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sábado, 3 de novembro de 2012

PARTIDO COMUNISTA DA UCRANIA TRIPLICOU A SUA FORÇA ELEITORAL

(em Pravda Estado español)

Depois das boas noticias para os comunistas na República Checa (o KSCM alcançou a segunda posição em eleições regionais) e Bélgica (enorme crescimento de votos do PTB em eleições comunais e distritais), é a vez de Ucrania, onde se celebraram eleições para o Parlamento, a 'Rada Suprema', e o Partido Comunista (KPU) dá uma nova alegria.
Com 81 por cento dos votos escrutinados, o KPU triplica a sua força eleitoral, obtendo 14% e mais de 2.233.000 votos; se não houver grandes mudanças, isto outorgaria 34 deputados. Em anteriores eleições á Rada, alcançaram 5.39% e um milhão de votos menos (1.257.397) traduzidos em 27 deputados.
Ainda que seja um espectacular avanço para o Partido Comunista, se comparamos com todos os dados eleitorais desde a sua fundação (1993) depois da contra-revolução e independência da Ucrania, o contexto é de recuperação da sua influencia perdida. Vejamos de maneira clara:

Eleições ao Parlamento
Ano    Votos          %     Deputados
1994    3,683,332 19.1      86
1998 10,046,064  24.7     121
2002 7,509,107   20.08    66
2006 929,591        3.66     21
2007 1,257,397     5.39     27

Eleições Presidenciais
Ano Candidato               Votos          %
1994 Oleksandr Moroz 3,466,541     13.33
1999 Petro Symonenko 10,665,420   38.08
2004 Petro Symonenko 1,388,045      4.97
2010 Petro Symonenko 872,877         3.54

Assim como poderão apreciar nossos leitores, o Partido Comunista foi uma das principais forças políticas durante os primeiros anos depois da independência, chegando a roçar o governo. Nas duas primeiras eleições da Rada, o grupo comunista foi o mais numeroso, e em 2002 ainda logrou o segundo lugar. Nas eleições presidenciais de 1999, o KPU passou á segunda ronda, e ainda que estivessem longe de ganhá-las, obtiveram quase 40% e mais de dez milhões de votos.
Mas com a crise politica que geraria a chamada "Revolução laranja”, o KPU perdeu muito apoio eleitoral, chegando ao descalabro de 2006 com menos de um milhão de votos, e alcançando com sorte o limite dos 3%. No ano seguinte, nas eleições antecipadas, começaram a recuperar parte de seu potencial eleitoral, e com os actuais resultados de 2012, o Partido Comunista confirma essa tendência positiva.
No que respeita a outras formações, o Partido das Regiões (32.35%), a organização nacionalista "pró-russa" do actual Presidente Yanukovich, derrotou uma vez mais o bloco "pró-ocidental" representado por Patria (23.78%) - de Yulia Tymoshenko- e a Aliança Democrática pelas Reformas de Ucrania -UDAR- (13.35%), um novo partido liderado por um ex-boxeur. A organização fascista de Svoboda lamentavelmente logrou 9.44%, e entrou pela primeira vez no Parlamento

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