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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Sessão Lançamento de Livro


Apresentação do o livro “Não podiam trabalhar com fome” - A greve de 1946 nas minas de São Pedro da Cova, da autoria de Daniel Vieira , na freguesia de Parada de Todeia. Para além da presença da família de antigos mineiros de São Pedro da Cova, na primeira fila estava o Sr Agostinho Silva, com 85 anos, natural de Parada, que trabalhou 20 anos nas minas de São Pedro da Cova. 
Com Daniel Vieira, Álvaro Pinto, Agostinho Pinto e Cristiano Ribeiro.

terça-feira, 3 de maio de 2016

imagens do mundo

Abril 2016
Hallgrimskirkja , a maior igreja (luterana) da Islândia, com 73 m de altura. Famosa pelo seu órgão de 5.000 tubos. Inspirada em formações vulcânicas e com pilares hexagonais






domingo, 1 de maio de 2016

imagens do Mundo



Abril 2016 Férias na Islândia, terra do gelo, da água e do fogo

 a HARPA, Casa da Música de Reiquiavique

                        









sábado, 16 de abril de 2016

13 de Janeiro de 1898 – Émile Zola publica «J'Accuse»


Image 19705



A carta com o título «J'Accuse», em que o escritor francês Émile Zola acusa o governo de francês de encobrir a verdade no caso Dreyfus – um escândalo político que dividiu a França no final do século XIX –, fez a manchete do diárioL'Aurore, que esgota em poucas horas os 300 000 exemplares da sua edição. «O meu dever é falar, não quero ser cúmplice. As minhas noites seriam atormentadas pelo espectro do inocente que paga, na mais horrível das torturas, por um crime que não cometeu» – escreveu Zola, denunciando a situação do capitão Alfred Dreyfus, de origem judaica, acusado num processo fraudulento, conduzido à porta fechada, de espionagem a favor da Alemanha, condenado e deportado para a Guiana Francesa. Zola, apoiado por vários intelectuais, entre os quais Anatole France, Georges Courteline, Octave Mirbeau ou Claude Monet, lutará até à sua morte pela reabilitação de Alfred Dreyfus, o que vem a suceder anos mais tarde.

domingo, 13 de março de 2016

CULTURA

12 de Março de 1572 - Publicação de Os Lusíadas


O poema épico de Luís de Camões, escrito numa época em que Portugal e a Espanha dividiam o mundo e em que o latim era a língua dos eruditos, constitui não só a exaltação dos feitos dos portugueses com os Descobrimentos, mas também a elevação da língua pátria – o português – ao nível da epopeia marítima. Publicada 70 anos depois da descoberta do caminho marítimo por Vasco da Gama, a obra, dedicada a D. Sebastião, imortaliza os momentos marcantes da História de Portugal segundo as regras e convenções da epopeia clássica, que Camões enriquece com a sua imensa criatividade, como quando coloca os heróis portugueses em confronto com os deuses, atribuindo-lhes uma condição divina. Uma característica fundamental do poema é de resto a existência de um herói colectivo – o povo português – que o poeta canta no «peito ilustre lusitano». Dividida em dez cantos, o maior poema épico da língua portuguesa é internacionalmente reconhecido como uma obra prima e está traduzido em várias línguas, do chinês ao russo.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

CULTURA

6 de Fevereiro de 1608
– Nasce António Vieira

António Vieira, conhecido como Padre António Vieira, foi um destacado filósofo, escritor, diplomata, reputado orador e missionário da Companhia de Jesus no Brasil. 

Considerado uma das figuras portuguesas mais notáveis do século XVII, lutou contra a escravatura dos índios, combateu a Inquisição, com quem chegou a ter problemas, defendeu a liberdade religiosa. Nascido em Lisboa mas criado no Brasil, para onde partiu ainda criança com os país, António Vieira formou-se em Teologia, estudou Lógica, Metafísica e Matemática, obtendo o mestrado em Artes. 

