um blogue pessoal com razões e emoções á esquerda

UM BLOGUE PESSOAL COM RAZÕES E EMOÇÕES À ESQUERDA
Mostrar mensagens com a etiqueta saúde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta saúde. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 16 de março de 2017

PROPOSTA

Preâmbulo

A referenciação é uma etapa importante da gestão clinica de cuidados de saúde dos utentes em Medicina Geral e Familiar. Com a utilização da rede de referenciação, o médico dos CSP, conhecedor de limites de intervenção, assegura Cuidados de Saúde mais especializados e/ou envolvendo Exames Auxiliares de diagnóstico mais especializados e/ou terapêuticas exigindo monotorização, formação, experiência, colaboração interdisciplinar e acompanhamento permanente. Atentas as necessidades específicas dos utentes, a referenciação assenta em princípios de racionalidade, complementaridade, apoio técnico e eficiência.

Existem porém lacunas na articulação dos cuidados de saúde. Claramente o aperfeiçoar dos sistemas de informação em rede e o criar regras de referenciação protocoladas podem melhorar a articulação dos cuidados. Mas na prática surgem evidência de problemas como por exemplo a data prolongada no tempo de efectivação da consulta, ou a ausência de informação de retorno, ou mesmo o retorno sem resposta.

O Centro Hospitalar Tâmega e Sousa constitui o epicentro de um gigantesco sistema de referenciação de coordenação e procura de qualidade. Contudo em vez de ser uma unidade integrada e coerente, de resposta adequada a necessidades, divide-se a meu ver em diferentes estruturas orgânicas, em diferentes funcionalidades, em diversas disponibilidades, em diferentes respostas, muitas vezes umbilicalmente ligadas às (boas ou más) práticas de gestão de quem dirige ou dos seus profissionais.

Abundam (por excessivos) portanto os entraves, os encolhos burocráticos, as indisponibilidades, os adiamentos, as más-vontades, os critérios de acessibilidade variáveis com o(s) tempo(s), variáveis com os recursos expressos, e a desumanidade. São por vezes tais critérios tão irracionais que se torna difícil ao próprio MF perceber o que é urgente, o que é fundamental, o que é necessário, o que é vital. Alguns serviços hospitalares transformaram-se em meros e formais destinos finais de organigramas sem correspondência com a realidade. Abandonou-se a clinica, a ciência do saber, em nome de um tecnicismo de resposta de geometria variável.   

Com uma rede de referenciação não funcionante ou em risco de o ser, eivada de problemas, e incapaz de diálogo entre níveis de cuidados, só sobrevive a realidade dura e indesejada de um Serviço de Urgência indisciplinado, caótico, provocador de exaustão de profissionais, e de violência latente em utentes.

Assim

Proposta

Proponho que na rede de referenciação prevista (CSP- CHTS – CSP) haja participação directa de Médicos dos CSP

Proponho que os objectivos e instrumentos da referenciação sejam discutidos com a participação directa de Médicos dos CSP

Proponho que prazos de resposta a solicitação expressa em referenciações para C. Externas Hospitalares sejam avaliados por médicos dos CSP

Proponho que as não-respostas, devoluções e outras situações vistas como incongruências sejam sujeitas e validadas por um instrumento arbitral com participação de Médicos dos CSP

A NÃO SER DISCUTIDA, APERFEIÇOADA E PROVAVELMENTE IMPLEMENTADA ESTA PROPOSTA, CONSIDERO PROVÁVEL QUE ENTREMOS NUM CICLO DE DESRESPONSABILIZAÇÃO QUE NÃO INTERESSA AOS PROFISSIONAIS E SOBRETUDO AOS UTENTES

CR

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

INFORMAÇÃO MINIMALISTA

Sabia que ...
Portugal foi considerado o pior país da Europa a tratar a Dor (DN de 26/11/2015) e 35% dos doentes com Dor Crónica não estão satisfeitos com o tratamento que têm.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Todos os recém-nascidos com médico de família

A partir de hoje todas as crianças têm médico de família atribuído logo após o seu nascimento. Maternidades inscrevem recém-nascidos na lista de utentes do médico de família.
Os recém-nascidos são inscritos automaticamente pelas maternidades

«Nascer Utente», assim se designa o projecto a partir do qual a criança é inscrita à nascença, no Registo Nacional de Utente, sendo-lhe atribuído um número de utente, a constar do Cartão de Cidadão, e de médico de família.

