já vimos sem uso actual mas sempre bonita no seu desenho ligado ao grande construtor Eng. Gustav Eiffel.

Aparece então a quarta ponte, a Ponte do Infante. Destinada ao tráfego rodoviário, esta moderna ponte muito veio contribuir para o descongestionamento da Ponte de D. Luiz I e do seu já avizinhado fim do uso do tabuleiro superior .

Temos então a quinta ponte, a Ponte de D. Luiz I, que com dois tabuleiros , serve principalmente os centros das duas cidades , embora, até ao final do ano de 2005, o seu tabuleiro superior seja definitivamente ocupado, após as obras de restauro e reforço, assim, como de adaptação á circulação do Metro de superfície, que ligará o Porto a Gaia.

Finalmente vem a sexta Ponte, a Ponte Arrábida, ponte com características de ligação entre auto estradas, que ligam o Porto a Gaia e ao resto do País


















Peter, Paul & Mary - Blowin in the wind

REFLEXÕES DE FIDEL (I)










A inevitável guerra da NATO

Ao contrário do que acontece no Egito e na Tunísia, a Líbia ocupa o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento Humano em África e tem a maior esperança de vida no continente. Educação e Saúde recebem atenção especial do Estado. O nível cultural da população é certamente o maior. A população não carecia de falta de alimentos e de serviços sociais essenciais. O país precisava de mão de obra estrangeira abundante para realizar planos ambiciosos de produção e desenvolvimento social.
Assim proporcionava emprego a centenas de milhares de trabalhadores egípcios, tunisinos, chineses e de outras nacionalidades. Tinha enormes receitas e reservas em divisas convertíveis depositadas nos bancos dos países ricos, com o que adquiriu os bens de consumo e até mesmo armas sofisticadas, que lhe forneceram precisamente os mesmos países que agora querem invadir em nome dos direitos humanos.
A maciça campanha de mentiras, desencadeada pelos média de massas, levou a uma grande confusão na opinião pública mundial. Vai levar tempo antes que se possa reconstruir o que realmente aconteceu na Líbia, e separar o real do factos falsos que têm sido relatados. Emissoras sérias e de prestígio, como a Telesur, foram obrigados a enviar repórteres e camaras para acompanhar as actividades de um lado e do seu oposto, para relatar o que realmente acontece.
As vias de comunicação foram bloqueadas, os diplomatas honestos arriscaram as suas vidas atravessando bairros e observando actividades, de dia ou de noite, para relatar o que estava acontecendo. O Império e os seus aliados principais usarão os mais sofisticados meios de divulgação de informação distorcida dos acontecimentos, entre os quais a de interferir nos critérios da verdade.
Sem dúvida, os rostos dos jovens manifestantes em Benghazi, homens e mulheres, com véu ou sem véu, expressavam indignação real. Ainda se pode ver a influência exercida pelo componente tribal no país árabe, apesar da fé muçulmana que sinceramente professam 95% de sua população.
O imperialismo e a NATO - seriamente preocupado com a onda revolucionária que se iniciou no mundo árabe, onde se produz a maior parte do petróleo que sustenta a economia de consumo dos países desenvolvidos e ricos - não podiam deixar de aproveitar o conflito interno na Líbia para promover a intervenção militar. As declarações feitas pela Administração dos EUA desde o primeiro momento foram categóricas a este respeito.
A situação não poderia ser mais propícia. Nas eleições de Novembro, a direita republicana desferiu um golpe contundente no Presidente Obama, um especialista em retórica.
O grupo fascista de "missão cumprida", agora apoiada pelas ideologias extremistas do Tea Party, reduziu as iniciativas do atual presidente a um papel meramente decorativo, em que ficou mesmo em perigo o seu programa de Saúde e a duvidosa recuperação económica, o défice orçamental e o crescimento descontrolado da dívida pública, que batiam já todos os registos históricos.
Apesar da avalanche de mentiras e confusão resultante, os EUA não puderam arrastar a China e a Federação Russa, para a aprovação pelo Conselho de Segurança da intervenção militar na Líbia, mas conseguiram no Conselho de Direitos Humanos, a aprovação dos seus objectivos naquele momento. Em relação à intervenção militar, o se Secretário de Estado declarou em palavras que não admitem dúvida: "Nenhuma opção está descartada."
O facto é que a Líbia está agora envolvido em uma guerra civil, como prevíramos, e as Nações Unidas não podem fazer nada para impedi-lo, excepto o seu próprio Secretário-Geral que já atirara combustível para a fogueira.
O problema talvez não imaginado pelos próprios atores é que os próprios líderes da rebelião declaram rejeitar qualquer intervenção militar estrangeira.
Várias agências de notícias informaram que Abdelhafiz Ghoga, porta-voz da Comissão da Revolução, disse hoje dia 28 que "o resto da Líbia vai ser libertada pelo povo líbio". "Nós temos o exército para libertar a Trípoli" , Ghoga disse durante o anúncio da formação de um "Conselho Nacional" para representar os municípios do país nas mãos da insurrecção "