Reconhecido como um dos grandes mestres da língua portuguesa e um pregador por excelência, António Vieira deixou uma vasta obra que só em 2013 – quase quatro séculos após o seu nascimento – começou a ser editada. A publicação, em 30 volumes, foi concluída em 2014 e resultou da cooperação entre várias instituições de investigação e academias científicas, culturais e literárias luso-brasileiras, sob a égide da Reitoria da Universidade de Lisboa.

sábado, 21 de novembro de 2015

Livro O 25 DE NOVEMBRO A NORTE

Jorge Sarabando














Foi apresentado na última sexta-feira em Parada de Todeia – Paredes, o livro “25 de Novembro a Norte” (em 2.ª edição), sobre o processo revolucionário no ano de 1975. O autor, Jorge Sarabando, nasceu em Aveiro e vive há largos anos em Gaia. É um dos estudiosos dos Congressos da Oposição Democrática. É membro do Partido Comunista Português desde 1964 e pertence à Direcção da Organização Regional do Porto e à Comissão Nacional para as Questões da Cultura. Foi membro do Comité Central entre 1988 e 2008.

Rui Pereira

A apresentação coube a Rui Pereira, antigo jornalista, investigador do CECS-UMinho, doutorado em Ciências da Comunicação, com a tese "O Anti-comunismo na Imprensa Portuguesa de Referência durante o Período de ‘Normalização' - os Casos do 'Diário de Notícias', 'Expresso' e 'Público'". 

sábado, 12 de setembro de 2015

História

Data de 882 e trata-se da Carta de Fundação da Igreja de Lardosa que teve origem no Mosteiro de São Pedro de Cete
Documento mais antigo da Torre do Tombo é de Paredes
Entre os documentos mais curiosos guardados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT) está um que se destaca para a região. O documento mais antigo, datado de 882, é a Carta de Fundação da Igreja de Lardosa, que teve origem na Ordem de São Bento e no Mosteiro de São Pedro de Cete, em Paredes.

O documento é um dos que consta nas exposições virtuais e pode ser consultado através do arquivo digital disponibilizado pelo Arquivo Nacional em: http://antt.dglab.gov.pt/exposicoes-virtuais-2/doc/.

É o documento "original latino mais antigo" conhecido
Um artigo recentemente publicado no jornal Diário de Notícias dava conta que no Arquivo Nacional há cerca de cem quilómetros de documentos, sendo que muitos retratam os momentos mais marcantes da história do país e estão classificados como Património da Humanidade pela UNESCO.

 
A Torre do Tombo encetou um processo de digitalização de documentos para que possam estar acessíveis através da internet.

Entre os já disponibilizados online está o documento mais antigo guardado pelo Arquivo Nacional. Trata-se da Carta de Fundação da Igreja de Lardosa, que actualmente integrará o concelho de Penafiel. O documento é do Mosteiro de São Pedro de Cete, que integrava a Ordem de São Bento. Está escrito em latim e data de 27 de Junho de 882. "Contém a doacção de dinheiro para a fundação da Igreja de Lardosa, feita por Muzara e Zamora", refere o Arquivo. "É considerado o documento original latino mais antigo que se conhece em Portugal e que está guardado na Torre do Tombo", acrescenta a informação disponibilizada pela Torre do Tombo que pode ser consultada aqui: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=1461566.

O Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT) é um arquivo central do Estado que guarda documentos originais desde o séc. IX até à actualidade. Os seus objectivos passam pela promoção da salvaguarda, valorização, divulgação, acesso e fruição do património arquivístico e do património fotográfico, garantindo a gestão de acervos à sua guarda. 

(em www.verdadeiroolhar.pt)

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

a vingança

Comunistas acusam Rio de “vingança em final de mandato” no caso do despejo da Seiva Trupe

Rui Rio levou a cabo uma “vingança em final de mandato” de forma “pidesca” ao despejar a companhia teatral Seiva Trupe, acusa a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP.

“À boa maneira pidesca, Rui Rio assume-se juiz em causa própria e ordenou que durante a noite a Polícia Municipal fosse fazer o despejo coercivo, levando inclusive materiais e cenário da instituição, pondo mesmo em causa a estreia da peça agendada para o final deste mês”, referiu, esta quinta-feira ao final do dia, o PCP.