No despacho do dia 19 de Agosto que regula a medida lê-se que «a inscrição das crianças no âmbito do Projecto "Nascer Utente" é efectuada de forma automática pela instituição com bloco de partos, na lista de utentes do médico de família da mãe e/ou pai, prevalecendo a da mãe, no caso dos pais se encontrarem inscritos em listas diferentes».

Tratando-se de uma iniciativa positiva que concorre para o cumprimento do direito universal de acesso à saúde consagrado na Constituição, ela não ocorre, contudo, num quadro em que todas as famílias têm médico de família atribuído.


Perante situações em que a família do recém-nascido não tenha médico de família, o despacho prevê que a instituição com bloco de partos onde a criança nasce deve comunicar o nascimento ao coordenador da unidade funcional [Unidade de Saúde Familiar (USF) ou Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP)] mais próxima da residência da criança.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Abril revolucionou a Saúde



Em 1970, a 4 anos da revolução de Abril, Portugal dispunha de 94 médicos por cada 100 mil habitantes, número que passou para 405 em 2011, dando-se um crescimento semelhante no que diz respeito aos enfermeiros: de 159 por cada 100 mil habitantes em 1970 para 611 em 2011. As consultas aumentaram de 17,6 milhões em 1970 (cerca de duas por habitante por ano) para 43,7 milhões em 2010 (quatro por habitante por ano).

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

a realidade de um hospital público em PORTUGAL - II

 CHTS /Hospital Padre Américo

Cirurgia

Tempos Médios de Espera para Cirurgia - Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC)

Número de utentes a aguardar por cirurgia programada e o tempo médio de espera dos utentes operados (em meses) por prioridade e por patologia (situação neoplásica maligna ou benigna).
Dados a Junho de 2015
Cardiologia Geral
Muito Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica 0 pessoas 0 meses
Normal – Doença Não Oncológica  2 pessoas  0,2 meses
Cirurgia Geral
Muito Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica  0   pessoas 0,2 meses
Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica  83 pessoas 1,2 meses
Normal – Doença Oncológica  0 Pessoas  6,3 meses
Normal – Doença Não Oncológica 805 pessoas 4,6 meses
Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
Muito Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica 0 pessoas 0,2 meses
Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica 10 pessoas 0,7 meses
Normal – Doença Oncológica 0 pessoas 0,6 meses
Normal – Doença Não Oncológica 206 pessoas 4,5 meses
Cirurgia Vascular
Muito Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica 3 pessoas 0,1 meses
Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica  4 pessoas 0,5 meses
Normal – Doença Não Oncológica 220 pessoas 5,9 meses
Estomatologia
Muito Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica 0 pessoas 0,3 meses
Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica  4 pessoas 1,5 meses
Normal – Doença Não Oncológica 61 pessoas 3,8 meses
Ginecologia
Muito Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica 0 pessoas 0,1
meses
Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica  5 pessoas 0,7 meses
Normal – Doença Oncológica n 5 pessoas 1 meses
Normal – Doença Não Oncológica  292 pessoas 1,6 meses
Obstetrícia
Muito Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica 0 pessoas 0,1 meses
Normal – Doença Não Oncológica 1 pessoa 0,1 meses
Oftalmologia
Muito Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica 1 pessoa 0,2 meses
Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica 4 pessoas 0,7 meses
Normal – Doença Não Oncológica 695 pessoas 2,3 meses
Ortopedia
Muito Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica 0 pessoas 0,1 meses
Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica  93 pessoas 1,4 meses
Normal – Doença Não Oncológica 1313 pessoas 5 meses
Otorrinolaringologia
Muito Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica 0 pessoas 0 meses
Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica  16 pessoas meses
Normal – Doença Não Oncológica 576 pessoas 7,3 meses
Urologia
Muito Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica 0 pessoas 0,1 meses
Prioritário – Doença Oncológica e não Oncológica  18 pessoas 0,6 meses
Normal – Doença Oncológica 0 pessoas 0,5 meses
Normal – Doença Não Oncológica 63 pessoas 1,8 meses
N.D. - Não Disponível.


