Paredes
Março de 2013
População activa - 43.272
População desempregada 8.708 Taxa de desemprego 20,1%
Penafiel
Março de 2013 Taxa de desemprego 17,7%
Pergunta: Alguém no seu perfeito juízo irá votar em futuras eleições (a começar nas autárquicas de 2013) nos partidos da TROIKA (PS, PSD, CDS)?
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domingo, 9 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
a dura luta da aprendizagem
A reportagem reproduzida ontem no canal televisivo SIC sobre a situação da indústria do mobiliário na freguesia de Vilela , Paredes, constituiu um alerta lancinante sobre a indústria e o emprego numa região desfavorecida do interior do Distrito do Porto. A emigração em massa de trabalhadores especializados, a falência de pequenos e médios industriais, a desertificação da freguesia, a miséria que atinge o comércio local, são aspectos pungentes. E assistimos ao discurso irrealista e panfletário do autarca de Paredes, que não quer enfrentar com determinação as politicas recessivas do seu governo e dos seus antecessores.
Vilela é um feudo eleitoral do PSD, onde o partido da setinha alcança normalmente votações que atingem os 80%. Durante anos promoveu-se uma indústria baseada na baixa qualificação e salários, na interdependência de pequenos industriais entre si e com outros de dimensão média e mesmo grande dimensão. Durante anos promoveu-se uma estrutura produtiva baseada na não declaração de salários reais á Segurança Social, no individualismo e no obscurantismo, no fácil titulo de "empreendedor" obtido na escola da pequena oficina. Agora há dezenas de "patrões" que viraram simples trabalhadores ás ordens de patrões mais novos. Vilela, Duas Igrejas, Cristelo, Lordelo e Rebordosa enfrentam um terrível desafio ao seu desenvolvimento futuro. As suas referências ideológicas perderam-se, o liberalismo sugou as suas energias e esperanças, há um luto em cada casa e cada agregado familiar.
Alguns vão ter vergonha em tentar suscitar a onda laranja do costume. Há rostos fechados na multidão, mesmo que não completamente esclarecidos. É a dura luta da aprendizagem.
CR
Vilela é um feudo eleitoral do PSD, onde o partido da setinha alcança normalmente votações que atingem os 80%. Durante anos promoveu-se uma indústria baseada na baixa qualificação e salários, na interdependência de pequenos industriais entre si e com outros de dimensão média e mesmo grande dimensão. Durante anos promoveu-se uma estrutura produtiva baseada na não declaração de salários reais á Segurança Social, no individualismo e no obscurantismo, no fácil titulo de "empreendedor" obtido na escola da pequena oficina. Agora há dezenas de "patrões" que viraram simples trabalhadores ás ordens de patrões mais novos. Vilela, Duas Igrejas, Cristelo, Lordelo e Rebordosa enfrentam um terrível desafio ao seu desenvolvimento futuro. As suas referências ideológicas perderam-se, o liberalismo sugou as suas energias e esperanças, há um luto em cada casa e cada agregado familiar.
Alguns vão ter vergonha em tentar suscitar a onda laranja do costume. Há rostos fechados na multidão, mesmo que não completamente esclarecidos. É a dura luta da aprendizagem.
CR
quarta-feira, 15 de maio de 2013
“Miséria social” em Portugal
Desde que se iniciou o chamado “Programa de ajuntamento económico e financeiro da troika” só houve criação de emprego com remuneração até 310 euros (são cerca de 140.000 trabalhadores a auferir esses salários de miséria).
A taxa de desemprego do 1.ºtrimestre de 2013 é de 17,7% (950.000 desempregados). A evolução do último trimestre de 2012: 16,9%-17,7%
Não há Feira de Livro no Porto em 2013. Por uma verba de 75.000 euros a Câmara do Porto (PSD/CDS) e a APEL deixam cair esse acontecimento cultural.
