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terça-feira, 11 de junho de 2013

iniciativa

A Exposição Central do Centenário de Álvaro Cunhal que esteve patente na Sala de Risco do Pátio da Galé, no Terreiro do Paço, durante 1 mês, poderá ser visitada na Festa do Avante, nos dias 6,7 e 8 de Setembro e entre 30 de Novembro e 15 de Dezembro no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.

quinta-feira, 28 de março de 2013

A propósito da Sessão Cultural Evocativa do Centenário de Álvaro Cunhal

CARTA ABERTA A UM AMIGO QUE NÃO SOUBE

Fizeste-me falta, pá! Não por mim, que lá estive, mas por ti que não soubeste…Eu sei da felicidade que retiras destas coisas e da partilha que dela fazes. Foi isso que me fez falta: a tua felicidade.
Sabes como a malta é, pusemos a mesa com microfones e tudo, chamámos os jornais, chamámos as rádios, chamámos as televisões… Só para te avisar, pá.
Era a forma mais expedita que tínhamos à mão, e gostávamos tanto de te ter por perto. Mas não, a coisa não saiu, ou saiu envergonhadamente.Sinais destes  tempos  sem vergonha.
Depois o Álvaro nãoétipo que se ignore e o número era redondo–o centenário  – mas mesmo assim tu ficaste sem saber.
Tiraram-te esse direito.Foi tão bonita a festa, pá.
Lembras-te daquela tirada do Álvaro que começa assim: «Arte é liberdade. É imaginação, é fantasia, é descoberta e é sonho. É criação e recriação da beleza pelo ser humano e não apenas imitação da beleza que o ser humanoconsidera descobrir na realidade que o cerca»? Lembras-te? Foi o nosso guião. Foi o guião dos músicos, dos cantores e dos actores que passaram pelopalco. A melhor maneira de comemorar a liberdade é exercê-la e, como tusabes, pá, evocar o Álvaro é projectá-la para os dias que hão-de vir, para as liberdades que hão-de vir. E são tantas, amigo, e são tantas as liberdades que nos faltam…
O Álvaro teve a casa cheia, pelas costuras. Tu sabes como a malta é, abrimos as portas de casa para que alguém te fizesse chegar uma pequena luz do que lá se passou. Mas, enfim, foi o costume: tiraram-te esse direito. Fizeste-me falta, pá. Mas ainda te vou ver a sorrir. Temos uma prenda para ti: filmámos tudo. E assim damos um outro sentido à falta que me fizeste.
É que, como diz o Palma, “enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar, a gente vai continuar”.Um abraço, pá. E até já!

Fernanda       Lapa
Joana   Manuel
João  Monge
Luísa Ortigoso
Rita Lello
Samuel Quedas
Tavares   Marques
Zeca Medeiros

sábado, 17 de novembro de 2012

GRAFISMO



ÁLVARO CUNHAL

frase

 
"Num mundo em que não há risos sem lágrimas, a felicidade nunca pode ser uma situação com caracteres próprios e momentâneos. A felicidade não pode existir, não existe, como situação particular: nem quando depende de factos estranhos à própria vontade; nem como ideia abstracta. A felicidade só pode existir como um atributo de toda uma vida. Só a satisfação pela vida que se vive poderá tornar feliz."

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

a melhor homenagem



Álvaro Cunhal (10.11.1913 – 13.06.2005)

Todos os dias nascem milhares de seres humanos. Nascem rodeados e condicionados pelas realidades mais diversas. Nascem do amor, do acaso, da violência... mas todos, todos com o inalienável direito a conquistar um lugar no grande navio da História.
A grande maioria vem engrossar as fileiras dos explorados pelos “senhores da Terra”.
Muitos, pela sua “diferença”, estão condenados à discriminação, às humilhações, ao martírio.
Outros, exatamente por serem “diferentes”, serão capazes de, ainda que milimetricamente, desviar o leme e o rumo do navio... para melhores portos, praias mais suaves, manhãs mais claras, dias mais justos...
Este, Álvaro Barreirinhas Cunhal, nascido a 10 de Novembro, há 98 anos, foi, e até ao limite das suas forças, um ser humano decididamente muito diferente... como eu tive o grato privilégio de constatar.
“Até amanhã...”

(em samuel-cantigueiro.blogspot.com)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

SELO




Em 10 de Novembro de 2005, os CTT levaram a cabo o lançamento da edição filatélica de homenagem a Álvaro Cunhal. O selo teve uma tiragem de 250 mil exemplares e o valor facial de 30 cêntimos. Foi também lançado um bloco filatélico, no valor de um euro. Da autoria de Vítor Santos, criador da face nacional das moedas de euro, as duas peças foram feitas a partir de material fotográfico cedido pela família e mostram o dirigente comunista acompanhado de crianças.