domingo, 7 de fevereiro de 2016

a realidade de um hospital público em PORTUGAL - I

CHTS /Hospital Padre Américo
Urgência
Tempo Médio de Espera para Atendimento
Esta instituição não partilha tempos da urgência.
Consulta
Tempos Médios de Resposta para Primeiras Consultas Hospitalares com Origem nos Cuidados de Saúde Primários - Consulta a Tempo e Horas (CTH).

Tempo médio de resposta à primeira consulta hospitalar pedida pelos cuidados de saúde primários (em dias), por prioridade e por especialidade.
Dados entre janeiro e dezembro de 2015
Anestesiologia
Prioritário 57 dias
Normal 63 dias
Cardiologia
Muito Prioritário 267 dias
Prioritário 446 dias
Normal 626 dias
Cirurgia Geral
Muito Prioritário 11 dias
Prioritário 54 dias
Normal 142 dias
Estomatologia
Muito Prioritário 21 dias
Prioritário 30 dias
Normal 67 dias
Gastrenterologia
Muito Prioritário 11 dias
Prioritário 38 dias
Normal 64 dias
Ginecologia
Muito Prioritário 27 dias
Prioritário 97 dias
Normal 223 dias
Ginecologia - Apoio à Fertilidade
Prioritário 81 dias
Normal 135 dias
Imuno-hemoterapia
Muito Prioritário 2 dias
Prioritário 12 dias
Normal 20 dias
Medicina Física e de Reabilitação - Fisiatria
Prioritário 67 dias
Normal 94 dias
Medicina interna
Muito Prioritário 112 dias
Prioritário 91 dias
Normal 145 dias
Neurologia
Muito Prioritário 16 dias
Prioritário 18 dias
Normal 26 dias
Obstetrícia
Prioritário 30 dias
Normal 30 dias
Oftalmologia
Muito Prioritário 56 dias
Prioritário 59 dias
Normal 126 dias
Ortopedia
Muito Prioritário 18 dias
Prioritário 52 dias
Normal 127 dias
Otorrinolaringologia
Prioritário 31 Dias
Normal 347 dias
Pediatria
Muito Prioritário 21 dias
Prioritário 45 dias
Normal 86 dias
Pneumologia
Muito Prioritário 4 dias
Prioritário 48 dias
Normal 352 dias
Psiquiatria - Consulta Geral
Prioritário 62 dias
Normal 247  dias
Psiquiatria da Infância e da Adolescência
Prioritário 43 dias
Normal 106 dias
Urologia
Normal 167 dias


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

o desinvestimento na saúde

São mais de um milhão (1.284.820) os utentes inscritos nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) mas que continuam sem médico de família atribuído em Portugal.

O total do número de inscritos é de 10.215.047, mas apenas 87,1% dos portugueses, ou seja 8.901.347, têm médico de família atribuído.
O número de utentes sem médico de família por opção representa uma pequena percentagem (0,3%).

Os números foram revelados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) na primeira publicação periódica sobre o assunto, que será trimestral. A próxima informação ser publicada a 1 de Abril.

Relativamente à distribuição destes números pelo País, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve é a região onde existem mais utentes sem médico de família, registando uma percentagem de 32,4%. Ou seja, dos 461.503 inscritos, apenas 149.506 têm médico atribuído. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com quase oitocentos mil utentes (797.877) sem acesso aos CSP, o que corresponde a 22% total de inscritos (3.623.913).