A Siderurgia Nacional (maioria capitais espanhóis) poderá deslocalizar-se para Espanha por … custos de energia
O PIB caiu 3,9% no primeiro trimestre , face ao mesmo trimestre de 2012, o recuo mais significativo desde que a austeridade necessariamente recessiva começou há muitos trimestres atrás.
A taxa de desemprego do 1.ºtrimestre de 2013 é de 17,7% (950.000 desempregados). A evolução do último trimestre de 2012: 16,9%-17,7%
Não há Feira de Livro no Porto em 2013. Por uma verba de 75.000 euros a Câmara do Porto (PSD/CDS) e a APEL deixam cair esse acontecimento cultural.
A Siderurgia Nacional (maioria capitais espanhóis) poderá deslocalizar-se para Espanha por … custos de energia
O PIB caiu 3,9% no primeiro trimestre , face ao mesmo trimestre de 2012, o recuo mais significativo desde que a austeridade necessariamente recessiva começou há muitos trimestres atrás.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Motoristas da Carris desmaiam com fome
NUNO MIGUEL ROPIO
foto Orlando Almeida / Global Imagens / Arquivo
A crise abateu-se de forma negra sobre os motoristas da Carris, em Lisboa: passam fome e desmaiam em pleno serviço. Há ainda os que se apropriam do dinheiro dos bilhetes para equilibrarem as contas.
Há cerca de 300 motoristas e guarda-freios da Carris que estão a passar graves dificuldades económicas, ao ponto de nada comerem durante as várias horas em que estão ao volante de autocarros. Três deles já chegaram a desfalecer no serviço e um outro teve uma quebra de tensão - porque há quatro dias consecutivos que só ingeria um iogurte por dia.
Por detrás deste cenário de subnutrição, que afeta quase 20% dos motoristas da transportadora (1700), estão histórias em que a cara-metade está desempregada, os 800 euros de salário-base já não fazem face às despesas mensais e à prestação da casa ou em que os filhos entraram na rota do desemprego
foto Orlando Almeida / Global Imagens / Arquivo
A crise abateu-se de forma negra sobre os motoristas da Carris, em Lisboa: passam fome e desmaiam em pleno serviço. Há ainda os que se apropriam do dinheiro dos bilhetes para equilibrarem as contas.
Há cerca de 300 motoristas e guarda-freios da Carris que estão a passar graves dificuldades económicas, ao ponto de nada comerem durante as várias horas em que estão ao volante de autocarros. Três deles já chegaram a desfalecer no serviço e um outro teve uma quebra de tensão - porque há quatro dias consecutivos que só ingeria um iogurte por dia.
Por detrás deste cenário de subnutrição, que afeta quase 20% dos motoristas da transportadora (1700), estão histórias em que a cara-metade está desempregada, os 800 euros de salário-base já não fazem face às despesas mensais e à prestação da casa ou em que os filhos entraram na rota do desemprego
sexta-feira, 15 de março de 2013
a notável perda de rendimento de um Técnico Superior de Saúde da Administração Pública num País sob ocupação da banca estrangeira
2011- 102.276,87 EUROS
2012- 88.327,99 EUROS
Imposto retido
2011- 31.497,00 EUROS
2012- 27.882,00 EUROS
a economia de hoje a cores fortes
O desemprego galopará para 18,2% (nas previsões de hoje...)
O crescimento económico negativo há poucos meses seria de 1%, segundo o OE13, passou para 2% há poucas semanas (passado um mês), segundo a Comissão Europeia, e hoje saltou para 2,3%.
Governo avança com 20 mil a 25 mil despedimentos
Em nome da necessidade de correcção do desvio de 800 milhões de euros do défice, pelo menos 20 mil funcionários públicos serão dispensados este ano, metade dos quais professores.
Défice revisto para 5,5% este ano, o défice revisto do próximo ano passou para 4% e em 2015 para 2,5%.
O défice público que o Governo irá reportar ao Eurostat para 2012 será de 6,6% do PIB.
