um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda
quarta-feira, 7 de agosto de 2024
domingo, 23 de junho de 2024
TEXTO
INICIATIVA DE "PAZ" EM TURISMO RURAL ALPINO
A Cimeira da Paz na Ucrânia realizada na
estância turística suíça foi a meu ver um fiasco previsível, atendendo às
circunstâncias e aos promotores. Foi previsível e foi lamentável. As circunstâncias
geradas incluíram o não-convite à Rússia, parte interessada, a ausência da
grande maioria dos países da ONU convidados (cerca de 160), o baixo nível da
representação de algumas delegações presentes, como a dos EUA, e o propósito
não escondido de prolongar a guerra. Da reunião, de positivo, ficaram só
imagens da bela paisagem rural local.
As conclusões estavam há muito pré-determinadas, sendo portanto resultado de uma manobra hipócrita das chancelarias ocidentais, com o beneplácito da Presidência Suíça, que se comportou como o cachorrinho merecedor de umas festinhas na testa…
Alguém afirmou que a realidade atual, do campo de batalha, neste junho de 2024, teria sacrificado as perspectivas iniciais. Talvez. É difícil antever uma vitória ocidental no espaço da Ucrânia. Mas não só.
A verdadeira Paz não passa pelo discurso simplista ou maniqueísta, devê-lo-iam saber todos. E nesse particular, a anfitriã Suíça, a neutral Suiça, desperdiçou um património anterior de autonomia estratégica e resvalou decididamente para a inutilidade diplomática. A recusa da paz negociada entre a Rússia e a Ucrânia não abre qualquer porta. A alternativa é a continuação da guerra, que não interessa a ninguém e especialmente à Ucrânia.
Dos líderes
ocidentais presentes, lamentavelmente só distinguiria Meloni, a Primeira-ministra
italiana, não por ser personalidade apresentável, mas por ser a única com
presente e algum futuro imediato. Os restantes, da Alemanha, França, Grã-Bretanha,
Canadá, Japão e Estados Unidos, são velhos poltrões, desprezados nos seus países,
com porta de saída da vida pública anunciada.
Das decisões desse
conclave, como se viu, nada ficará para a História. A encenação foi canhestra.
A fotografia oficial é elucidativa do compromisso (tal como a fotografia)
distante atingido. Até Portugal apareceu, em bicos dos pés, dando uma
verdadeira dimensão liliputiana da sua influência.
Apesar desta Cimeira ser uma inconsequente apreciação da guerra, sem estudo das
causas, das dinâmicas, sem avaliação das capacidades, numa apreciação unilateral
e no caso irrealista, desprezando o essencial, a paz é possível e desejável. A
Rússia, as comunidades russas existentes, no interior e no exterior, só pararão
quando virem respeitados os seus interesses vitais, a segurança colectiva
regional. A NATO e a Ordem Internacional vigente já o deveriam saber. Estender
armas nucleares para a fronteira russa é suicídio anunciado.
A guerra que nunca
deveria ter começado deve acabar.
CR
segunda-feira, 27 de maio de 2024
texto
O LEGADO E A AMNÉSIA
É sempre importante avaliar o passado recente para dele tirar conclusões. O legado de António Costa (ou do Governo do PS, se se quiser) não será excepção. O que se fez? Que problemas se resolveram ou se mantiveram? Que realizações positivas se podem assinalar?
António Costa nos dois últimos anos dispôs de condições favoráveis a um exercício qualificado do Poder. E não digo óptimas só porque houve a epidemia do COVID e a guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.
Porém para além do discutível “equilíbrio orçamental” e de umas tantas medidas de “panaceia social”, como a política dos transportes, não houve significativo desenvolvimento, reflectido em indicadores económicos, em percepção de bem estar-social ou afirmação de identidade nacional.
Continuamos a ser um país reduzido ao sol, ao vento e à praia, vivendo da monocultura do turismo, sem autonomia estratégica, sem futuro que não passe por pedir licença a Bruxelas, a Berlim ou a Washington. Internamente,
somos condicionados por uma elite que controla a economia, as finanças, a política, as universidades, a comunicação social, com os seus serventuários, os seus filhotes, a sua alcateia. E António Costa nunca se demarcou desses interesses, dessa plumagem.
