um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA
Mostrar mensagens com a etiqueta Sócrates. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sócrates. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 2 de março de 2011

A SUBMISSÃO EM SORRISOS DOCES

Sócrates deslocou-se com a corda no pescoço à Alemanha para responder em audiência a sua excelência a “imperatriz” Merkel. A cerimónia, breve, correu bem, revelaram os media do sistema. E a circunstância de ser tão breve demonstra que mais do que um acto de de negociação séria, a procura de “ajuda” financeira para Portugal com base nos princípios da igualdade, da coesão e solidariedade, se tratou, sim, de um acto de vassalagem e submissão.
A chanceler Merkel avalizou a politica destrutiva dos salários, das pensões e dos direitos dos trabalhadores promovida pelo amigo “socialista” português. A lógica de Merkel, de alinhamento pelos interesses dos grandes grupos capitalistas europeus e de domínio de um directório de grandes países na UE, obteve a cumplicidade activa do Governo português.
Os resultados da execução orçamental, apresentados escandalosamente na véspera como troféus de uma carnificina social, mereceram o beneplácio dos mercados (perdãos, dos grandes bancos alemães entre outros) que assim se sentiram compensados das pressões que vão exercendo. Merkel é a voz desses mercados, dessa orientação anti-social, de destruição das economias mais periféricas e menos desenvolvidas, de promoção de lucros gigantescos ás elites económicas e politicas europeias.
Merkel compensou a reconhecida dificuldade de Sócrates em se exprimir em línguas de comunicação internacional, emprestando-lhe um simulacro de credibilidade e importância.
O caminho da dependência e da perda de soberania não tem limites no horizonte. E Sócrates serve muito bem os propósitos de Merkel com uma ausência definitiva de sentido patriótico e de dignidade no exercício das funções públicas.
Novas medidas de austeridade se anunciam. Novas imposições contra a soberania, produção nacional, direitos sociais e laborais, se preparam com o aplauso de Merkel e do directório das grandes potências na UE.
Não serei muito inovador se adivinhar algumas das medidas que o futuro, com Sócrates e Merkel, nos surpreenderá, sector a sector. Na área da saúde, o encerramento de serviços mais periféricos está na calha.
E quando por exemplo, os utentes diagnosticados com uma determinada patologia crónica, com programas próprios que exigem como qualidade a realização de análises em cada trimestre, se virem confrontados com orientações em que essa realização se preconiza como semestral, estaremos perante a concretização do diálogo Merkel -Sócrates. Tal como quando o limite de domicilios médicos pagos se reduzir de 20 mensais para um valor muito inferior. Ou quando se põe limites ou considerações restritivas á prescrição de receitas triplas.
O diálogo Merkel- Sócrates antes de ser diálogo já era efectivamente uma cumplicidade, entre o dono e o súbdito, entre o proxeneta e a prostituta, entre o mercador e a mercadoria.
Isto só se resolve com indignação, luta e ruptura

sábado, 12 de fevereiro de 2011

E falando em corruptos... alegadamente, claro!


"um pequeno almoço romântico!"

Para não ter que inundar o texto com os “alegados” e “alegadas” do costume, seguem-se alguns exemplares dessas sempre indispensáveis palavras, que os leitores farão então o favor de colocar onde acharem mais conveniente, à medida que forem lendo.

alegado, alegada, alegados, alegadas, alegadamente, alegado, alegada, alegados, alegadas, alegadamente, alegado, alegada, alegados, alegadas, alegadamente, alegado, alegada, alegados, alegadas, alegadamente, alegado, alegada, alegados, alegadas, alegadamente, alegado, alegada, alegados, alegadas, alegadamente
(acho que já chega!)

A juíza Ana Cristina Silva veio juntar-se aos numerosos portugueses que não têm grandes dúvidas de que o “apoio” do futebolista Luís Figo a Sócrates foi comprado. Também não parece haver dúvida de que o “boy” Rui Pedro Soares é o corruptor por detrás da manobra da tentativa de compra de “convicções” e apoios de várias figuras públicas.
Segundo li, a propósito da transcrição de uma das escutas ligadas a este imbróglio, na fase em que andavam a sondar as figuras públicas que estariam “disponíveis” para dar o seu “apoio” a Sócrates, quando ainda tentavam chegar a Tony Carreira (o que não veio a acontecer) e Luís Figo era ainda apenas uma hipótese, um dos “boys” terá dito: «Já temos o apoio da Inês de Medeiros e da Isabel Alçada!» Passadas as eleições, a primeira “ficou” deputada do PS e a segunda, ministra da Educação... o que é apenas um pormenor curioso, como é evidente!
A Juíza decidiu levar o caso a julgamento, perante a acusação da 9.ª Secção do DIAP de Lisboa e não teve dúvidas de que existem indícios fortes de que Soares, perante o aproximar das eleições legislativas de 2009, «pôs em execução uma estratégia para obter o apoio à candidatura do PS por parte de figuras públicas beneficiárias de simpatia popular».Confesso que, independentemente do desfecho da coisa… é bom vê-los sentar os corruptos rabos no banco dos réus... mas há, pelo menos, duas coisas que não entendo:1. Se existem elementos suficientes para levar a julgamento Rui Pedro Soares, Américo Thomati e João Carlos Silva, que no papel de corruptores ativos, andaram a usar dinheiros da PT e Taguspark para comprar o “apoio” de Luis Figo, porque diacho é que não há elementos para levar o “pesetero” futebolista e súbito admirador de Sócrates a tribunal, enquanto corrupto, ainda que passivo?2. Se Sócrates, vamos apenas supor, teve conhecimento de que estava a conseguir um apoio público para a obtenção de um bem, o cargo de primeiro-ministro, tendo os seus colaboradores obtido esse apoio recorrendo à corrupção, isso, para além de ser uma coisa “muito feia” não o candidata igualmente a ir sentar-se com os outros no mesmo banco... mas isso já é sonhar demasiado alto!
(surripiado a samuel-cantigueiro.blogspot.com)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