A dívida pública ficará também acima do previsto, atingindo os 123,7% em 2014.
O crescimento económico negativo há poucos meses seria de 1%, segundo o OE13, passou para 2% há poucas semanas (passado um mês), segundo a Comissão Europeia, e hoje saltou para 2,3%.
Governo avança com 20 mil a 25 mil despedimentos
Em nome da necessidade de correcção do desvio de 800 milhões de euros do défice, pelo menos 20 mil funcionários públicos serão dispensados este ano, metade dos quais professores.
Défice revisto para 5,5% este ano, o défice revisto do próximo ano passou para 4% e em 2015 para 2,5%.
O défice público que o Governo irá reportar ao Eurostat para 2012 será de 6,6% do PIB.
A dívida pública ficará também acima do previsto, atingindo os 123,7% em 2014.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
18
Serão 18 os novos casos e recidivas de tuberculose diagnosticados no mês de Janeiro de 2013 na área de influência de Paredes, Penafiel e Castelo de Paiva. São 18, são mesmo 18. Janeiro de 2013. A quem possa interessar deixo esta informação.
No ano de 2012 foram 72 os casos de tuberculose (novos e recidivas) na mesma área geográfica: 44 em Penafiel, 23 em Paredes e 5 em Castelo de Paiva. EM TODO O ANO DE 2012.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
noticias da guerra social
Em 2012 já 72% dos portugueses chegavam ao final do mês com o orçamento familiar a zero e sem conseguir pagar as contas todas. Na Grécia são 89%, na Irlanda são 59%, na Europa Nórdica são 10%.
sábado, 19 de janeiro de 2013
um pouco de vergonha, meus senhores!
Família de árbitro internacional vive na miséria
A poucas dezenas de metros do edifício da Junta de Freguesia de Lordelo, vivem duas idosas em condições desumanas. As fotos publicadas no facebook por Paulo Borges, um conhecido gerente comercial em Lordelo, está a causar uma onda de indignação.
As idosas são familiares do árbitro internacional de futebol Jorge Sousa e são conhecidas pela sua participação nas atividades da freguesia, nomeadamente da paróquia. Contudo, parece que nem o familiar famoso, nem o padre e muito menos o presidente da Junta são suficientes para resolver esta situação lastimável.
Em abono da verdade, diga-se que esta situação não é única na cidade de Lordelo!
(em pcp-afarpa.blogspot.pt)
terça-feira, 20 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
MEDINA CARREIRA: COM A VERDADE ME ENGANAS
Mas tais conclusões são cuidadosamente omitidas por Medina Carreira e pela jornalista que o entrevista.
(em resistir.info)
sábado, 6 de outubro de 2012
RECEITAS ADICIONAIS
As soluções do governo para resolver os problemas são cada vez mais óbvias e cada vez menos imaginativas. Mais e mais impostos e um beco sem saída.
Esperemos que não vão longe de
mais nesta procura de "receitas adicionais" e naquilo que os funcionários
públicos poderão ser obrigados a fazer para as obter.
(em avenidadasaluquia.blogspot.pt)
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
OS CÍNICOS E OS LADRÕES

François Hollande, o Presidente Francês, assumiu um conjunto de medidas que a seu ver poderão resolver parte da crise que o País enfrenta. Entre elas, consta a taxação em 75% das fortunas superiores a 1 milhão de euros, a redução dos salários dos membros do Governo e do Presidente em 30%, a diminuição da idade de reforma para os 60 anos, o aumento do salário mínimo. Provavelmente esta orientação não é linear, sendo complementada por medidas de agravamento das condições de vida de milhões de franceses, nesta tentativa de salvar o modelo capitalista. Mas registe-se o positivo.
O Ministro da Indústria Espanhola vai reunir com os responsáveis superiores das petrolíferas para, segundo a imprensa, manifestar incómodo e mesmo oposição ás regulares subidas do preço dos derivados do petróleo, responsável em Agosto por 0,5% do Índice de Preço ao Consumidor. Provavelmente esta preocupação do PP não terá resposta por parte das petrolíferas, interessadas acima de tudo em garantir lucros astronómicos.