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Penafiel tem o maior surto de tuberculose da Europa

O deputado do PCP Jorge Machado alertou hoje, em Penafiel, que em algumas freguesias do concelho ligadas à indústria da pedra encontra-se o maior surto de tuberculose da Europa.
"Na reunião que tivemos com o Agrupamento de Centros de Saúde e com o Centro de Diagnóstico Pneumológico de Penafiel, foi-nos dado esse dado que é assustador", afirmou o deputado, em declarações à Lusa.
Jorge Machado, acompanhado de dirigentes locais comunistas, visita hoje algumas empresas daquele concelho do distrito do Porto que se dedicam à extracção de granitos, nas freguesias de Luzim e Boelhe.
De acordo com o deputado, a elevada prevalência de tuberculose e outras doenças do foro respiratório, que afectará centenas de trabalhadores, está ligada à actividade de extracção da pedra, sobretudo a inalação se sílica durante vários anos. 
"A maior incidência de casos de tuberculose na Europa regista-se aqui, nomeadamente nas freguesias de Luzim e Boelhe e outras limítrofes", acentuou, sublinhando a sua preocupação.
Por isso, adiantou o parlamentar, o PCP vai "exigir uma intervenção por parte do Governo para que se crie um plano de emergência".
O deputado defende que o plano deve ser acompanhado do reforço de clínicos na região, recordando os 4.000 utentes sem médico de família no concelho de Penafiel são todos das freguesias onde prevalecem os casos de tuberculose.
Por isso, para o PCP, impõe-se o reforço de médicos, nomeadamente nas freguesias de Peroselo e Rio de Moinhos, acompanhado de equipas na área de enfermagem.
Além disso, sinalizou, impõe-se "uma intervenção global para acudir não só às questões da saúde, mas também que envolva a Autoridade para as Condições de Trabalho".
Sensibilização junto das comunidades locais, incluindo no meio escolar, com o apoio de assistentes sociais, são outras medidas que aquele partido vai exigir ao Governo.
Luzim, Boelhe, Rio de Moinhos e Cabeça Santa são as freguesias de Penafiel com maior prevalência de casos de tuberculose.
Segundo o PCP, todos os anos têm sido sinalizados e internados dezenas de novos casos de tuberculose pelo Hospital Padre Américo, em Penafiel.
Lusa/SOL


terça-feira, 11 de novembro de 2014

NOTA DE IMPRENSA

A Comissão Concelhia de Penafiel do PCP tem tido várias intervenções sobre a prevalência de tuberculose no Concelho e agora, como no passado, tornámos a despoletar o problema na Assembleia da República, que através dos nossos deputados da região colocaram cinco perguntas ao governo acerca da falta de uma técnica radiologista.
Há já vários meses, em resultado da aposentação da única Técnica de Radiologia do Centro de Diagnóstico Pneumológico, anexo ao ACES TÂMEGA II - Vale do Sousa Sul, que esta unidade não tem possibilidade de utilizar os equipamentos existentes para a realização dos respetivos exames.
Todos os utentes que necessitam de realizar estes exames são encaminhados para o sector privado, com óbvios custos para o Estado e gastos de tempo acrescidos para os utentes. Esta situação reflete a opção política do Governo PSD/CDS, que não substitui a Técnica de Radiologia que se aposentou, escolhendo empurrar para o privado aquela que deve ser uma resposta pública, para além de não estar a utilizar a capacidade instalada do SNS.
É importante sinalizar que esta é a região do Pais com maior incidência de casos de tuberculose, pelo que a intervenção do Estado, nomeadamente através do SNS, deve ser reforçada.
Não deixa de ser “caricato” que estejam a decorrer, na região, sessões de esclarecimento junto da população sobre a tuberculose, designadamente fatores de risco, prevenção e tratamento, ao mesmo tempo que o Governo nega o acesso a um serviço público de saúde – os equipamentos técnicos e as condições para realização de exames e tratamento existem, mas falta o profissional de saúde que o Governo não substituiu.
Da Constituição da República Portuguesa emana o Serviço Nacional de Saúde – universal, geral e dirigido a todos, independentemente das condições económicas e sociais. Os consecutivos cortes orçamentais, impostos por sucessivos governos PS e do atual (PSD e CDS-PP), têm conduzido a uma crescente degradação do Serviço Nacional de Saúde, traduzindo-se na carência de médicos, enfermeiros, técnicos de saúde, assistentes administrativos, assistentes operacionais e outros profissionais de saúde, bem como na crescente precarização daqueles que estão em funções, colocando em causa a qualidade e a eficiência dos cuidados de saúde prestados.
Ao mesmo tempo que se vai desmantelando o Serviço Nacional de Saúde, os utentes são encaminhados para o sector privado, no seu claro favorecimento, espelhando a matriz ideológica do Governo PSD/CDS.
O PCP solicitou ao Governo que, por intermédio do Ministro da Saúde, envie os seguintes esclarecimentos:
1. Conhece o Governo a situação descrita?
2. Como é que o Governo avalia a situação acima descrita?
3. Porque motivo não foi substituída a Técnica de Radiologia que se aposentou?
4. Quando será aberto procedimento concursal para a contratação de Técnicos de Radiologia,
de forma a serem realizados os respetivos Raio X neste equipamento de saúde?
5. Quantos exames radiológicos foram realizados nos últimos 3 anos pelo Centro Pneumológico do ACES Tâmega II – Vale do Sousa Sul?