Agravou-se muito sensivelmente o sector da Educação, com resultados medíocres em muitas áreas, com um pessoal docente envelhecido e desmotivado, e ma persistente desvalorização da sua importância. Acentuou-se a tendência para o individualismo, a concorrência feroz e a desigualdade entre emissão de diplomas e competências. A confiança dos principais agentes educativos foi profundamente abalada com a trágica epopeia da recuperação do tempo de serviço perdido pelos professores. António Costa nunca valorizou a Educação como se exigia.
Na saúde, o SNS, o serviço de saúde universal e de qualidade que tínhamos, abriu fendas á luz da inércia e incompetência dos governantes, que optaram pelos interesses e agenda dos privados. Se Arnaud e outros sonharam com a sua criação, António Costa e outros insistiram na sua destruição. O contínuo de medidas, por omissão e por acção, não deixa dúvidas sobre o resultado final. António Costa, quer com Temido ou com Pizarro no leme, nunca delineou uma estratégia coerente para assegurar serviços de qualidade, essenciais, e de proximidade.
Na política externa, fomos uns cachorrinhos de rabinho a dar, alinhando nas piores iniciativas que surgem no mundo, seja na Ucrânia, seja na Palestina, sem autonomia ou vontade própria, alimentando injustiças e aventuras.
Voltamos ao início. Acumulam-se problemas, com um progresso limitado, mas que só beneficia os bancos, as multinacionais, as imobiliárias, os especuladores, o alto funcionalismo, uma classe política submissa e interesseira. A grande maioria da população, de reformados, idosos, trabalhadores no ativo, jovens licenciados, vive uma existência medíocre e limitada ao dia-a-dia, ao seu pobre rendimento, sem acesso à verdadeira informação, à Cultura, ao Lazer, à Saúde como direito, ou a Educação como oportunidade.
Mas António Costa tem já um sucessor gémeo.
CR
segunda-feira, 13 de maio de 2024
TEXTO
O INFERNO NA TERRA
Direi apenas aqui o
que sei muitos já têm reflectido e dito. Como é possível? Vivemos atualmente num
mundo com guerras que se eternizam, que se amplificam com o seu cortejo de
consequências graves, sem que se antevejam finais de negociação e paz. O
conflito tornou-se irremediável e caminha velozmente para a destruição de
qualquer hipótese de negociação. A paz é tão retórica que já não se anuncia
como possível. Isto seria já lamentável no quadro civilizacional em que estamos
mas torna-se insustentável e irrespirável. Como é possível?
Repetimos o quadro de
um século atrás. Mas agora há armas mais sofisticadas e letais, estratégias
militares mais danosas, comunicações mais lineares e globais. Somos espectadores
horrorizados de algo que não controlamos. A guerra, com os seus horrores, as
suas indignidades, transporta-nos para zonas de consciência de uma incomodidade
e impotência crescentes.
Porém há muita gente,
gente de bem, inteligência e sensibilidade, protestando nas ruas e
universidades do Ocidente contra o genocídio sionista de Gaza. Também no nosso
Pais (com a excepção dos jovens universitários portugueses, entretidos nas
bebedeiras das Queimas das Fitas!).
Há muita gente que
não suporta mais ver imagens de lençóis brancos tapando corpos de crianças e
adultos, vítimas de bombardeamentos indiscriminados.
Há muita gente que já
não suporta ver imagens de cidadãos vagueando com uns poucos pertences por uma
faixa de terreno muito limitada, procurando segurança, um tecto e comida.
Há muita gente que já
não suporta ver os seus representantes políticos alheados ou cúmplices desta
carnificina étnica.
A História certamente
não absolverá quem fizer da guerra instrumento de tensão, confrontação e
agressão. O militarismo e a guerra não são a solução política dos conflitos
internacionais. É preciso criar um novo sistema de segurança colectiva. E se na
guerra da Rússia com a NATO, há que parar o projeto louco da extensão do bloco político-militar
do Ocidente às fronteiras da Rússia, respeitando a vontade das populações, já a
Questão Palestiniana deve ser urgentemente considerada.