"O que nós queremos é informações de espionagem, mas que em nenhum caso se afete a nossa soberania por via aérea, terrestre ou marítima", acrescentou ele, durante um encontro com jornalistas nesta cidade localizada 1.000 km a leste de Tripoli ".
"A intransigência dos dirigentes da oposição quanto à soberania nacional reflete a opinião expressa espontaneamente por muitos libios à imprensa internacional em Benghazi", disse um despacho da AFP na segunda-feira.
Nesse mesmo dia, uma professora de Ciência Política da Universidade de Benghazi, Abeir Imneina, disse: "Há um forte sentimento nacional na Líbia."
"'Além disso, o exemplo do Iraque mete medo em todo o mundo árabe", ressalta, referindo-se à invasão dos EUA de 2003 que deveria trazer a democracia a esse país e, em seguida, por contágio, a toda a região, uma hipótese completamente contrariada pelos factos. " A Professora continuou: "'Nós sabemos o que aconteceu no Iraque, é que ele está no meio da instabilidade, e realmente não queremos seguir o mesmo caminho. Não queremos que os americanos venham, para terminar lamentando por Kadhafi. ", continuou a especialista.
"Mas, de acordo com Abeir Imneina," há também a sensação de que é a nossa revolução, e temos que ser nós a fazê-la "
Poucas horas depois da publicação do presente despacho, dois importantes órgãos de imprensa dos Estados Unidos, o The New York Times e The Washington Post, foram rápidos em dar novas versões sobre o assunto, que a agência DPA informou no dia 1, Março: "A oposição da Líbia poderá solicitar ao Ocidente para bombardear do ar posições estratégicas das forças leais ao presidente Muammar al-Kadhafi, informa hoje a imprensa norteamericana.
"O assunto está sendo discutido dentro do Conselho Revolucionário da Líbia, escrevem o The New York Times e The Washington Post em suas versões online."
O The New York Times observa que essas discussões destacam a crescente frustração dos líderes rebeldes ante a possibilidade de que Kadhafi recupere o poder.
"No caso das operações aéreas serem realizadas no âmbito das Nações Unidas, estas não envolvem uma intervenção internacional, disse o porta-voz do Conselho, citado pelo The New York Times".
"O conselho é formado por advogados, acadêmicos, juízes e membros proeminentes da sociedade líbia".
O despacho diz: o The Washington Post, citou rebeldes reconhecendo que sem o apoio do Ocidente, os combates com as forças leais a Kadhafi poderiam durar muito mais tempo e custar muitas vidas."
Vale a pena ressaltar que nesse conselho não é mencionado um único trabalhador, agricultor, construtor, alguém associado com a produção material ou de um jovem estudante ou combatente desses nas manifestações. Porquê o esforço para retratar os rebeldes como membros proeminentes da sociedade, reclamando o bombardeio dos EUA e da OTAN para matar libios?
Um dia saberemos a verdade, através de pessoas como a professora de Ciência Política da Universidade de Benghazi, que tão eloquentemente narra o calvário que matou, destruiu casas, desempregou ou fez emigrar milhões de pessoas no Iraque .
Hoje quarta-feira 2 de março, a Agencia EFE emite uma voz rebelde reconhecida por fazer declarações que, na minha opinião, afirmam e contradizem as de segunda-feira: "Benghazi (Líbia), 02 de março. A direcção rebelde da Líbia pediu hoje ao Conselho de Segurança da ONU para lançar um ataque aéreo contra os mercenários do "regime de Muammar Kadhafi."
"O nosso exército não pode lançar ataques contra os mercenários, por causa do seu papel defensivo", disse o porta-voz rebelde Abdelhafiz Ghoga em uma conferência de imprensa em Benghazi. "
''É diferente da intervenção estrangeira, que rejeitamos, um ataque aéreo estratégico", sublinhou o porta-voz das forças da oposição, que sempre se mostraram contra uma intervenção militar estrangeira no conflito da Líbia.
Com qual das muitas guerras imperialistas se parece isto?
A Espanha, em 1936, Mussolini contra a Etiópia em 1935, George W. Bush sobre o Iraque em 2003 ou em qualquer uma das dezenas de guerras promovidas pelos os EUA contra os povos da América desde a invasão do México em 1846, até á das Ilhas Malvinas em 1982? Não excluindo, claro, a invasão mercenária da Baía dos Porcos, com a guerra suja e o bloqueio do nosso país por mais de 50 anos, que se cumprem a 16 de Abril.
Em todas essas guerras, como o Vietnme, que custou milhões de vidas, prevaleceram as justificações e as medidas mais cínicas.
Para aqueles que tinham alguma dúvida sobre a inevitável intervenção militar que terá lugar na Líbia, a Associated Press, que eu considero bem informada, emitiu uma noticia publicada hoje, que afirma: "Os países da Organização Atlantic Treaty Organization (NATO) desenvolvem um plano de contingência com modelo em zonas de exclusão aérea estabelecida sobre os Balcãs na década de 1990, se a comunidade internacional decidir impor um embargo aéreo contra a Líbia, disseram diplomatas. "
Mais tarde, ele conclui: "Os funcionários, que não podiam dar o nome por causa da sensibilidade da questão, indicaram que as opções tomadas são vistas como tendo ponto de partida na zona de exclusão aérea imposta pela aliança militar ocidental na Bósnia em 1993, com o mandato do Conselho de Segurança e nos bombardeamentos da NATO no Kosovo em 1999, que não O TIVERAM. "