Penafiel, 11 de Novembro de 2014


A Comissão Concelhia de Penafiel do Partido Comunista Português

terça-feira, 23 de setembro de 2014

a Saúde e o mérito

A Escola Nacional de Saúde Pública elaborou um ranking dos Hospitais Públicos que avaliou o internamento e a qualidade dos serviços prestados baseado em dados de 2013. 

Foram 44 os hospitais avaliados, ficando de fora por não fornecerem dados os hospitais da Madeira e dos Açores, alguns hospitais públicos e todos os hospitais privados.

Qualquer ranking é discutível e a sua avaliação deve ser algo relativizada. Convém contudo estar atento a certas posições relativas.

O Hospital de S. João lidera de novo. O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa ocupa o 9.º lugar. Nas especialidades ou áreas de diferenciação registe-se para o CHTS o 5.º lugar em Doenças Infecciosas, o 3.º lugar em Doenças músculo-esqueléticas, o 5.º lugar em Doenças da Pele, o 4.º lugar em Doenças Neurológicas e o 2.º lugar em Traumatismo/ lesões Acidentais.

Há aqui certamente profissionais e equipas de saúde que se destacam pela modernidade. Julgo que a população deveria reconhecer este mérito relativo.


CR

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

IGUAIS E...MENOS IGUAIS

O Presidente do Governo dos Açores Vasco Cordeiro anunciou este fim-de-semana último que o seu executivo vai disponibilizar consultas anuais, com base num regime de convenção, a todos os açorianos sem Médico de Família.

“O Governo dos Açores está a trabalhar na criação de condições para que sejam disponibilizadas consultas anuais, num regime de convenção a estabelecer com as unidades de Saúde, a todos os açorianos que ainda não têm Medico de Família”, declarou Vasco Cordeiro.

Não sabemos quantos são os açorianos sem Médico de Família. Sabemos, sim, que a sua situação não está conforme com a igualdade de direitos garantida pela Constituição da República Portuguesa. Não existindo consultas específicas para utentes sem Médico de Família na Região dos Açores, as chamadas consulta de “recurso”, importaria que o Governo Regional apresentasse um plano de reforço dos quadros médicos regionais, com incentivos ou alternativas assistenciais subsidiadas pelo Governo Regional.

Mas Vasco Cordeiro tapa o sol com uma peneira inventando uma consulta anual convencionada para os não cobertos por MF. Suprema ironia para um governo dito socialista. A insularidade transporta algumas curiosas perversidades. Somos todos iguais mas há uns poucos menos iguais.


CR  

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

BALANÇO DE UM PERCURSO ACENTUADO DE DEGRADAÇÃO (II)

(…o SNS á lupa)

A Portaria 82/2014, que pretendia redefinir o mapa das unidades hospitalares do SNS com base em critérios técnicos e geográficos, constitui um documento incongruente e susceptível de inumeráveis críticas.

O desnorte que preside á capacidade de previsão do Ministério chega ao ponto de continuar a abrir concursos para serviços condenadas nesse documento á extinção. Dir-se-á portanto que a portaria devia ser revogada de imediato ou no mínimo ser transformada em documento de trabalho prévio.

