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domingo, 13 de abril de 2014

curiosidade

Em Portugal, as mulheres continuam a ter uma esperança média de vida superior á dos homens, mas nestes a esperança média de vida sem limitações é mais elevada.

O número de "anos de vida saudável", que corresponde ao número de anos de vida esperados sem limitações de longa duração, era de 60,7 para os homens e 58,6 para as mulheres, em 2011.

sábado, 3 de setembro de 2011

estudo

Censos 2011: População do distrito com fraco crescimento. Cidade do Porto e áreas rurais do interior perdem população

Segundo os dados preliminares dos Censos 2011, em 31 de Março de 2011 residiam no distrito do Porto 1.816.045 pessoas, equivalendo a 17,2% do total nacional, praticamente a mesma proporção registada em 2001, ou seja, em termos populacionais o distrito tem mantido o seu peso relativo no contexto nacional. Este dado é muito importante, se considerarmos a reconhecida perda de peso do distrito na economia nacional, designadamente na repartição do rendimento, no emprego e no investimento público, que se tem registado nas últimas décadas.

Em termos de crescimento populacional, na década de 2001 a 2011 a taxa de crescimento no distrito, mais 1,9%, foi idêntica à média do País, mas contrasta marcadamente com a região em que se insere, o Norte, que cresceu apenas 0,1%. Este sintoma de assimetrias territoriais não é exclusivo da região. São, de facto, bastante dispares as taxas de crescimento nas várias regiões (e RA): grosso modo, a nível nacional evidencia-se o êxodo das zonas interiores (Norte, Centro e Alentejo) a favor do litoral e designadamente dos polos de Lisboa e (por certo com contornos sociais muito diferentes), do Algarve (mais 14%) e da Madeira (mais 9,4%). Em 2011, as mulheres eram uma ligeira maioria, constituindo 52,1% da população residente, contando os homens 47,9%, proporções idênticas às da média nacional. Verifica-se aliás, uma grande homogeneidade na repartição por sexos em todo o território e há várias décadas.

Não dispomos ainda de elementos dos Censos 2011 para estudo da população por patamares etários, mas as estimativas periódicas do INE fazem prever que se manteve a tendência de envelhecimento da população no distrito e no País, com nítida perda das taxas de crescimento da população jovem.

Examinando os dados demográficos dos Censos 2011 a nível dos concelhos do distrito do Porto, ressalta de imediato a continuada quebra da população residente no concelho e cidade do Porto, cujo número baixou de 263.131 habitantes em 2001 para 237.559 em 2011, uma perda de 9,7% (e de mais de 27% em 20 anos). Recordemos que Vila Nova de Gaia, há muito (anos 90) ultrapassou o Porto como o município mais populoso do distrito, embora sem que a dimensão da cidade de Gaia esteja já próxima da capital do distrito. Outros quatro municípios registaram perdas populacionais: Baião (-8,2%), Amarante (-5,3%, Santo Tirso (-1,4%) e Póvoa do Varzim (-0,2%). Amarante e Baião, no extremo Nascente do distrito, são áreas tipicamente rurais, e mesmo Santo Tirso e Póvoa, com índices de industrialização e urbanização elevados, mantêm largas zonas rurais.

Em contrapartida, e embora sem atingir as elevadas taxas de crescimento da década 1991 - 2001, alguns concelhos registaram ainda valores comparativamente altos: 12,4% na Maia, 9,0% em Valongo, 6,7% em Vila do Conde, todos concelhos periféricos (não necessariamente adjacentes) do Porto. Os concelhos com bastante actividade industrial, casos de Gaia, Matosinhos, Lousada, Paços de Ferreira e Paredes, também registaram taxas de crescimento entre 4 e 5%. À primeira vista, mantém-se, embora um pouco mitigada, a migração da cidade do Porto e das zonas puramente rurais do distrito para a periferia do Porto.

Em 2011 a população do distrito agrupava-se em 668.693 famílias, com a média de 3,7 pessoa por família, muito acima da média nacional de 2,6 pessoas; em 2001 o número de famílias era 594.184, com a média de 3,0 pessoas por família. Por tanto, o número de famílias aumentou 12,5%, um pouco acima da taxa média nacional de 11,6%. Também aumentou a dimensão do agregado familiar: mais 23,3%.

Em conclusão:

1.No seu todo, o distrito do Porto abriga cerca de 17% da população do País, proporção que se tem mantido bastante estável, nas últimas décadas. Também a relação nº.de-mulheres/nº.de-homens se tem mantido estável, com ligeira vantagem para as primeiras.

2. Também no seu todo, o distrito apresenta uma taxa média de crescimento baixa, com grandes disparidades de município para município. Em corolário, dentro do distrito, as últimas décadas acusam deslocamentos populacionais importantes, com perdas para a cidade do Porto e áreas rurais do interior do distrito e ganhos para as zonas industriais e urbanizadas do litoral, na periferia, imediata ou não, da cidade do Porto.

(Folha informativa 7/11 da Comissão de Desenvolvimento Regional da DORP do PCP)