
François Hollande, o Presidente Francês, assumiu um conjunto de medidas que a seu ver poderão resolver parte da crise que o País enfrenta. Entre elas, consta a taxação em 75% das fortunas superiores a 1 milhão de euros, a redução dos salários dos membros do Governo e do Presidente em 30%, a diminuição da idade de reforma para os 60 anos, o aumento do salário mínimo. Provavelmente esta orientação não é linear, sendo complementada por medidas de agravamento das condições de vida de milhões de franceses, nesta tentativa de salvar o modelo capitalista. Mas registe-se o positivo.
O Ministro da Indústria Espanhola vai reunir com os responsáveis superiores das petrolíferas para, segundo a imprensa, manifestar incómodo e mesmo oposição ás regulares subidas do preço dos derivados do petróleo, responsável em Agosto por 0,5% do Índice de Preço ao Consumidor. Provavelmente esta preocupação do PP não terá resposta por parte das petrolíferas, interessadas acima de tudo em garantir lucros astronómicos.
Em Portugal (que como se sabe não é a Grécia, ah ah ah ah ah) Aguiar Branco, o ministro-advogado do Porto, diz que os funcionários públicos são “um bocadinho” prejudicados nas remunerações porque o seu regime jurídico é “facilitador” da manutenção do emprego.
O Chefe Passos Coelho é em Portugal o Robin dos Bosques ao avesso, tira aos pobres para dar aos ricos, alivia a carga às grandes empresas á custa dos salários e rendimento dos trabalhadores. Estamos perante um quadro com “um bocadinho” de cinismo ou já estaremos no cenário da “grande” ladroagem?
CR
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