A centralização em Saúde (como na Educação) conduz ao afastamento dos utentes, á degradação de serviços, á perda da universalidade de direitos á saúde.

Vejamos a lista dos serviços excluídos e a encerrar na região do Tâmega e Vale do Sousa, de acordo com a Portaria 82/2014:

Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa  
Excluídos: Cirurgia Plástica Reconstruída e Estética
Não Previstos: Endocrinologia e Nutrição, Medicina do Trabalho, Obstetrícia, Pedopsiquiatria e Urologia
Podem ser Excluídos: Cardiologia, Gastrenterologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Pneumologia

Dados Recolhidos na Revista da Ordem dos Médicos Julho-Agosto de 2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

SERVIÇO PÚBLICO

Conselhos para prevenir o tabagismo passivo e o início do consumo de tabaco nas crianças:

1. Não fumar em casa, nem permitir que outros o façam.
2. Se fumam, que tentem abandonar ou, pelo menos, que não fumem na presença ou na proximidade das crianças.
3. Se não fumam, mas convivem com fumadores, estes devem deixar de o fazer ou então fumar fora da casa.
4. Não permitir que amas ou outras pessoas fumem dentro da casa ou na proximidade das crianças.
5. Não permitir que se fume no automóvel.
6. Assegurar que ninguém fuma na escola ou infantário do seu filho.
7. Averiguar o consumo de tabaco pelos amigos (12-13 anos).
8. Não permitir que as crianças mexam nos artigos que se relacionem com o acto de fumar.
9. Realçar, na presença das crianças, as imagens falsas e enganosas que usam os anúncios e filmes onde se apresenta o acto de fumar como glamoroso, saudável, sensual e maduro. Atenção aos cigarros de chocolate!
10. Realçar os efeitos negativos a curto prazo, tais como o mau hálito, os dedos amarelos, as alterações respiratórias e a diminuição do rendimento no desporto.
 11. Assegurar que não se fuma nos centros de saúde e nos locais que prestam cuidados a crianças.

domingo, 13 de abril de 2014

curiosidade

Em Portugal, as mulheres continuam a ter uma esperança média de vida superior á dos homens, mas nestes a esperança média de vida sem limitações é mais elevada.

O número de "anos de vida saudável", que corresponde ao número de anos de vida esperados sem limitações de longa duração, era de 60,7 para os homens e 58,6 para as mulheres, em 2011.

domingo, 30 de março de 2014

DIVERSÃO E DIVISÃO

A discussão foi lançada há uns anos pela Ordem dos Enfermeiros e conheceu neste domingo mais um episódio. O secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, admitiu, em declarações ao Diário de Notícias, que o alargamento de competências dos enfermeiros deve ser estudado, nomeadamente a possibilidade de estes profissionais de saúde virem a prescrever alguns exames e a renovar receitas.
O bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Germano Couto, louvou as declarações, enquanto o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, voltou a mostrar-se contra a medida.
“É uma matéria que deve ser estudada e aprofundada sem qualquer limitação”, defendeu Leal da Costa, lembrando que outros países já o fizeram, deixando os médicos livres para outras funções essenciais.
Na saúde materna, a lei permite desde Março de 2009 que os enfermeiros obstetras façam vigilância das grávidas de baixo risco e lhes prescrevam exames, mas essas competências não têm sido exercidas na prática porque o Estado não financia os exames pedidos por estes profissionais.
Em 2012, na sequência de uma petição que recolheu mais de mil assinaturas, o Ministério da Saúde decidiu criar um grupo de trabalho com representantes da Direcção-Geral da Saúde, da Administração Central do Sistema de Saúde e das ordens profissionais dos Enfermeiros e dos Médicos, para avaliar esta questão.
Houvera ponderação e realismo e a Ordem dos Enfermeiros não estaria metida nesta “guerra” de competências, antes bater-se-ia pela VALORIZAÇÃO REMUNERATÓRIA legítima da licenciatura dos enfermeiros, ou pela estabilidade profissional dos contratados precários, ou até pela restauração dos rendimentos dessa classe profissional. Temos assim apenas uma manobra de diversão e divisão, com o apoio da Ordem dos Enfermeiros.
CR

terça-feira, 4 de março de 2014

informação

Já é oficial:

A UNIDADE DE SAÚDE DE GALEGOS EM PENAFIEL VAI SER ENCERRADA. OS UTENTES TERÃO DE SE DESLOCAR PARA AS UNIDADES DE PAÇOS DE SOUSA OU DE PENAFIEL (CIDADE).