Ao fim do massacre e genocídio
de populações palestinianas, obtido por um cessar-fogo imediato e permanente, e
apoio humanitário de urgência, conduzido pela comunidade internacional,
seguir-se-ia a criação do estado Palestiniano, com as fronteiras de 1967 e
capital Jerusalém Oriental. Doa a quem doer, recue quem tiver que recuar, só
assim o Médio Oriente poderá trilhar justos passos de paz e prosperidade.
Na memória de todos
ficarão sinais de uma violência inaudita, de uma intransigência criminosa, de
uma degradação da condição humana, de vítimas e algozes. Afinal o inferno pode
ser terreno.
CR
domingo, 14 de abril de 2024
texto
GATO ESCONDIDO?
A reportagem da CNN/ TVI produzida pela jornalista Sandra
Felgueiras sugeria uma descoberta impactante através de uma investigação jornalística
exemplar, um Exclusivo.
Há uma doença provocada, sem cura à data, internacionalmente
chamada de PSSD, que traduziria em português por Síndrome de Disfunção Sexual Pós
Administração de Antidepressivos. Uma percentagem de utentes utilizadores de
certos antidepressivos manifestariam mesmo após a descontinuação do tratamento
sintomas irreversíveis e devastadores como disfunção sexual e anestesia genital
e tal situação não estaria vinculada às indicações e contra-indicações
explicadas aos utentes pelos prescritores.
Dito assim, o aviso/alerta da reportagem pareceria muito pertinente,
e mesmo indispensável. Os profissionais de saúde devem sempre prescrever
fármacos se e quando necessários e indispensáveis, atentos a efeitos
indesejáveis já reconhecidos e abertos a soluções terapêuticas alternativas quando
existem. No contexto de uma utilização generalizada no País e no mundo de
fármacos como os antidepressivos, que parece a muitos de nós excessiva e
desproporcionada, competiria às entidades públicas da saúde, nomeadamente as
reguladoras, emitir pareceres, avisos ou recomendações sobre o tema.
Descontado algum dramatismo excessivo da reportagem de que as
imagens de depoentes “sem rosto” nos remetem para uma qualquer clandestinidade,
o tema parece sério. Li e refleti.
Haverá um número não quantificado de casos em que a
utilização de medicamentos para perturbações depressivas e ansiedade podem
criar irreversíveis desajustes sexuais. A Agência Europeia do Medicamento em
2019 já foi alertada para esse facto, procurando-se Atualizar a informação
clinica anexa às embalagens.
As dúvidas são inúmeras. Primeira dúvida: o alarme social
justifica-se pelo número de casos? E sabe-se que que as próprias perturbações
da função sexual são um dos sintomas de perturbação depressiva, muitas vezes
não diagnosticadas ou valorizadas na avaliação inicial. Daí a segunda dúvida.
Casos reais ou fictícios? E de entre os fármacos prescritos a atenção vai para
grupos específicos, os chamados Inibidores específicos da recaptação da
serotonina e os inibidores específicos da recaptação da serotonina e da noradrenalina
(nomes químicos: escitalopram, fluoxetina, venlafaxina, sertralina, paroxetina,
duloxetina, fluvoxamina…). E outra (terceira) dúvida permanece. Serão só estes
ou o mesmo se passa em outros grupos terapêuticos empregues nas perturbações mentais
e ansiedade?
Aqui chegados, perguntar-se-ia se a substituição de fármacos,
os citados como “mais comuns e acessíveis do mercado” ou “mais baratos” por
outros (mirtazapina, trazodone, bupropion, agomelatina, vortioxetina…) de
aparente “mais baixo risco” seria suficiente e apropriado.
Será que o mercado farmacêutic0 se prepara para lançamento de
novos produtos sem este “pecado original”? O gato escondido com rabo de fora,
que justificaria a reportagem?
Não me compete a mim ser totalmente esclarecedor. Tal diz
respeito às entidades científicas e de supervisão de boas práticas.