O comunicado dos comunistas foi enviado às redacções na sequência de ter sido divulgado que a companhia de teatro, residente no Teatro do Campo Alegre há 13 anos, havia sido despejada por falta de pagamento de uma dívida. Assim, o PCP vai pedir uma reunião urgente à Seiva Trupe e realizar uma “firme e imediata intervenção junto da Câmara Municipal do Porto condenando esta atitude e exigindo explicações”.

Fonte da Câmara do Porto confirmou a acção de despejo, que teve por base o incumprimento no pagamento de uma dívida, no âmbito do contrato de cedência das instalações do TCA. Celebrado em 2000, o contrato com a Fundação Ciência e Desenvolvimento (FCD) previa que a companhia de teatro se tornasse a companhia residente do TCA até 31 de Dezembro de 2014, mas, segundo a autarquia, em Março de 2011, a dívida acumulada por parte Seiva Trupe era já de 121 mil euros, acrescida de juros de 44 mil euros.

A presença de um histórico Director da Seiva Trupe na lista de apoiantes de Luis Filipe Meneses certamente não será estranha á medida de despejo. E perguntar-se-á qual a posição do "independente" Rui Moreira, o futuro Presidente da Câmara.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

CONVITE


No próximo dia 6 de Outubro, domingo, pelas 16h, no salão paroquial de Recarei, será apresentado o novo livro «Crónicas Recaredenses: Subsídios para a História de Recarei»  Trata-se de uma compilação de vários artigos historiográficos do autor – Ivo Rafael Silva –, escritos em momentos distintos e sobre temas diversificados, e que são agora compilados numa obra compacta com mais de 300 páginas. Não obstante a diversidade de temas, há um ponto comum a todos eles: a História da Freguesia de Recarei, e de um modo indirecto, do Concelho de Paredes. Assim sendo, venho desta forma simples e prática, convidá-lo(a) a estar presente neste importante momento histórico e cultural.
  Ivo Rafael Silva

O Ivo é, para além de um amigo que prezo, um camarada dedicado e competente, número 2 da lista da CDU á Câmara Municipal de Paredes. Certamente nos surpreenderá com este livro.
  Cristiano Ribeiro

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Papiniano Carlos, Joaquim Benite, Oscar Niemeyer

 
Ontem faleceram 3 intelectuais comunistas de grande prestígio. O JN conseguiu noticiar os 3 falecimentos, mas sem referir a condição de comunista de qualquer um...
deles. Notável...
Mas a História não apagará a dimensão humana, a obra, a coragem, a alegria de lutar e o estímulo para as novas gerações que mantêm acesa a chama da luta pela justiça social, pela paz, por uma sociedade sem exploradores nem explorados.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

cultura contemporânea

Classe Média
Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV, na peça
teatral Le Diable Rouge, de Antoine Rault, de 2008:

Colbert: - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o
contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me
explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado
até o pescoço...

Mazarino: - Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas, vai
parar à prisão. Mas o Estado... é diferente!!! Não se pode mandar o Estado
para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o
fazem!

Colbert: - Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criámos todos os impostos
imagináveis?

Mazarino: - Criando outros.

Colbert: - Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: - Sim, é impossível.

Colbert: - E sobre os ricos?

Mazarino: - Os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que
gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: - Então como faremos?

Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma
quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham
sonhando enriquecer, e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar
mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais
elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório
inesgotável. É a classe média!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Maria Teresa Horta recusa prémio das mãos de Passos

A escritora Maria Teresa Horta, distinguida com o Prémio D. Dinis pelo romance "As Luzes de Leonor", disse hoje à Lusa que não o aceita receber das mãos do primeiro-ministro, conforme o previsto. A entrega do Prémio D. Dinis esteve agendada para a próxima sexta-feira, numa cerimónia com a presença do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
"Na realidade eu não poderia, com coerência, ficar bem comigo mesma, receber um prémio literário que me honra tanto, cujo júri é formado por poetas, os meus pares mais próximos - pois sou sobretudo uma poetisa, e que me honra imenso -, ir receber esse prémio das mãos de uma pessoa que está empenhada em destruir o nosso país", explicou Maria Teresa Horta à Lusa.
"Sempre fui uma mulher coerente; as minhas ideias e aquilo que eu faço têm uma coerência", salientou a escritora que acrescentou: "Sou uma mulher de esquerda, sempre fui, sempre lutei pela liberdade e pelos direitos dos trabalhadores".
Para Maria Teresa Horta, "o primeiro-ministro está determinado a destruir tudo aquilo que conquistámos com o 25 de Abril de 1974 e as grandes vítimas têm sido até agora os trabalhadores, os assalariados, a juventude que ele manda emigrar calmamente, como se isso fosse natural".
A autora afirmou que "o país está a entrar em níveis de pobreza quase idênticos aos das décadas de 1940 e 1950 e, na realidade, é Passos Coelho, e o seu Governo, os grandes mentores e executores de tudo isto".