ESPEREMOS PARA VER SE A POPULAÇÃO SEMPRE TÃO AFECTA AO PSD VAI REAGIR OU NÃO.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Notícias graves II

O Ministério da Saúde anunciou hoje, sem apontar datas, que as administrações regionais de saúde (ARS) vão pagar, em breve, os incentivos financeiros devidos aos enfermeiros e pessoal administrativo das Unidades de Saúde Familiar (USF).

Num curto comunicado, a tutela acrescenta que "as questões que levaram à suspensão dos pagamentos, tal como previstos nos contratos estabelecidos com as ARS, foram resolvidas através de uma portaria assinada hoje pelos ministérios da Saúde e das Finanças".

Moral da História

Quando o Ministério da Saúde pretendeu dividir para reinar, não escondendo a face mais sórdida de um Poder sem ética ou Moral, deparou com:

-uma consciência global da profunda injustiça que a sua atitude refletia, ao não respeitar a Lei, os compromissos passados e o trabalho realizado pelas USF´s 
-uma compreensão total dos interesses em causa com a precarização do seu funcionamento, a redução do peso unitário das remunerações dos seus profissionais, as sombras sob o seu futuro
-uma profunda identificação da interdependência dos seus profissionais, quer das remunerações, quer no estilo e formas de trabalho
-uma valorização sentida dos resultados obtidos nas USF
-uma vontade de resistir lutando, com todas as armas ao seu alcance
-uma solidariedade muito abrangente entre associações sindicais, profissionais, e de representação de classe
-uma estrutura (a USF-AN) mobilizada e mobilizadora, dinâmica, inclusiva e propositiva, com dirigentes capaz e competentes

...e cedeu, um passo atrás para ousar dar dois passos á frente, no futuro.

Resta aproveitar o recuo, para denunciar amplamente a estratégia governamental, os seus confessados objectivos estratégicos e para apresentar novos desafios (há demasiado tempo adiados) para solidificar a estrutura das USF´s e do SNS: a passagem de USF's do modelo A para o modelo B, desde que cumpram condições, a contratualização como verdadeira negociação independente e o reconhecimento das USF's, da sua indiscutível mais-valia no quadro de uma gestão democrática da Administração pública.  
 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Noticias graves

Em resposta a um pedido de esclarecimento do nosso jornal, sobre se a suspensão do pagamento de incentivos remuneratórios se aplicava, também, aos médicos, o Gabinete do Ministro da Saúde veio confirmar que sim, que também se aplica a estes profissionais.

Assim, já a partir do processamento das remunerações respeitantes a Dezembro, se o Ministério das Finanças e da Administração Pública/DGAEP decidir que essa retribuição suplementar, é abrangida no disposto no artigo 35º da LOE para 2013 – Lei nº 66-B/ 2012, de 31 de Dezembro – que proíbe valorizações remuneratórias, também os médicos deixarão de receber os suplementos remuneratórios associados à contratualização específica das ARS com as equipas que trabalham em USF de modelo B.

Mais: se “se os incentivos financeiros vierem a ser considerados valorização remuneratória, ao abrigo das Leis dos Orçamentos de Estado de 2011, 2012 e 2013,também os médicos terão que devolver os montantes auferidos nos últimos três anos.
 
A situação, que está a causar grande preocupação aos profissionais de saúde envolvidos, teve início numa carta enviada às ARS, através da qual João Nabais, chefe de gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, informa que “fica suspenso o pagamento de incentivos aos profissionais das Unidades de Saúde Familiar (USF), até ao esclarecimento desta matéria por parte do Ministério das Finanças”. Incentivos estes, refira-se, que se aplicam apenas aos profissionais a exercer em USF modelo B.

(em Jornal Médico)