Uma coisa é certa. A abordagem necessária de terapêuticas não
farmacológicas das patologias mentais carece de uma rede de profissionais de
saúde inexistente e de práticas conexas.
CR
segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
CDU PORTO
CDU divulga os primeiros 15 candidatos
pelo círculo eleitoral do Porto
1. Alfredo Maia
61 anos.
Jornalista.
Foi membro do Conselho de Redacção de “O Primeiro de Janeiro” e do “Jornal de Notícias”.
Foi dirigente do Sindicato dos Jornalistas, tendo integrado depois o seu Conselho Deontológico. Foi vice-presidente da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto.
Foi eleito nas Assembleias Municipais da Maia e do Porto.
Deputado do PCP à Assembleia da República na XV Legislatura.
É membro da Direcção do Sector Intelectual do Porto do PCP.
2. João Ferreira
33 anos.
Advogado.
Eleito na Assembleia Municipal de Santo Tirso.
Membro da Direcção do Sector Intelectual do Porto do PCP.
3. Inês Branco
31 anos.
Empregada de Comércio.
Dirigente do CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços; membro do Conselho Nacional da CGTP-IN.
Membro da Comissão Concelhia do Porto do PCP.
4. André Araújo
24 anos.
Músico e artista visual. Doutorando em Criação Artística.
Eleito na Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia.
Membro da Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP.
5. Maria Olinda Moura
65 anos.
Professora.
Foi dirigente do Sindicato dos Professores do Norte.
Foi eleita na Assembleia Municipal de Gondomar.
Eleita na Assembleia da União de Freguesias de São Cosme, Valbom e Jovim. Membro da Comissão Concelhia de Gondomar do Partido Comunista Português.
6. Jaime Toga
45 anos.
Licenciado em Ciências Sociais.
Foi membro da Assembleia Geral do Núcleo Académico de Química da Qualidade.
Foi eleito na Assembleia Municipal da Trofa e na Assembleia Metropolitana do Porto.
Membro da Comissão Política do Comité Central e responsável da Organização Regional do Porto do PCP.
7. Isabel Souto
54 anos.
Professora.
Foi dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro.
Membro do Conselho Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes».
8. Raquel Ferreira
30 anos.
Técnica de contencioso.
Ativista do “Movimento Porta a Porta – casas para todos”.
Eleita na Assembleia da União de Freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira.
Membro da Comissão Concelhia de Matosinhos do PCP.
9. Miguel Januário
42 anos
Artista Plástico e designer. Licenciado em Design de Comunicação e Doutorando em Design, Head of Art for Sustainability no CeiiA, artista da Underdogs Gallery, Membro do PCP,
10. Tiago Oliveira
45 anos
Mecânico de pesados.
Coordenador da União de Sindicatos do Porto e membro da Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN.
Eleito na Assembleia da União de Freguesias de São Mamede de Infesta e Senhora da Hora.
Membro da Direção Regional do Porto e do Comité Central do PCP.
11. Helena David
27 anos.
Assistente de bordo.
Delegada do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil. Membro do PCP
12. Rita Costa
42 anos
Operadora de Centro de Contacto.
Dirigente do SITE-Norte – Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Transformadora, Energia e Ambiente do Norte. Membro do PCP
13. Rui Pereira
60 anos.
Professor do Ensino Superior e investigador.
Foi jornalista no O Diário e no Expresso, tendo sido galardoado com o Prémio Gazeta de Revelação, entre outros.
É autor de publicações científicas e académicas, de textos para teatro e para a infância, bem como de diversos trabalhos de ensaio e reportagem.
Independente.
14. Margarida Chalupa
24 anos.
Trabalhadora-estudante.
Licenciada em Engenharia de Minas.
Membro da Comissão Regional do Porto e da Direção Nacional da JCP.
15. Cristiano Ribeiro
67 anos.
Médico.
Durante mais de 20 anos desenvolveu uma atividade profissional voluntária na Freguesia de Parada de Todeia, Paredes. Colaborou com inúmeras colectividades do concelho de Paredes.
Foi eleito na Assembleia Municipal de Paredes.