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cultura e luta


http://elpais.com/cultura/2012/07/19/videos/1342717217_709487.html

A cantora Rocío Márquez Limón desceu no passado 5 de julho ao fundo do poço de Santa Cruz de Sil (León), onde visitou -e cantou para - os mineiros que levavam 45 dias encerrados em protesto pelos cortes nas ajudas á extração de carvão decretados pelo governo do PP.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

LENDA DA INÊS NEGRA- MELGAÇO (NOVEMBRO 2011)

Estátua da Inês Negra , de José Rodrigues, em Melgaço

Lenda da Inês Negra

Quando, no início de 1387, o castelo de Melgaço (Portugal) era governado por um alcaide castelhano, sofreu o assédio das forças portuguesas sob o comando de D. João I, a campanha caracterizou-se por uma série de assaltos e escaramuças, onde se defrontaram a nobreza, encastelada nos muros da vila, e as classes populares, baseadas fora de muros, no chamado arraial.
Um episódio, símbolo desse confronto, chamou a atenção do cronista que registrou que certo dia, escaramuçaram duas mulheres bravas, uma da vila e outra do arraial, e andaram ambas aos cabelos e venceu a do arraial (Fernão Lopes, Crónica de D. João I).
Posteriormente, outro cronista coloriu esta história com detalhes literários na sua pena, afirmando que a mulher do arraial, que combateu por Portugal, era conhecida como a Inês Negra (Duarte Nunes de Leão).
Inês Negra era uma mulher do povo fiel à causa da independência de Portugal. Nessa altura, algumas terras portuguesas eram a favor de Castela. Por essa razão, Inês Negra abandonou Melgaço.
Mais tarde, D. João I decidiu reconquistar Melgaço e Inês Negra juntou-se ao seu exército, mas as duas facções nunca chegaram a defrontar-se.
Diz a lenda que a "Arrenegada", inimiga de longa data de Inês Negra, desafiou Inês do alto das muralhas, propondo que a contenda fosse resolvida entre ambas com o acordo do exército castelhano. D. João I assistiu espantado à resposta de Inês Negra que dizia aceitar o desafio e ambos os exércitos consentiram o confronto entre as duas. No meio da luta, a "Arrenegada" conseguiu retirar a espada das mãos de Inês, mas esta tirou uma forquilha da mão de um camponês e continuou o confronto. Passado pouco tempo, as duas resolveram lutar sem armas e Inês feriu a "Arrenegada" de tal forma que esta fugiu para o castelo. Os castelhanos abandonaram Melgaço no dia seguinte e D. João I quis recompensar a heroína, mas esta respondeu que estava plenamente recompensada pela sova que tinha dado à sua inimiga.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Cultura em Évora (Câmara PS)



A Plataforma da Cultura de Évora levou a cabo uma acção de sensibilização para a importâmcia do sector cultural na cidade de Évora. A acção consistia em pendurar laranjas de cartolina nas laranjeiras do recinto da Feira de S. João, no momento da inauguração da sua edição de 2011. A PSP tinha ordens para não permitir. Perante a desobediência de todos os agentes culturais identificou quem praticou o acto "subversivo". Pouco depois os funcionários da CME vieram tirar os frutos alegando que não podíamos fazer publicidade no recinto. Assim se faz a democracia nos nossos dias...

A música do vídeo é a "Morgadinha dos canibais" do álbum Coisas do Arco da Velha, da Banda do Casaco (1976)