Continua...

Tradução: CR

quarta-feira, 2 de março de 2011

A SUBMISSÃO EM SORRISOS DOCES

Sócrates deslocou-se com a corda no pescoço à Alemanha para responder em audiência a sua excelência a “imperatriz” Merkel. A cerimónia, breve, correu bem, revelaram os media do sistema. E a circunstância de ser tão breve demonstra que mais do que um acto de de negociação séria, a procura de “ajuda” financeira para Portugal com base nos princípios da igualdade, da coesão e solidariedade, se tratou, sim, de um acto de vassalagem e submissão.
A chanceler Merkel avalizou a politica destrutiva dos salários, das pensões e dos direitos dos trabalhadores promovida pelo amigo “socialista” português. A lógica de Merkel, de alinhamento pelos interesses dos grandes grupos capitalistas europeus e de domínio de um directório de grandes países na UE, obteve a cumplicidade activa do Governo português.
Os resultados da execução orçamental, apresentados escandalosamente na véspera como troféus de uma carnificina social, mereceram o beneplácio dos mercados (perdãos, dos grandes bancos alemães entre outros) que assim se sentiram compensados das pressões que vão exercendo. Merkel é a voz desses mercados, dessa orientação anti-social, de destruição das economias mais periféricas e menos desenvolvidas, de promoção de lucros gigantescos ás elites económicas e politicas europeias.
Merkel compensou a reconhecida dificuldade de Sócrates em se exprimir em línguas de comunicação internacional, emprestando-lhe um simulacro de credibilidade e importância.
O caminho da dependência e da perda de soberania não tem limites no horizonte. E Sócrates serve muito bem os propósitos de Merkel com uma ausência definitiva de sentido patriótico e de dignidade no exercício das funções públicas.
Novas medidas de austeridade se anunciam. Novas imposições contra a soberania, produção nacional, direitos sociais e laborais, se preparam com o aplauso de Merkel e do directório das grandes potências na UE.
Não serei muito inovador se adivinhar algumas das medidas que o futuro, com Sócrates e Merkel, nos surpreenderá, sector a sector. Na área da saúde, o encerramento de serviços mais periféricos está na calha.
E quando por exemplo, os utentes diagnosticados com uma determinada patologia crónica, com programas próprios que exigem como qualidade a realização de análises em cada trimestre, se virem confrontados com orientações em que essa realização se preconiza como semestral, estaremos perante a concretização do diálogo Merkel -Sócrates. Tal como quando o limite de domicilios médicos pagos se reduzir de 20 mensais para um valor muito inferior. Ou quando se põe limites ou considerações restritivas á prescrição de receitas triplas.
O diálogo Merkel- Sócrates antes de ser diálogo já era efectivamente uma cumplicidade, entre o dono e o súbdito, entre o proxeneta e a prostituta, entre o mercador e a mercadoria.
Isto só se resolve com indignação, luta e ruptura

que parva eu sou!




Isabel Stilwell – Pronto... agora já alguém poderia explicar-lhe a coisa... ou não?

