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domingo, 25 de novembro de 2012

poema


NÃO PARES A TUA TEMPESTADE

Não traio.

Porque insistes?

Não traio.

Desde criança que meu Pai me ensinou

não haver tempestade
na terra ou nos céus
que não traga
a praga
de um falso herói
salvador da Cidade.

Ou a esperança de um semideus

com um raio

na Mão

que tudo destrói

para pintar depois o Sol e o Chão

de outra realidade.

Mas nunca encontrarás traidores

entre os que sempre como eu sonhamos combustões

de novas flores

com pétalas de asas de liberdade

que só nascem e crescem regadas pelos gritos e lágrimas

das multidões.

 
Povo, continua! Não pares a tua tempestade.

José Gomes Ferreira

 

 

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