Dos jornais
O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, convidou todas as forças
políticas da oposição para uma convergência na apresentação de uma moção de censura ao governo.
"Queremos que haja uma posição
de força das oposições", afirmou Louçã aos jornalistas após uma reunião da
Mesa Nacional do Bloco de Esquerda realizada em Lisboa.
O porta-voz do PS, João Ribeiro, alertou que o
comunicado lido hoje de madrugada no final da reunião do Conselho de Estado “é muito claro sobre o rumo que o País
deve seguir”.
Seguro não avança
com moção de censura. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje que o convite feito pelo BE à apresentação de uma moção de censura por todas as forças da oposição ficou comprometido com a posição "previsível" do PS.
"O PS esteve
dez dias na oposição. Anunciou uma moção de censura que nunca iria apresentar e
voltou ao princípio da austeridade
inteligente", acusou, numa referência ao facto de o líder socialista
admitir recuar caso o Governo deixe cair o aumento da Taxa Social Única (TSU)
para os trabalhadores.
Questionado sobre
uma eventual coligação de esquerda, o líder comunista sublinhou que não há
"saída patriótica e de esquerda" sem "rasgar" o memorando
de entendimento, mas diz que o PCP "está pronto e capaz de assumir todas
as responsabilidades que o povo lhe quiser atribuir".
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