Em Portugal (que como se sabe não é a Grécia, ah ah ah ah ah) Aguiar Branco, o ministro-advogado do Porto, diz que os funcionários públicos são “um bocadinho” prejudicados nas remunerações porque o seu regime jurídico é “facilitador” da manutenção do emprego.
O Chefe Passos Coelho é em Portugal o Robin dos Bosques ao avesso, tira aos pobres para dar aos ricos, alivia a carga às grandes empresas á custa dos salários e rendimento dos trabalhadores. Estamos perante um quadro com “um bocadinho” de cinismo ou já estaremos no cenário da “grande” ladroagem?
CR
quarta-feira, 18 de julho de 2012
RUMO AO CAPITALISMO DE MISÉRIA
quinta-feira, 12 de julho de 2012
ESPANHA - AMOR EM TEMPO DE CÓLERA
terça-feira, 3 de julho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
noticias da guerra social
Portugal precisará de novo resgate até final do ano e sucederá à Grécia nas preocupações com a crise das dívidas soberanas na Europa, refere hoje o jornal alemão Die Welt, citando fontes não identificadas do governo de Berlim a prever que será necessário um segundo resgate ainda este ano.
A restruturação da dívida grega, após o acordo alcançado com os credores privados, dá algum tempo à zona euro para respirar, mas no Outono o risco de bancarrota de países da moeda única em dificuldades financeiras, como a Grécia e Portugal, voltará a agudizar-se, prevê o diário conservador.
Sobretudo se não houver progressos na Grécia, os parceiros europeus poderão "fechar a torneira" a Atenas, o risco de bancarrota regressará, e a crise pode alastrar a outros países do sul da Europa, segundo o Die Welt.
"O país que suscita mais preocupações é Portugal, e em círculos do governo alemão não se exclui que Lisboa precise de mais dinheiro da União Europeia, ainda no segundo semestre deste ano", diz o matutino germânico.
"Os Estados não conseguirão pagar as suas dívidas se não lograrem ter crescimento económico, e até agora não há sinais de retoma nenhuma nos países em crise", disse o professor de economia da Universidade de Oxford, Clemens Fuest, citado pelo Die Welt.
Para o mesmo especialista alemão, é tudo uma questão de confiança, e no segundo semestre de 2012 a situação dos países em crise não melhorar, os receios dos investidores de perderem o dinheiro investido em Portugal, se também houver uma reestruturação da dívida portuguesa.
O economista Nouriel Roubini, famoso por prever o colapso de 2008, antevê vida dificil para Portugal, com possibilidade de saída do euro. A Grécia terá de sair da moeda única em 2013.
O economista Nouriel Roubini afirmou numa entrevista à estação de televisão CNBC que Portugal poderá ser o próximo país da zona euro forçado a reestruturar a sua dívida. Famoso por prever a crise financeira de 2008, Roubini falava sobre as perspetivas da economia mundial em tom bastante pessimista.
Na opinião deste perito, a reestruturação grega foi essencialmente "uma boa notícia", prevendo o economista que Atenas abandone o euro, talvez "no início do próximo ano". Roubini espera uma recuperação económica global lenta, devido à recessão na periferia da zona euro, ao petróleo mais caro e ao abrandamento da economia chinesa. Este consultor admite a saída de Portugal da zona euro, tal como prevê para a Grécia.
No início da semana, o economista tinha publicado um influente artigo no Financial Times onde afirmava que era um mito dizer que os credores privados iam perder muito dinheiro na reestruturação da dívida grega. Na sua opinião, o acordo era até muito favorável para estes credores.