filosofia socratina



José Sócrates, mais conhecido pelas suas incursões na arquitectura contemporânea da Cova da Beira, lançou ontem novas pistas sobre a sua visão do mundo, designadamente no mundo laboral: "a rigidez do sector laboral em muitos domínios afecta aqueles que querem entrar para defender aqueles que lá estão", defendendo que "os sindicatos devem ter presente que não devem defender apenas quem lá está mas defender aqueles que têm direito a ter um posto de trabalho".
.
A época dos saldos vai abrir. Vai ser o salve-se quem puder. Se fosse vivo, Milton Friedman ficaria com inveja de José Sócrates.

(em avenida da saluquia34.blogspot.com)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Xutos e Pontapés - Sem Eira nem Beira



No dia em que soube que me expoliaram mais de 854 Euros do salário, incluindo remuneração base, adicionais, suplementos de desempenho e suplemento de Formação, dedico a música dos Xutos e Pontapés a um "senhor inginheiro", com a promessa de que a minha indignação vai andar por aí.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sócrates e Luis Amado



Luis Amado, o Ministro Socratino dos Negócios Estrangeiros, propôs no passado fim de semana uma coligação de governo para vencer a crise. E desde já, sem eleições. Amado, que por muitos é considerado como o homem de confiança dos EUA, deve ter-se chateado com o facto de muitas vezes ficar "dependurado" como o video documenta em Lisboa. Entre os "briliant", os "fantastic", os "oh! my god!", um "amasso" á Merkel, uma intimidade aqui e ali, Amado não resistiu ao "inglês técnico" do chefe e pediu para ser retirado do filme. Um destes protagonistas, o MNE francês Bernard Kouchner, já foi á vidinha. O Berlusconi, que nisto dos afectos é mais tradicional, também já desliza para o hospício dos relegados do poder. Amado irá cantar brevemente o "o sole mio".

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

sócrates & passos, á meia noite...

Embora sejam, obviamente, para levar a sério, os ruidosos projectos de viragem à direita proclamados por Pedro Passos Coelho no seu projecto de Revisão Constitucional, ainda não resultaram em nada, a não ser terem possibilitado as hipócritas juras de esquerda e preocupações sociais do seu ex colega de JSD, José Sócrates.

A gritaria ofendida de Sócrates perante os ousados avanços neoliberais do seu parceiro de dança, lembra-me a dançarina que, depois de uma volta mais apertada, protestou afogueada e visivelmente “ofendida”:

- Tens meia hora para desencostar isso daí... senão...

(copiado em samuel-cantigueiro.blogspot.com)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

migalhães

Lá vem pelo avelar
O filho do Zé João
Vem do centro escolar
Cansado de palmilhar
A caminho da povoação


Não há médico na aldeia
E a antiga escola fechou
Não tem carne para a ceia
Nem petróleo para a candeia
Porque o dinheiro acabou


O seu pai foi para França
Trabalhar na construção
E a mãe desta criança
Trabalha na vizinhança
Lavando pratos e chão


Mas o puto vem contente
Com o Migalhães na mão
E passa por toda a gente
Em alegria aparente
De quem já sabe a lição


Um senhor muito invulgar
Que chegou com mais senhores
Veio para visitar
O novo centro escolar
E dar os computadores


E lá vem o Joãozinho
No seu contínuo vaivém
Calcorreando o caminho
Desesperando sozinho
À espera da sua mãe


Neste país de papões
A troco de dois vinténs
Agravam-se as disfunções
O rico ganha milhões
E o pobre Migalhães


(versos aqui publicados sem intenção de fazer campanha contra o "Magalhães")

in papeisdealexandria.blogspot

quarta-feira, 28 de julho de 2010

o cemitério de Alcochete

O Instituto de Conservação da Natureza negou á Câmara Municipal de Alcochete a intenção de instalar um cemitério na zona da antiga fábrica de pneus de Firestone. O argumento era a “pressão humana” que tal equipamento iria gerar numa zona ambientalmente sensível.
Dois a três anos após, já não se “contrariava o espírito” da Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, classificada de Reserva Ecológica Nacional, aprovando o mesmo ICN um complexo comercial de cerca de 75 mil m2 , e viabilizando a construção do Freeport, a cem metros da zona mais sensível da Zona de Protecção Especial, de lamas e sapais.
A aprovação pelo Governo Socialista ocorre a 3 dias das eleições legislativas que dariam a vitória ao PSD de Durão Barroso. O ministro do Ambiente era então José Sócrates.
Nas suspeitas de corrupção na viabilização do empreendimento, nas suspeitas de extorsão, nos milhões que os promotores do empreendimento pagaram e alguém recebeu, nas luvas para financiamento ilícito de partidos, sabemos agora que tudo se esfumou nos sapais e lamas de Alcochete.
E um cemitério apareceu aí onde jaz a verdade e a transparência.
Sócrates, inocente? Ainda bem! Inauguremos então o novo cemitério.

sábado, 17 de julho de 2010

o estado da nação socrática



"triste ironia: tão empenhado estava num tango a dois com o Passos Coelho e tenho agora de ouvir na Assembleia da República o Portas dizer que não me quer. Que faço agora?"