A “parvoíce” anda muito na moda nos últimos dias. Talvez por isso, a jornalista e escritora Isabel Stilwell, diretora do “Destak”, esse grande e gratuito jornal de referência, quis também mostrar serviço, escrevendo algo “parvo”... mas, ou por distração ou por falta de talento, não foi capaz de o fazer em sentido figurado... e saiu isto: uma deprimente e real parvoíce.
Num acidental zapping pelo soporífero programa de sketches de mau teatro amador da dona Fátima Campos Ferreira, o “Prós e Contras”, lá estava a prolixa Isabel Stilwell distribuindo as suas banalidades; desta vez, sobre a “geração à rasca”, ou “geração sem remuneração”, ou, para ser mais exato, a tal “geração parva”.
Isabel Stilwell insistiu mais uma vez na ideia de que não concorda com o refrão da cantiga dos Deolinda... porque é um disparate alguém escrever que “para ser escravo é preciso estudar”, mostrando da forma mais dolorosa para quem a ouvia, ser mais um daqueles intelectuais cheios de cursos... mas incapazes de identificar uma ironia, nem que ela esteja escrita em letras garrafais. Reparei que, pelo menos durante os segundos em que ainda consegui continuar a ver aquilo, nenhum dos presentes lhe explicou o real sentido daquela frase do refrão da cantiga... provavelmente, por caridade.
Quem como eu, tem sofrido o azar de ouvir opiniões da doutora Stilwell sobre tudo e mais alguma coisa, desde a produção de casca de cebola em ambientes selecionados, à psicologia infantil, passando pelas gigantescas manifestações de professores de que todos nos lembramos e que ela “desancou” rijamente e em público, entrando convictamente para a cáfila de Emídio Rangel e Miguel Sousa Tavares, sabe perfeitamente que a senhora é profundamente reacionária... o que é um direito que lhe assiste.
Já a forma como manifesta essas opiniões, mostra que é pouco mais do que uma pobre pateta de riso alvar... o que é uma infelicidade sem solução.

(em cantigueiro.blogspot.com)

The Boxer Rebellion - Both Sides Are Even (Fortress Session)



Os ingleses The Boxer Rebellion em "Both sides are even" do álbum a sair em Fevereiro de 2011 THE COLD STILL. Uma agradável surpresa.

terça-feira, 1 de março de 2011

Lluis Llach - Comandante



Obra instrumental de Lluis Llach- tributo a Ernesto Guevara

CONVOCATÓRIAS PARA A LUTA

12 DE MARÇO NO PORTO

19 DE MARÇO EM LISBOA

MANDATO ABERTO DO PCP

Mandato Aberto do PCP dedicado ao Sector do Mobiliário


No âmbito da acção nacional do PCP “Portugal a Produzir”,
os deputados do PCP eleitos pelo distrito do Porto, Honório Novo e Jorge Machado, realizaram no dia 28 de Fevereiro um conjunto de reuniões e visitas a empresas e entidades relacionadas com o sector do mobiliário.

O programa deste Mandato Aberto consistiu em reuniões com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção e Madeiras de Portugal, com a Associação Empresarial de Paços de Ferreira e em várias visitas a empresas do mobiliário, quer do ramo comercial quer industrial.

As informações recolhidas confirmam que a retracção do mercado interno, consequência da diminuição do poder de compra dos portugueses, tem causado sérias dificuldades às empresas, sobretudo às mais dependentes do mercado nacional, e com especial impacto na vertente comercial.

Outras das queixas apresentadas pelos empresários do sector, têm a ver com a crescente dificuldade em obter financiamento na banca, o fim das SCUT’s e a carga fiscal excessiva, nomeadamente o pagamento especial por conta e o pagamento do IVA no momento da facturação, impostos que se afiguram como particularmente prejudiciais para empresas com reduzida liquidez.
Apesar do sector do Mobiliário assumir uma posição cada vez mais importante nas exportações nacionais - 60% da produção é exportada, facto que contribui para aumentar a sua capacidade de resistência à crise - neste momento estão muitas empresas a encerrar, em particular no sector comercial mas também nas empresas de produção de menor dimensão. Em consequência, o número de trabalhadores do mobiliário desempregados tem vindo a aumentar.

Várias das medidas apresentadas pelo PCP na Assembleia da República que visando apoiar as micro, pequenas e médias empresas, nomeadamente a extinção do Pagamento Especial por Conta, o pagamento do IVA com base nos recibos e não nas facturas, a diminuição da taxa de IRC para as pequenas empresas e aumento para os grandes grupos económicos, colheram apoio junto dos empresários com que a delegação do PCP se encontrou.

O PCP irá ainda apresentar uma pergunta ao Governo relativamente ao papel que a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal pode desempenhar no lançamento e promoção da indústria do Mobiliário nacional no estrangeiro.

28.02.2011

Direcção Sub-Regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP

humor