Paredes, 30 de junho de 2017
EXMO SR. Presidente da Assembleia Municipal de Paredes e
restante Mesa
EXMO SR. Presidente da Câmara Municipal de Paredes e
Senhores Vereadores
EXMOS SRS. Membros da Assembleia Municipal de Paredes
Distinto público
Minhas Senhoras e meus Senhores
O País enfrentou recentemente uma calamidade com inúmeras
vítimas resultante de incêndios florestais na Região Centro. A perda de
pessoas, bens e economias exige do País uma atenção reforçada. As estratégias
de combate aos incêndios florestais e defesa e proteção da vida de populações e
seus bens, envolvendo todos os recursos da Proteção Civil, da Administração Central
e autarquias são certamente prioritárias. Mas importa atentar às políticas de prevenção
do fenómeno, considerando as características da floresta, as alterações
climatéricas da temperatura e humidade, hábitos agrícolas perigosos mas
enraizados na consciência de gerações (as queimadas), ou práticas lúdicas e de
lazer (como balões de mecha acesa ou os foguetes). O governo antecipou mesmo o
chamado período crítico de 1 de julho para 22 de junho estendido até 30 de
setembro.
Também o concelho de Paredes tem tido incêndios com alguma
expressão como na zona de Baltar (em 21 de maio de 2017) com muitos
operacionais envolvidos. Importa portanto ter em atenção as competências e
atividade da Camara Municipal em aspetos que relembro como:
1) Elaboração e sistemática atualização do plano local de
prevenção e combate aos fogos florestais através do Gabinete Técnico Florestal
e dinamização de Comissão Municipal de Defesa da Floresta
2) Cumprimento de normas imperativas que a Lei Geral obriga
da gestão de combustíveis a saber a) gestão de combustíveis no espaço de 10 metros
para cada lado das rodovias, camarárias incluídas; b) gestão de combustíveis no
espaço de 50 metros para casas isoladas em zonas de matas; c) gestão de
combustíveis em 100 metros para equipamentos industriais e similares e
aglomerações /aldeias em zonas florestais
3) Condicionamento do
acesso, circulação e permanência de pessoas e bens no interior de determinados espaços florestais de acordo com
o índice de risco de incêndio florestal diário
4) Sensibilização da população para a plantação de árvores
folhosas de espécies autóctones, para a floresta continua e densa de eucaliptos
e pinheiros, para as causas humanas e estruturais dos incêndios.
5) Apoio politico á necessidade urgente do reforço dos meios
humanos e materiais das estruturas do Ministério da Agricultura e Pescas para a
intervenção nas florestas.
6) As medidas urgentes para assegurar um dispositivo capaz
de combater os incêndios neste Verão que, previsivelmente será muito duro e nós
sabemos que as corporações de bombeiros estão muito fragilizadas pelos cortes
que sofreram.
Este é um guião exigente para os políticos com função
executiva e para os técnicos com responsabilidade no sector. Esperemos que
todos estejam á altura das responsabilidades atribuídas no momento da
implementação de medidas de prevenção. Por parte da CDU afirmamos que não
queremos ver em Paredes muito do que lamentavelmente observamos na região de Pedrógão
e concelhos vizinhos.
Disse,
Cristiano Ribeiro
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