Eleito na Assembleia de freguesia de Cête. Foi eleito na Assembleia Municipal de Paredes.
Membro da Direcção Sub-Regional do Vale do Sousa e Baixo Tâmega do PCP.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2024
domingo, 14 de janeiro de 2024
em, 2019
As
propostas do PS para a próxima legislatura na área da saúde
São poucas, limitadas
e, digo desde já, altamente demagógicas. Merecem a devida análise e a
consequente denúncia.
1) Criação de
consultas de Ginecologia e de Pediatria nos “Centros de Saúde”
Perguntar-se-á: com
que Médicos dos Cuidados Diferenciados? Com os que faltam nos Hospitais
Públicos, nas Maternidades, nas Urgências, na assistência a longas listas de
espera de doentes atualmente referenciados? Com que Enfermeiros, igualmente
Especialistas? Com os que exigem, e justamente, uma remuneração adequada á sua
formação? E em que instalações, as atuais?
E a pergunta
principal: se é assim tão positivo e exequível, por que não foi implementado
antes?
2) Unidades móveis de
saúde para territórios de baixa densidade
Perguntar-se-á: será
o implementar de uma Medicina para pobres isolados, sem recursos humanos e
tecnologia disponível, uma discriminação formalmente assumida?
3) Óculos para
crianças e jovens até aos 18 anos e pessoas com mais de 65 anos com RSI
Perguntar-se-á: quem
faz as consultas , quem prescreve? Os oftalmologistas em número residual no
SNS? Os Privados? Optometristas?
4) Consultas aos
sábados nos Hospitais Públicos
Perguntar-se-á: e por
que não aos Domingos e Feriados? Com que médicos? Os que são insuficientes à
semana, com enfermeiros, secretários cínicos, assistentes operacionais,
seguranças? Com ausência de transportes públicos dificultando acesso? Com
profissionais de saúde com famílias quase sempre ausentes?
5) Médico de Família
para todos os portugueses
Perguntar-se-á: com
concursos públicos abrindo vagas a ser ocupadas por todos os especialistas de
MGF recém – formados? Com a dedicação exclusiva dos Médicos do SNS? Com os
atuais salários?
Disto tudo,
compreendo mal que profissionais de saúde altamente competentes possam tolerar
este circo de promessas inúteis.
CR
domingo, 7 de janeiro de 2024
INFORMAÇÃO
Assumi após convite o
compromisso de fazer parte da lista de candidatos da CDU no Distrito do Porto
às eleições legislativas de 10 de março. Serei o 15º da referida lista.
Trinta anos após candidaturas
em lugar de eleição com João Amaral, José Calçada e Rui Sá, e aos 67 anos,
permaneço com a mesma disposição de sempre em defender ideias e programas em
que acredito.
As dificuldades de
hoje não são menores do que então, antes pelo contrário. Os ventos dominantes
apontam para “ jovens turcos” de palavra fácil, de memória selectiva e de
empenhamento de acordo com carreiras politicas utilitárias. A mentira e o
cinismo predominam e dão votos.
Mas a realidade, a
atualidade, é independente da percepção mais ou menos fantasiosa criada.
Quando as “contas
certas” desacertam as vidas de muitos, obrigados a emigrar, ou a uma existência
miserável, ou á separação e desagregação de famílias, há uma exigência moral
que se me coloca. Não é tempo do alheamento, do afastamento, da
desresponsabilização, da passividade.
O aumento da
mortalidade nas urgências hospitalares, a situação calamitosa da Educação, o
aumento sem precedentes recentes dos preços, a crise grave da habitação, a
situação insustentável de muitos idosos e pensionistas obrigam a mais um
esforço na apresentação e defesa de uma alternativa.
Contra os lucros
pornográficos dos bancos, da grande distribuição alimentar, das empresas de
energia e telecomunicações, contra políticas de enriquecimento dos ricos e de
empobrecimento dos pobres e dos trabalhadores e da classe média, aí estarei.
Nada do que fiz na
vida foi em proveito próprio. Nem tudo o que fiz pelos outros foi reconhecido. Mas
resta a consciência. Os 50 anos do 25 de abril o exigem.
CR