Entretanto, numa reação à reestruturação da dívida grega, ontem à noite a agência de notação Moody's considerou que a Grécia entrou em "incumprimento" da sua dívida, mas manteve a notação de C que atribuída a 2 de março
A restruturação da dívida grega, após o acordo alcançado com os credores privados, dá algum tempo à zona euro para respirar, mas no Outono o risco de bancarrota de países da moeda única em dificuldades financeiras, como a Grécia e Portugal, voltará a agudizar-se, prevê o diário conservador.
Sobretudo se não houver progressos na Grécia, os parceiros europeus poderão "fechar a torneira" a Atenas, o risco de bancarrota regressará, e a crise pode alastrar a outros países do sul da Europa, segundo o Die Welt.
"O país que suscita mais preocupações é Portugal, e em círculos do governo alemão não se exclui que Lisboa precise de mais dinheiro da União Europeia, ainda no segundo semestre deste ano", diz o matutino germânico.
"Os Estados não conseguirão pagar as suas dívidas se não lograrem ter crescimento económico, e até agora não há sinais de retoma nenhuma nos países em crise", disse o professor de economia da Universidade de Oxford, Clemens Fuest, citado pelo Die Welt.
Para o mesmo especialista alemão, é tudo uma questão de confiança, e no segundo semestre de 2012 a situação dos países em crise não melhorar, os receios dos investidores de perderem o dinheiro investido em Portugal, se também houver uma reestruturação da dívida portuguesa.
O economista Nouriel Roubini, famoso por prever o colapso de 2008, antevê vida dificil para Portugal, com possibilidade de saída do euro. A Grécia terá de sair da moeda única em 2013.
O economista Nouriel Roubini afirmou numa entrevista à estação de televisão CNBC que Portugal poderá ser o próximo país da zona euro forçado a reestruturar a sua dívida. Famoso por prever a crise financeira de 2008, Roubini falava sobre as perspetivas da economia mundial em tom bastante pessimista.
Na opinião deste perito, a reestruturação grega foi essencialmente "uma boa notícia", prevendo o economista que Atenas abandone o euro, talvez "no início do próximo ano". Roubini espera uma recuperação económica global lenta, devido à recessão na periferia da zona euro, ao petróleo mais caro e ao abrandamento da economia chinesa. Este consultor admite a saída de Portugal da zona euro, tal como prevê para a Grécia.
No início da semana, o economista tinha publicado um influente artigo no Financial Times onde afirmava que era um mito dizer que os credores privados iam perder muito dinheiro na reestruturação da dívida grega. Na sua opinião, o acordo era até muito favorável para estes credores.
Entretanto, numa reação à reestruturação da dívida grega, ontem à noite a agência de notação Moody's considerou que a Grécia entrou em "incumprimento" da sua dívida, mas manteve a notação de C que atribuída a 2 de março
sábado, 24 de dezembro de 2011
a Grécia como lebre
Troika pressiona salários na Grécia
O Fundo Internacional Monetário, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu exigiram, dia 13, em Atenas, que o governo grego reduza o salário mínimo nacional de 751 para 450 euros.
A troika reclamou também a revogação do acordo alcançado no Verão entre o patronato e sindicatos, que prevê a manutenção do salário mínimo e actualizações salariais de 1,5 por cento desde Junho e de 1,7 por cento em 2012, abaixo da inflação que ronda os três por cento.
Pretendendo rebaixar os custos salariais por todos os meios, a troika pressiona ainda o governo helénico para que reduza drasticamente as contribuições patronais para a Segurança Social.
Em conferência de imprensa, o ministro grego do Trabalho, Iorgos Kutrumanis, afastou a hipótese de reduzir o salário mínimo nacional, afirmando que essa medida «está fora de qualquer discussão».
O Fundo Internacional Monetário, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu exigiram, dia 13, em Atenas, que o governo grego reduza o salário mínimo nacional de 751 para 450 euros.
A troika reclamou também a revogação do acordo alcançado no Verão entre o patronato e sindicatos, que prevê a manutenção do salário mínimo e actualizações salariais de 1,5 por cento desde Junho e de 1,7 por cento em 2012, abaixo da inflação que ronda os três por cento.
Pretendendo rebaixar os custos salariais por todos os meios, a troika pressiona ainda o governo helénico para que reduza drasticamente as contribuições patronais para a Segurança Social.
Em conferência de imprensa, o ministro grego do Trabalho, Iorgos Kutrumanis, afastou a hipótese de reduzir o salário mínimo nacional, afirmando que essa medida «está fora de qualquer discussão».
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Os “exemplos” da troika
Há países apontados como exemplos de uma política de austeridade que permitiria sanear a curto ou a médio prazo a economia e permitiria retomar o crescimento. Será que a “receita” inevitável do FMI, dos monopólios e das burguesias nacionais foi eficaz? Vejamos os casos da Letónia e da Irlanda.
A Letónia, o primeiro exemplo, tem 2 milhões de habitantes. Irá crescer quatro por cento em 2011. Teve uma queda do PIB entre 2008 e 2010 de 25 por cento. Os cortes salariais no sector público foram de 25 por cento, igualmente. Mesmo que se mantivesse o ritmo actual de crescimento só dentro de 6 anos a Letónia recuperaria o nível de 2007. O desemprego atinge os 16 por cento. Cinco por cento da sua população já emigrou, sobretudo jovens, e ao ritmo de 40 mil por ano.
A Irlanda, o segundo exemplo, tem 4,a milhões de habitantes. Aquele que já foi designado por “tigre celta” vê cerca de mil jovens irlandeses abandonar todas as semanas o seu país, onde o desemprego subiu de 6,5% para 14,4 por cento. Milhares de imigrantes polacos e checos regressam aos seus países de origem. O PIB decresceu 18 por cento em 2008. A procura interna diminuiu 29 por cento. 300.000 famílias estão impossibilitadas de pagarem as suas hipotecas pela habitação. Os custos salariais e outros custos laborais reduziram-se em dez por cento. O crescimento é insignificante este ano e estima-se de 2 por cento em 2012.
As receitas do FMI deixam os povos exangues. E Portugal? Segundo o Correio da Manhã, a média de emigrantes por dia desde 2009 e 2010 é de 408 portugueses. Alguém alertava que nos podemos transformar num enorme baldio de 92.090 km2. Sem deficite, sem dívida, sem vida. O caminho do desastre está á vista de todos.
A Letónia, o primeiro exemplo, tem 2 milhões de habitantes. Irá crescer quatro por cento em 2011. Teve uma queda do PIB entre 2008 e 2010 de 25 por cento. Os cortes salariais no sector público foram de 25 por cento, igualmente. Mesmo que se mantivesse o ritmo actual de crescimento só dentro de 6 anos a Letónia recuperaria o nível de 2007. O desemprego atinge os 16 por cento. Cinco por cento da sua população já emigrou, sobretudo jovens, e ao ritmo de 40 mil por ano.
A Irlanda, o segundo exemplo, tem 4,a milhões de habitantes. Aquele que já foi designado por “tigre celta” vê cerca de mil jovens irlandeses abandonar todas as semanas o seu país, onde o desemprego subiu de 6,5% para 14,4 por cento. Milhares de imigrantes polacos e checos regressam aos seus países de origem. O PIB decresceu 18 por cento em 2008. A procura interna diminuiu 29 por cento. 300.000 famílias estão impossibilitadas de pagarem as suas hipotecas pela habitação. Os custos salariais e outros custos laborais reduziram-se em dez por cento. O crescimento é insignificante este ano e estima-se de 2 por cento em 2012.
As receitas do FMI deixam os povos exangues. E Portugal? Segundo o Correio da Manhã, a média de emigrantes por dia desde 2009 e 2010 é de 408 portugueses. Alguém alertava que nos podemos transformar num enorme baldio de 92.090 km2. Sem deficite, sem dívida, sem vida. O caminho do desastre está á vista de todos.
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